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Campeonato Português - Belenenses :: Voltar
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HISTÓRIA
O Belenenses surgiu oficialmente em 1919 e tem esse nome até hoje por ter sido fundado no bairro do Belém, em Lisboa. Aquela região da capital portuguesa já tinha tido algumas agremiações, mas os fãs de futebol nunca se sentiram representados por nenhuma delas, já que contavam com muitas influências de outros setores do município.
Com isso, em 1919, um grupo de jogadores do Belém resolveu se unir para criar uma equipe que representasse aquele setor da população. Foi assim que surgiu o Belenenses.
No mesmo ano, o time se inscreveu na Associação de Futebol de Lisboa e começou a disputar o Campeonato da cidade, a competição mais importante do futebol português à época.
Foi um começo difícil. Mesmo com um elenco de destaque, o clube não conseguiu se aproximar do título, ficando sempre próximo de Benfica e Sporting, os grandes de Lisboa, mas longe das conquistas.
A primeira viria apenas em 1925/26, um ano depois de ter ficado com o vice-campeonato. Na temporada em que conquistou seu primeiro título relevante, o Belenenses venceu nove de seus 14 jogos e terminou apenas dois pontos à frente do Sporting.
Era apenas o começo de uma ótima fase. A equipe repetiria o desempenho anos depois, mais precisamente em 1928/29, quando a agremiação superou 11 de seus adversários e, com uma campanha quase irretocável, garantiu a segunda taça depois de disputa com o Benfica.
Foi um dos melhores períodos da história do Belenenses. O clube venceu o tri de Lisboa (de 1928/29 a 1930/31), três vezes o Campeonato Português (que funcionava como copa nacional) e se estabeleceu como uma das grandes forças do esporte nacional.
Com isso, quando o Nacional, que existe até hoje, foi criado em 1934/35, o Belenenses entrou na disputa como favorito. Era, até aquele momento, o time a ser batido no país, além de deter o posto de equipe que teve o maior número de jogadores convocados para a seleção.
Acabou, porém, surpreendendo de maneira negativa. Depois de anos como uma das grandes potências, começou sua trajetória sem muito destaque. Seu primeiro bom ano foi 1936/37, quando foi vice-campeão.
Nos anos seguintes, o Belenenses se manteve próximo das primeiras posições, mas sem conseguir a conquista, que só viria na metade dos anos 40. No fim da temporada 1945/46, o time ficou um ponto à frente do poderoso Benfica. O maior trunfo daquela equipe foi o setor defensivo, que sofreu apenas 24 gols em 22 jogos e foi o melhor no quesito durante o certame.
Contudo, depois do troféu o Belenenses voltou à rotina de proximidade com os primeiros lugares, mas sem conseguir levantar a taça.
O retorno ao lugar mais alto do pódio só aconteceria na década de 50, quando o Belenenses venceu a Copa de Portugal após um 2 a 1 na decisão contra o Sporting.
Enquanto isso, no Nacional, as três principais agremiações do país passaram a dominar totalmente a competição. Sporting, Benfica e Porto alternaram-se como campeões da principal liga lusitana de 1945/46 até 2000/01, quando o Boavista surpreendeu e ficou com a taça.
Restava ao torcedor, então, contentar-se com a Copa de Portugal, que, é bem verdade, também foi algo raro. A conquista do torneio em 1988/89 foi o último grande momento do Belenenses, que acumula grande jejum de títulos.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo da história do Belenenses esteve entre seus fundadores e, mais tarde, ampliaria seus bons momentos na agremiação como treinador da geração vitoriosa das décadas de 20 e 30. Artur José Pereira foi um dos garotos que criou o clube de Belém. Mesmo sem títulos como jogador, construiu sua sólida reputação no início do século 20 com boas atuações nas competições da época.
Seus grandes feitos históricos, porém, foram no banco de reservas. Comandou a equipe que assombrou o futebol português antes da criação do atual Nacional.
Com isso, fez com que seus pupilos também entrassem para a história. Os maiores ídolos daquela geração foram Augusto Silva, Pepe e Alfredo Ramos, que levaram o Belenenses ao tricampeonato português (1926/27, 1928/29 e 1932/33).
O desempenho notável fez deles figuras carimbadas nas convocações da seleção. Os três disputaram, por exemplo, a Olimpíada de Amsterdã, em 1928, a primeira competição oficial do time lusitano.
