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Campeonato Alemão - Arminia :: Voltar

HISTÓRIA

O Arminia Bielefeld surgiu em 1905, com o nome de Bielefelder Fussbal-Club Arminia. A intenção dos fundadores era dar à cidade de Arminia uma agremiação capaz de disputar competições esportivas, principalmente o futebol, que começava a ganhar espaço na Alemanha.

O nome Arminia foi uma homenagem ao guerreiro histórico Arminius, que, na época do poder Romano, liderou uma tribo germânica que derrotou três legiões imperiais, no confronto que ficou conhecido como Batalha da Floresta de Teotoburgo, uma referência ao local onde aconteceu o conflito.

Os resultados esperados em campo, porém, demoraram a aparecer. O time só conseguiu disputar a competição regional mais importante (a Copa da Westfalia) em 1913. A pausa do esporte para a Primeira Guerra Mundial, porém, fez com que o clube se preparasse melhor para as competições.

Nos anos 1920, o Arminia buscava a conquista do Campeonato Alemão, mas não obtinha sucesso. Foi nessa época que uma fusão quase mudou os rumos da agremiação. Em 1926, o clube se uniu ao outro time da cidade, o Bielefelder Turngemeinde. Um ano depois, com dificuldades financeiras, mudou sua estrutura e passou a ser conhecido como Deutscher Sportclub Arminia Bielefeld, que persiste até hoje.

Com o regime nazista, a equipe cresceu de produção e se aproximou pela primeira vez do título nacional. Foi vice-campeã da competição (à época ainda amadora) em 1939/40, perdendo a decisão para o Schalke 04. O período, no entanto, não foi totalmente positivo para a agremiação. O ex-presidente Julius Hessian, por exemplo, foi executado durante a Segunda Guerra Mundial por ficar contra o governo.

A boa fase terminou nos anos 1960, quando foi criada a Bundesliga, que organizou o Campeonato Alemão profissional. Nos sete primeiros anos do certame, o clube ficou fora da primeira divisão. A primeira participação foi na temporada 1970/71, mas o Arminia durou pouco e voltou a ser rebaixado dois anos depois, e de maneira traumática.

O clube caiu em campo e, após o fim da competição, se viu envolvido em um escândalo de corrupção e compra de resultados. Descobriu-se que o time de Bielefeld subornava adversários para vencer. Com isso, vários atletas e dirigentes foram banidos do esporte.

Depois disso, o Arminia demorou algumas temporadas para voltar a brigar por um lugar na divisão principal. Em 1978/79, após seis anos em competições menores, conseguiu o acesso, mas seria novamente rebaixado na temporada seguinte.

Sua primeira grande seqüência na elite do futebol alemão viria nos anos 1980. De 1980/81 a 1984/85 o time brigou entre os primeiros, mas conseguiu no máximo um quarto lugar e um oitavo lugar, em 1982/83 e 1983/84.

A próxima queda manteria a equipe longe dos melhores por algum tempo. O Arminia só voltaria à elite em 1996/97, e aí então começaria sua gangorra na Bundesliga. Foi rebaixado em mais três oportunidades e nunca passou da 12ª colocação. No século XXI, porém, conseguiu emendar mais três anos entre os melhores.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande ídolo do Arminia Bielefeld veio na década de 1920, quando a equipe conseguiu algum destaque nas ligas regionais. Naquele período, o meio-campista Walter Claus-Oehler chegou a ser convocado para a seleção alemã, tendo sido o primeiro atleta do clube a conseguir o feito.

Depois disso, o clube só voltaria a se destacar de maneira positiva nos anos 1960, quando teve o zagueiro Dieter Schulz e o meia Bernd Kirchner na mesma equipe. Ambos foram heróis da ascensão do clube à primeira divisão pela primeira vez em sua história.

O primeiro, zagueiro, se caracterizou por seu poderio ofensivo. Ao longo de seu período com a camisa do Arminia, balançou as redes adversárias em 13 oportunidades, número razoável para um defensor naquele momento.

Sua identificação com o clube e os torcedores foi tão grande que, aposentado, abriu um restaurante em Bielefeld chamado “Zum Stopper”. O nome é uma referência ao apelido que Schulz (Stopper) recebeu durante a carreira, principalmente por sua capacidade de impedir os contra-ataques adversários.

Se Schulz foi referência na zaga, o setor de criação daquele Arminia era Bernd Kirchner. O meia, que se caracterizou pelo elevado número de gols marcados, foi um dos artífices da campanha do acesso. Logo que chegou ao auge de sua carreira, porém, retirou-se dos gramados para dedicar-se ao estudo da arquitetura, com apenas 26 anos.

Posteriormente, nos anos 1970, o Arminia também serviria como vitrine para atletas como Norbert Eilenfeldt e, principalmente, o goleiro Uli Stein, que ganhou destaque pela longevidade.

Eilenfeldt defendeu o clube de 1976 a 1981, e participou das campanhas daquele período que estigmatizou a agremiação como um dos “elevadores” do futebol alemão, alternando de divisão. Quando deixou o Arminia, foi fazer sucesso no Schalke 04, à época um grande do país.

Já Stein deixou muitas saudades na torcida. Isso porque atuou pouco pela equipe que o revelou para o futebol (em comparação ao número de jogos que fez por outros clubes). Apareceu em 1978, mas viveu seu auge na primeira metade da década de 1980, com a camisa do Hamburgo. Atuou, no entanto, até 2004.

Nos anos 1990, Stefan Kuntz (que depois se destacaria pelo Kaiserslautern) e Bruno Labbadia, ambos homens de ataque, também fariam sucesso. Viveriam seus melhores momentos, porém, em outras agremiações.


ARTILHEIROS

O jogador do Arminia Bielefeld que mais marcou gols na história do Campeonato Alemão foi o atacante Frank Pagelsdorf, que balançou as redes adversárias em 28 oportunidades.

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