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Campeonato Espanhol - Barcelona :: Voltar

HISTÓRIA

O Barcelona surgiu da cabeça de um suíço. Natural da cidade de Winterthur, Hans Gamper, então com 22 anos, decidiu, em 22 de outubro de 1899, colocar um anúncio em uma revista local pedindo para que homens interessados em jogar futebol entrassem em contato. Antes disso, o empresário, sempre interessado em esportes, já havia fundado o FC Zurich, no seu país natal.

Sete dias depois, doze homens se juntaram a Gamper e fundaram o Barcelona, com o inglês Gualteri Wild eleito como primeiro presidente. Desde o início, a principal marca do clube era o uniforme com as cores azul e grená. Na época, a camisa era dividida verticalmente na metade, com uma cor dominante em cada um dos lados.

Com o crescente apoio dos cidadãos catalães, o Barcelona passou a se firmar como uma força do futebol da região. Conquistou títulos locais no início do século XX, e alguns torneios nacionais até o fim da primeira década.

O primeiro momento de auge do clube, porém, viria no fim da década de 1910. Entre 1919 e 1929, o Barcelona conquistou três Copas da Espanha, cinco Campeonatos Catalães e o primeiro título do Campeonato Espanhol na temporada 1928/29. Além disso, foi em 1922 que o clube azul-grená inaugurou o estádio Les Cortes, que ficou conhecido como a catedral do futebol. A princípio, o local comportaria 30 mil pessoas, mas, posteriormente, essa capacidade foi dobrada.

Ao mesmo tempo, o Barcelona sofreu com a influência do ditador Primo de Rivera (que governou a Espanha entre 1923 e 1930). Como o clube representava os ideais de liberdade da Catalunha, foi sempre alvo preferencial do Estado opressor. Rivera chegou a interditar o estádio Les Cortes, transformando o local em campo militar.

A situação pioraria ainda mais com o início da Guerra Civil Espanhola, na metade da década de 1930. Em 1936, o então presidente do Barcelona, Josep Suñol, foi assassinado pelos soldados de Francisco Franco. O clube só não se extinguiu nesse momento porque os jogadores estavam em uma excursão pelo México e Estados Unidos, e depois ficaram algum tempo exilados na França.

Nos anos 1940, o time conseguiu ressurgir. Ainda com Franco no poder, o Barcelona venceu o título espanhol em 1944/45, 1947/48 e 1948/49, e se firmou como uma potência do futebol nacional que poderia disputar com o Real Madrid, principal clube que era sempre ligado ao Estado.

Mais dois títulos no começo da década de 1950 (1951/52 e 1952/53) fizeram o Barcelona almejar um novo palco. Com isso, o Camp Nou foi construído imediatamente, e inaugurado já em 1957. Com capacidade para 90 mil espectadores, o estádio virou um símbolo da equipe, que se tornava cada vez mais vencedora.

O próximo passo importante seria a consolidação do Barcelona como uma potência européia. O primeiro título viria em 1979, quando o clube conquistou a Recopa, vencendo o Fortuna Dusseldorf, da Alemanha, na final.

A redenção, porém, só viria pouco mais de uma década depois. Em 1992, em Wembley, o Barcelona venceu sua primeira Liga dos Campeões ao superar a Sampdoria, da Itália, na final. A conquista só viria a ser repetida recentemente, em 2006, quando o clube, com o brasileiro Ronaldinho Gaúcho como principal estrela, conseguiu superar o Arsenal em Paris.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande jogador do Barcelona foi, curiosamente, o seu próprio fundador. Em quatro anos, o suíço Hans Gumper fez 51 partidas e marcou 120 gols, marca impressionante para o futebol atual. Depois disso, o empresário ainda presidiu o clube em cinco oportunidades no começo do século XX.

Em termos de gols, no entanto, ninguém supera o filipino Paulino Alcantara. O jogador, que atuou entre 1912 e 1927 no Barcelona, é o maior artilheiro do clube azul-grená. Depois de se aposentar, Paulino chegou a ser diretor de futebol da equipe.

Após a saída de Paulino, o Barcelona passou por um momento delicado por causa dos problemas como governo espanhol, e só voltou a ter um time competitivo na segunda metade da década de 1940. Naquele momento, o grande ídolo do clube era Josep Éscola. O atacante, conhecido como gentleman do futebol, conquistou três títulos espanhóis com o Barcelona, e se destacou pelo número de gols marcados. Foram 223 em apenas 253 jogos, com média de quase um por confronto. Éscola foi um dos atletas que, em 1936, teve de ficar exilado na França para não ser morto pela ditadura de Francisco Franco, que perseguia os catalães por motivos políticos.

A saída de Éscola, em 1949, no entanto, não foi tão sentida pela torcida. Isso porque logo na temporada seguinte o meia húngaro Ladislau Kubala chegou ao Barça. Com o estrangeiro no comando do time, o Barcelona foi duas vezes bicampeão campeão espanhol, em 1951/52 e 1952/53 e em 1958/59 e 1959/60. Em 11 temporadas, Kubala marcou 274 gols em 345 confrontos.

