Canal Futebol ::::: Página Inicial ::::: Política de Privacidade ::::: Usuários Online:
Libertadores da América - Boca Juniors :: Voltar
Libertadores da América - Boca Juniors :: Voltar
HISTÓRIA
O Club Atlético Boca Juniors (em espanhol) foi fundado em 3 de abril de 1905, por cinco jovens imigrantes italianos, que se reuniram na Praça Solís, no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O nome do clube foi tirado diretamente da região, tendo sido adicionada a palavra “Juniors” para dar um tom inglês à nomenclatura, o que, de certa forma, diminuía a relação com o bairro pobre desde aquela época.
Durante os primeiros anos de existência, o Boca Juniors utilizou diferentes cores de camisa, até chegar a clássica azul e amarela dos dias de hoje. Primeiro uma rosa, depois uma listrada verticalmente em preto e branco, até que, em 1907, os dirigentes do clube decidiram implantar as cores amarelo e azul, inspirados em um navio sueco que estava atracado no porto de Buenos Aires.
Devido ao grande número de imigrantes italianos, provenientes da cidade de Gênova, morando no bairro de La Boca, na época, os próprios torcedores do Boca começaram a se auto-intitular “Los Xeneizes”. A expressão é derivada da palavra zeneïze, que no dialeto falado na Ligúria, região italiana cuja capital é Gênova, significa genovês.
Os boquenses também foram apelidados de “Los Bosteros” (Os Bosteiros), devido a uma fábrica de tijolos que funcionava nas proximidades do clube. Para a fabricação dos tijolos, era utilizado excremento animal como matéria-prima, o que deixava um mau cheiro para quem passasse por ali. Os rivais então criaram o apelido, que nos dias de hoje já é aceito pelos torcedores do Boca, que não se importam com o cunho pejorativo.
Durante o período pré-profissional do Campeonato Argentino, o Boca Juniors conquistou sete títulos, incluindo a primeira conquista nacional do clube, em 1919, a Copa de Honra, em 1925, e a taça do último campeonato argentino antes do profissionalismo, em 1930.
O Boca Juniors ainda foi campeão no primeiro ano de futebol profissional na Argentina, em 1931, mas os anos que se seguiram não foram muito vitoriosos para a equipe de La Boca. Além do triunfo em 1931, conseguiu um bicampeonato em 1934 e 1934 e depois só voltou a ser campeão em 1940.
Depois da conquista em 1940, o Boca Juniors conquistou seu segundo bicampeonato na era profissional, nos anos 1943 e 1944. Foi uma década muito semelhante a anterior, com um título no início e um bicampeonato.
Os anos 50 foram os mais melancólicos para a história do clube, já que a equipe conquistou apenas um Campeonato Argentino, em 1954.
Porém, a década de 60 foi a mais vitoriosa da história em termos nacionais, já que a agremiação triunfou nos campeonatos de 1962, 1964, 1965 e 1969, ano em que venceu também a Copa Argentina.
Nos anos 70, o clube começou a escrever sua história internacional no futebol. Após conquistar os título nacionais em 1970 e 1976 e o metropolitano, também em 1976, o Boca Juniors venceu a Libertadores por duas oportunidades.
Em 1977, o clube enfrentou o Cruzeiro na final, que só foi decidida nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no terceiro jogo. Já em 1978, os Xeneizes entraram na competição na segunda fase, devido ao título no ano anterior, e na final humilharam o Deportivo Cali. Depois de empatar na Colômbia por 0 a 0, o Boca Juniors goleou por 4 a 0 na Bombonera.
Depois de tantos triunfos, a torcida boquense ficou mal acostumada e acabou se decepcionando com a década de 80. O clube conquistou apenas o campeonato metropolitano de 1981 e a Supercopa de 1989.
Os anos 90 foram muito mais vitoriosos, com conquistas nacionais e sul-americanas. O Boca Juniors conquistou o Apertura em 1992 e 1998, e o Clausura em 1999. Em termos continentais, venceu a Recopa Sul-Americana em 1990, Copa Master em 1992 e a Copa de Ouro, no ano seguinte.
