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HISTÓRIA
O Club Nacional de Football foi fundado em 14 de maio de 1899, após a fusão do Uruguay Atlética Club e do Montevideo Football Club. Assim, surgiu uma das maiores agremiações uruguaias e uma das mais tradicionais do continente.
Com a criação da Associação Uruguaia de Futebol, em 1900, o Campeonato Uruguaio foi formado. Porém, o Tricolor participou pela primeira vez do torneio apenas no ano seguinte, após ser convidado a se afiliar à entidade.
Logo em seus primeiros anos de existência, o Nacional cresceu visivelmente, ganhou notoriedade e caiu no gosto popular. No primeiro campeonato disputado oficialmente, em 1901, o clube se sagrou vice-campeão uruguaio. Em 1902, comandados pelos irmãos Céspedes, o time ergueu o título nacional pela primeira vez. O feito foi repetido no ano seguinte, para orgulho dos torcedores.
A Primeira Guerra Mundial e o fim de Era Céspedes, com o falecimento de Carlos e Bolívar, desmantelaram a equipe Parquense, que só se reergueria depois de 1910, com o início de uma nova gestão, sob o comando do presidente José Maria Delgado.
A boa administração e o surgimento de Héctor Scarone, um dos maiores ídolos do clube e um dos melhores do mundo na época, devolveram a alegria aos torcedores tricolores. Só assim eles puderam soltar o grito de “campeão”, após nove anos de jejum. Liderados pelo atacante, a agremiação conquistou os títulos nacionais de 1912, 15, 16, 17, 19 e 20.
Com o domínio nacional, os jogadores do clube, entre eles Scarone, formaram a base da seleção uruguaia, bicampeã olímpica em 1924 e 28, e campeã mundial em 1930. Dotado da espinha dorsal da Celeste Olímpica, os Albos continuaram como uma das melhores equipes do país e ergueram mais três títulos nacionais: 1922, 23 e 24.
Em 1932, o futebol uruguaio se profissionalizou, elevando sua qualidade. Com vários jogadores campeões olímpicos e mundiais, o Nacional forma uma equipe repleta de estrelas e ganhou o apelido de “A Máquina Branca”. Voltando dominar o cenário futebolístico uruguaio, o clube ficou com os títulos de 1933, 34 e o pentacampeonato consecutivo de 1939 a 1943.
O clube se firmava cada vez mais entre os grandes times do país, duelando de igual para igual apenas com o Peñarol. Após se tornar pentacampeão, o time continuou dominando o cenário nacional e voltou a conquistar o certame em 1946, 47, 50, 52, 55, 56, 57, 63, 66, 69, 70 e 71.
O ano de 1971, além de marcar mais um título uruguaio, marcou também uma das maiores conquistas da história tricolor. A equipe venceu, pela primeira vez, uma competição continental e se sagrou campeã da Copa Libertadores da América, após derrotar o Estudiantes de La Plata, da Argentina, na decisão.
Com a conquista, veio a inédita vaga para a disputa do Mundial Interclubes. Os uruguaios não fizeram feio e, depois de o campeão europeu Ajax desistir de participar do torneio, a equipe enfrentou o Panathinaikos, da Grécia. A disputa foi decidida em dois jogos, um na Europa e outro na América do Sul, diferentemente de como é realizada hoje, com jogos no Japão.
Na primeira partida em Atenas, empate por 1 a 1. No jogo da volta, disputada no estádio Centenário de Montevidéu, vitória dos donos da casa por 2 a 1, com dois gols de Luís Artime, herói da conquista.
Em 1980, veio o segundo título sul-americano do Nacional. A segunda Libertadores foi conquistada em cima do Internacional de Porto Alegre. Na primeira partida, no Rio Grande do Sul, empate por 0 a 0. No segundo jogo, a equipe, que contava entre outros jogadores com o goleiro Rodolfo Rodríguez, Victor Espárrago e Waldemar Victorino, venceu pelo placar mínimo e, novamente, se sagrou campeã continental.
Na decisão do Mundial Interclubes, realizada pela primeira vez em Tóquio, no Japão, os uruguaios encararam os ingleses do Nottingham Forest e venceram por 1 a 0.
O bicampeonato do mais importante torneio do continente colocou o Nacional entre as melhores equipes da América Latina. Mas o bom desempenho não se repetiu nas competições domésticas, conquistadas apenas em quatro ocasiões - 1972, 1977, 1980 e 1983 -, em 20 anos de disputa.
