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Campeonato Alemão - Duisburg :: Voltar
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HISTÓRIA
O Duisburg surgiu em 1902 inicialmente como uma agremiação distrital da cidade de Duisburgo, conhecido como Meidericher SV. Essa situação, porém, só duraria três anos, já que, em 1905, o clube se uniu ao SC Viktoria Meiderich, outro time do município.
Nos gramados, o time não tardou a conseguir bons resultados em competições locais, tendo, inclusive, realizado grandes temporadas. Em 1913/1914, por exemplo, fez 113 gols e sofreu apenas 12.
O crescimento teria seqüência na década seguinte. Nos anos 1920, o Duisburgo conseguiu ficar entre os melhores. Venceu, em 1929, o campeonato regional e classificou-se, pela primeira vez, à elite do futebol alemão.
O bom momento, porém, seria interrompido por motivos políticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o clube passou por situação financeira complicada e quase foi obrigado a fechar as portas.
A recuperação veio logo após o fim do conflito, quando o time venceu o torneio da cidade, em 1946. Em 1951, o clube conseguiu a vaga na Uberliga, que, até então, era a primeira divisão do futebol da Alemanha.
Aquela foi uma das melhores fases da história do clube. O Duisburg, ainda sem esse nome, esteve na elite até a criação da Bundesliga, o grande divisor de águas do esporte no país, que profissionalizou o futebol.
Naquele momento, o Duisburg garantiu presença entre os 16 clubes que formaram a primeira edição do certame. Fez, inclusive, grande campanha em 1963/64, quando terminou a competição com o vice-campeonato, atrás apenas do campeão Colônia.
No restante da década de 1960 e nos anos 1970, o clube não repetiria o desempenho, mas, ao menos, se manteve na primeira divisão alemã. Naquele momento, o fato mais considerável na história do clube foi mais uma mudança de nome. Em 1967, após anos de consolidação como o principal time da cidade, o Meidericher finalmente passa a ser conhecido como Duisburg.
Em campo, o time conseguia resultados razoáveis. Em 1974/75, por exemplo, foi finalista da Copa da Alemanha, mas perdeu a decisão para o Hannover. Antes, já havia perdido tal título em 1966, diante do Eintracht Frankfurt.
A melhor campanha da época, porém, veio em 1978/79, quando o time chegou a disputar a semifinal da Copa da Uefa, sua melhor colocação em competições continentais, mas acabou sendo eliminado pelos compatriotas do Borussia Moenchengladbach.
A grande fase acabou com a chegada dos anos 1980. Foi nessa época que o sonho da Bundesliga foi interrompido pela primeira vez. Em 1981/82, após 19 anos entre os melhores do campeonato profissional alemão, o Duisburg caiu para a segunda divisão.
Desde então, o Duisburg passou a ser chamado de “elevador”, apelido que os times na Alemanha recebem por trocarem de divisões com facilidade, sem muita estabilidade. A primeira alternância, porém, foi negativa. Em 1985/86, a equipe caiu para a terceira divisão.
Depois de três anos, o clube voltaria a figurar na segunda divisão. O retorno à elite só viria em 1991/92, e de maneira breve, pois a equipe logo foi rebaixada. Desde então, participou oito vezes da primeira divisão e oito da segunda, o que prova sua instabilidade.
Nesse período, o único momento de destaque veio em 1997/98, quando chegou à decisão da Copa da Alemanha. O Bayern de Munique, porém, conquistou o título vencendo por 2 a 1.
Na temporada 2007/2008 o clube não foi bem e acabou sendo rebaixado, tendo que disputar a segunda divisão do Campeonato Alemão na temporada 2008/2009.
GRANDES ÍDOLOS
Apesar de ser um clube antigo, o Duisburg viveu sua grande fase entre os anos 1950 e 1970. Antes disso, passou muito tempo longe da elite do futebol nacional, e só conseguiu se estabelecer na primeira divisão no período em questão.
Portanto, seus principais ídolos apareceram nesta época. Na década de 1960, por exemplo, os torcedores da agremiação viram surgir Michael Bella. O jogador, nascido na cidade e torcedor do clube, defendeu as cores do Duisburg durante toda a sua carreira.
Sua longevidade à frente da zaga da equipe até hoje não foi superada. Ficou de 1964 a 1978, e disputou nada menos que 405 partidas, 11 a mais que o segundo colocado no ranking, Bernard Dietz.
Durante esse período, Bella participou das campanhas mais vitoriosas da história da agremiação. Foi vice-campeão do Campeonato Alemão em sua primeira temporada, vice da Copa da Alemanha em 1965/66 e 1974/75 e semifinalista da Copa da UEFA de 1977/78. O bom desempenho lhe rendeu convocações para a seleção nacional, e ele participou do grupo que venceu a Eurocopa de 1972.
