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Campeonato Italiano - Genoa :: Voltar
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HISTÓRIA
O Genoa foi criado em 1893 por ingleses situados na cidade de Gênova para a prática do críquete, esporte mais popular da época na cidade (levado pelos britânicos). Quem introduziu o futebol no local foi o marinheiro inglês James Richardson Spensley, que até hoje é considerado um dos pioneiros do esporte na Itália. Assim, em 1897, ajudou a incluir a modalidade no Genoa.
O sucesso seria imediato, principalmente porque o clube foi pioneiro no futebol italiano. Foi ele que fez a primeira partida documentada do país, em 1898, quando enfrentou o Torino.
No mesmo ano, a Federação Italiana organizou o primeiro campeonato nacional, que foi vencido pelo Genoa, que repetiria a conquista nos dois anos seguintes. Nessa época, o clube também destacou-se ao ceder cinco jogadores à primeira formação da seleção nacional.
A seqüência do Genoa no Campeonato Italiano só seria interrompida em 1901, quando o Milan conquistou o título. Posteriormente, o clube genovês obteria um novo tricampeonato (de 1902 a 1904).
Em 1903, inclusive, o Genoa mais uma vez se mostrou pioneiro e foi a primeira equipe italiana a enfrentar uma estrangeira. Foi o Nice, da França, que foi vencido fora de casa por 3 a 0.
A grande fase, porém, se encerraria em 1906. Com uma equipe já veterana, que não rendia em campo o mesmo futebol de outrora, ficou fora das finais do Campeonato Italiano. E seguiria com dez anos de jejum
Nesse período, o Genoa ficou marcado por ter o primeiro treinador profissional de todo o futebol italiano. Foi William Garbutt, um inglês que chegou em 1902 e ajudou o clube a conquistar seus últimos três títulos nacionais.
O primeiro corresponde ao ano de 1915, mas só foi conquistado de fato em 1919. Isso porque em 1915 o Genoa, campeão da região norte, não tinha adversário da região sul, que se recusava a praticar futebol devido à Primeira Guerra Mundial. No retorno do esporte, em 1919, a federação italiana decidiu dar o troféu para o clube.
O saldo do período de conflito, no entanto, foi negativo. Jogadores do clube como Luigi Ferraris, Carlo Marassi e Claudio Casanova morreram em batalha, assim como o inglês James Richardson Spensley, que participara da fundação do futebol na Itália e também no próprio Genoa.
No início da década de 1920, um retorno aos tempos de glória. A equipe conseguiu seu oitavo Campeonato Italiano ao bater a Lazio na final. O troféu foi conquistado de maneira invicta, feito inédito até o início dos anos 1990.
No ano seguinte, o Genoa voltaria a vencer a competição nacional, mas desta vez fora derrotado durante a campanha.
Estes foram os últimos momentos de sucesso do clube. Daí em diante, o pioneirismo e a qualidade do futebol foram decaindo. Em 1928, o clube foi obrigado pelo regime fascista a mudar seu nome para Genova 1893 Circolo del Calcio. Logo depois, o técnico William Garbutt, à época o único inglês no futebol italiano, resolveu deixar o time por sentir-se oprimido pelo governo.
Nos anos 1930, a diretoria do Genoa fez uma homenagem ao ex-jogador Luigi Ferraris, que fizera história do clube na primeira década do século XX e havia morrido na Primeira Guerra Mundial combatendo pela Itália. Assim, mudou o nome de seu estádio (antigo Marassi) para Luigi Ferraris. Em 1937, a última vitória importante do clube. Foi a Copa da Itália daquele ano.
Posteriormente, o clube cairia muito de produção. Nos anos 1940, 1950 e 1960, alternaria temporadas na primeira e na segunda divisão. O auge do declínio, porém, aconteceria nos anos 1970, quando caiu pela primeira vez à terceira divisão nacional.
O ressurgimento aconteceria no começo da década de 1990. Depois de vários anos de investimento, o Genoa conseguiu o acesso à Série A italiana em 1991, e logo conseguiu o quarto lugar no certame. Na temporada seguinte, disputou a Copa da UEFA e chegou até as semifinais, mas acabou sendo eliminado pelo Ajax, da Holanda.
A permanência entre os melhores durou pouco, e a equipe voltou a cair em 1995. Depois disso, o Genoa só retornaria à elite na temporada passada.
GRANDES ÍDOLOS
Os grandes ídolos da história do Genoa brilharam intensamente nos primeiros anos de disputa do Campeonato Italiano e da década de 1920. Depois disso, apenas alguns atletas dos anos 1990 chamaram a atenção.
No primeiro time campeão nacional destacavam-se os ingleses William Baird e, principalmente, James Spensley, pioneiro do futebol na Itália e um dos maiores goleiros da história do clube. Com ele, o clube conquistou seis dos seus nove títulos nacionais. Posteriormente, o britânico, a serviço do exército do seu país, faleceria na Primeira Guerra Mundial. Outro que se destacou foi o também inglês Robert Leaver, que marcou o gol do troféu de 1898.
