Canal Futebol ::::: Página Inicial ::::: Política de Privacidade ::::: Usuários Online:
Campeonato Francês - Metz :: Voltar
Campeonato Francês - Metz :: Voltar
HISTÓRIA
O Metz foi fundado em 1919, como Círculo Atlético de Metz, sendo a grande alternativa em termos de prática desportiva da cidade homônima. Logo no início de sua história, o time foi ganhando seu espaço no futebol francês em torneios amistosos.
Sofria, porém, com o mesmo problema das outras agremiações do país. Sem o profissionalismo, não havia campeonato organizado que pudesse avaliar a qualidade dos times. Isso só foi acontecer em 1932, quando o Metz participou da primeira edição do Campeonato Francês, mas na divisão inferior.
Na elite, a equipe fez sua estréia em 1935/36, logo depois de conquistar o título da série de acesso. Fazia, no entanto, apenas campanhas medianas no certame, alcançando, no máximo, um sétimo lugar em 1936/37. Seu grande momento naquela época foi na Copa da França.
Em 1937/38, o time foi à decisão contra o poderoso Olympique de Marselha, e deu trabalho. Depois de empate por 1 a 1, o Metz caiu na prorrogação e viu a chance do primeiro título escapar.
A seqüência seria quebrada no fim da década, com o começo da Segunda Guerra Mundial. No meio do conflito com a Alemanha, a região de Metz foi tomada pelo império germânico. Com isso, o clube passou por graves sanções. O regime nazista proibia que as agremiações pagassem os jogadores e os franceses tiveram de se adaptar.
A situação mudou apenas com o fim da guerra, quando a região foi novamente incorporada pela França. A volta à elite foi em 1945/46, quando o time iniciou uma grande seqüência entre os melhores do país. Ficou na primeira divisão até o fim da década de 1950, com apenas uma temporada na segunda divisão, em 1950/51.
É bem verdade que isso foi conquistado também com o auxílio da federação nacional. Logo após a reintegração, o Metz se encontrava em grave crise e precisava de apoio para crescer novamente. A solução encontrada pelos dirigentes foi impedi-lo de ser rebaixado por algum tempo da primeira divisão (privilégio também concedido ao Strasbourg). O clube, porém, abdicou dessa medida logo na terceira temporada.
No começo da década de 1960, porém, o Metz começou a viver o tormento da segunda divisão. Passou boa parte desse período buscando o acesso, sem conseguir, no entanto. Passou também por grandes vexames dentro dos gramados. Em 1960/61, por exemplo, foi derrotado de maneira recorde pelo RC Paris (11 a 2).
A fase negra durou até o fim daquela década. Isso porque, em 1966/67, o Metz conseguiu a sonhada vaga na primeira divisão depois de cinco anos longe dos melhores. Daquele momento até os dias atuais, o clube só não esteve entre os melhores em uma oportunidade.
O começo dessa época foi bom para a agremiação. Logo em 1968/69, o Metz terminou o ano na terceira colocação do Campeonato Francês, atrás apenas de Saint-Étienne e Bordeaux.
Aquele momento, porém, foi raro na história da equipe, que repetiria o desempenho em poucas oportunidades. Na década de 1970, por exemplo, apesar de alguns craques no time, o Metz não conseguiu mais que a quinta colocação de 1978/79. A salvação era a Copa da França, em que o time ia melhor, chegando às semifinais em 1975/76.
Só que a grande glória da história da equipe estava guardada para a década de 1980. Foi nesse período que o time venceu, pela primeira vez na sua história, um torneio nacional. Foi em 1983/84, quando superou o Monaco na decisão da Copa da França, conquistando o caneco. Repetiria a campanha em 1987/88, em vitória sobre o Sochaux.
Enquanto isso, no Campeonato Francês, o Metz seguia fazendo papel mediano. O panorama começou a ser alterado na década de 1990, quando a agremiação conseguiu recuperar-se de um período de descrédito da torcida.
Foi a melhor época da história do Metz, que foi semifinalista da Copa da França em 1994/95, campeão da Copa da Liga Francesa em 1995/96, e vice-campeão Nacional em 1997/98. Com a saída dos grandes destaques do time, a coisa degringolou e ele caiu de produção.
