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Campeonato Francês - Le Mans :: Voltar

HISTÓRIA

Desde o início do século 20, o município de Le Mans vê os amantes do esporte do município se dividirem entre duas paixões: o futebol e o automobilismo. A cidade é uma das mais tradicionais da velocidade em todo o mundo, enquanto os clubes locais nunca conseguiram grandes resultados em campo.

Assim, ao longo do tempo, o futebol foi ficando em segundo plano em Le Mans. Para piorar, os fãs da modalidade ainda se dividiam em dois clubes de pouca expressão nacional, o US Le Mans e o SO Maine.

Até a década de 80, as duas agremiações sofreram com o descaso e não tinham mais o apoio da prefeitura, que estava cansada de seguidas más administrações que levavam muito dinheiro do município. A situação esportiva dos clubes, no entanto, continuava penosa.

Ambos alternavam de divisão com muita facilidade, sempre muito longe da elite do Campeonato Francês. Foi aí que o dirigente Roland Grandier, do SO Maine, começou a colocar em prática sua idéia de fundir os dois clubes, criando uma única e forte agremiação no município.

Isso começou a acontecer apenas nos anos 1980, com o apoio da câmara municipal. Depois de muita discussão, surgiu, enfim, o Mans União Clube, em 1985. De cara, começou a disputar a terceira divisão (herança esportiva do SOM) no estádio Léon Bollée (que era do USM).

Nos gramados, o time começou a crescer a partir de 1988, quando a equipe, comandada por Christian Gourcuff, conseguiu o acesso à segunda divisão nacional pela primeira vez em sua história, após terminar o certame na segunda colocação.

Daí em diante, passaria a contabilizar uma descida à terceira novamente e só se estabeleceria na série de acesso na década de 90. Foi quando o time começou a flertar com a elite francesa. A primeira vez foi em 1990/91, quando perdeu a vaga na última rodada para o Strasbourg, que venceu confronto decisivo por 3 a 1.

Essa relação com os melhores não seria constante. Se ocorria a aproximação dos primeiros lugares em alguns anos, em outros brigava ferozmente para fugir da terceira divisão. Teve outro momento de auge no fim daquela década, quando realizou campanha memorável na Copa da França. Na temporada 1998/99, o time chegou à semifinal de maneira inédita contra o Sedan, perdendo a vaga para a decisão apenas na prorrogação.

O grande momento do Le Mans, porém, apareceria já no século 21. Foi nesse período que o clube conseguiu seu primeiro acesso à primeira divisão. A campanha histórica aconteceu na temporada 2002/03, quando a equipe encerrou o certame na segunda posição, atrás apenas do campeão Toulouse.

A experiência seria breve. O Le Mans fez apenas 38 pontos em 38 jogos no ano e terminou com a vice-lanterna, caindo novamente para a segunda divisão. Felizmente, a agremiação conseguiria o retorno à elite logo em seguida.

Mais uma vez entre os melhores, o Le Mans já conseguiria um desempenho melhor. Em 2005/06 o time não se aproximou do título ou mesmo de nenhuma competição européia, mas, pelo menos, esteve longe do rebaixamento. Terminou na 11ª posição com 52 pontos em 38 jogos. No ano seguinte, desceria um lugar na tabela, se firmando na primeira divisão.


GRANDES ÍDOLOS

Por ser um time de história bem curta, o Le Mans também não tem muitos ídolos, inclusive por ter passado poucos momentos de sucesso. O primeiro de destaque, até pela situação inusitada que viveu dentro do clube, foi Christian Gourcuff.

Hoje técnico da primeira divisão francesa e pai de Yohan Gourcuff, do Milan, ele defendeu o Le Mans no fim da década de 80, entre 1986 e 1989. Neste período, ajudou o time a subir à série de acesso nacional, feito inédito até então.

Ficou com as glórias tanto como jogador como treinador. Isso porque, em todo o tempo em que esteve na agremiação, acumulou as funções de atleta e técnico, e só deixou o clube porque este retornou à terceira na temporada 1889/90.

Naquele ano, inclusive, passou pelo clube o atacante iugoslavo Ratko Dostanic, que, se não conseguiu evitar a queda, ao menos marcou seu nome na história do Le Mans como um dos jogadores mais talentosos que o defenderam.

O retorno à série de aceso seria logo no ano seguinte, e ali o clube ficaria pela próxima década. Neste período, o Le Mans alternou-se entre campanhas medianas e outras em que se aproximou da elite nacional. A maior chance foi em 1993/94, na equipe que tinha Patrick van Kets e Kafi Tiawoo.

Juntos, os dois foram os artífices da melhor campanha do clube na segunda divisão no século 20, quando perderam a chance de ir à elite apenas na última rodada do certame, em uma derrota para o Strasbourg.

O grande nome da história do clube, porém, surgiria nas categorias de base no fim da década de 90. Didier Drogba estava sendo treinado desde a metade daquele período e despontou entre os profissionais em 1998.

O atacante chamou a atenção logo de cara e ajudou o Le Mans na primeira campanha vitoriosa na Copa da França. Em 1998/99, o centroavante era titular da equipe que foi às semifinais do torneio, perdendo a disputa para o Sedan.

A presença do futuro craque mundial não se estenderia por muito tempo. Em 2001 ele foi contratado pelo Guingamp, e daí em diante passou por Olympique de Marselha até chegar no Chelsea, onde está atualmente.

Drogba, no entanto, não viveu o momento mais importante da história do Le Mans, o acesso à elite no começo do século 21. Na primeira divisão entre os melhores, o grande destaque do clube foi Daniel Cousin, artilheiro do time com 11 gols.

Depois disso, quem brilhou foram os brasileiros. Grafite chegou em 2006 e, no primeiro ano, se destacou pelos gols marcados, que lhe valeram uma ida para o Wolfsburg, da Alemanha. Além dele, Túlio de Melo, que defende o Le Mans até hoje, também foi outro expoente da equipe.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro do Le Mans em Campeonatos Franceses é Ismael Bangoura, de Guiné Bissau, que defendeu o clube em 2005/06 e 2006/07. Marcou, ao todo, 18 gols. Ele deve, no entanto, ser superado pelo brasileiro Tulio de Melo, que ainda está no clube e já balançou as redes adversárias em 15 oportunidades até o início da temporada 2007/2008.

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