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Campeonato Francês - Lyon :: Voltar

HISTÓRIA

O Olympique Lyonnais, ou simplesmente Lyon, surgiu após a separação dos times de futebol e de rúgby do clube Lyon Olympique, em 1899, mas ganhou forma definitiva apenas meio século depois.

A entidade já havia sido inaugurada, mas o futebol profissional foi inserido apenas em 1950, após algumas tentativas frustradas. A primeira aconteceu em 1933, com o então presidente Jean Mazier, mas o resultado foi decepcionante e a idéia foi suspensa. O mesmo mandatário tentou novamente em 1936, dessa vez com o A.S. Villeurbanne da segunda divisão, para transformá-lo em Lyon Olympique de Villeurbanne, mas fracassou mais uma vez.

Com a mesma determinação de Mazier, Félix Louot conseguiu torna realidade o sonho do ex-presidente. Seu clube, o L.O.U. (Lyon Olympique Universitaire), ganhava espaço no cenário francês e despontava como um dos melhores times do país depois da Segunda Guerra Mundial, mas problemas financeiros e desentendimentos entre profissionais e amadores, obrigaram Louot a formar um novo clube.

A partir de então, em 1950, foi criado o O.L. (Olympique Lyonnais), que adotou o nome e as cores vermelho e azul depois de uma idéia do renomado cirurgião da cidade Albert Trillat.

A primeira partida oficial aconteceu no dia 26 de agosto de 1950, válida pela segunda divisão – Ligue 2 - e acabou com vitória por 3 a 0, contra o C.A. Paris. O clube ascendeu à primeira divisão no ano seguinte, após ser campeão.

Seu primeiro ano na Ligue 1 – como é chamado o Campeonato Francês – começou bem e revelou um dos melhores defensores do país, o goleiro Gilbert Bonvin, mas a pouca experiência do elenco resultou no primeiro rebaixamento da história da equipe. Com a queda, o Lyon se desfez de vários jogadores, contratou outros e investiu principalmente nas categorias de base, vislumbrando uma equipe forte para os próximos anos.

Na temporada 1953/54, o clube trouxe atletas experientes e, mesclando com a juventude das categorias de base, voltou a conquistar a Ligue 2, retornando à elite do futebol francês. Sua segunda participação no alto escalão foi mais bem sucedida do que a anterior e marcou uma estabilidade de 25 anos, alternando boas e médias campanhas.

Em 1958/59, o clube participou pela primeira vez de competições européias, a Copa das Feiras – antecessora da Copa da Uefa –, mas a experiência não foi das melhores e acabou eliminado pela Inter de Milão, depois de perder por 7 a 0 na Itália e empatar por 1 a 1 em casa.

O primeiro título da equipe veio em 1963/64. O Lyon venceu a Copa da França, após bater o Bordeaux por 2 a 0, na final. No mesmo ano, o clube chegou às semifinais da Recopa Européia, mas foi derrotado pelo Sporting Lisboa, por 1 a 0, chegando próximo ao primeiro título internacional.

A temporada 1966/67 começou com as perdas de importantes jogadores e parecia estar destinada ao fracasso, mas, para surpresa dos torcedores, acabou terminando com o segundo título da história da equipe, outra Copa da França. Desta vez o O.L. bateu o Sochaux, por 3 a 1.

Com a mistura de atletas experientes, como os iugoslavos Mihajlovic e Trivic, das revelações Di Nallo e Chauveau e novas contratações, Lacombe e Domenech, o clube venceu pela terceira vez a Copa da França, em 1972/73, por 2 a 1, em cima do Nantes.

Com a troca de presidente em 1977/78, foi descoberto um rombo nos cofres do clube, obrigando o time a se desfazer de seus principais jogadores, como Raymond Domenech e Bernard Lacombe e aliviar em parte sua crise financeira. Nas temporadas seguintes, o Lyon não brilhou nas competições nacionais, mas manteve-se na elite francesa.

Em 1982/83, após várias trocas de treinadores em outros anos, o mediano elenco francês não conseguiu manter sua regularidade e, mesmo tendo começado bem o campeonato, acabou rebaixado.

Com pouco dinheiro, ficou difícil administrar o elenco, e estrelas como os atacantes Albert Emon e Jean-François Domergue e Serge Chiesa – jogador com maior número de jogos pela equipe – acabaram negociados.