Nos últimos anos, o Boca começou a conquistar sua fama de grande vencedor de Copas, além de se aproximar do River Plate como maior campeão argentino. Em 2000, conquistou o Apertura, a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes, em Tóquio. No ano seguinte a equipe conquistou novamente a Libertadores, repetindo o bicampeonato do fim dos anos 70.
Em 2003, igualou o ano 2000, conquistando o Apertura, a Libertadores e o Mundial Interclubes. No ano seguinte, venceu apenas a Copa Sul-Americana, torneio continental mais importante depois da Copa Libertadores. No ano de 2005, venceu novamente o Apertura e a Copa Sul-Americana, que garantiu vaga na Recopa Sul-Americana, também vencida pelo Boca, contra o campeão da Libertadores do ano anterior, o Once Caldas.
Em 2006, o clube conquistou mais um título nacional, dessa vez o Clausura, além de consagrar-se bicampeão da Recopa Sul-Americana. No ano seguinte, o Boca Juniors conquistou a sexta Copa Libertadores de sua história.
O Boca Juniors é a equipe com a maior torcida da Argentina. Em recentes pesquisas, os aficionados pelo clube ultrapassam 40% dos 35 milhões de argentinos. Enquanto isso, o maior rival, o Club Atlético River Plate, tem em sua torcida menos de 33% da população. O terceiro clube mais popular é o Independiente, com apenas 5,5% dos argentinos.
Devido a essa enorme diferença de quantidade de torcedores para os outros clubes e a rivalidade histórica entre as duas equipes, Boca e River é o maior clássico do futebol argentino, tendo sido inclusive denominado de Superclássico. O jornal britânico “The Observer” chegou a classificar o enfrentamento como o maior espetáculo futebolístico do planeta.
Atualmente, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor de títulos internacionais oficiais de todo o mundo, com 17 conquistas, estando atrás apenas do Milan, da Itália, que tem 18 triunfos internacionais. Em campeonatos argentinos, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor, com 26 conquistas, seis a menos que o grande rival, River Plate.
GRANDES ÍDOLOS
Aclamado como o maior jogador da história do futebol argentino, Diego Armando Maradona teve duas passagens pelo Boca Juniors (1980-1982 e 1995-1997) e, apesar das curtas passagens, até hoje é considerado o atleta mais querido da história do clube. Começou a carreira no Argentinos Juniors e passou também por Barcelona, Napoli, Sevilla e Newell’l Old Boys.
Em sua conturbada trajetória futebolística, envolveu-se com drogas, tendo sido pego em exames antidoping duas vezes. Na primeira delas, quando atuava pelo Napoli, da Itália, foi detectado o uso de cocaína e Maradona foi expulso do clube. O segundo caso de doping positivo aconteceu durante a Copa do Mundo de 1994, quando o exame de Diego foi atestado como positivo para o uso de efedrina, o que o levou a ser suspenso por um ano pela Fifa (em inglês).
Aposentado do futebol, Maradona é figura freqüente nas arquibancadas do estádio do Boca Juniors, vestido a caráter e torcendo muito pelo time de coração.
Considerado um jogador de temperamento triste, o meio-campista Juan Román Riquelme iniciou sua carreira nas categorias de base do Argentinos Juniors. Se transferiu para o Boca em 1996, onde permaneceu até 2002. Riquelme foi vendido para o Barcelona e, sem obter sucesso, acabou negociado com o Villareal, também da Espanha.
O amor ao clube de La Bombonera fez Riquelme retornar a seu país em 2007, por empréstimo, para a disputa da Copa Libertadores. No fim do mesmo ano, o Villareal negociou os direitos para o Boca Juniors em definitivo.
Na primeira passagem pelo clube, Riquelme disputou 170 jogos e marcou 38 gols. Nesse período, conquistou o tricampeonato argentino, em 1998, 1999 e 2000, além do bicampeonato da Copa Libertadores (2000/2001) e do Mundial Interclubes de 2000.
ARTILHEIROS
Roberto Cherro é o maior goleador da equipe do Boca Juniors. Ao todo, o atacante marcou 221 gols com a camisa do time argentino. Porém, em jogos oficiais, Martín Palermo bateu o recorde, recentemente, ao ir às redes mais de 180 vezes.