Na década de 1970, porém, viu surgir um rival à altura em termos de idolatria no clube. O líbero Bernard Dietz foi revelado nessa época e passou 12 anos no Duisburg, até que a equipe caiu na temporada 1981/82 e ele foi negociado para o Schalke 04, onde encerrou a carreira.
No Duisburg, se destacou principalmente pela presença ofensiva. Apesar de jogar no setor defensivo, Dietz marcou nada menos do que 70 gols, um a menos que o maior artilheiro da história do time, Ronald Worm.
Além disso, foi o atleta da equipe que mais se destacou vestindo a camisa da seleção. Considerado o herdeiro de Franz Beckenbauer, foi o capitão do time que venceu a Eurocopa de 1980.
Ao lado dessas duas lendas do Duisburg, atuaram outros grandes jogadores, como Hebert Buessers e Raine Budde, que também conseguiram seu espaço na galeria de ídolos da agremiação. Quem conseguiu se igualar aos outros dois heróis, porém, foi o atacante Ronald Worm.
Revelado pelo próprio clube, atuou de 1971 a 1979, e se destacou pelo número de gols marcados. Foram 71 em 231 partidas. As participações, porém, não o garantiram na seleção alemã. Ele atuou com a tradicional camisa branca em apenas sete oportunidades.
Só que toda essa geração foi consumida pela ganância dos dirigentes, que venderam o time e tiveram um verdadeiro naufrágio nos gramados com a queda em 1981/82. A recuperação viria somente nos anos 1990, com a chegada de outros atletas que se tornaram ícones.
Nomes como Stefan Boerger e Stefan Emmerling fizeram o Duisburg voltar à primeira divisão, mesmo que sem muito destaque. Já no século XXI, após novo momento longe da elite, o clube apostou no alemão descendente de marroquinos Abdelaziz Ahanfouf.
Ele chegou em 2003 e foi o grande responsável pelo último acesso à primeira divisão. Em três anos, fez nada menos que 40 gols em 83 partidas, com média de quase um a cada dois jogos. Ao garantir o acesso, porém, transferiu-se para o Arminia Bielefeld.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Duisburg é o atacante Ronald Worm, que defendeu o clube de 1971 a 1979 e participou de algumas das principais temporadas do clube. Ao todo, balançou as redes adversárias em 71 oportunidades.
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O Duisburg surgiu em 1902 inicialmente como uma agremiação distrital da cidade de Duisburgo, conhecido como Meidericher SV. Essa situação, porém, só duraria três anos, já que, em 1905, o clube se uniu ao SC Viktoria Meiderich, outro time do município.
Nos gramados, o time não tardou a conseguir bons resultados em competições locais, tendo, inclusive, realizado grandes temporadas. Em 1913/1914, por exemplo, fez 113 gols e sofreu apenas 12.
O crescimento teria seqüência na década seguinte. Nos anos 1920, o Duisburgo conseguiu ficar entre os melhores. Venceu, em 1929, o campeonato regional e classificou-se, pela primeira vez, à elite do futebol alemão.
O bom momento, porém, seria interrompido por motivos políticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o clube passou por situação financeira complicada e quase foi obrigado a fechar as portas.
A recuperação veio logo após o fim do conflito, quando o time venceu o torneio da cidade, em 1946. Em 1951, o clube conseguiu a vaga na Uberliga, que, até então, era a primeira divisão do futebol da Alemanha.
Aquela foi uma das melhores fases da história do clube. O Duisburg, ainda sem esse nome, esteve na elite até a criação da Bundesliga, o grande divisor de águas do esporte no país, que profissionalizou o futebol.
Naquele momento, o Duisburg garantiu presença entre os 16 clubes que formaram a primeira edição do certame. Fez, inclusive, grande campanha em 1963/64, quando terminou a competição com o vice-campeonato, atrás apenas do campeão Colônia.
No restante da década de 1960 e nos anos 1970, o clube não repetiria o desempenho, mas, ao menos, se manteve na primeira divisão alemã. Naquele momento, o fato mais considerável na história do clube foi mais uma mudança de nome. Em 1967, após anos de consolidação como o principal time da cidade, o Meidericher finalmente passa a ser conhecido como Duisburg.
Em campo, o time conseguia resultados razoáveis. Em 1974/75, por exemplo, foi finalista da Copa da Alemanha, mas perdeu a decisão para o Hannover. Antes, já havia perdido tal título em 1966, diante do Eintracht Frankfurt.
A melhor campanha da época, porém, veio em 1978/79, quando o time chegou a disputar a semifinal da Copa da Uefa, sua melhor colocação em competições continentais, mas acabou sendo eliminado pelos compatriotas do Borussia Moenchengladbach.