A chegada do presidente Jean-Michel Aulas, em 1986/87, foi fundamental para a retomada de prestígio da equipe francesa. Em seu segundo ano no comando do Lyon, o mandatário nomeou Bernard Lacombe como Diretor Esportivo e Raymond Domenech como técnico. O resultado foi imediato, a equipe classificou-se em primeiro de seu grupo e posteriormente venceu os playoffs, assegurando seu retorno à primeira divisão.

Na década de 1990, o clube estabilizou-se no primeiro escalão e voltou a disputar campeonatos internacionais, mas sem grandes campanhas. A época de ouro aconteceria apenas no século seguinte.

O século 21 colocou definitivamente o Lyon entre os melhores do mundo e como o maior time da França. A agremiação investiu pesado na contratação de jogadores como Sonny Anderson, Cláudio Caçapa e Edmilson e, na temporada 2001/02, sob o comando Jacques Santini, venceu seu primeiro Campeonato Francês.

A partir daí, os Les Gones não deixariam escapar um título do Campeonato Nacional e da Supercopa da França, vencendo todas as edições até a temporada 2006/07, dominando a modalidade no país e tendo como principal craque Juninho Pernambucano.

Apesar de conquistar os mais importantes títulos nacionais, a equipe francesa jamais chegou às semifinais de uma competição européia e esse tem sido o maior objetivo do clube nos últimos anos.


GRANDES ÍDOLOS

Um dos maiores ídolos do Lyon e o maior artilheiro da história do clube é o atacante Fleury Di Nallo, que fez história no país entre os anos 1960 e 1970. Apelidado de “pequeno príncipe do Gerland”, o francês defendeu a equipe por 14 anos, de 1960 a 1974, e nesse período ganhou três Copas da França, nas temporadas 1963/64, 1966/67 e 1972/73, marcando 220 gols em 489 jogos.

Um dos melhores zagueiros a defender o time francês foi Jean Djorkaeff, apelidado pela torcida de “Snake II” ou “Cobra II” e campeão da Copa da França, em 1964. O defensor é pai de um dos maiores ídolos franceses do esporte, o meia Youri Djorkaeff.

O marroquino naturalizado francês Serge Chiesa foi um dos grandes ídolos da equipe e o jogador com maior número de jogos pelo time, 541, durante os 14 anos em que defendeu o clube, de 1969 a 1983. O meio-campo conquistou a Copa da França de 1972/73 e a Supercopa do país, no mesmo ano.

Uma das melhores duplas de ataque da história do Lyon foi formada na década de 1970, pelo então treinador Aimé Jacquet. O técnico apostou nos jovens Bernard Lacombe e Raymond Domenech e deu resultado. Os dois se tornaram ídolos da torcida e artilheiros. O primeiro atuou pela equipe de 1969 a 1978. Já o segundo deixou o clube apenas um ano antes, em 1977, mas ambos venceram a Copa da França de 1973.

No início dos anos 1980, quem se destacou pela equipe francesa foi o meio-campo Jean Tigana. Nascido em Mali e naturalizado francês, o jogador chegou ao time em 1978 e nos quatro anos em que defendeu o clube disputou 104 jogos.

Nos anos 1990, o clube continuou a revelar bons jogadores para o futebol mundial, como o malinês Frédéric Kanouté e os franceses Ludovid Giuly, Florian Maurice e Bruno N’Gotty. Este último defendeu a equipe por sete anos e atuou em 237 jogos.

Os brasileiros também tiveram papel importante na história do clube francês. O primeiro deles foi o atacante Sonny Anderson, que durante os quatro anos em que defendeu o time – de 1999 a 2003 – conquistou dois Campeonatos Franceses, em 2001/02 e 2002/03, uma Supercopa da França, 2002 e uma Copa da Liga, em 2001.

Juninho Pernambucano, atual capitão do Lyon, também teve papel fundamental nas conquistas do clube e é o principal ídolo da torcida. Desde que chegou, em 2001, o time conquistou seis vezes consecutivas o Campeonato Francês – de 2001/02 a 2006/07 -, além de ser eleito o Melhor Jogador do país da temporada 2006/07.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Lyon foi o atacante Fleury Di Nallo, que fez história no país e foi um dos grandes artilheiros da primeira divisão entre os anos 1960 e 1970. Apelidado de “pequeno príncipe do Gerland”, o francês defendeu a equipe por 14 anos, de 1960 a 1974, e nesse período ganhou três Copas da França, nas temporadas, 1963/64, 1966/67 e 1972/73, marcando 220 gols em 489 jogos.

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