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Campeonato Espanhol - La Coruña :: Voltar

HISTÓRIA

A história do Deportivo La Coruña iniciou-se em 1902. Foi nesse ano que o espanhol José Maria Abalo, que era de Corunha mas estudava na Inglaterra, chegou ao país com a idéia de praticar futebol.

Durante quatro anos os jovens disputaram a modalidade de forma amadora, especialmente no ginásio “Sala Calvet”, um dos maiores da cidade. Assim, em 1906, Abalo e outros atletas fundaram o Club Deportivo de la Sala Calvet.

A aceitação do novo time foi imediata. Para se ter uma idéia, em 1908, o então rei Dom Alfonso XIII concedeu ao Deportivo o título de “real”.

Nesses primeiros anos, o clube se ocupou atuando em ligas regionais, até porque não havia um campeonato nacional organizado. Isso só foi ocorrer em 1929, e o Deportivo começou o certame na segunda divisão.

As dificuldades do time para conquistar o acesso eram muitas. Tantas que ele só veio a acontecer na temporada 1940/41. Com a entrada na elite do futebol da Espanha, o Deportivo viu necessidade de construir um estádio novo. Assim, em 1944, foi inaugurado o estádio Riazor, que até hoje é utilizado pelo clube para mandar suas partidas. Anos depois, o Deportivo faria sua melhor campanha no Campeonato Espanhol até então. Na temporada 1949/50, o time foi vice-campeão, perdendo o título na última rodada para o Atlético de Madrid.

Depois disso, começou a chamada “década de ouro” da equipe. Com a “orquestra Canaro”, grupo de jogadores que se destacava pela técnica, o Deportivo se aproximou do título em diversas oportunidades, mas nunca confirmou a possibilidade. Pelo contrário, depois desse bom momento, na temporada 1956/57, o time decepcionou em campo e foi rebaixado à segunda divisão. Começava, então, o martírio dos anos 1960, com três quedas e quatro acessos.

Essa gangorra culminaria no período mais complicado da história do clube. Na temporada 1972/73, quando caiu mais uma vez para a divisão inferior, o time ficaria vinte anos sem disputar uma partida na elite do futebol espanhol. Seu retorno aconteceu em 1991/92, e daria início ao momento mais vitorioso do clube. Com a chegada dos brasileiros Bebeto e Mauro Silva, a equipe deu um salto de qualidade e passou a brigar por títulos, ficando entre os três primeiros do certame em três anos consecutivos (1992/93, 1993/94 e 1994/95).

Era o fenômeno “Super Depór”, que pretendia derrubar o poder hegemônico dos grandes Real Madrid e Barcelona. Foi também a primeira vez que o clube disputou uma competição oficial européia (Copa da UEFA de 1993/94).

O problema é que a expectativa de título se transformou em frustração. Líder até os últimos momentos da temporada 1993/94, o Deportivo perdeu o título para o Barcelona na última rodada, ao empatar por 0 a 0 com o Valencia. Isso porque a equipe ainda desperdiçou um pênalti com Djukic.

No ano seguinte, o trauma não abateu o time, que se manteve entre os primeiros e conseguiu seu primeiro título relevante na história. Foi a Copa do Rei de 1994/95, vencida na final sobre o Valencia.

Aos poucos, porém, aquela geração foi se desgastando, e o rendimento do Deportivo já não foi mais o mesmo. As coisas só voltariam a mudar positivamente a partir de 1996/97, quando Rivaldo chegou. O meia fez apenas uma temporada (depois transferiu-se para o Barcelona), mas animou os torcedores com o terceiro lugar no Espanhol, e sua venda fez com que a direção reforçasse o time ainda mais.

No ano seguinte, chegou Djalminha. Com ele, o Deportivo caminharia para o passo mais importante de toda a sua história: a conquista do primeiro Campeonato Espanhol. Foi em 1999/00, e a conquista fez toda a Galícia entrar em festa.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande ídolo do Deportivo foi Chacho. O atacante foi titular da equipe no início da década de 30, e ganhou notoriedade pelo número de gols marcados. Os bons desempenhos fizeram, inclusive, com que fosse convocado para a seleção espanhola. Com a camisa da “Fúria”, ele disputou a Copa do Mundo de 1934, na Itália, chegando a ser titular nas quartas-de-final contra a dona da casa (posteriormente campeã), quando a sua seleção perdeu a disputa e foi eliminada.

