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Campeonato Espanhol - Betis :: Voltar
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HISTÓRIA
O Betis nasceu em 1907 ligado à Escola Politécnica de Sevilla. Era um grupo de estudantes que gostavam de praticar futebol e resolveram se organizar para montar um clube, que, no início, era conhecido como Sevilla Balompié. Em 1909, porém, uma dissidência do clube resolveu formar o Betis, que já participava de torneios regionais e começava a criar uma rivalidade com o outro grande time da cidade, o Sevilla Fútbol Clúb.
Em 1914, o então rei dom Alfonso XIII concedeu ao Betis o título de “real”, que foi incorporado ao nome do time e persiste até hoje. Depois disso, os dirigentes do clube e do Sevilla Balompié acabaram se acertando, e os dois fundiram-se novamente. Dessa vez, prevaleceria o nome Betis. As cores, verde e branco, foram inspiradas em uma oliveira, árvore tradicional da região.
Daí até a criação do Campeonato Espanhol, em 1929, o Betis manteve suas atividades disputando torneios regionais, como a Copa da Andaluzia, sempre enfrentando o Sevilla, em uma rivalidade que prevalece até hoje.
O Betis começou a disputar a competição nacional na segunda divisão, e por lá ficou até a temporada 1931/32, quando foi campeão e obteve o acesso. Foi a primeira equipe da Andaluzia a disputar a elite do futebol espanhol. E o sucesso veio logo nos primeiros anos. Com um quinto e um quarto lugares nas primeiras duas temporadas, o Betis mostrou que tinha força para brigar com os grandes.
Foi a terceira temporada na primeira divisão, porém, a que mais marcou a história do clube de Sevilha. Com ótima campanha, o Betis surpreendeu os favoritos Real Madrid e Barcelona e conquistou seu primeiro e único título do Campeonato Espanhol.
O time e o bom momento em campo, no entanto, foram interrompidos pela Guerra Civil Espanhola, que paralisou o certame nacional por três temporadas e desmantelou o futebol do clube. No retorno aos gramados, a equipe decepcionou e foi rebaixada à segunda divisão. Daí em diante, teve um momento feliz ao retornar à elite em 1941/42, mas logo voltou à segunda divisão no ano seguinte. A derrocada culminaria em mais uma queda, desta vez em 1946/47, para a terceira divisão espanhola.
A crise financeira afundou o Betis, que não conseguia o acesso e ficou no fosso do futebol nacional até 1953/54. Na segunda, adaptou-se durante algum tempo, encontrou dificuldades, mas conseguiu retornar à primeira divisão em 1957/58.
Nessa volta, encaixou boa seqüência de campanhas, chegando a ser o terceiro colocado na temporada 1963/64, com a ajuda de Luís Aragonés. Depois da saída do craque, porém, o time caiu de produção, e terminou rebaixado no ano 1965/66. A partir daí, começou uma época de incertezas, com o time alternando-se na primeira e na segunda divisão. E na década de 1970, o Betis obteve uma seqüência na elite, e conseguiu seu primeiro título da Copa da Espanha.
Foi em 1976/77, quando superou o Athletic Bilbao fora de casa, nos pênaltis, que a equipe conseguiu seu segundo título de expressão na história. A boa campanha não renderia nada nos anos seguintes. Depois de mais alternâncias de divisões, o Betis só voltaria a se destacar no começo da década de 1980.
Nos anos 1990, mais incertezas. O time não se firma na elite, e só consegue conquistar espaço no Campeonato Espanhol quando melhora sua condição financeira.
O começo do século XXI marca a chegada de brasileiros ao clube. Os mais marcantes foram Ricardo Oliveira e Edu. Ambos ajudaram o clube a conquistar sua segunda Copa da Espanha em 2005, quando o time derrotou o Osasuna na final. O auge dessa temporada, porém, foi a vaga na Liga dos Campeões com o quarto lugar. Com isso, o Betis foi o primeiro time da Andaluzia a disputar a competição continental.
GRANDES ÍDOLOS
O Betis viu florescerem seus primeiros ídolos assim que conseguiu o acesso à divisão de elite do futebol espanhol, o que ocorreu logo na temporada 1932/33. O atacante Lecue chamou a atenção de imediato. Já na primeira participação do clube na divisão principal, ele foi convocado para a seleção espanhola, tendo assim a primazia de um atleta do clube a conseguir isso. Foi também peça importante na conquista do título espanhol de 1934/35, quando marcou dez gols em 21 partidas. No ano seguinte, transferiu-se para o Real Madrid, onde não repetiu o mesmo desempenho.
