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Campeonato Baiano - Alagoinhas :: Voltar

HISTÓRIA

A data oficial de fundação do Alagoinhas Atlético Clube é 2 de abril de 1970, mas pode-se dizer, que o time começou a nascer dois anos antes, em 1968, quando o prefeito da cidade de Alagoinhas construiu o estádio Antonio Carneiro, o Carneirão.

Com a construção do palco, vários clubes amadores surgiram na cidade. Entre eles destacavam-se o Grêmio, o Ferroviário, o Agulha, o Juventus, o Botafogo e o Gato Preto. Além das equipes que jogavam na própria cidade, a seleção de Alagoinhas também brilhava, principalmente nos torneios intermunicipais.

Percebendo que a cidade tinha talento para o futebol, um grupo de esportistas amadores, formado pelo dentista Walter Robatto Campos, o radialista Antonio Pondé, o funcionário municipal Valdo de Souza, o motorista Osmário Almeida e o Frei Virginio de Boavaita resolveu formar uma equipe profissional na cidade de Alagoinhas. Desde então, diz-se que o Atlético é um time abençoado por Deus, uma vez que a reunião que levou à formação da equipe ocorreu em uma igreja, a igreja de Santo Antônio.

Depois desse encontro, a idéia da formação de um clube de futebol na cidade se espalhou e ganhou muitos simpatizantes, até que em 2 de abril de 1970 o time finalmente foi fundado oficialmente.

O primeiro jogo da história da equipe foi contra o Leônico. O Atlético começou bem sua trajetória, vencendo por 2 a 0. O gol inicial da história do clube de Alagoinhas foi marcado pelo lateral-direito Chico.

Depois de formado, o time precisava disputar um campeonato profissional, então a diretoria do clube foi à Federação Baiana de Futebol pedir a inclusão da equipe no Campeonato Baiano de 1971. O pedido foi negado. Então, a prefeitura de Alagoinhas interveio, alegou que o Carneirão era um dos melhores estádios do estado e conseguiu a inscrição do Atlético para disputar sua primeira competição oficial.

O time, no entanto, só conseguiria o devido destaque dois anos depois, em 1973, quando conseguiu o vice-campeonato baiano, perdendo para o poderoso Bahia na final.

O Atlético continuou se destacando no Estadual durante toda a década de 70 e 80. Em 1992, no entanto, viria o baque do rebaixamento no estadual. Após uma campanha pífia, a equipe foi rebaixada, voltando no ano seguinte. Em 1997, novo descenso. Mas em 1998, com o vice-campeonato da segunda divisão, o time conseguiu o acesso novamente e nunca mais caiu.

Com a volta à primeira divisão do estadual, as categorias de base do time se destacaram e venceram a Copa Gazetinha Infanto-Juvenil, em 1999, e a Copa Interestadual Nordestina de 2001, colocando de vez o Atlético entre os clubes grandes da Bahia.


GRANDES ÍDOLOS

Apesar de ser um time pequeno no cenário nacional, dentro da Bahia, principalmente nas décadas de 70 e 80, o Atlético ganhou importância, tendo revelado grandes jogadores para o futebol baiano e brasileiro.

Entre os jogadores revelados pelo clube um dos que se destaca é Zé Augusto. Zagueiro raçudo, defendeu o Bahia na década de 70 e fez parte do clube que era considerado uma espécie de seleção nordestina, tanto que chegou a ganhar o Campeonato Baiano por sete vezes consecutivas. Apesar de ter surgido no Atlético, o jogador se identificou com o clube da capital e, depois de pendurar as chuteiras, passou a trabalhar nas categorias de base do Tricolor.

Outro zagueiro revelado pelo Atlético que também ganhou destaque foi Russo. O jogador participou da história conquista do vice baiano de 1973. Em seguida o jogador foi para o América do Rio de Janeiro, onde jogou até o fim de sua carreira.

Quem também começou na agremiação e marcou época no clube foi o volante Merica. Ele jogou pelo clube de Alagoinhas até 1975, quando se transferiu para o Flamengo. E foi no Rubro-negro carioca em que ele conseguiu maior destaque em sua carreira.

Merica defendeu o clube da Gávea de 1975 até 1978 e disputou 175 jogos pelo Flamengo, sendo que conquistou 105 vitórias, 46 empates e apenas 24 derrotas. Antes de terminar a carreira no Confiança de Aracaju, do Sergipe, o volante ainda defendeu o América do Rio de Janeiro, e o Sport Recife, de Pernambuco.

Mas, sem dúvida, o jogador de mais destaque que passou pelo Atlético de Alagoinhas é o ex-meia-atacante Dendê. O jogador, que tem a mesma cidade natal do clube, começou a sua carreira no Carcará.

Dendê defendeu o Atlético até o ano de 1975, quando se transferiu para o Flamengo. No time da gávea, o jogador atuou ao lado de Zico e outros na equipe treinada pelo gaúcho Carlos Froner, ídolo do treinador campeão da Copa do Mundo de 2002, Luiz Felipe Scolari.

O jogador ficou no Rubro-negro carioca até 1977, quando voltou para o seu estado natal, mas desta vez para defender um clube da capital, o Bahia. No Tricolor ele também fez sucesso e despertou o interesse do maior rival do clube, o Vitória.

Foi no Rubro-negro baiano em que Dendê encerrou a sua carreira, em meados da década de 80, depois de outra grande passagem por um clube grande do futebol brasileiro.

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