O resultado foi o rebaixamento de 2001/02, quando o time terminou o Campeonato Francês em 17º. Depois do acesso na temporada seguinte, o Metz voltaria a cair em 2005/06, desta vez como lanterna do certame. A vaga entre os melhores foi assegurada em 2006/07, com a conquista da segunda divisão.
Na temporada 2007/2008 o clube, porém, não foi bem e acabou sendo rebaixado. Em 2008/2009 o Metz disputa a segunda divisão do Campeonato Francês.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo da história do Metz foi o holandês Bep Bakhuys, que chegou ao clube em 1937. O atacante veio em litígio com os times do seu país, que o discriminavam por não aceitar o amadorismo.
Bakhuys, então, acertou com o clube francês, onde ficou até o fim da carreira. Foi, inclusive, técnico da equipe nos anos 40. Só que também marcou como jogador. Participou das primeiras grandes campanhas do time no Campeonato Francês.
Curiosamente, não fez parte da equipe que chegou à final da Copa da França em 1937/38. O grande nome daquela equipe foi o também meio-campista Marcel Marchan, que, com o começo da Segunda Guerra Mundial, teve de abandonar a equipe.
Depois do conflito, tanto Bakhuys quanto Marchal voltaram ao clube para a disputa do Campeonato Francês, mesmo com o Metz com sérios problemas financeiros e estruturais devido às mudanças causadas pela anexação da Alemanha.
Na década de 40, enquanto o time fazia campanhas medianas no Campeonato Francês, os grandes destaques foram nomes como o defensor Gaby Braun (que chegou a disputar uma partida pela seleção francesa) e os atacantes Keko Battiston e Guti Kemp. Este último, porém, teve a carreira interrompida por um desastre automobilístico em 1946, que o levou à morte.
Quando o time caiu no fim da década de 40, outro destaque ofensivo surgiu na equipe. Thadeé Cisowski foi o artilheiro da segunda divisão com 25 gols e garantiu a ascensão à elite novamente. Apesar de um bom começo, o atacante sofreu uma fratura na tíbia em um jogo da seleção e sua carreira entrou em declínio.
Com ele, caiu também o Metz, que, no fim da década, voltou a visitar a divisão de acesso. A recuperação definitiva viria em 1966/67, quando o time conseguiu o acesso. Começou, então, uma nova fase na equipe, que passou a buscar as primeiras colocações do Nacional.
Na campanha de 1968/69, em que o time terminou com a terceira colocação, os grandes heróis foram Robert Szczepaniak, Johnny Leonard (artilheiro do time em duas oportunidades), Gilbert Chedanec e Ferdy Jeitz. Depois de alguns anos, a equipe foi renovada, e outros nomes passaram a se destacar.
Um deles, talvez o maior, foi o atacante Nestor Combin. Já na fase descendente da carreira, veio do Milan para tentar colocar o Metz na parte superior da tabela, mas falhou. Apesar de ter se destacado, viu seus companheiros lutarem para não cair em três temporadas.
Essa seria a toada da equipe até o início dos anos 80, quando a agremiação finalmente alcançou um título. Naquela época, Nico Braun, Hugo Corioni e Michel Baulier eram os grandes nomes do time na parte ofensiva. O primeiro, em especial, se destacava pelo número de gols marcados.
Na retaguarda, o destaque era o goleiro Andre Rey, reconhecido como um dos melhores da posição na história da França. É, inclusive, um dos atletas do Metz com mais convocações. Todo esse poderio garantiu à equipe a conquista da Copa da França em 1983/84.
Depois dessa geração, o único que também ganhou espaço no coração dos torcedores foi o meia Robert Pires, revelado pela agremiação no começo da década de 90. Ele ficou no Metz até 1998, quando foi vendido para o Olympique de Marselha e ajudou a equipe a conseguir um vice-campeonato francês, uma Copa da Liga da França e uma final da Copa da França.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Metz é o atacante Nico Braun, que defendeu a agremiação no início dos anos 1980. Ao todo, ele balançou as redes adversárias em 98 oportunidades.
