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Campeonato Espanhol - Atlético de Madrid :: Voltar

HISTÓRIA

O ano de 1903 marca o início da história do Atlético de Madrid. Na referida data, um grupo de estudantes bascos, radicado na capital espanhola, resolveu criar uma filial do Athletic Bilbao, que já existia desde 1898, com o nome de Athletic Club. Na época, a nova equipe utilizava um uniforme azul e branco, igual ao time de Viscaya, que comprava seus uniformes do Blackburn Rovers, da Inglaterra, clube cujas cores eram essas.

A “parceria” com os bascos durou pouco. Logo em 1907, o time se desligou do Athletic em definitivo, e pediu registro próprio no mesmo ano. No entanto, a equipe seguiu utilizando os uniformes do Blackburn. Em 1911, porém, uma comissão do clube foi à Inglaterra tentar comprar as roupas do time do sul do país. Como não encontraram o que desejavam, os dirigentes levaram à Espanha o uniforme do Southampton, que tinha listras vermelhas e brancas. Assim, as novas vestimentas foram adotadas pelo Atlético e permanecem até os dias atuais.

Nos primeiros anos, o Atlético de Madrid não conseguiu nenhum resultado expressivo em campo. Prova disso é que o primeiro título importante viria apenas em 1939, quando o clube venceu o Campeonato Espanhol.

Os primeiros anos foram de tal dificuldade para os “colchoneros” que logo na sua segunda participação na competição nacional a equipe seria rebaixada, e só voltaria à elite em 1934. Mesmo assim, só retornou porque o número de equipes da divisão principal subiu de dez para 12.

Dali até o fim da década, porém, houve um crescimento, e a equipe conseguiu se equivaler aos principais times do país. Em 1939, acabou se fundindo com o Athletic Aviación, e se tornou o Athletic Aviación Club. Sob a nova alcunha e a direção do famoso ex-goleiro Ricardo Zamora, o clube conquistou seu primeiro título do Campeonato Espanhol (e o primeiro relevante em sua história) na temporada 1939/40, e repetiria a dose no ano seguinte.

Em 1941, sofreu interferência do regime ditatorial de Francisco Franco, e passou por nova mudança de nome. Como Athletic Aviación faz menção à língua basca, o governo ordenou a troca para Atlético Aviación.

Em 1947, mais uma mudança de nome. O Atlético de Madrid cancelou a fusão com o Athletic Aviación, e passou a ter o nome que possui atualmente. E, como já ocorrera anteriormente, a alteração fez bem para o clube. Logo na temporada 1949/50 veio mais um título nacional, que seria repetido no ano seguinte.

Daí em diante, mais um período de jejum. Uma nova conquista só aconteceria no fim da década. Na temporada 1959/60, o Atlético de Madrid garantiria seu primeiro título da Copa da Espanha. Era o começo de uma era vitoriosa para o clube, talvez a maior de sua história. Na temporada 1960/61, o clube conquista seu primeiro troféu internacional ao derrotar a Fiorentina, da Itália, na final da Recopa da Europa.

Na década de 1960, foram dois títulos do Campeonato Espanhol. No início dos anos 1970, a seqüência melhoraria, com mais uma conquista nacional e um vice-campeonato da Liga dos Campeões, com derrota para o Bayern de Munique.

Como o clube alemão abriu mão de disputar a Taça Intercontinental daquele ano, o chamado Mundial Interclubes, o Atlético de Madrid foi disputar a taça contra o Independiente, da Argentina. Venceu os sul-americanos em dois confrontos e sagrou-se campeão mundial sem vencer a Liga dos Campeões.

O bom momento não se estenderia às décadas seguintes. Nos anos 80 e 90, apenas um Campeonato Espanhol conquistado e nenhuma campanha memorável em competições européias. O pior momento do clube viria em 2000. Depois de péssima campanha, foi rebaixado para a segunda divisão, de onde voltaria na temporada seguinte.


GRANDES ÍDOLOS

Os primeiros grandes ídolos do Atlético de Madrid apareceram na começo da década de 1940, justamente quando o clube conquistou seus primeiro títulos. Na temporada 1940/41, o atacante Pruden chamou a atenção com a camisa alvirrubra. O espanhol, nascido em Salamanca, marcou 33 gols no ano do bicampeonato do Atlético. Na temporada seguinte, porém, frustrou os torcedores ao mudar-se para o Real Madrid, rival local do clube, onde ficou por cinco campeonatos.

No começo da década de 1950, quando o Atlético de Madrid conseguiu seu segundo bicampeonato nacional, quem chamava atenção era Adrián Escudero. Nos anos dos títulos (1949/50 e 1950/51) ele marcou 28 gols em 49 partidas, média de mais de 0,5 por jogo. Além disso, ficou marcado pela longevidade na equipe. Ele atuou com a camisa alvirrubra em treze temporadas entre 1945 e 1957.

Depois da passagem de Escudero pelo clube, um brasileiro herdaria o posto de artilheiro. Impressionado com a postura do atacante na conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o Atlético de Madrid contratou Vavá, e não se arrependeu. Foram três temporadas pelo time da capital, com 21 gols marcados, que colocaram o jogador no rol de ídolos.

O maior nome da história do Atlético de Madrid, porém, surgiu na segunda metade dos anos 1960. Campeão espanhol em três oportunidades com o clube alvirrubro, o atacante José Eulogio Gárate também conseguiu ser o artilheiro da competição nacional em três oportunidades (entre 1968/69 e 1970/71). Também participou do time que foi vice-campeão da Liga dos Campeões e campeão mundial em 1974.

Ao seu lado, tinha Luís Aragonés. Os dois formaram a melhor dupla da história do clube. O meio-campista participou das mesmas conquistas que Gárate, e também ficou marcado como lenda do Atlético de Madrid. No título de 1976/77, Gárate ainda teve companhia de dois ex-palmeirenses que também ficaram marcados no Atlético de Madrid. O zagueiro Luís Pereira e o atacante Leivinha fizeram sucesso com a camisa alvirrubra, e são considerados lendas no clube.

Se passou seu auge nos anos 1970, o clube alvirrubro viveu momentos mais tensos nas décadas seguintes. Não obteve títulos até 1995/96. Naquela época, quem se destacou foi o meio-campista argentino Diego Simeone. O volante participou da conquista do Campeonato Espanhol e da Copa da Espanha com a camisa do Atlético de Madrid.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Atlético de Madrid é o atacante Adrián Escudero, que, com a camisa do clube da capital espanhola, balançou as redes adversárias em 170 oportunidades. O jogador defendeu o clube de 1945 a 1958.

Neste período, ele participou com destaque do bicampeonato espanhol nas temporadas 1949/50 e 1950/51. Ao todo, Escudero marcou 152 gols no Campeonato Espanhol e 18 na Copa da Espanha, e até hoje é lembrado pela diretoria do Atlético em constantes homenagens.

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