De todos, o maior destaque era Pepe. Ficou marcado como recordista de gols em uma única partida - dez. Ele estreou aos 18 anos, em 1926, em um duelo contra o Benfica. A partida estava empatada por 4 a 4 quando o novato marcou a segundos do fim e deu o triunfo ao Belenenses.
Por todos os serviços prestados em campo, Pepe foi homenageado pela diretoria do clube. Teve seu nome (José Manuel Soares) dado ao estádio das Salésias, antiga sede do Belenenses, além de um busto erguido. Quando foi construído o estádio do Restelo, viu sua imagem ser levada até à nova sede.
Um de seus companheiros ainda ficaria marcado pela carreira de técnico. Além de ter participado de todas as conquistas das décadas de ouro de 20 e 30, Augusto Silva se firmou como o maior técnico da história do clube ao levar a agremiação à conquista do Campeonato Português de 1945/46.
Naquela oportunidade, os ídolos eram outros. A integridade da defesa era assegurada pelas “Torres de Belém”, como ficaram conhecidos Capela, Feliciano e Vasco, que foram alguns dos destaques que asseguraram ao Belenenses aquela taça.
Enquanto isso, no ataque, Mariano Amaro é quem fazia a diferença. Por sua genialidade nos gramados, ficou conhecido como “Einstein”. O atacante capitaneou a equipe de 1945/46 e foi, durante muitos anos, o jogador que mais vezes esteve presente na seleção portuguesa.
O maior jogador da história do Belenenses, porém, ainda estava por aparecer. Matateu surgiu logo após a geração campeã da década de 1940. Moçambicano de nascimento, foi o grande ícone do esporte português antes de Eusébio, que faria sucesso pelo Benfica na década de 60.
Estreou pelo Belenenses em 1951, em uma vitória emocionante por 4 a 3 sobre o Sporting, maior clube da época, quando marcou dois gols. Apesar de nunca ter vencido o Português, foi o artilheiro da competição em duas oportunidades (1952/53 e 1954/55).
Deixou o Belenenses apenas em 1964, quando passou a rumar por clubes menores do país, até chegar ao Canadá. No país da América do Norte, foi um dos precursores do esporte no local. Recentemente, entrou na lista dos três melhores jogadores de futebol de todos os tempos de Portugal ao lado de Figo e Eusébio.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Belenenses foi o atacante Matateu, que defendeu o clube nas décadas de 1950 e 1960 e marcou, no total, 217 gols.
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O Belenenses surgiu oficialmente em 1919 e tem esse nome até hoje por ter sido fundado no bairro do Belém, em Lisboa. Aquela região da capital portuguesa já tinha tido algumas agremiações, mas os fãs de futebol nunca se sentiram representados por nenhuma delas, já que contavam com muitas influências de outros setores do município.
Com isso, em 1919, um grupo de jogadores do Belém resolveu se unir para criar uma equipe que representasse aquele setor da população. Foi assim que surgiu o Belenenses.
No mesmo ano, o time se inscreveu na Associação de Futebol de Lisboa e começou a disputar o Campeonato da cidade, a competição mais importante do futebol português à época.
Foi um começo difícil. Mesmo com um elenco de destaque, o clube não conseguiu se aproximar do título, ficando sempre próximo de Benfica e Sporting, os grandes de Lisboa, mas longe das conquistas.
A primeira viria apenas em 1925/26, um ano depois de ter ficado com o vice-campeonato. Na temporada em que conquistou seu primeiro título relevante, o Belenenses venceu nove de seus 14 jogos e terminou apenas dois pontos à frente do Sporting.
Era apenas o começo de uma ótima fase. A equipe repetiria o desempenho anos depois, mais precisamente em 1928/29, quando a agremiação superou 11 de seus adversários e, com uma campanha quase irretocável, garantiu a segunda taça depois de disputa com o Benfica.
Foi um dos melhores períodos da história do Belenenses. O clube venceu o tri de Lisboa (de 1928/29 a 1930/31), três vezes o Campeonato Português (que funcionava como copa nacional) e se estabeleceu como uma das grandes forças do esporte nacional.
Com isso, quando o Nacional, que existe até hoje, foi criado em 1934/35, o Belenenses entrou na disputa como favorito. Era, até aquele momento, o time a ser batido no país, além de deter o posto de equipe que teve o maior número de jogadores convocados para a seleção.
Acabou, porém, surpreendendo de maneira negativa. Depois de anos como uma das grandes potências, começou sua trajetória sem muito destaque. Seu primeiro bom ano foi 1936/37, quando foi vice-campeão.
