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Libertadores da América - América :: Voltar

HISTÓRIA

O América, que surgiu em 12 de outubro de 1916, originou-se da junção de duas equipes. A primeira, chamada de “Record”, era formada por alunos do Colégio de Mascarones e liderados por Rafael Garzia Gutiérrez, que se tornaria grande ídolo do clube. O segundo time, conhecido como Colón, era integrado por alunos do Colégio Perpetua.

O nome América foi sugerido por Pedro Quintanilla, já que no mesmo dia da fundação do clube é comemorada a descoberta do continente americano. Porém, em 1918, devido à má campanha em campeonatos amadores, outro nome foi adotado para tentar revitalizar a equipe, que passou a se chamar Unión. Curiosamente, este era o mesmo nome que o grande rival Chivas de Guadalajara utilizou no princípio de sua história.

Em 1920 o clube voltou a atender pelo nome de América e começou sua trajetória de glórias. Em 1923, a primeira seleção mexicana foi formada com oito jogadores do time como titulares.

Na década de 40, o futebol no México tornou-se profissional e um campeonato nacional foi formado com a presença de dez clubes, tais como o América e o Chivas. Equipes que iniciaram sua rivalidade no ano de 1944, após uma vitória do time de Guadalajara por 3 a 1.

Os anos seguintes foram difíceis para os “Águilas” (apelido pelo qual é conhecido o América). O time enfrentou uma grande seca de títulos, interrompida apenas em 1954 com a conquista da Copa do México, após bater seu arqui-rival por 4 a 3.

Dez anos depois da quebra do jejum, o primeiro título nacional da era profissional foi conquistado. O atacante brasileiro “Zague” foi o principal destaque e artilheiro da competição, marcando 20 dos 55 gols da equipe no campeonato.

Devido à primeira Copa do Mundo realizada no México, em 1970, grandes melhorias para o futebol nacional aconteceram e o América aproveitou a oportunidade. Na década de 70, os Águilas conquistaram dois campeonatos mexicanos (1970-71 e 1975-76), uma Copa do México (73-74) e uma Copa dos Campeões da Concacaf, dando um indício do que seria a década de 80, época de ouro do clube.

Pentacampeão nacional, bicampeão do torneio Campeão dos Campeões e campeão da Concacaf. Essa foi a lista dos principais títulos conquistados na década de 80, com destaque para a temporada 1982-83, quando o recorde de pontos obtidos em uma só temporada da liga mexicana foi alcançado, 61 no total. Durante esse período, craques como Carlos Rainoso e o maior artilheiro da história do clube, “Zaguinho”, foram contratados.

A década de 90 não foi muito satisfatória em relação a títulos. Sendo assim, no ano 2000, uma grande contratação foi realizada para mexer com as estruturas: o treinador Alfio Basile. Porém, os resultados do treinador estiveram longe do esperado, tendo a semifinal da Libertadores de 2000 como principal êxito do comandante.

O jejum de títulos da liga, que já durava 13 anos, foi quebrado apenas em 2002, com a conquista do Torneio de Verão. Dois anos mais tarde, na Copa Libertadores de 2004, o América foi eliminado nas oitavas-de-final do torneio pelo São Caetano, com uma grande confusão envolvendo os jogadores. O grande craque Cuauhtémoc Blanco ficou suspenso por um ano de competições realizadas pela Conmebol devido ao desentendimento.

Em 2005 veio o último título da liga mexicana, o Clausura, que contou com a participação de Blanco, do brasileiro Kléber Pereira e Pavel Pardo, dentre outros craques, colocando o América entre as principais equipes do país.


GRANDES ÍDOLOS

Fundado em 1916, o América do México contou com diversos craques estrangeiros e mexicanos em seu elenco vitorioso. Entre as principais estrelas que vestiram a camisa amarela da equipe podemos destacar três delas: Rafael Garza Gutierrez, o “Récord”, Luís Roberto Alves, o “Zaguinho” e Cuauhtémoc Blanco.

Rafael Garza Gutierrez foi um dos principais fundadores do América do México. Grande zagueiro da história do clube, ainda amador em sua época, colaborou na conquista de quatro títulos nacionais consecutivos na década de 20, como jogador, capitão e treinador.

Era conhecido por seu grande poder de liderança e dentro de campo oferecia grande perigo às defesas adversárias com seu poderoso jogo aéreo. Em 1928 foi considerado o melhor jogador de sua posição. Pela seleção mexicana integrou as equipes da Olimpíada de Amsterdã, em 1928, e da Copa do Mundo do Uruguai, em 1930.

Récord encerrou sua carreira como jogador em 1932, vestindo a camisa do América, único clube que defendeu. Já no ano seguinte iniciou sua jornada como treinador da seleção mexicana e comandou o México nas eliminatórias para a Copa do Mundo da Itália (1938), além de levar o time à conquista dos Jogos Pan-americanos do Panamá (1938).

Luís Roberto Alves, o “Zaguinho”, foi o maior artilheiro história dos Águilas. Filho do Brasileiro José Alves, o “Zague”, o atacante Mexicano marcou 175 gols durante os 12 anos que defendeu o clube. Conquistou diversos títulos, como dois campeonatos nacionais (1987-88 e 88-89) e três Copas dos Campeões de Concacaf (1987, 90 e 92).

Pela seleção mexicana, “Zaguinho” participou da Copa do Mundo de 1994, foi vice-campeão da Copa América de 1993 e campeão da Copa Ouro de 1993. Encerrou sua brilhante carreira em outubro de 2003.

Já o polêmico Cuauhtémoc Blanco passou quatro vezes pelo América, totalizando 11 anos jogando pelo clube. Blanco foi o segundo maior artilheiro da história da equipe (125 gols), ficando atrás apenas de “Zaguinho”. Além disso, o experiente atacante conseguiu títulos importantes, como o Torneio Clausura do México, em 2005.

Pela seleção nacional, o atacante conquistou a Copa Ouro, nos anos de 1996 e 1998, e a Copa das Confederações, em 1999, quando também conquistou o prêmio de maior goleador, com nove gols anotados.

Outros grandes nomes da história do futebol passaram rapidamente pelo América, como o técnico Javier Aguirre, o maior astro da história do México Hugo Sánchez e o grande atacante brasileiro Vavá.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do América do México é o brasileiro Luís Roberto Alves, mais conhecido como “Zaguinho”, por ser filho do brasileiro “Zague”. O atleta marcou 175 gols pelo clube durante a década de 90.

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