:: Topo da Página ::: Voltar
O Club Atlético Boca Juniors (em espanhol) foi fundado em 3 de abril de 1905, por cinco jovens imigrantes italianos, que se reuniram na Praça Solís, no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O nome do clube foi tirado diretamente da região, tendo sido adicionada a palavra “Juniors” para dar um tom inglês à nomenclatura, o que, de certa forma, diminuía a relação com o bairro pobre desde aquela época.
Durante os primeiros anos de existência, o Boca Juniors utilizou diferentes cores de camisa, até chegar a clássica azul e amarela dos dias de hoje. Primeiro uma rosa, depois uma listrada verticalmente em preto e branco, até que, em 1907, os dirigentes do clube decidiram implantar as cores amarelo e azul, inspirados em um navio sueco que estava atracado no porto de Buenos Aires.
Devido ao grande número de imigrantes italianos, provenientes da cidade de Gênova, morando no bairro de La Boca, na época, os próprios torcedores do Boca começaram a se auto-intitular “Los Xeneizes”. A expressão é derivada da palavra zeneïze, que no dialeto falado na Ligúria, região italiana cuja capital é Gênova, significa genovês.
Os boquenses também foram apelidados de “Los Bosteros” (Os Bosteiros), devido a uma fábrica de tijolos que funcionava nas proximidades do clube. Para a fabricação dos tijolos, era utilizado excremento animal como matéria-prima, o que deixava um mau cheiro para quem passasse por ali. Os rivais então criaram o apelido, que nos dias de hoje já é aceito pelos torcedores do Boca, que não se importam com o cunho pejorativo.
Durante o período pré-profissional do Campeonato Argentino, o Boca Juniors conquistou sete títulos, incluindo a primeira conquista nacional do clube, em 1919, a Copa de Honra, em 1925, e a taça do último campeonato argentino antes do profissionalismo, em 1930.
O Boca Juniors ainda foi campeão no primeiro ano de futebol profissional na Argentina, em 1931, mas os anos que se seguiram não foram muito vitoriosos para a equipe de La Boca. Além do triunfo em 1931, conseguiu um bicampeonato em 1934 e 1934 e depois só voltou a ser campeão em 1940.
Depois da conquista em 1940, o Boca Juniors conquistou seu segundo bicampeonato na era profissional, nos anos 1943 e 1944. Foi uma década muito semelhante a anterior, com um título no início e um bicampeonato.
Os anos 50 foram os mais melancólicos para a história do clube, já que a equipe conquistou apenas um Campeonato Argentino, em 1954.
Porém, a década de 60 foi a mais vitoriosa da história em termos nacionais, já que a agremiação triunfou nos campeonatos de 1962, 1964, 1965 e 1969, ano em que venceu também a Copa Argentina.
Nos anos 70, o clube começou a escrever sua história internacional no futebol. Após conquistar os título nacionais em 1970 e 1976 e o metropolitano, também em 1976, o Boca Juniors venceu a Libertadores por duas oportunidades.
Em 1977, o clube enfrentou o Cruzeiro na final, que só foi decidida nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no terceiro jogo. Já em 1978, os Xeneizes entraram na competição na segunda fase, devido ao título no ano anterior, e na final humilharam o Deportivo Cali. Depois de empatar na Colômbia por 0 a 0, o Boca Juniors goleou por 4 a 0 na Bombonera.
Depois de tantos triunfos, a torcida boquense ficou mal acostumada e acabou se decepcionando com a década de 80. O clube conquistou apenas o campeonato metropolitano de 1981 e a Supercopa de 1989.
Os anos 90 foram muito mais vitoriosos, com conquistas nacionais e sul-americanas. O Boca Juniors conquistou o Apertura em 1992 e 1998, e o Clausura em 1999. Em termos continentais, venceu a Recopa Sul-Americana em 1990, Copa Master em 1992 e a Copa de Ouro, no ano seguinte.
Nos últimos anos, o Boca começou a conquistar sua fama de grande vencedor de Copas, além de se aproximar do River Plate como maior campeão argentino. Em 2000, conquistou o Apertura, a Copa Libertadores e o Mundial Interclubes, em Tóquio. No ano seguinte a equipe conquistou novamente a Libertadores, repetindo o bicampeonato do fim dos anos 70.