No ano da principal conquista da história do clube, porém, Lecue não foi um craque isolado. Tinha ao seu lado, por exemplo, o meia Saro e o atacante Unamuno. Além deles, Aedo e Arezo se destacaram e também garantiram vaga na seleção espanhola. Depois disso, o time entrou em crise, passou por quase vinte anos de incertezas entre a primeira e a segunda divisão, e só voltou a ter bom rendimento na temporada 1963/64, quando terminou o certame no terceiro lugar.
Na época, os grandes destaques eram os atacantes Fernando Ansola e Luís Aragonés. O primeiro passou mais dois anos no clube e mais tarde transferindo-se para o Valencia, onde não reeditou o mesmo futebol. Já o segundo, até hoje um dos atletas com mais destaque na história do futebol espanhol, deixou o clube após a boa campanha para atuar no Atlético de Madrid, onde repetiu o sucesso e encontrou o auge de sua carreira.
Com a saída de seus principais jogadores, o Betis se lançou de volta à gangorra. Só se firmaria novamente no começo da década de 1970. Naquela época, já contava com a força do trio Cardeñosa, Gordillo e Anzarda. Dos três, apenas o primeiro sobreviveu às campanhas ruins que se sucederam, os outros foram tentar a sorte em clubes maiores.
Nos anos 80, o grande destaque foi o atacante espanhol Poli Rincón. O jogador conseguiu, apesar das más campanhas do clube no período, sagrar-se artilheiro do Espanhol, feito inédito para um atleta do clube alviverde. Foi em 1982/83, quando balançou as redes adversárias em 20 oportunidades.
No começo da década de 90, mais uma geração de atletas tentava melhorar a situação do time. Quem se destacava era o goleiro argentino Nery Pumpido, campeão mundial com sua seleção em 1986, que atuou no Betis por dois anos.
Mais adiante, com o clube já firme na primeira divisão, destacariam-se o croata Jarni (que depois de três temporadas sairia para o Real Madrid) e, principalmente, o espanhol Cuellar, que ganhou notoriedade atuando no ataque da equipe.
Já no século XXI, quem angariou espaço foram os brasileiros Ricardo Oliveira e Edu. Ao lado do meia Joaquín, eles comandaram o Betis na campanha de 2004/05, quando o time conseguiu sua segunda Copa da Espanha e o quarto lugar no Espanhol, que lhe rendeu uma vaga na Liga dos Campeões.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Betis é também o único que conseguiu se destacar como artilheiro do Campeonato Espanhol, na temporada 1982/83. Poli Rincón atuou no clube alviverde de 1981 a 1990. No total, marcou 78 gols em 223 partidas, mas não conquistou nenhum título com o clube.
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O Betis nasceu em 1907 ligado à Escola Politécnica de Sevilla. Era um grupo de estudantes que gostavam de praticar futebol e resolveram se organizar para montar um clube, que, no início, era conhecido como Sevilla Balompié. Em 1909, porém, uma dissidência do clube resolveu formar o Betis, que já participava de torneios regionais e começava a criar uma rivalidade com o outro grande time da cidade, o Sevilla Fútbol Clúb.
Em 1914, o então rei dom Alfonso XIII concedeu ao Betis o título de “real”, que foi incorporado ao nome do time e persiste até hoje. Depois disso, os dirigentes do clube e do Sevilla Balompié acabaram se acertando, e os dois fundiram-se novamente. Dessa vez, prevaleceria o nome Betis. As cores, verde e branco, foram inspiradas em uma oliveira, árvore tradicional da região.
Daí até a criação do Campeonato Espanhol, em 1929, o Betis manteve suas atividades disputando torneios regionais, como a Copa da Andaluzia, sempre enfrentando o Sevilla, em uma rivalidade que prevalece até hoje.
O Betis começou a disputar a competição nacional na segunda divisão, e por lá ficou até a temporada 1931/32, quando foi campeão e obteve o acesso. Foi a primeira equipe da Andaluzia a disputar a elite do futebol espanhol. E o sucesso veio logo nos primeiros anos. Com um quinto e um quarto lugares nas primeiras duas temporadas, o Betis mostrou que tinha força para brigar com os grandes.
Foi a terceira temporada na primeira divisão, porém, a que mais marcou a história do clube de Sevilha. Com ótima campanha, o Betis surpreendeu os favoritos Real Madrid e Barcelona e conquistou seu primeiro e único título do Campeonato Espanhol.
O time e o bom momento em campo, no entanto, foram interrompidos pela Guerra Civil Espanhola, que paralisou o certame nacional por três temporadas e desmantelou o futebol do clube. No retorno aos gramados, a equipe decepcionou e foi rebaixada à segunda divisão. Daí em diante, teve um momento feliz ao retornar à elite em 1941/42, mas logo voltou à segunda divisão no ano seguinte. A derrocada culminaria em mais uma queda, desta vez em 1946/47, para a terceira divisão espanhola.