A grande fase acabou com a chegada dos anos 1980. Foi nessa época que o sonho da Bundesliga foi interrompido pela primeira vez. Em 1981/82, após 19 anos entre os melhores do campeonato profissional alemão, o Duisburg caiu para a segunda divisão.
Desde então, o Duisburg passou a ser chamado de “elevador”, apelido que os times na Alemanha recebem por trocarem de divisões com facilidade, sem muita estabilidade. A primeira alternância, porém, foi negativa. Em 1985/86, a equipe caiu para a terceira divisão.
Depois de três anos, o clube voltaria a figurar na segunda divisão. O retorno à elite só viria em 1991/92, e de maneira breve, pois a equipe logo foi rebaixada. Desde então, participou oito vezes da primeira divisão e oito da segunda, o que prova sua instabilidade.
Nesse período, o único momento de destaque veio em 1997/98, quando chegou à decisão da Copa da Alemanha. O Bayern de Munique, porém, conquistou o título vencendo por 2 a 1.
Na temporada 2007/2008 o clube não foi bem e acabou sendo rebaixado, tendo que disputar a segunda divisão do Campeonato Alemão na temporada 2008/2009.
GRANDES ÍDOLOS
Apesar de ser um clube antigo, o Duisburg viveu sua grande fase entre os anos 1950 e 1970. Antes disso, passou muito tempo longe da elite do futebol nacional, e só conseguiu se estabelecer na primeira divisão no período em questão.
Portanto, seus principais ídolos apareceram nesta época. Na década de 1960, por exemplo, os torcedores da agremiação viram surgir Michael Bella. O jogador, nascido na cidade e torcedor do clube, defendeu as cores do Duisburg durante toda a sua carreira.
Sua longevidade à frente da zaga da equipe até hoje não foi superada. Ficou de 1964 a 1978, e disputou nada menos que 405 partidas, 11 a mais que o segundo colocado no ranking, Bernard Dietz.
Durante esse período, Bella participou das campanhas mais vitoriosas da história da agremiação. Foi vice-campeão do Campeonato Alemão em sua primeira temporada, vice da Copa da Alemanha em 1965/66 e 1974/75 e semifinalista da Copa da UEFA de 1977/78. O bom desempenho lhe rendeu convocações para a seleção nacional, e ele participou do grupo que venceu a Eurocopa de 1972.
Na década de 1970, porém, viu surgir um rival à altura em termos de idolatria no clube. O líbero Bernard Dietz foi revelado nessa época e passou 12 anos no Duisburg, até que a equipe caiu na temporada 1981/82 e ele foi negociado para o Schalke 04, onde encerrou a carreira.
No Duisburg, se destacou principalmente pela presença ofensiva. Apesar de jogar no setor defensivo, Dietz marcou nada menos do que 70 gols, um a menos que o maior artilheiro da história do time, Ronald Worm.
Além disso, foi o atleta da equipe que mais se destacou vestindo a camisa da seleção. Considerado o herdeiro de Franz Beckenbauer, foi o capitão do time que venceu a Eurocopa de 1980.
Ao lado dessas duas lendas do Duisburg, atuaram outros grandes jogadores, como Hebert Buessers e Raine Budde, que também conseguiram seu espaço na galeria de ídolos da agremiação. Quem conseguiu se igualar aos outros dois heróis, porém, foi o atacante Ronald Worm.
Revelado pelo próprio clube, atuou de 1971 a 1979, e se destacou pelo número de gols marcados. Foram 71 em 231 partidas. As participações, porém, não o garantiram na seleção alemã. Ele atuou com a tradicional camisa branca em apenas sete oportunidades.
Só que toda essa geração foi consumida pela ganância dos dirigentes, que venderam o time e tiveram um verdadeiro naufrágio nos gramados com a queda em 1981/82. A recuperação viria somente nos anos 1990, com a chegada de outros atletas que se tornaram ícones.
Nomes como Stefan Boerger e Stefan Emmerling fizeram o Duisburg voltar à primeira divisão, mesmo que sem muito destaque. Já no século XXI, após novo momento longe da elite, o clube apostou no alemão descendente de marroquinos Abdelaziz Ahanfouf.
Ele chegou em 2003 e foi o grande responsável pelo último acesso à primeira divisão. Em três anos, fez nada menos que 40 gols em 83 partidas, com média de quase um a cada dois jogos. Ao garantir o acesso, porém, transferiu-se para o Arminia Bielefeld.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Duisburg é o atacante Ronald Worm, que defendeu o clube de 1971 a 1979 e participou de algumas das principais temporadas do clube. Ao todo, balançou as redes adversárias em 71 oportunidades.
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