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Campeonato Francês - Lens :: Voltar

HISTÓRIA

O Lens, assim como tantos outros clubes pelo mundo, nasceu de alguns garotos da cidade homônima, que se organizavam para a prática do esporte recém-criado na Grã-Bretanha. Esse costume começou em 1905 e, no ano seguinte, a agremiação seria registrada.

O nome, Racing Clube de Lens, tem a ver com a influência dos ingleses na época, além de certa inspiração no Racing Clube da França e de Paris, os dois maiores times do país naquele momento da história.

As cores atuais do clube (vermelho e amarelo) foram decididas apenas na década de 1920, depois de muitas mudanças. A idéia foi do então presidente Moglia, mas existem duas teses diferentes para a escolha.

A primeira conta que a opção foi por causa das cores da bandeira espanhola, país que chegou a ocupar aquela região da França no século 12. A segunda, e mais plausível, é que tenha sido inspirada nas minas da cidade, maior fonte de riqueza dos moradores. O vermelho representaria o sangue dos trabalhadores que já morreram no local e o amarelo o ouro de lá retirado.

Até ali, dentro de campo, o clube não tinha conseguido nenhum feito memorável. Não disputava a Copa da França e conseguia alguns escassos triunfos em torneios regionais. Seu grande patrimônio em crescimento era a torcida, que, cada vez mais, se interessava pelo futebol.

Tanto que, no fim da década de 1920, ajudou a agremiação a construir seu atual estádio. O Felix Bollaert, que é utilizado até hoje foi inaugurado em 1932.

Dentro dos gramados, o primeiro momento notável foi em 1937, quando o time ascendeu à primeira divisão depois de conquistar a série de acesso. Nos anos iniciais entre os melhores, como não poderia deixar de ser, o Lens não teve papel de destaque.

A situação não melhoraria depois da paralisação para a Segunda Guerra Mundial. No retorno, em 1945/46, o time chegou a conseguir um sexto lugar, mas logo caiu em desgraça na temporada seguinte. Terminou em 17º e foi rebaixado pela primeira vez em sua história.

Precisaria, então, de dois anos para retornar. Antes disso, chegaria à final da Copa da França, seu melhor resultado esportivo até então. Perdeu por 3 a 2 para o poderoso Lille.

Era um presságio para o que aconteceria na década de 1950. Durante três anos (de 1954/55 a 1956/57) o Lens esteve perto de conquistar o Campeonato Francês. A melhor oportunidade foi em 1956/57, quando terminou cinco pontos atrás do Saint-Étienne, campeão.

Essa estabilidade sofreria um trauma no começo dos anos 1960. Isso porque, nessa época, a mina de ouro que existia na cidade de Lens foi fechada. Os jogadores, trabalhadores do local em sua maioria, deixaram o município em busca de nova ocupação e a agremiação entrou em crise.

A má situação culminou no rebaixamento à segunda divisão em 1967/68, quando o time terminou o Francês na 17ª colocação. O fundo do poço chegou em 1970, já que o Lens, abandonado, retornou à condição de amador.

Recuperaria-se, então, com o apoio da câmara municipal, que reabriu o estádio Bollaert e incentivou o Lens. Ainda na segunda divisão, o time chegou às semifinais da Copa da França em 1971/72. Um ano depois, voltaria à primeira divisão.

Em 1974/75, mais um momento de destaque. Com um sétimo lugar no Francês, o Lens se dedicou à Copa da França e, mais uma vez, chegou à decisão. Foi derrotado pelo Saint-Étienne, mas ia, aos poucos, atestando a renovação.

O auge dessa fase viria em 1976/77, quando o Lens superou o Bastia na fase final do certame e terminou com o vice-campeonato, atrás apenas do líder Nantes. O bom momento seria interrompido por mais uma queda, em 1977/78.

O retorno foi rápido, mas, mais uma vez, o Lens se estabelecia como uma equipe média da França. Durante toda a década de 1980, teve dificuldade para conseguir bons resultados, permanecendo apenas entre os times razoáveis do país.

Nos anos 1990, depois de breve passagem pela segunda divisão em 1989/90 e 1990/91, o clube começou uma fase ascendente. Seu auge foi na segunda metade do período, quando conseguiu seu primeiro título nacional de maneira heróica.