No fim da primeira década, depois da proibição de estrangeiros no Campeonato Italiano, o Genoa ganhou destaque com nomes como Luigi Ferraris, Marassi e os suíços Hug, Herzog e Hermann.
Dos cinco, os que mais chamaram a atenção foram os dois primeiros. Luigi Ferraris defendeu o clube por cerca de quatro anos, mas teve sua carreira abreviada também pela participação na Primeira Guerra Mundial.
Junto com alguns outros atletas do Genoa, Ferraris morreu em batalha defendendo o exército italiano. Posteriormente, nos anos 1930, o estádio do clube passaria a se chamar Luigi Ferraris, como é conhecido até hoje.
Antes da Primeira Guerra Mundial, o time conquistaria, sob o comando de William Garbut, seu sétimo título. Os maiores nomes desta época foram Santamaria e Sardi que, mesmo jovens, ajudaram o setor ofensivo da equipe com muitos gols.
Os dois primeiros, inclusive, superariam o período de guerras para vencerem mais uma vez o Campeonato Italiano em 1923/24. E os maiores heróis daquela conquista foram os atacantes Santamaria, Catto e Sardi, que, juntos, marcaram nada menos que 25 gols.
Na defesa, o destaque era o goleiro De Prá. Ele foi o principal responsável pela boa retaguarda do Genoa naquele ano. Foi a primeira vez que uma equipe venceu o título nacional sem perder nenhum confronto. Foi tão marcante na história do clube que hoje em dia dá nome à rua do estádio Luigi Ferraris.
No ano seguinte, os mesmo atletas levariam o Genoa ao bicampeonato, naquele que seria o nono e último título nacional da história do clube.
Depois disso, novos ídolos só viriam no fim do século. Nos anos 1990, o clube conseguiria o acesso à Série A e a vaga na Copa da UEFA. Os maiores destaques foram Davide Fontolan, que chegou a ir para a seleção italiana.
Outro que chamou a atenção foi Tomas Skuhravy, tcheco que defendeu a seleção de seu país na Copa do Mundo de 1990 e se destacou pelo número de gols marcados.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Genoa é o tcheco Tomas Skuhravy. Depois de disputar a Copa do Mundo de 1990, na Itália, com a seleção de seu país, foi contratado pela equipe italiana. Com a camisa do clube, disputou seis temporadas, e marcou 58 gols, tornando-se o mais efetivo goleador da história da agremiação.
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O Genoa foi criado em 1893 por ingleses situados na cidade de Gênova para a prática do críquete, esporte mais popular da época na cidade (levado pelos britânicos). Quem introduziu o futebol no local foi o marinheiro inglês James Richardson Spensley, que até hoje é considerado um dos pioneiros do esporte na Itália. Assim, em 1897, ajudou a incluir a modalidade no Genoa.
O sucesso seria imediato, principalmente porque o clube foi pioneiro no futebol italiano. Foi ele que fez a primeira partida documentada do país, em 1898, quando enfrentou o Torino.
No mesmo ano, a Federação Italiana organizou o primeiro campeonato nacional, que foi vencido pelo Genoa, que repetiria a conquista nos dois anos seguintes. Nessa época, o clube também destacou-se ao ceder cinco jogadores à primeira formação da seleção nacional.
A seqüência do Genoa no Campeonato Italiano só seria interrompida em 1901, quando o Milan conquistou o título. Posteriormente, o clube genovês obteria um novo tricampeonato (de 1902 a 1904).
Em 1903, inclusive, o Genoa mais uma vez se mostrou pioneiro e foi a primeira equipe italiana a enfrentar uma estrangeira. Foi o Nice, da França, que foi vencido fora de casa por 3 a 0.
A grande fase, porém, se encerraria em 1906. Com uma equipe já veterana, que não rendia em campo o mesmo futebol de outrora, ficou fora das finais do Campeonato Italiano. E seguiria com dez anos de jejum
Nesse período, o Genoa ficou marcado por ter o primeiro treinador profissional de todo o futebol italiano. Foi William Garbutt, um inglês que chegou em 1902 e ajudou o clube a conquistar seus últimos três títulos nacionais.
O primeiro corresponde ao ano de 1915, mas só foi conquistado de fato em 1919. Isso porque em 1915 o Genoa, campeão da região norte, não tinha adversário da região sul, que se recusava a praticar futebol devido à Primeira Guerra Mundial. No retorno do esporte, em 1919, a federação italiana decidiu dar o troféu para o clube.
O saldo do período de conflito, no entanto, foi negativo. Jogadores do clube como Luigi Ferraris, Carlo Marassi e Claudio Casanova morreram em batalha, assim como o inglês James Richardson Spensley, que participara da fundação do futebol na Itália e também no próprio Genoa.
