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Liga dos Campeões - Celtic :: Voltar

HISTÓRIA

O Celtic surgiu no fim do século 19, na cidade de Glasgow, mais precisamente no ano de 1887. A idéia inicial era criar uma alternativa para jovens carentes da região leste. A iniciativa foi da igreja St. Mary.

Logo no início de sua história, já começava a se firmar como um dos maiores clubes da Escócia. Dividia esse posto, porém, com o rival Rangers. As duas agremiações fazem um dos maiores clássicos do futebol mundial.

Além da tradição dentro dos gramados, carregam também a disputa religiosa das duas torcidas. O Celtic é ligado aos imigrantes irlandeses do país, católicos. Já o Rangers tem a maior parte de sua torcida constituída por protestantes. O primeiro capítulo dessa tradição foi escrito em 1888. Em um amistoso, o Celtic goleou o Rangers por 5 a 2.

O primeiro título de relevância da história da equipe alviverde foi em 1891/92, quando venceu o Queen’s Park na final. Na temporada seguinte, veio a conquista do Campeonato Escocês. Não seria a única até o fim daquele século. O time também venceu o certame em 1893/94, 1895/96 e 1897/98.

A base desse time ajudou o Celtic a conseguir sua primeira grande seqüência de títulos. De 1904/05 a 1909/10, o clube venceu todos os Campeonatos Escoceses, e atestou a qualidade da equipe no âmbito nacional. Na década de 1910, mais uma fase recheada de títulos. De 1913/14 a 1916/17, o Celtic também ficou com todas as competições.

Essa situação seria comum dali em diante no país. Ora o Celtic conseguia uma seqüência de títulos, ora o Rangers. Outras equipes dificilmente conseguem intrometer-se entre as duas potências.

Algumas vitórias, no entanto, são memoráveis. Em 1956/57, por exemplo, o Celtic venceu o Rangers na final da Copa da Escócia pelo placar de 7 a 1, em uma das maiores goleadas da história do clássico. Anos depois, conseguiria o primeiro sucesso em competições européias. Foi a campanha de 1963/64, que levou o time à semifinal da Recopa, perdendo a vaga na final para o MTK Budapeste.

Em 1965/66, começaria a maior série do Celtic no topo da Escócia em todos os tempos. Foram nove temporadas consecutivas como campeão nacional, recorde só igualado na década de 1990 pelo Rangers.

Nesse período, conseguiu o melhor ano em sua história. Foi na temporada 1966/67, quando conquistou o Campeonato Escocês, a Copa da Escócia, a Copa de Glasgow (disputada contra o Rangers) e, principalmente, a Liga dos Campeões. Na final, a equipe batida pelos britânicos foi a Inter de Milão, em Lisboa. Foi a primeira vez que um time da Grã-Bretanha conquistou o troféu mais importante da Europa.

Na temporada 1969/70, o Celtic mais uma vez chegou à final da Liga dos Campeões. Dessa vez, porém, o clube alviverde não conseguiu o mesmo sucesso. Perdeu por 2 a 1 para o Feyenoord, em Milão.

Nos anos 1970, mais uma seqüência de conquistas no Campeonato Escocês. De 1973/74 a 1982/83, o Celtic foi campeão nacional. A década seguinte, no entanto, ficou marcada por um processo de reconstrução do clube.

O empresário e torcedor Fergus McCann assumiu a presidência da agremiação e implantou um plano de recuperação do clube, que passava por dificuldades financeiras, incluindo a reforma do estádio. Por isso, o Celtic atuou na temporada 1994/95 no Hampden Park, estádio do Queen’s Park. Os resultados viriam em 1997/98, quando o clube alviverde conseguiu seu primeiro título escocês depois de dez anos de jejum.

A afirmação dessa geração veio somente no século XXI. Comandado pelo sueco Henrik Larsson, o Celtic conseguiu o Campeonatos Escocês em 2000/01, 2001/02 e 2003/04.


GRANDES ÍDOLOS

Apesar de as conquistas do Celtic começarem a aparecer desde o início de sua história, os grandes jogadores do clube figuraram dos anos 1960 em diante. O principal momento da agremiação foi aquele em que o time conseguiu nove títulos nacionais consecutivos e a única Liga dos Campeões da história.

Naquela equipe, que ficou conhecida como “Leões de Lisboa”, referência à cidade em que foi disputada a final européia contra a Inter de Milão, praticamente todos os atletas são lembrados pelos torcedores como ídolos do clube.

O goleiro Ronnie Simpson, o zagueiro-artilheiro Tommy Gemmell (que balançou as redes adversárias em 64 oportunidades), o “César” Billy Mcneill (capitão daquela equipe e que ganhou o apelido por ser considerado um rei) e o longevo Danny McGrain formavam a defesa.

No meio-campo, destacava-se o criativo armador Bobby Murdoch, considerado até hoje como um dos melhores jogadores escoceses de todos os tempos. Já Bertie Auld, além de seus talentos em campo, também ficou conhecido pelas brincadeiras fora dos gramados.

Curiosamente, o grande expoente ofensivo desta geração estrearia pelo Celtic pouco depois do título europeu. Kenny Dalglish, posteriormente conhecido como “Rei Kenny”, estreou na temporada 1968/69 e se destacou como um dos maiores artilheiros da história da agremiação.

Mais adiante, em nova boa fase do Celtic, Paul McStay foi o herói da torcida. Nos anos 1980, antes do início do jejum de dez anos sem títulos, foi o meia quem levou o Celtic aos títulos das temporadas de 1985/86 e 1987/88.

Se na década de 1990 o Celtic não conseguiu se impor nem mesmo dentro de seu país, recuperou o prestígio no século XXI, e muito por causa do sueco Henrik Larsson. Ele fez parte do título da redenção em 1997/98, logo em sua primeira temporada. Posteriormente, levaria o clube às conquistas de 2000/01, 2001/02 e 2003/04.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Celtic é o sueco Henrik Larsson, que defendeu o clube de 1997 a 2004 e marcou época na seleção de seu país. Nesse período defendendo as cores do clube escocês, marcou nada menos do que 242 gols, um recorde absoluto na história do time alviverde.

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