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Liga dos Campeões - Anorthosis :: Voltar

HISTÓRIA

Fundado em 30 de janeiro de 1911, o Anorthosis Famagusta, também conhecido como Velha Senhora, é um dos principais clubes de futebol do Chipre. Ele é um dos maiores vencedores do Campeonato Cipriota, tendo conquistado o campeonato em 13 ocasiões. Atualmente, o Anorthosis fez outro grande feito: foi o primeiro time do país a se classificar para a fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada 2008/09.

A história do Anorthosis tem fortes vínculos com a própria história do Chipre. A ilha, localizada no mar Egeu, era de administração britânica quando o clube foi fundado, em 1911, tornando-se colônia em 1914. Em 1960, Grécia, Reino Unido e Chipre assinaram um documento que garantia a independência da ilha.

A condição de país independente dividiu a população, de maioria grega e minoria turca. A parte turca não aceitou a independência e, com apoio da Turquia, dominou a região norte da ilha, que inclui a cidade de Famagusta em 1974. O Anorthosis, grande símbolo da resistência grega no Chipre, foi expulso da cidade e passou a mandar seus jogos em Larnaca.

Na fundação, em 1911, o Anorthosis era o símbolo dos gregos da cidade de Famagusta. Em 1929, o clube passou a defender não só a cidade, como todo o Chipre. Além disso, passou a investir mais em esportes, como futebol, vôlei, atletismo e esportes aquáticos, e mudou o símbolo para uma fênix. Assim como a ave que passou a simbolizá-lo, o Anorthosis por diversas vezes precisou ressurgir das cinzas.

Por todos os conflitos em que se envolveu, não só contra os turcos, mas também contra o Reino Unido, o Anorthosis chegou a ser fechado duas vezes, uma em 1931 e outra em 1956, além de ter sido bombardeado em 1958 pelos britânicos. Em todos esses episódios, porém, o clube conseguiu se reerguer e continuou defendendo os gregos-cipriotas.

Em 1960, dois anos após o bombardeio que destruiu a sede da Velha Senhora, com apoio da população de Famagusta, um novo prédio foi construído para servir de sede para o Anorthosis, que, assim como a que foi destruída pelos britânicos, serviu de símbolo para a resistência dos gregos no norte do Chipre.

Em 1974, exércitos turcos invadiram o norte da ilha e dominaram, entre outras áreas, a cidade de Famagusta. O Anorthosis se viu obrigado a deixar a cidade e se mudou para Larnaca, passando a mandar os jogos no estádio Antonis Papadopoulos. Assim como em outras três ocasiões, o clube ressurgiu das cinzas com a fênix, ave que é até hoje é o seu símbolo. Desta vez, a Velha Senhora não só reviveu como se tornou a principal potência do futebol cipriota.

No futebol, o primeiro título do Campeonato Cipriota do Anorthosis veio em 1950. Jogando em Famagusta, o clube foi campeão em outras cinco ocasiões: 1957, 1958, 1960, 1962 e 1963. Após a sexta conquista, os diversos problemas nos quais o Anorthosis se envolveu só permitiram que o clube voltasse a ser campeão na década de 1990, mais de 20 anos após se mudar para Larnaca. O sétimo título veio em 1995, e até 2008, foram mais seis conquistas: o tetracampeonato entre 1997 e 2000, além de levantar a taça nas temporadas de 2005 e 2008.


GRANDES ÍDOLOS

Apesar de ser um clube conhecido por seu apoio à causa dos gregos-cipriotas, o Anorthosis teve diversos jogadores de todo o Chipre e muitos estrangeiros em sua história. Mesmo alguns estrangeiros ficaram na lembrança dos torcedores por tudo o que fizeram pelo clube durante a passagem.

O principal nome da história do Anorthosis é Antonis Papadopoulos. A sua importância, porém, vai além do futebol. Papadopoulos sempre se identificou com a torcida da Velha Senhora por compartilhar dos mesmos ideais que levaram o clube a ser fundado. Após a sua morte, em 1981, o jogador tornou-se um dos grandes símbolos do time, até ser homenageado pela diretoria, que batizou o estádio construído em Larnaca com o seu nome.

Na história mais recente, o clube teve grandes nomes de destaque. O maior deles é o goleiro Nicos Panayiotou. Nascido em Famagusta, o jogador atuou durante 17 anos com a camisa do Anorthosis. Foram 293 jogos e um gol marcado entre 1987 e 2004, até ele se transferir para o AEK, de Larnaca. Panayiotou foi capitão do time durante grande parte da sua passagem e é até hoje lembrado pelos torcedores por sua participação decisiva em cinco títulos cipriotas.

O zagueiro Demetris Ioannou passou a maior parte da sua carreira no Anorthosis. Ele chegou em 1995, contratado do Apollos, e ficou até 2001. Durante o período, disputou 120 partidas com a camisa do clube e conquistou dez títulos, sendo um dos jogadores mais vitoriosos da Velha Senhora.

Outro defensor de grande destaque na equipe foi Zacharias Charalambous. Nascido em Famagusta, ele chegou ao Anorthosis em 1992 e ficou dez temporadas defendendo as cores do time. Até 2001, foram 205 jogos e 15 gols. Ele ainda jogou pela seleção cipriota em 11 oportunidades, marcando um gol.

O atacante Marios Neophytou chegou ao Anorthosis em 1999, mas a sua grande temporada foi a de 2003. Ele participou de todas as partidas do campeonato cipriota e anotou 33 gols, sendo o grande artilheiro da competição. Logo após o término, porém, o jogador se transferiu para o OFI da Grécia. Neophytou disputou 83 partidas pela Velha Senhora, marcando 59 gols.

Velho conhecido dos brasileiros, o atacante Jardel teve uma curta, porém vitoriosa passagem pelo Anorthosis. Ele chegou ao clube no começo de 2007 e ajudou na conquista da Copa do Chipre da temporada. Logo depois, porém, preferiu se transferir para a Austrália. Mesmo assim, a torcida da Velha Senhora agradece tudo o que o brasileiro fez pelo clube, e a diretoria mantém as portas abertas para quando ele quiser retornar.

O grande nome do Anorthosis atualmente é outro brasileiro. Ídolo do Flamengo na década de 1990, Sávio foi a grande contratação do clube para a Liga dos Campeões de 2008/09. O atacante foi recebido por diversos torcedores ao ser apresentado.

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