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Libertadores da América - Cerro Porteño :: Voltar

HISTÓRIA

Fundado em 1º de outubro de 1912, o Cerro Porteño é um dos principais times do Paraguai, possuindo um grande número de torcedores. O surgimento do clube, popularmente conhecido como Ciclone, se deu na casa de Dona Susana Nunes, mãe dos quatro jogadores de futebol que ali praticavam o esporte e sonhavam em fundar um time.

À época, o Paraguai vivia uma fase de instabilidade política, mas as cores de dois partidos tradicionais do país, Colorado e Liberal, deram origem ao uniforme do Cerro. Com a homenagem, a agremiação ficou marcada por uma torcida que sempre lutou pela liberdade.

No quesito títulos, o clube justifica ter tantos torcedores seguindo a trajetória do time. São ao todo 26 conquistas do Campeonato Paraguaio, o segundo maior vencedor do país. Apesar do bom desempenho no cenário nacional, isso não se reflete na América do Sul. A agremiação nunca venceu um torneio internacional. Na Libertadores, o máximo atingido pelo time foi as semifinais, em cinco oportunidades.

O primeiro título veio cedo. Logo após um ano de fundação, o Cerro Porteño levantaria a taça inaugural de sua sala de troféus. Uma campanha considerada perfeita, invicta, levou o clube à conquista do Campeonato Paraguaio Amador. Antes da era profissional, a agremiação venceria a competição em mais três oportunidades: 1915, 1918 e 1919.

No ano de 1918, o time ganhou o apelido de Ciclone. Tudo isso por causa da final contra o Nacional. O Cerro empatou o primeiro jogo por 2 a 2 e o segundo por 1 a 1. No terceiro, a grande final, o clube Azul-Grená perdia a partida por 2 a 0, com apenas sete minutos restando para o fim. Porém, como um verdadeiro vendaval, a agremiação virou o jogo para 4 a 2 e levou o título.

Após o triunfo, a equipe ficaria muito tempo afastada das competições nacionais, pois os campeonatos não estavam sendo realizados em virtude da Guerra do Chaco e da Revolução Liberal.

A volta do maior torneio do Paraguai (em espanhol) aconteceria somente em 1935, quando a liga passou a ser profissional. Assim como na fase amadora, o Cerro começou com tudo e, logo na primeira temporada de disputa, se tornou campeão.

A maior seqüência de títulos do time começaria no ano de 1939. Naquela temporada, o clube iniciaria a conquista do tricampeonato paraguaio. O mesmo feito seria repetido na década de 70, com a conquista da competição em 1972, 1973 e 1974.

Depois de 1990, o domínio dos títulos do Paraguai é do Cerro Porteño. São sete conquistas dos Ciclones, contra seis do Olímpia e quatro do Libertad, além de um do Sol de América. A última vez em que a maior torcida paraguaia soltou o gritou de campeão foi em 2005.

Com seus 96 anos de história, o Cerro e sua torcida vivem a expectativa de completar o centenário do clube. Fato que acontecerá no ano de 2012.


GRANDES ÍDOLOS

O Cerro Porteño é um time antigo no futebol e também com muita tradição no Paraguai. Esse é um dos principais motivos para o Ciclone ter em sua história grandes jogadores, alguns considerados os melhores da história do país.

O primeiro deles é o maior zagueiro do Paraguai, Carlos Gamarra. Com muita técnica e sem ser um jogador faltoso, o defensor fez sucesso em diversos clubes pelo mundo. Tem como auge de sua carreira o fim da década de 90, principalmente no ano de 1998, quando foi campeão brasileiro pelo Corinthians.

Porém foi na seleção do Paraguai que Gamarra faria história. No mesmo ano, o defensor disputou a Copa do Mundo da França e levou o país às oitavas-de-final contra os anfitriões. O time seria eliminado na prorrogação daquela partida, mas o atleta deixou sua marca na competição mundial, passando o torneio inteiro sem fazer uma falta sequer. No fim do certame, o atleta entrou para a seleção do campeonato.

Ainda na seleção paraguaia, o jogador foi medalha de prata nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, perdendo a final para a Argentina. Pelo Cerro, Gamarra venceu o Campeonato Paraguaio nos anos de 1990 e 1992. O zagueiro ainda teve passagens por Atlético de Madrid, Inter de Milão, Palmeiras e Flamengo.

Também presente na Copa de 1998, o lateral-direito Arce é um grande vencedor pelo time do Cerro. Pela equipe, o jogador conquistou o Campeonato do Paraguai em 1991, 1992 e 1994. O auge da carreira foi no ano de 1999, quando o atleta venceu a Copa Libertadores pelo Palmeiras. Por lá, Arce também conquistou a Copa do Brasil na temporada anterior.

Os estrangeiros também deixaram sua marca na história do Cerro. O goleiro argentino Goycochea foi mais um a defender as cores do Ciclone. Pelo clube paraguaio, o arqueiro atuou apenas no ano de 1993. Assim como o camaronês Geremi, volante e lateral-direito, que é um dos principais jogadores da seleção camaronesa atualmente. Esteve no clube Azul-Grená no ano de 1997.

O Cerro Porteño teve também como técnico um dos maiores jogadores de futebol do mundo. O matador Fréderic Puskas comandou o clube do Paraguai entre os anos de 1986 e 1989. Por lá, venceu o Campeonato Nacional de 1987. O atacante foi um dos principais jogadores da história do Real Madrid, por onde fez 156 gols em 180 jogos. Pelo clube da Espanha, o atleta venceu cinco espanhóis.

Puskas também tem como marca na carreira ter defendido seleções de dois países distintos: Hungria e Espanha. Pela seleção húngara, o atacante fez 84 tentos em 85 partidas.

No começo da história do Cerro, o atacante Molinas foi um dos principais goleadores do clube. No Ciclone, o atleta venceu três campeonatos e foi em outras duas oportunidades o artilheiro máximo da competição nacional.

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