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Campeonato Português - Benfica :: Voltar

HISTÓRIA

O Sport Lisboa e Benfica foi formado em 28 de fevereiro de 1904, sendo um dos clubes mais significativos de Portugal e da Europa até hoje. O clube, originalmente formado como Sport Lisboa, foi fundado após um treino de futebol entre ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa, um colégio local. O time só foi fazer a sua primeira partida no ano seguinte, contra o Campo de Ourique, quando venceu por 1 a 0.

Depois, em 1906, surgiu o poliesportivo clube Grupo Sport Benfica, tendo como algumas de duas atividades o ciclismo e o atletismo. No campo, o GSB perdeu em sua estréia por 2 a 1 para o Visconde de Alvalade.

Em 1907, o Sport Lisboa viveu sua primeira crise institucional, fazendo com que a maioria dos jogadores saísse para o Sporting, enfraquecendo o time. Em 1908, então, Sport Lisboa e Grupo Sport Benfica se juntaram, formando o Sport Lisboa e Benfica. Já rivalizando com o Sporting, venceu seu primeiro derby por 2 a 0 no fim do mesmo ano.

Em 1910 venceu o Campeonato Lisboeta de Futebol em todas as suas categorias. No ano seguinte, jogou sua primeira partida internacional, contra o Stade Bordelais, da França, perdendo por 4 a 2 em Lisboa. Dois anos depois, disputou o primeiro clássico contra o Porto, vencendo por 2 a 1 na cidade do Porto.

Em 1913, o Benfica venceu o seu primeiro campeonato internacional, o Três Cidades, e fundou ainda o jornal oficial do clube, o Sport Lisboa.

Em 1918, o Benfica viveu a segunda crise de sua história: o jogador Alberto Rio foi suspenso das atividades do clube, decidindo transferir-se para o Sporting. Um ano depois, um grupo de jogadores solidários à volta de Alberto Rio se desligou do clube, formando o Belenenses.

No ano seguinte, jogou a primeira partida contra o também rival Belenenses, perdendo por 2 a 1. Passou ainda a perder vários jogadores para o recém-formado Casa Pia Atlético Clube, instalando de vez a crise.

O mau momento foi superado em 1930, quando veio o primeiro título nacional, o Campeonato de Portugal (competição realizada de 1921 a 1937, antes da profissionalização da Liga). Depois, venceu a Liga Nacional pela primeira vez em 1936, após ter vencido o Campeonato de Portugal por mais duas vezes, em 1934 e 1935. Na época, a Liga era chamada Primeira Liga Experimental. Depois, em 1938, passou a denominar-se Primeira Divisão.

Em 1940, venceu a Copa de Portugal pela primeira vez. Em 1950, fez a sua primeira viagem para fora da Europa, disputando torneios amistosos na América Latina e na África.

Em 1954, foi inaugurado o Estádio da Luz, casa do clube até hoje. Nessa época, foi contratado o treinador brasileiro Otto Glória, que ficaria até 1959 e conseguiu grande sucesso.

Em 1960, o clube venceu o seu décimo campeonato de futebol. No momento, já contava com nomes como Eusébio – maior jogador da história do futebol português - e Mário Coluna. Com a vitória, chegou à Copa dos Campeões na temporada seguinte, vencendo o título da competição internacional em 1961 e depois em 1962.

Otto Glória voltou ao comando do clube no final da década, ficando de 1968 a 1970. Nessa década, o Benfica só não venceu a liga nacional nos anos de 1962, 1966 e 1970. Nos anos 1970, a média foi mantida e o clube conquistou 20º título nacional em 1973. Ainda contando com Eusébio, Coluna e Jaime Graça, só não faturou a Liga em 1974, 1978, 1979 e 1980. Triunfou ainda na Copa de Portugal em 1970, 1972 e 1980.

O time abriu a temporada de 1980/81 vencendo a Supercopa de Portugal, após ter vencido a Copa no mesmo ano. Nessa década, conquistou a Liga cinco vezes e a Copa por outras seis. Em 1988, o Benfica chegou à final da Copa dos Campeões, perdendo para o PSV do então jogador Ronald Koeman, que depois veio a ser técnico benfiquista.

