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Campeonato Italiano - Milan :: Voltar

HISTÓRIA

O Milan foi fundado no dia 16 de dezembro de 1899, inicialmente como uma agremiação de críquete e futebol. O time participou do campeonato nacional a partir do ano seguinte, quando disputou apenas uma partida e foi derrotado pelo Torino. Apesar disso, em 1901 já conseguiria seu primeiro título italiano.

Em 1906 e 1907, o clube repetiria o feito, tornando-se o segundo maior campeão italiano da primeira década do século XX. No período, apenas o Genoa levantou mais troféus.

Depois do excelente início, o time rubro-negro passou muito tempo colecionando resultados medianos. No fim da década de 1940, o sueco Nordahl entrou no elenco para tornar-se o jogador com maior média de gols na história da Série A italiana e o que mais fez gols em uma edição da competição, com 35 em 1949/1950. Ele foi a principal estrela na quebra do jejum de títulos da equipe rubro-negra ao vencer o Campeonato Italiano em 1950/1951.

O atacante, que ainda foi artilheiro da Série A por três vezes consecutivas (1952/1953, 1953/1954 e 1954/1955), levou o Milan a mais um título, na temporada 1954/1955, o quinto do clube. A partir daí, o título italiano tornou-se algo comum na história do time milanista. Em 1956/1957, ocorreria mais uma conquista do Campeonato Italiano. Com a chegada do brasileiro Altafini, no fim da década de 1950, o Milan ainda ganhou o scudetto em 1958/1959.

Na década de 1960, o Rossonero conquistou suas duas primeiras Ligas dos Campeões, que na época tinha o nome de Copa Européia. Em 1962/1963 e 1968/1969, a equipe rubro-negra venceu seus dois primeiros torneios internacionais. No primeiro, o herói foi Altafini, conhecido pelo apelido de Mazzola, que marcou duas vezes na final contra o Benfica do craque português Eusébio. No segundo, os rubro-negros derrotaram o Ajax do holandês Johan Cruijff por 4 a 1 e se sagraram campeões.

Esses títulos levaram o Milan a disputar o Mundial contra o vencedor da Copa Libertadores da América. Em 1963, o clube perdeu o terceiro jogo por 1 a 0 para o Santos de Pelé no Maracanã, sendo vice. Na segunda oportunidade, o fracasso não se repetiu. Com uma vitória por 3 a 0 no San Siro e uma derrota por 2 a 0 na Bombonera, o Milan venceu o Estudiantes de La Plata e foi campeão do mundo pela primeira vez.

Nessa mesma década, a equipe foi campeã nacional em 1961/1962 e 1967/1968 e venceu a Copa da Itália de 1966/1977. Depois desse período de grande sucesso, a equipe diminuiu o ritmo das suas conquistas, mas continuou com resultados expressivos, como os títulos da Copa da Itália em 1971/1972, 1972/1973 e 1976/1977 e a Série A de 1978/1979. Conquistando seu décimo scudetto, o Milan ganhou o direito de colocar uma estrela sobre o escudo do seu uniforme. Ainda hoje, apenas três times italianos detêm esse símbolo: a Juventus, que tem duas, e Internazionale e Milan, cada um com uma.

O início da década de 1980 foi um período negro para o time de Milão. Rebaixado para a Série B por envolvimento com um escândalo de manipulação de resultados, o clube venceu a segunda divisão no ano seguinte e regressou à elite. Apesar disso, teve seu pior desempenho na história da Série A e voltou a cair em 1981/1982. O clube só recuperou-se quando foi comprado pelo empresário italiano Silvio Berlusconi, no dia 20 de fevereiro de 1986. O dirigente contratou grandes jogadores para a equipe, como o atacante holandês Marco Van Basten.

O investimento deu certo. Na temporada 1987/1988, o Milan, de Van Basten, Gullit e Costacurta, saiu atrás, mas conseguiu uma incrível recuperação, culminando com uma vitória por 3 a 2 sobre o Napoli do craque argentino Diego Maradona, e garantiu o 11º título italiano da sua história. Na temporada seguinte, o inesquecível time montado por Berlusconi mostrou sua força mais uma vez e ganhou a Liga dos Campeões e, em seqüência, derrotou o Nacional de Medellín e foi campeão mundial pela segunda vez.