:: Topo da Página ::: Voltar
O Metz foi fundado em 1919, como Círculo Atlético de Metz, sendo a grande alternativa em termos de prática desportiva da cidade homônima. Logo no início de sua história, o time foi ganhando seu espaço no futebol francês em torneios amistosos.
Sofria, porém, com o mesmo problema das outras agremiações do país. Sem o profissionalismo, não havia campeonato organizado que pudesse avaliar a qualidade dos times. Isso só foi acontecer em 1932, quando o Metz participou da primeira edição do Campeonato Francês, mas na divisão inferior.
Na elite, a equipe fez sua estréia em 1935/36, logo depois de conquistar o título da série de acesso. Fazia, no entanto, apenas campanhas medianas no certame, alcançando, no máximo, um sétimo lugar em 1936/37. Seu grande momento naquela época foi na Copa da França.
Em 1937/38, o time foi à decisão contra o poderoso Olympique de Marselha, e deu trabalho. Depois de empate por 1 a 1, o Metz caiu na prorrogação e viu a chance do primeiro título escapar.
A seqüência seria quebrada no fim da década, com o começo da Segunda Guerra Mundial. No meio do conflito com a Alemanha, a região de Metz foi tomada pelo império germânico. Com isso, o clube passou por graves sanções. O regime nazista proibia que as agremiações pagassem os jogadores e os franceses tiveram de se adaptar.
A situação mudou apenas com o fim da guerra, quando a região foi novamente incorporada pela França. A volta à elite foi em 1945/46, quando o time iniciou uma grande seqüência entre os melhores do país. Ficou na primeira divisão até o fim da década de 1950, com apenas uma temporada na segunda divisão, em 1950/51.
É bem verdade que isso foi conquistado também com o auxílio da federação nacional. Logo após a reintegração, o Metz se encontrava em grave crise e precisava de apoio para crescer novamente. A solução encontrada pelos dirigentes foi impedi-lo de ser rebaixado por algum tempo da primeira divisão (privilégio também concedido ao Strasbourg). O clube, porém, abdicou dessa medida logo na terceira temporada.
No começo da década de 1960, porém, o Metz começou a viver o tormento da segunda divisão. Passou boa parte desse período buscando o acesso, sem conseguir, no entanto. Passou também por grandes vexames dentro dos gramados. Em 1960/61, por exemplo, foi derrotado de maneira recorde pelo RC Paris (11 a 2).
A fase negra durou até o fim daquela década. Isso porque, em 1966/67, o Metz conseguiu a sonhada vaga na primeira divisão depois de cinco anos longe dos melhores. Daquele momento até os dias atuais, o clube só não esteve entre os melhores em uma oportunidade.
O começo dessa época foi bom para a agremiação. Logo em 1968/69, o Metz terminou o ano na terceira colocação do Campeonato Francês, atrás apenas de Saint-Étienne e Bordeaux.
Aquele momento, porém, foi raro na história da equipe, que repetiria o desempenho em poucas oportunidades. Na década de 1970, por exemplo, apesar de alguns craques no time, o Metz não conseguiu mais que a quinta colocação de 1978/79. A salvação era a Copa da França, em que o time ia melhor, chegando às semifinais em 1975/76.
Só que a grande glória da história da equipe estava guardada para a década de 1980. Foi nesse período que o time venceu, pela primeira vez na sua história, um torneio nacional. Foi em 1983/84, quando superou o Monaco na decisão da Copa da França, conquistando o caneco. Repetiria a campanha em 1987/88, em vitória sobre o Sochaux.
Enquanto isso, no Campeonato Francês, o Metz seguia fazendo papel mediano. O panorama começou a ser alterado na década de 1990, quando a agremiação conseguiu recuperar-se de um período de descrédito da torcida.
Foi a melhor época da história do Metz, que foi semifinalista da Copa da França em 1994/95, campeão da Copa da Liga Francesa em 1995/96, e vice-campeão Nacional em 1997/98. Com a saída dos grandes destaques do time, a coisa degringolou e ele caiu de produção.