No início da década de 1920, um retorno aos tempos de glória. A equipe conseguiu seu oitavo Campeonato Italiano ao bater a Lazio na final. O troféu foi conquistado de maneira invicta, feito inédito até o início dos anos 1990.
No ano seguinte, o Genoa voltaria a vencer a competição nacional, mas desta vez fora derrotado durante a campanha.
Estes foram os últimos momentos de sucesso do clube. Daí em diante, o pioneirismo e a qualidade do futebol foram decaindo. Em 1928, o clube foi obrigado pelo regime fascista a mudar seu nome para Genova 1893 Circolo del Calcio. Logo depois, o técnico William Garbutt, à época o único inglês no futebol italiano, resolveu deixar o time por sentir-se oprimido pelo governo.
Nos anos 1930, a diretoria do Genoa fez uma homenagem ao ex-jogador Luigi Ferraris, que fizera história do clube na primeira década do século XX e havia morrido na Primeira Guerra Mundial combatendo pela Itália. Assim, mudou o nome de seu estádio (antigo Marassi) para Luigi Ferraris. Em 1937, a última vitória importante do clube. Foi a Copa da Itália daquele ano.
Posteriormente, o clube cairia muito de produção. Nos anos 1940, 1950 e 1960, alternaria temporadas na primeira e na segunda divisão. O auge do declínio, porém, aconteceria nos anos 1970, quando caiu pela primeira vez à terceira divisão nacional.
O ressurgimento aconteceria no começo da década de 1990. Depois de vários anos de investimento, o Genoa conseguiu o acesso à Série A italiana em 1991, e logo conseguiu o quarto lugar no certame. Na temporada seguinte, disputou a Copa da UEFA e chegou até as semifinais, mas acabou sendo eliminado pelo Ajax, da Holanda.
A permanência entre os melhores durou pouco, e a equipe voltou a cair em 1995. Depois disso, o Genoa só retornaria à elite na temporada passada.
GRANDES ÍDOLOS
Os grandes ídolos da história do Genoa brilharam intensamente nos primeiros anos de disputa do Campeonato Italiano e da década de 1920. Depois disso, apenas alguns atletas dos anos 1990 chamaram a atenção.
No primeiro time campeão nacional destacavam-se os ingleses William Baird e, principalmente, James Spensley, pioneiro do futebol na Itália e um dos maiores goleiros da história do clube. Com ele, o clube conquistou seis dos seus nove títulos nacionais. Posteriormente, o britânico, a serviço do exército do seu país, faleceria na Primeira Guerra Mundial. Outro que se destacou foi o também inglês Robert Leaver, que marcou o gol do troféu de 1898.
No fim da primeira década, depois da proibição de estrangeiros no Campeonato Italiano, o Genoa ganhou destaque com nomes como Luigi Ferraris, Marassi e os suíços Hug, Herzog e Hermann.
Dos cinco, os que mais chamaram a atenção foram os dois primeiros. Luigi Ferraris defendeu o clube por cerca de quatro anos, mas teve sua carreira abreviada também pela participação na Primeira Guerra Mundial.
Junto com alguns outros atletas do Genoa, Ferraris morreu em batalha defendendo o exército italiano. Posteriormente, nos anos 1930, o estádio do clube passaria a se chamar Luigi Ferraris, como é conhecido até hoje.
Antes da Primeira Guerra Mundial, o time conquistaria, sob o comando de William Garbut, seu sétimo título. Os maiores nomes desta época foram Santamaria e Sardi que, mesmo jovens, ajudaram o setor ofensivo da equipe com muitos gols.
Os dois primeiros, inclusive, superariam o período de guerras para vencerem mais uma vez o Campeonato Italiano em 1923/24. E os maiores heróis daquela conquista foram os atacantes Santamaria, Catto e Sardi, que, juntos, marcaram nada menos que 25 gols.
Na defesa, o destaque era o goleiro De Prá. Ele foi o principal responsável pela boa retaguarda do Genoa naquele ano. Foi a primeira vez que uma equipe venceu o título nacional sem perder nenhum confronto. Foi tão marcante na história do clube que hoje em dia dá nome à rua do estádio Luigi Ferraris.
No ano seguinte, os mesmo atletas levariam o Genoa ao bicampeonato, naquele que seria o nono e último título nacional da história do clube.
Depois disso, novos ídolos só viriam no fim do século. Nos anos 1990, o clube conseguiria o acesso à Série A e a vaga na Copa da UEFA. Os maiores destaques foram Davide Fontolan, que chegou a ir para a seleção italiana.
Outro que chamou a atenção foi Tomas Skuhravy, tcheco que defendeu a seleção de seu país na Copa do Mundo de 1990 e se destacou pelo número de gols marcados.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Genoa é o tcheco Tomas Skuhravy. Depois de disputar a Copa do Mundo de 1990, na Itália, com a seleção de seu país, foi contratado pela equipe italiana. Com a camisa do clube, disputou seis temporadas, e marcou 58 gols, tornando-se o mais efetivo goleador da história da agremiação.
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