Nessa época, o Milan era conhecido como o Dream Team (time dos sonhos, em inglês) ou como “Os Invencíveis”. A equipe passou incríveis 58 partidas sem ser derrotada. Além do forte ataque formado pelos holandeses Gullit e Van Basten, craques como os zagueiros Baresi e Maldini também formavam uma defesa sólida.

Na temporada seguinte, o time rubro-negro repetiu a proeza e foi campeão da Liga dos Campeões e do Campeonato Mundial novamente. Em 1991, o treinador que comandou o Milan em todas estas conquistas, Arrigo Sacchi, saiu do clube para assumir a seleção italiana. Fabio Capello foi contratado para seu lugar e continuou a onda de sucesso do time milanista.

Depois disso, ainda na década de 1990, o Milan ganhou cinco vezes o Campeonato Italiano, sendo três consecutivos, e uma vez a Liga dos Campeões. Os últimos 20 anos foram os mais vitoriosos da história do clube. Nos anos 2000, conquistou o scudetto em 2003/2004 e a Liga dos Campeões nas temporadas 2002/2003 e 2006/2007. Em 2003, foi vice-campeão mundial, derrotado pelo Boca Juniors (ARG), mas deu o troco em 2007 - venceu o Boca na final do Mundial de Clubes e se tornou o primeiro time a conquistar esse título pela quarta vez.

Apesar da grande f­ase, nem tudo foi sucesso para o Milan nos anos mais recentes. A equipe se envolveu no escândalo de manipulação de resultados. Assim, perdeu 30 dos 88 pontos conquistados na temporada 2005/2006 da Série A e foi condenado a começar o campeonato seguinte com menos oito pontos. Apesar do grande número de pontos deduzidos de 2005/2006, o desempenho do Milan continuou sendo suficiente para classificar a equipe para a Liga dos Campeões de 2006/2007, vencida pelo próprio time milanista. Na Série A da mesma temporada, terminou em quarto.


GRANDES ÍDOLOS

O sueco Nordahl, maior artilheiro da história do Milan, foi também o primeiro grande craque a aparecer na equipe italiana. Pela equipe de Milão, o jogador foi artilheiro do Campeonato Italiano cinco vezes, além de ter ganho dois scudettos com a camisa rubro-negra.

Mais um nome de grande destaque foi o brasileiro Altafini, conhecido pelo apelido de Mazzola. Ele foi um dos principais jogadores do cluibe na década de 1960, quando a equipe rossonera venceu suas duas primeiras Ligas dos Campeões. Na temporada 1961/1962, na qual o time rubro-negro ganhou a Série A, ele foi artilheiro do Campeonato Italiano.

A maioria dos grandes craques da história do Milan figura na história recente do clube. São os casos dos zagueiros Maldini e Costacurta, do atacante Marco Van Basten e, mais recentemente, o meio-campista brasileiro Kaká, principal jogador e artilheiro da Liga dos Campeões vencida pela equipe milanista em 2006/2007.

Apesar disso, o grande símbolo desta época vitoriosa do time rubro-negro foi o zagueiro Franco Baresi, considerado um dos maiores a jogar na sua posição em todos os tempos. Ele é um dos poucos atletas que jogaram toda a sua carreira em apenas um clube e era o líder da defesa do Milan na década de 1990. Baresi foi jogador da equipe rubro-negra durante 20 anos.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Milan é o sueco Gunnar Nordahl, com 221 gols em 268 partidas. Ele é o atleta com melhor média de gols na história da Série A italiana, com 0,77 gol por partida, e o segundo a mais marcar desde que a competição existe, com 225, sendo superado apenas pelo italiano Silvio Piola, que fez 274.

Nordahl foi artilheiro da Série A em cinco oportunidades, todas elas pelo Milan. Ele foi o principal goleador em 1949/1950, 1950/1951, 1952/1953, 1953/1954 e 1954/1955. Na segunda e na última, levou o time rubro-negro ao scudetto.

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