No início da década de 1990, a diretoria do clube resolve fazer uma estátua em homenagem a Eusébio, inaugurada em 1992. Dois anos depois, conquistou o seu 30º Campeonato Nacional.

Contudo, nesta década, assistiu aos rivais Porto e Sporting crescerem e faturarem vários títulos. Menos mal que na época revelou nomes como Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto e Paulo Bento, além de contar com os estrangeiros Preud’Homme, Caniggia, Mostovoi, Stanic, Gamarra, e os brasileiros Mozer, Aldair, Ricardo Gomes e Valdo.

Nos anos 2000, o Benfica viveu uma grande alegria e um grande drama. Em 2003, o Estádio da Luz foi reformado, remodelado completamente, passando a ter 65 mil lugares. Já em 2004, o húngaro Miklos Feher morreu em campo.

Durante o duelo contra o Vitória de Guimarães, o jogador sofreu um ataque cardíaco e acabou falecendo subitamente. No final dessa temporada, o Benfica venceu a 31ª liga e dedicou o título a Feher, aposentando a camisa 29, que era utilizada pelo atleta.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro ídolo do clube foi o jogador e depois treinador Cosme Damião, que estava presente durante o surgimento da agremiação, em 1904. Damião foi técnico de 1908 a 1926.

O treinador seguinte foi Ribeiro dos Reis, que ficou de 1926 a 1935. Depois, os técnicos húngaros Lipo Hertzka e Janos Biri ficaram no clube, em situações revezadas, de 1937 a 1949, sendo os primeiros a vencer a Liga profissionalmente. Na época se destacaram ainda os jogadores Arsênio Trindade, Félix Assunção e Francisco Moreira.

Nos anos 1950, o Benfica iniciou uma fase de grandes conquistas, vencendo a liga por quatro vezes e a Copa por mais seis oportunidades. O técnico brasileiro Otto Glória comandou o clube de 1954 a 1959.

Depois, em 1961 e 1962, o clube venceu os seus dois títulos europeus. Na época, atuava pelo Benfica o maior craque da sua história: Eusébio. Em 15 anos vestindo a camisa vermelha, o atacante marcou 317 gols em 301 jogos. Ele é considerado o melhor jogador português de todos os tempos.

Daquela geração, fizeram companhia a Eusébio jogadores como Mário Coluna e Jaime Graça, além dos técnicos José Valdivieso, Bela Guttmann e Otto Glória, que voltaria ao clube em 1968, ficando até 1970. Sem dúvida essa foi a melhor fase da história do clube, com 14 títulos de 1960 a 1970.

Nos anos 1970, quando o Benfica teve oito títulos dentre Liga e Copa, o grande nome ainda era Eusébio, que lá ficou até 1975. Depois, ainda, apareceram jogadores do selecionado português como Manuel Bento, Fernando Chalana, Shéu Han, Artur Jorge, Tamagnini Nenê, Carlos Manuel, Rui Águas e outros. Já na década de 1980, o clube foi o maior vencedor do futebol português, levantando 11 troféus.

Já nos anos 90, uma das grandes estrelas da equipe foi o selecionável Rui Costa. O meia chegou ao clube em 1991 e jogou até 1994, quando se transferiu para a Fiorentina.

O meio-campista marcou 13 gols em 78 partidas e foi convocado para a seleção portuguesa, defendendo o país por 11 anos. Com a camisa de Portugal, entrou em campo 94 vezes e balançou as redes em 26 oportunidades. Depois, em 2006, Rui Costa voltou ao Benfica para finalizar a carreira.

Nos anos 2000, o Benfica teve uma queda de rendimento, vendo os rivais subirem. Em compensação, revelou alguns bons jogadores, como Fernando Meira, Simão Sabrosa, Miguel, Tiago e Manuel Fernandes, todos jovens valores da seleção portuguesa. Além disso, os brasileiros Luisão e Léo, o meia checo Poborsky, e o húngaro Miklos Feher, que faleceu em campo no ano de 2004 quando defendia o clube.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro do Benfica é Eusébio, jogador português nascido em Maputo, Moçambique. Fã do brasileiro Didi, o meia-atacante jogou no clube de 1960 a 1975, onde conquistou duas Copas dos Campeões da Europa, 11 Campeonatos Nacionais e quatro Copas de Portugal.

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