O resultado foi o rebaixamento de 2001/02, quando o time terminou o Campeonato Francês em 17º. Depois do acesso na temporada seguinte, o Metz voltaria a cair em 2005/06, desta vez como lanterna do certame. A vaga entre os melhores foi assegurada em 2006/07, com a conquista da segunda divisão.
Na temporada 2007/2008 o clube, porém, não foi bem e acabou sendo rebaixado. Em 2008/2009 o Metz disputa a segunda divisão do Campeonato Francês.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo da história do Metz foi o holandês Bep Bakhuys, que chegou ao clube em 1937. O atacante veio em litígio com os times do seu país, que o discriminavam por não aceitar o amadorismo.
Bakhuys, então, acertou com o clube francês, onde ficou até o fim da carreira. Foi, inclusive, técnico da equipe nos anos 40. Só que também marcou como jogador. Participou das primeiras grandes campanhas do time no Campeonato Francês.
Curiosamente, não fez parte da equipe que chegou à final da Copa da França em 1937/38. O grande nome daquela equipe foi o também meio-campista Marcel Marchan, que, com o começo da Segunda Guerra Mundial, teve de abandonar a equipe.
Depois do conflito, tanto Bakhuys quanto Marchal voltaram ao clube para a disputa do Campeonato Francês, mesmo com o Metz com sérios problemas financeiros e estruturais devido às mudanças causadas pela anexação da Alemanha.
Na década de 40, enquanto o time fazia campanhas medianas no Campeonato Francês, os grandes destaques foram nomes como o defensor Gaby Braun (que chegou a disputar uma partida pela seleção francesa) e os atacantes Keko Battiston e Guti Kemp. Este último, porém, teve a carreira interrompida por um desastre automobilístico em 1946, que o levou à morte.
Quando o time caiu no fim da década de 40, outro destaque ofensivo surgiu na equipe. Thadeé Cisowski foi o artilheiro da segunda divisão com 25 gols e garantiu a ascensão à elite novamente. Apesar de um bom começo, o atacante sofreu uma fratura na tíbia em um jogo da seleção e sua carreira entrou em declínio.
Com ele, caiu também o Metz, que, no fim da década, voltou a visitar a divisão de acesso. A recuperação definitiva viria em 1966/67, quando o time conseguiu o acesso. Começou, então, uma nova fase na equipe, que passou a buscar as primeiras colocações do Nacional.
Na campanha de 1968/69, em que o time terminou com a terceira colocação, os grandes heróis foram Robert Szczepaniak, Johnny Leonard (artilheiro do time em duas oportunidades), Gilbert Chedanec e Ferdy Jeitz. Depois de alguns anos, a equipe foi renovada, e outros nomes passaram a se destacar.
Um deles, talvez o maior, foi o atacante Nestor Combin. Já na fase descendente da carreira, veio do Milan para tentar colocar o Metz na parte superior da tabela, mas falhou. Apesar de ter se destacado, viu seus companheiros lutarem para não cair em três temporadas.
Essa seria a toada da equipe até o início dos anos 80, quando a agremiação finalmente alcançou um título. Naquela época, Nico Braun, Hugo Corioni e Michel Baulier eram os grandes nomes do time na parte ofensiva. O primeiro, em especial, se destacava pelo número de gols marcados.
Na retaguarda, o destaque era o goleiro Andre Rey, reconhecido como um dos melhores da posição na história da França. É, inclusive, um dos atletas do Metz com mais convocações. Todo esse poderio garantiu à equipe a conquista da Copa da França em 1983/84.
Depois dessa geração, o único que também ganhou espaço no coração dos torcedores foi o meia Robert Pires, revelado pela agremiação no começo da década de 90. Ele ficou no Metz até 1998, quando foi vendido para o Olympique de Marselha e ajudou a equipe a conseguir um vice-campeonato francês, uma Copa da Liga da França e uma final da Copa da França.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Metz é o atacante Nico Braun, que defendeu a agremiação no início dos anos 1980. Ao todo, ele balançou as redes adversárias em 98 oportunidades.
:: Topo da Página ::: Voltar