Isso tudo ocorreu enquanto o Deportivo ainda estava na segunda divisão. Chacho participou, no entanto, do primeiro acesso do clube, que ocorreu na temporada 1940/41. Na ocasião, ele formava dupla de ataque com Chao.

Depois disso, a torcida do Deportivo passaria uma década sem grandes estrelas. O novo momento de brilho desenvolveu-se nos primeiros anos da década de 1950. Os argentinos Corcuera, Franco e Oswaldo, o uruguaio Moll e o espanhol Tino formavam o setor ofensivo que ficou conhecido como “Orquestra Canaro”, pela qualidade do futebol apresentado.

O poderio era tanto que, na temporada 1950/51, o time marcou 64 gols em 30 partidas disputadas. Outros grandes nomes viriam depois, e o Deportivo ficaria marcado na história do futebol espanhol por ter revelado Luís Suarez e Amancio Amaro, que depois de poucos anos no clube galego se destacariam por Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Nos anos 1970 e 1980, o Deportivo passou por um período complicado, alternando passagens pela primeira e pela segunda divisão. Os anos 1990, porém, seriam frutíferos em termos de jogadores relevantes para a história do clube.

Em 1992, os brasileiros Mauro Silva e Bebeto se juntaram ao meia Fran, para aquele que seria o melhor período da história do Deportivo. O atacante, logo na primeira temporada, foi o artilheiro do Campeonato Espanhol com 29 gols. Os brasileiros, inclusive, conquistaram a Copa do Mundo de 1994 com a seleção, que foi disputada nos EUA, e tirou o país de uma fila de 24 anos sem títulos, enquanto atuavam pelo Deportivo.

Já na fase descendente da carreira, Bebeto deixou o clube em 1995. Mesmo assim, até hoje é ídolo em Corunha. O jogador conta que quando vai à cidade galega não paga nada em restaurantes, e sempre é abordado por torcedores nas ruas.

O mesmo, ou mais, pode se dizer de Mauro Silva e Fran. Os meio-campistas disputaram, respectivamente, 13 e 14 temporadas pelo Deportivo, e encerraram suas carreiras pela equipe azul e branca em 2004/05, tendo participado do título nacional em 1999/00.

Depois da passagem de Bebeto, a aposta foi em Rivaldo. O jogador, que já havia se destacado pelo Palmeiras e pelo Corinthians, fez 21 gols em 41 partidas, e levou o Deportivo ao terceiro lugar no Campeonato Espanhol. Com isso, chamou a atenção do Barcelona e logo se transferiu para o Camp Nou.

No ano seguinte chegaria Djalminha. O meia, que também havia feito sucesso no Brasil atuando pelo Palmeiras, foi o principal maestro do título de 1999/00. Pelas boas atuações, foi convocado para a seleção em diversas oportunidades, mas deixou de ir à Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão, por uma discussão áspera em que chegou a desferir uma cabeçada no seu técnico no Deportivo, Javier Irureta. O treinador do Brasil, Luiz Felipe Scolari, não gostou do ocorrido, e resolveu deixá-lo fora da lista final.

No século XXI, o clube ficou marcado pelos bons atacantes. O espanhol Diego Tristán e o alemão Roy Makaay foram artilheiros do Campeonato Espanhol nos anos 2001/02 e 2002/03, respectivamente, com a camisa do Deportivo.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Deportivo La Coruña é o brasileiro Bebeto. O atacante, que ganhou destaque no Brasil defendendo Flamengo e Vasco, chegou ao clube na temporada 1992/93 e logo de cara foi o artilheiro do Campeonato Espanhol. Bebeto marcou ao todo 86 gols pelo clube da Galícia e levou o La Coruña ao primeiro troféu de sua história, a Copa da Espanha de 1994/95.

No entanto, o jogador teve um episódio negativo em sua passagem pela equipe . No fim do campeonato de 1993/94, o Deportivo liderava o Campeonato Espanhol de maneira apertada. Na última rodada, enfrentava o Valencia dependendo de uma vitória simples para garantir a taça. Quando teve um pênalti a seu favor, Bebeto, cobrador oficial durante toda a temporada, preferiu não cobrar. Djukic bateu, perdeu, e o Deportivo acabou empatando por 0 a 0. Com isso, o título ficou com o Barcelona.

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