Apesar do razoável desempenho nas competições uruguaias, o Nacional, em 1988, voltou a conquistar a Copa Libertadores. Dessa vez, o caneco veio em cima do Newell´s Old Boys, da Argentina.
A vitória na competição continental levou o Tricolor a mais uma disputa mundial. O adversário da vez foi o PSV Eindhoven, da Holanda, e a partida se mostrou uma das mais dramáticas da história, só decidida na cobrança de pênaltis.
Depois de um empate por 2 a 2, o Nacional levou a melhor nos pênaltis por 7 a 6, se sagrando tricampeão do mundo.
Com a decadência do futebol uruguaio na década de 90, os Bolsos não resistiram e o nível de suas apresentações decaiu. O time não repetiu as mesmas apresentações continentais de épocas anteriores, mas manteve seu domínio nacional. Na década de 90, a equipe conquistou o Campeonato Uruguaio três vezes, em 1992, 98 e 2000.
O Século XXI não melhorou a situação financeira do futebol no país e o Nacional não conseguiu repetir os anos gloriosos. Seguiu apenas seu caminho de triunfos locais e abocanhou mais quatro troféus (2001, 2002, 2005, 2005/2006), totalizando 41 conquistas, contra 40 do rival Peñarol.
GRANDES ÍDOLOS
O Nacional é um dos maiores times do Uruguai e um dos mais tradicionais da América Latina. Por conta disso, durante toda sua história sempre contou com grandes jogadores, hoje ídolos.
O maior artilheiro da história do clube, e talvez, maior ídolo da agremiação, é Atílio García. Com 486 gols marcados, em 435 jogos, ele foi peça importante nas conquistas dos Campeonatos Uruguaios de 1939, 40, 41, 42, 43, 46, 47 e 50, se sagrando octacampeão da competição nacional.
García foi goleador máximo do Campeonato Uruguaio em oito ocasiões, sendo sete de forma consecutiva (1938, 39, 40, 41, 42, 43, 44 e 46). Até hoje, o craque é o maior artilheiro do clássico contra o rival Peñarol, tendo anotado 34 gols. Após ganhar 25 títulos pela agremiação, ele se transferiu, em 1952, para o Racing Club de Montevideo, encerrando uma das mais brilhantes carreiras a serviço dos tricolores.
Outra grande figura do esporte uruguaio e dos Bolsos foi o atacante Carlos Céspedes. O jogador ganhou fama não só pelos títulos conquistados, mas por ter sido o criador do “futebol crioulo”, devido aos dribles desconcertantes e rápidos.
Considerado por muitos o melhor jogador do mundo das décadas de 20 e 30, Héctor Scarone fez parte de uma das maiores gerações do futebol uruguaio. Ele é um dos recordistas de anos defendendo a equipe - de 1917 a 1926 e de 1934 a 1939 - e um dos maiores artilheiros da agremiação, com 301 gols em 369 jogos.
Durante os períodos em que defendeu o Nacional, Scarone conquistou o Campeonato Uruguaio oito vezes, em 1916, 17, 19, 20, 22, 23, 24 e 34. Pela seleção nacional, ele foi bicampeão olímpico em 1924 e 28, vencendo também a Copa do Mundo de 1930.
Já o ponta-direita Víctor Espárrago ajudou o Tricolor a conquistar suas maiores glórias continentais. Peça fundamental na equipe durante a década de 70, o jogador, além de vencer por seis vezes o campeonato nacional (66, 69, 70, 71, 72 e 80), conquistou duas Copas Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, em 1971 e 1980.
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O Club Nacional de Football foi fundado em 14 de maio de 1899, após a fusão do Uruguay Atlética Club e do Montevideo Football Club. Assim, surgiu uma das maiores agremiações uruguaias e uma das mais tradicionais do continente.
Com a criação da Associação Uruguaia de Futebol, em 1900, o Campeonato Uruguaio foi formado. Porém, o Tricolor participou pela primeira vez do torneio apenas no ano seguinte, após ser convidado a se afiliar à entidade.
Logo em seus primeiros anos de existência, o Nacional cresceu visivelmente, ganhou notoriedade e caiu no gosto popular. No primeiro campeonato disputado oficialmente, em 1901, o clube se sagrou vice-campeão uruguaio. Em 1902, comandados pelos irmãos Céspedes, o time ergueu o título nacional pela primeira vez. O feito foi repetido no ano seguinte, para orgulho dos torcedores.