Em 2003, igualou o ano 2000, conquistando o Apertura, a Libertadores e o Mundial Interclubes. No ano seguinte, venceu apenas a Copa Sul-Americana, torneio continental mais importante depois da Copa Libertadores. No ano de 2005, venceu novamente o Apertura e a Copa Sul-Americana, que garantiu vaga na Recopa Sul-Americana, também vencida pelo Boca, contra o campeão da Libertadores do ano anterior, o Once Caldas.
Em 2006, o clube conquistou mais um título nacional, dessa vez o Clausura, além de consagrar-se bicampeão da Recopa Sul-Americana. No ano seguinte, o Boca Juniors conquistou a sexta Copa Libertadores de sua história.
O Boca Juniors é a equipe com a maior torcida da Argentina. Em recentes pesquisas, os aficionados pelo clube ultrapassam 40% dos 35 milhões de argentinos. Enquanto isso, o maior rival, o Club Atlético River Plate, tem em sua torcida menos de 33% da população. O terceiro clube mais popular é o Independiente, com apenas 5,5% dos argentinos.
Devido a essa enorme diferença de quantidade de torcedores para os outros clubes e a rivalidade histórica entre as duas equipes, Boca e River é o maior clássico do futebol argentino, tendo sido inclusive denominado de Superclássico. O jornal britânico “The Observer” chegou a classificar o enfrentamento como o maior espetáculo futebolístico do planeta.
Atualmente, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor de títulos internacionais oficiais de todo o mundo, com 17 conquistas, estando atrás apenas do Milan, da Itália, que tem 18 triunfos internacionais. Em campeonatos argentinos, o Boca Juniors é o segundo maior vencedor, com 26 conquistas, seis a menos que o grande rival, River Plate.
GRANDES ÍDOLOS
Aclamado como o maior jogador da história do futebol argentino, Diego Armando Maradona teve duas passagens pelo Boca Juniors (1980-1982 e 1995-1997) e, apesar das curtas passagens, até hoje é considerado o atleta mais querido da história do clube. Começou a carreira no Argentinos Juniors e passou também por Barcelona, Napoli, Sevilla e Newell’l Old Boys.
Em sua conturbada trajetória futebolística, envolveu-se com drogas, tendo sido pego em exames antidoping duas vezes. Na primeira delas, quando atuava pelo Napoli, da Itália, foi detectado o uso de cocaína e Maradona foi expulso do clube. O segundo caso de doping positivo aconteceu durante a Copa do Mundo de 1994, quando o exame de Diego foi atestado como positivo para o uso de efedrina, o que o levou a ser suspenso por um ano pela Fifa (em inglês).
Aposentado do futebol, Maradona é figura freqüente nas arquibancadas do estádio do Boca Juniors, vestido a caráter e torcendo muito pelo time de coração.
Considerado um jogador de temperamento triste, o meio-campista Juan Román Riquelme iniciou sua carreira nas categorias de base do Argentinos Juniors. Se transferiu para o Boca em 1996, onde permaneceu até 2002. Riquelme foi vendido para o Barcelona e, sem obter sucesso, acabou negociado com o Villareal, também da Espanha.
O amor ao clube de La Bombonera fez Riquelme retornar a seu país em 2007, por empréstimo, para a disputa da Copa Libertadores. No fim do mesmo ano, o Villareal negociou os direitos para o Boca Juniors em definitivo.
Na primeira passagem pelo clube, Riquelme disputou 170 jogos e marcou 38 gols. Nesse período, conquistou o tricampeonato argentino, em 1998, 1999 e 2000, além do bicampeonato da Copa Libertadores (2000/2001) e do Mundial Interclubes de 2000.
ARTILHEIROS
Roberto Cherro é o maior goleador da equipe do Boca Juniors. Ao todo, o atacante marcou 221 gols com a camisa do time argentino. Porém, em jogos oficiais, Martín Palermo bateu o recorde, recentemente, ao ir às redes mais de 180 vezes.
:: Topo da Página ::: Voltar