Na temporada 1997/98, terminou o Campeonato Francês empatado em pontos com o Metz. Ficou com a taça, então, apenas pelo número de gols marcados (55 contra 48). No ano seguinte, mais uma glória de destaque. Novamente contra o Metz, o Lens conseguiu a Copa da Liga Francesa.

A geração mais vitoriosa da história do clube ficaria pelo caminho com o assédio de outros clubes aos melhores valores do time. Seu momento mais destacado daí em diante foi a semifinal da Copa da Uefa em 1999/00, sendo eliminado apenas pelo poderoso Arsenal.

O clube não foi bem na temporada 2007/2008 e acabou sendo rebaixado. Na temporada 2008/2009 o Lens disputa a segunda divisão do Campeonato Francês.


GRANDES ÍDOLOS

Apesar de ter sido fundado em 1906, o Lens começou sua história nos gramados com destaque na década de 1930, quando passou a disputar o recém-criado Campeonato Francês profissional.

Para chegar lá, porém, teve de vencer na segunda divisão, longe da elite. Foi nessa época que Raymond François e Edmond Novicki se destacaram na conquista da série de acesso do Nacional.

Ambos chamaram tanta atenção que chegaram a ir para a seleção francesa. A passagem pelos azuis foi breve (uma e duas convocações, respectivamente), mas ficou marcada porque os dois foram os primeiros a conseguir o feito com a camisa do Lens.

Depois disso, nos anos 1950, conseguiria alguns breves sucessos na primeira divisão, principalmente por causa de Maryan Wisnieski. O francês é, até hoje, o jogador do clube com mais participações na seleção nacional (33 ao todo).

De 1953 a 1963, o atacante defendeu o Lens. Foi o grande artífice das boas campanhas do clube no Campeonato Francês de 1954/55 a 1956/57, quando o time terminou sempre entre os três melhores do país.

Teve sua passagem interrompida, porém, pelo mau relacionamento com os dirigentes. Por isso, transferiu-se para a Sampdoria, da Itália, clube no qual viveu o apogeu de sua carreira. Antes disso, defendeu a França na Copa do Mundo de 1958.

Durante o período em que esteve no Lens, Wisnieski teve ao seu lado outros grandes da história do clube. Talvez o melhor deles tenha sido o argelino Ahmed Oudjani, que defendeu a agremiação de 1957 a 1966.

Ao longo dos anos, ficou conhecido pelo elevado número de gols marcados. Seu maior feito com a camisa do Lens foi ser artilheiro do Campeonato Francês de 1963/64, com 30 gols. Naquele ano, ele anotou seis na goleada histórica sobre o RC Paris (10 a 2). Meia daquela equipe, Georges Lech também foi destaque. Foi convocado (enquanto esteve no Lens) em 16 oportunidades para a seleção francesa.

O fim daquele período foi trágico para o clube. Sem o apoio dos mineiros que trabalhavam na cidade, o Lens chegou a regredir para o nível amador. A recuperação veio com o apoio da prefeitura e dos poloneses Fabor e Gregorczik, que, em 1972/73, garantiram o retorno do clube à elite com o título da série de acesso.

Começava, então, o período em que o Lens se estabeleceu entre os melhores, mas não esteve entre eles. Sempre na parte do meio da tabela, o clube não conseguiu sair da pasmaceira durante muito tempo.

A salvação veio na década de 1990, quando foram contratados talentos como Vladimir Smicer, Marc-Vivien Foe e Titi Camara. Esses atletas brilhariam no título francês de 1997/98. O maior destaque daquela equipe, porém, foi o zagueiro Erik Sikora, recordista de partidas com o clube.

Ele defendeu as cores do Lens durante toda a carreira e fez 433 jogos pela agremiação. Apesar dos recordes, Sikora não ficou marcado naquela geração. Isso porque uma tragédia abateu outro destaque do time.

O camaronês Marc-Vivien Foé, que construiu a maior parte de sua carreira na equipe francesa, morreu em 2003, durante a Copa das Confederações, quando defendia sua seleção contra a Colômbia. O volante teve uma parada cardíaca e não resistiu. Na época ele defendia o Manchester City.


ARTILHEIROS

Os maiores artilheiros da história do Lens são Ahmed Oudjani e Maryan Wisnieski. Ambos defenderam o clube entre as décadas de 1950 e 1960 e marcaram 93 gols cada com a camisa da agremiação.

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