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Liga dos Campeões - Dínamo Kiev :: Voltar

HISTÓRIA

O Dínamo Kiev foi fundado em 1927, como uma equipe amadora. Mais tarde, a entidade passou a ser financiada e patrocinada pela sociedade soviética NKVD (antecessora da KGB – sigla do serviço secreto russo). Os uniformes da equipe nos anos 1980 e 1990 eram espessos, semelhantes a fardas policiais e das forças armadas.

Quando a Ucrânia ainda fazia parte da União Soviética, o Dínamo era o principal adversário dos times de Moscou e o freqüente domínio do clube nas competições futebolísticas soviéticas era motivo de orgulho para a nação ucraniana. Com essa supremacia, os bilo-syni (brancos e azuis) foram registrados e reconhecidos como time profissional, devido à sua importância no cenário internacional.

Até o fim da União Soviética, os ucranianos eram os maiores detentores de títulos da URSS, com 13 Campeonatos Soviéticos (1961, 1966, 1967, 1968, 1971, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1985, 1986 e 1990) e nove Copas (1954, 1964, 1966, 1974, 1978, 1982, 1985, 1987 e 1990).

Com o fim da URSS, o clube conhecido como Ukrainian Kyiv tornou-se membro da Liga de Futebol da Ucrânia e, como já era uma das principais forças do país, sua hegemonia não se alterou e o time continuou a conquistar os campeonatos nacionais – 12 Nacionais (1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2003, 2004 e 2007) e nove Taças da Ucrânia (1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2003, 2005, 2006 e 2007). Recentemente, a superioridade do Dínamo Kiev vem sendo quebrada pelo Shakhtar Donetsk, que ganhou o Campeonato Ucraniano em 2002, 2005 e em 2006.

As conquistas do clube não se restringem apenas a campeonatos em território ucraniano. O FK Dínamo Kiev venceu por duas vezes a Recopa Européia, nos anos de 1975 e 1986. O primeiro título internacional da história veio após o time derrotar por 3 a 0 o Ferencváros TC, da Hungria. Em 1986, e novamente por 3 a 0, só que desta vez contra o Atlético de Madri, o ucranianos conquistaram a Recopa.

Em 1995, ocorreu o maior escândalo da história do clube. Depois de se classificar para a fase de grupos da Liga dos Campeões, o primeiro jogo do Dínamo foi contra o Panathinaikos, da Grécia, e o árbitro da partida, Antonio Lopez Nieto, após o término do encontro, enviou uma queixa a UEFA, acusando dois dirigentes da equipe de ter-lhe oferecido dois casacos de pele e uma quantidade não especificada de dinheiro. Em conseqüência desse episódio, o clube foi excluído imediatamente da competição.

Mesmo após apelar contra a decisão da UEFA, o Dínamo Kiev foi proibido de disputar campeonatos europeus por dois anos e os dirigentes Ihor Surkis e Vasyliy Babiychuk foram banidos do futebol. Como nada foi provado, a decisão foi modificada posteriormente, e os ucranianos voltaram a disputar competições européias no ano seguinte e Ihor Surkis (hoje presidente do time) voltou a trabalhar no clube.

A equipe só voltou a ter reputação mundial, em 1999, quando derrotou o Barcelona-ESP por 4 a 0, no Camp Nou, com três gols do atacante Andriy Shevchenko, um dos maiores ídolos do clube, juntamente com Serhiy Rebrov e Oleg Blokhin.


GRANDES ÍDOLOS

Oleg Blokhin jogou no clube de 1969 a 1988 e foi o principal jogador do Dínamo Kiev nos tempos de União Soviética. O atacante é o maior artilheiro do clube e do Campeonato Soviético – quando ainda existia – com 211 gols marcados em 432 partidas, o que também representa um recorde de jogos disputados.

Ele venceu o Campeonato Nacional oito vezes (1971, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1985 e 1986) e quatro Copas (1974, 1978, 1982, 1985). O ponto mais alto da carreira de Blokhin e do Dínamo foi à conquista das Recopas Européias – hoje Copa da UEFA - em 1975 e 1986.

Além de ser campeão europeu em 1975, Oleg também foi eleito pela revista francesa France Football o “Futebolista Europeu do Ano” (Bola de Ouro). O goleador também é o atleta que mais atuou pela seleção da ex-URSS, com 112 partidas, e o que mais marcou gols, 42. Com o selecionado soviético, Blokhin disputou duas Copas do Mundo, em 1982, na Espanha, e 1986, no México.

Outro ídolo da torcida ucraniana é Andriy Shevchenko, considerado o melhor jogador a atuar pelo clube após a independência do país. O atacante estreou no Dínamo aos 18 anos e conquistou cinco Campeonatos Ucranianos (1995, 1996, 1997, 1998 e 1999) e quatro Taças da Ucrânia (1996, 1997, 1998 e 1999).

Durante os cincos anos em que atuou pela equipe, marcou 60 gols em 117 partidas e levou o clube a ser reconhecido novamente na Europa, após marcar três gols na vitória por 4 a 1 dos ucranianos sobre o Barcelona, em pleno Camp Nou.

Outro que tem seu nome na história recente do Dínamo é Serhiy Rebrov. Eleito o melhor jogador da Ucrânia em 1996 e 1998, chegou ao clube em 1992 e tornou-se a maior estrela do time da década de 1990, tendo como seu companheiro de ataque o promissor Shevchenko.

Atuou pelo clube até 2000 e, nesse período, disputou 189 jogos, marcando 93 gols. Na temporada 2000/2001 foi vendido ao Totteham Hotspur por 11 milhões de euros, mas não se firmou na nova agremiação. Então foi emprestado ao Fenerbahçe-TUR e posteriormente ao West Ham-ING, mas também não vingou e retornou ao Dínamo em 2005, atuando mais 33 partidas e fazendo 15 gols, ultrapassando a marca dos 100 gols no campeonato ucraniano.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Dínamo Kiev é o atacante ucraniano Oleg Blokhin, que atuou no clube de 1969 a 1988 e foi o principal jogador do Dínamo Kiev nos tempos da antiga União Soviética. Ele marcou 211 gols em 432 jogos disputados.

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