Depois da saída de Kubala, em 1961, o Barcelona passou por mais um momento complicado. Na década de 1960, com o domínio do Real Madrid, o time não conseguiu nenhum título sequer do Campeonato Espanhol. O retorno das glórias só aconteceria muitos anos depois, mais precisamente em 1973.

Foi exatamente nesse ano que o holandês Johan Cruyff chegou ao clube para se tornar o maior jogador da história do Barcelona. Credenciado pelas três conquistas de Ligas dos Campeões com o Ajax, clube que o revelou, o meia chegou ao Camp Nou no auge da sua brilhante carreira. Suas melhores atuações pela seleção holandesa (no vice-campeonato da Copa do Mundo de 1974), conhecida como “Laranja Mecânica”, foram no período em que esteve no Barcelona. No clube, porém, conquistou apenas um título importante, o Campeonato Espanhol de 1973/74.

Criou no time, porém, uma tradição de jogadores holandeses. Logo em 1974, viu Johan Neeskens ser contratado. O centroavante foi peça fundamental na conquista do primeiro título europeu do Barça (a Recopa de 1979, logo depois da saída de Cruyff).

Em 1980, o grande expoente do time azul-grená foi o argentino Diego Maradona. Depois de boas temporadas no Boca Juniors, de Buenos Aires, o lendário meia foi comprado pelo Barça, e fez curto sucesso no clube. Conseguiu um Campeonato Espanhol (em 1982/83) e mostrou bom futebol, mas teve seguidas lesões e, depois de uma grande briga em uma final da Copa do Rei (em um confronto ante o Athletic Bilbao) decidiu transferir-se para o Napoli, da Itália, onde encontrou seu auge.

Posteriormente, um zagueiro holandês ajudaria o Barça na conquista do seu maior título. Em 1992, Ronald Koeman comandou o time que venceu a Liga dos Campeões. Foi ele quem marcou o gol decisivo para a taça, contra a italiana Sampdoria, confirmando seu talento ofensivo. Apesar de ser zagueiro, Koeman marcou 102 gols em 345 partidas.

Essa equipe em questão ficou conhecida como “time dos sonhos” pelo número de estrelas. Além de Koeman, o Barcelona contava com o búlgaro Hristo Stoichkov e os espanhois Guillermo Amor e Josep Guardiola, outras lendas do clube.

Anos depois o Barcelona veria uma legião de brasileiros ganhar espaço. O primeiro foi o atacante Romário. Sob o comando de Johan Cruyff, então técnico da equipe, o atacante se notabilizou pelo jeito irreverente e pelo elevado número de gols. Certa vez, Romário teria feito a seguinte aposta com Cruyff: se marcasse três gols em uma partida ganharia alguns dias extras de folga. Conseguiu o feito e impressionou o treinador, que depois o definiria como o “gênio da grande área”. No Barcelona, o atacante foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 1994, ano em que também foi campeão do mundo pela seleção brasileira.

Logo na seqüência, outro brasileiro conquistou a torcida do Barca. Trata-se do atacante Ronaldo. O atleta chegou ao clube em 1996, logo após as Olimpíadas de Atlanta, nos Estados Unidos, e brilhou logo na primeira temporada, ao marcar 48 gols em 51 jogos, ajudando o Barça a conquistar a Recopa daquele ano. Foi eleito o melhor jogador pela Fifa em 1996, e logo no fim da temporada transferiu-se para a Inter de Milão, da Itália.

O espaço, no entanto, não ficou vago durante muito tempo. Rivaldo chegou ao Camp Nou em 1997, após boa passagem pelo Deportivo La Coruña, e logo conseguiu o bicampeonato espanhol (1997/98 e 1998/99). Em 1999, inclusive, o meia foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa.

De todos, porém, talvez o brasileiro que tenha feito mais sucesso é Ronaldinho Gaúcho. O meia chegou ao clube em 2003, e, depois de uma temporada de adaptação, tirou o Barcelona de uma fila de cinco anos sem títulos espanhóis. No ano seguinte, confirmaria seu nome na galeria dos maiores atletas do clube.

Ao lado de outros grandes nomes como Samuel Eto’o e Carles Puyol, conquistou o bi nacional (2004/05 e 2005/06) e a Liga dos Campeões da Europa em 2006, ao vencer o Arsenal em Paris. Foi eleito, em 2004 e 2005, o melhor jogador do mundo pela Fifa.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Barcelona é o filipino Paulino Alcantara, com 357 gols marcados em 357 jogos, e a incrível média de um gol marcado por jogo em 15 temporadas disputadas com a camisa do clube da Catalunha.

Nesse período, Alcantara conquistou cinco Copas da Espanha e dez Campeonatos Catalães. Ficou marcado principalmente pela força de seu chute. Em 1922, defendendo a Espanha (ele já havia se naturalizado) em uma partida contra a França, o atacante chegou a furar uma rede com a potência que impôs à bola.

Depois de se aposentar do futebol, em 1927, Paulino Alcantara se formou em medicina. Posteriormente, na década de 1930, foi membro do corpo de dirigentes do Barcelona.

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