A crise financeira afundou o Betis, que não conseguia o acesso e ficou no fosso do futebol nacional até 1953/54. Na segunda, adaptou-se durante algum tempo, encontrou dificuldades, mas conseguiu retornar à primeira divisão em 1957/58.
Nessa volta, encaixou boa seqüência de campanhas, chegando a ser o terceiro colocado na temporada 1963/64, com a ajuda de Luís Aragonés. Depois da saída do craque, porém, o time caiu de produção, e terminou rebaixado no ano 1965/66. A partir daí, começou uma época de incertezas, com o time alternando-se na primeira e na segunda divisão. E na década de 1970, o Betis obteve uma seqüência na elite, e conseguiu seu primeiro título da Copa da Espanha.
Foi em 1976/77, quando superou o Athletic Bilbao fora de casa, nos pênaltis, que a equipe conseguiu seu segundo título de expressão na história. A boa campanha não renderia nada nos anos seguintes. Depois de mais alternâncias de divisões, o Betis só voltaria a se destacar no começo da década de 1980.
Nos anos 1990, mais incertezas. O time não se firma na elite, e só consegue conquistar espaço no Campeonato Espanhol quando melhora sua condição financeira.
O começo do século XXI marca a chegada de brasileiros ao clube. Os mais marcantes foram Ricardo Oliveira e Edu. Ambos ajudaram o clube a conquistar sua segunda Copa da Espanha em 2005, quando o time derrotou o Osasuna na final. O auge dessa temporada, porém, foi a vaga na Liga dos Campeões com o quarto lugar. Com isso, o Betis foi o primeiro time da Andaluzia a disputar a competição continental.
GRANDES ÍDOLOS
O Betis viu florescerem seus primeiros ídolos assim que conseguiu o acesso à divisão de elite do futebol espanhol, o que ocorreu logo na temporada 1932/33. O atacante Lecue chamou a atenção de imediato. Já na primeira participação do clube na divisão principal, ele foi convocado para a seleção espanhola, tendo assim a primazia de um atleta do clube a conseguir isso. Foi também peça importante na conquista do título espanhol de 1934/35, quando marcou dez gols em 21 partidas. No ano seguinte, transferiu-se para o Real Madrid, onde não repetiu o mesmo desempenho.
No ano da principal conquista da história do clube, porém, Lecue não foi um craque isolado. Tinha ao seu lado, por exemplo, o meia Saro e o atacante Unamuno. Além deles, Aedo e Arezo se destacaram e também garantiram vaga na seleção espanhola. Depois disso, o time entrou em crise, passou por quase vinte anos de incertezas entre a primeira e a segunda divisão, e só voltou a ter bom rendimento na temporada 1963/64, quando terminou o certame no terceiro lugar.
Na época, os grandes destaques eram os atacantes Fernando Ansola e Luís Aragonés. O primeiro passou mais dois anos no clube e mais tarde transferindo-se para o Valencia, onde não reeditou o mesmo futebol. Já o segundo, até hoje um dos atletas com mais destaque na história do futebol espanhol, deixou o clube após a boa campanha para atuar no Atlético de Madrid, onde repetiu o sucesso e encontrou o auge de sua carreira.
Com a saída de seus principais jogadores, o Betis se lançou de volta à gangorra. Só se firmaria novamente no começo da década de 1970. Naquela época, já contava com a força do trio Cardeñosa, Gordillo e Anzarda. Dos três, apenas o primeiro sobreviveu às campanhas ruins que se sucederam, os outros foram tentar a sorte em clubes maiores.
Nos anos 80, o grande destaque foi o atacante espanhol Poli Rincón. O jogador conseguiu, apesar das más campanhas do clube no período, sagrar-se artilheiro do Espanhol, feito inédito para um atleta do clube alviverde. Foi em 1982/83, quando balançou as redes adversárias em 20 oportunidades.
No começo da década de 90, mais uma geração de atletas tentava melhorar a situação do time. Quem se destacava era o goleiro argentino Nery Pumpido, campeão mundial com sua seleção em 1986, que atuou no Betis por dois anos.
Mais adiante, com o clube já firme na primeira divisão, destacariam-se o croata Jarni (que depois de três temporadas sairia para o Real Madrid) e, principalmente, o espanhol Cuellar, que ganhou notoriedade atuando no ataque da equipe.
Já no século XXI, quem angariou espaço foram os brasileiros Ricardo Oliveira e Edu. Ao lado do meia Joaquín, eles comandaram o Betis na campanha de 2004/05, quando o time conseguiu sua segunda Copa da Espanha e o quarto lugar no Espanhol, que lhe rendeu uma vaga na Liga dos Campeões.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Betis é também o único que conseguiu se destacar como artilheiro do Campeonato Espanhol, na temporada 1982/83. Poli Rincón atuou no clube alviverde de 1981 a 1990. No total, marcou 78 gols em 223 partidas, mas não conquistou nenhum título com o clube.
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