Nos anos seguintes, o Belenenses se manteve próximo das primeiras posições, mas sem conseguir a conquista, que só viria na metade dos anos 40. No fim da temporada 1945/46, o time ficou um ponto à frente do poderoso Benfica. O maior trunfo daquela equipe foi o setor defensivo, que sofreu apenas 24 gols em 22 jogos e foi o melhor no quesito durante o certame.
Contudo, depois do troféu o Belenenses voltou à rotina de proximidade com os primeiros lugares, mas sem conseguir levantar a taça.
O retorno ao lugar mais alto do pódio só aconteceria na década de 50, quando o Belenenses venceu a Copa de Portugal após um 2 a 1 na decisão contra o Sporting.
Enquanto isso, no Nacional, as três principais agremiações do país passaram a dominar totalmente a competição. Sporting, Benfica e Porto alternaram-se como campeões da principal liga lusitana de 1945/46 até 2000/01, quando o Boavista surpreendeu e ficou com a taça.
Restava ao torcedor, então, contentar-se com a Copa de Portugal, que, é bem verdade, também foi algo raro. A conquista do torneio em 1988/89 foi o último grande momento do Belenenses, que acumula grande jejum de títulos.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo da história do Belenenses esteve entre seus fundadores e, mais tarde, ampliaria seus bons momentos na agremiação como treinador da geração vitoriosa das décadas de 20 e 30. Artur José Pereira foi um dos garotos que criou o clube de Belém. Mesmo sem títulos como jogador, construiu sua sólida reputação no início do século 20 com boas atuações nas competições da época.
Seus grandes feitos históricos, porém, foram no banco de reservas. Comandou a equipe que assombrou o futebol português antes da criação do atual Nacional.
Com isso, fez com que seus pupilos também entrassem para a história. Os maiores ídolos daquela geração foram Augusto Silva, Pepe e Alfredo Ramos, que levaram o Belenenses ao tricampeonato português (1926/27, 1928/29 e 1932/33).
O desempenho notável fez deles figuras carimbadas nas convocações da seleção. Os três disputaram, por exemplo, a Olimpíada de Amsterdã, em 1928, a primeira competição oficial do time lusitano.
De todos, o maior destaque era Pepe. Ficou marcado como recordista de gols em uma única partida - dez. Ele estreou aos 18 anos, em 1926, em um duelo contra o Benfica. A partida estava empatada por 4 a 4 quando o novato marcou a segundos do fim e deu o triunfo ao Belenenses.
Por todos os serviços prestados em campo, Pepe foi homenageado pela diretoria do clube. Teve seu nome (José Manuel Soares) dado ao estádio das Salésias, antiga sede do Belenenses, além de um busto erguido. Quando foi construído o estádio do Restelo, viu sua imagem ser levada até à nova sede.
Um de seus companheiros ainda ficaria marcado pela carreira de técnico. Além de ter participado de todas as conquistas das décadas de ouro de 20 e 30, Augusto Silva se firmou como o maior técnico da história do clube ao levar a agremiação à conquista do Campeonato Português de 1945/46.
Naquela oportunidade, os ídolos eram outros. A integridade da defesa era assegurada pelas “Torres de Belém”, como ficaram conhecidos Capela, Feliciano e Vasco, que foram alguns dos destaques que asseguraram ao Belenenses aquela taça.
Enquanto isso, no ataque, Mariano Amaro é quem fazia a diferença. Por sua genialidade nos gramados, ficou conhecido como “Einstein”. O atacante capitaneou a equipe de 1945/46 e foi, durante muitos anos, o jogador que mais vezes esteve presente na seleção portuguesa.
O maior jogador da história do Belenenses, porém, ainda estava por aparecer. Matateu surgiu logo após a geração campeã da década de 1940. Moçambicano de nascimento, foi o grande ícone do esporte português antes de Eusébio, que faria sucesso pelo Benfica na década de 60.
Estreou pelo Belenenses em 1951, em uma vitória emocionante por 4 a 3 sobre o Sporting, maior clube da época, quando marcou dois gols. Apesar de nunca ter vencido o Português, foi o artilheiro da competição em duas oportunidades (1952/53 e 1954/55).
Deixou o Belenenses apenas em 1964, quando passou a rumar por clubes menores do país, até chegar ao Canadá. No país da América do Norte, foi um dos precursores do esporte no local. Recentemente, entrou na lista dos três melhores jogadores de futebol de todos os tempos de Portugal ao lado de Figo e Eusébio.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Belenenses foi o atacante Matateu, que defendeu o clube nas décadas de 1950 e 1960 e marcou, no total, 217 gols.
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