A Primeira Guerra Mundial e o fim de Era Céspedes, com o falecimento de Carlos e Bolívar, desmantelaram a equipe Parquense, que só se reergueria depois de 1910, com o início de uma nova gestão, sob o comando do presidente José Maria Delgado.
A boa administração e o surgimento de Héctor Scarone, um dos maiores ídolos do clube e um dos melhores do mundo na época, devolveram a alegria aos torcedores tricolores. Só assim eles puderam soltar o grito de “campeão”, após nove anos de jejum. Liderados pelo atacante, a agremiação conquistou os títulos nacionais de 1912, 15, 16, 17, 19 e 20.
Com o domínio nacional, os jogadores do clube, entre eles Scarone, formaram a base da seleção uruguaia, bicampeã olímpica em 1924 e 28, e campeã mundial em 1930. Dotado da espinha dorsal da Celeste Olímpica, os Albos continuaram como uma das melhores equipes do país e ergueram mais três títulos nacionais: 1922, 23 e 24.
Em 1932, o futebol uruguaio se profissionalizou, elevando sua qualidade. Com vários jogadores campeões olímpicos e mundiais, o Nacional forma uma equipe repleta de estrelas e ganhou o apelido de “A Máquina Branca”. Voltando dominar o cenário futebolístico uruguaio, o clube ficou com os títulos de 1933, 34 e o pentacampeonato consecutivo de 1939 a 1943.
O clube se firmava cada vez mais entre os grandes times do país, duelando de igual para igual apenas com o Peñarol. Após se tornar pentacampeão, o time continuou dominando o cenário nacional e voltou a conquistar o certame em 1946, 47, 50, 52, 55, 56, 57, 63, 66, 69, 70 e 71.
O ano de 1971, além de marcar mais um título uruguaio, marcou também uma das maiores conquistas da história tricolor. A equipe venceu, pela primeira vez, uma competição continental e se sagrou campeã da Copa Libertadores da América, após derrotar o Estudiantes de La Plata, da Argentina, na decisão.
Com a conquista, veio a inédita vaga para a disputa do Mundial Interclubes. Os uruguaios não fizeram feio e, depois de o campeão europeu Ajax desistir de participar do torneio, a equipe enfrentou o Panathinaikos, da Grécia. A disputa foi decidida em dois jogos, um na Europa e outro na América do Sul, diferentemente de como é realizada hoje, com jogos no Japão.
Na primeira partida em Atenas, empate por 1 a 1. No jogo da volta, disputada no estádio Centenário de Montevidéu, vitória dos donos da casa por 2 a 1, com dois gols de Luís Artime, herói da conquista.
Em 1980, veio o segundo título sul-americano do Nacional. A segunda Libertadores foi conquistada em cima do Internacional de Porto Alegre. Na primeira partida, no Rio Grande do Sul, empate por 0 a 0. No segundo jogo, a equipe, que contava entre outros jogadores com o goleiro Rodolfo Rodríguez, Victor Espárrago e Waldemar Victorino, venceu pelo placar mínimo e, novamente, se sagrou campeã continental.
Na decisão do Mundial Interclubes, realizada pela primeira vez em Tóquio, no Japão, os uruguaios encararam os ingleses do Nottingham Forest e venceram por 1 a 0.
O bicampeonato do mais importante torneio do continente colocou o Nacional entre as melhores equipes da América Latina. Mas o bom desempenho não se repetiu nas competições domésticas, conquistadas apenas em quatro ocasiões - 1972, 1977, 1980 e 1983 -, em 20 anos de disputa.
Apesar do razoável desempenho nas competições uruguaias, o Nacional, em 1988, voltou a conquistar a Copa Libertadores. Dessa vez, o caneco veio em cima do Newell´s Old Boys, da Argentina.
A vitória na competição continental levou o Tricolor a mais uma disputa mundial. O adversário da vez foi o PSV Eindhoven, da Holanda, e a partida se mostrou uma das mais dramáticas da história, só decidida na cobrança de pênaltis.
Depois de um empate por 2 a 2, o Nacional levou a melhor nos pênaltis por 7 a 6, se sagrando tricampeão do mundo.
Com a decadência do futebol uruguaio na década de 90, os Bolsos não resistiram e o nível de suas apresentações decaiu. O time não repetiu as mesmas apresentações continentais de épocas anteriores, mas manteve seu domínio nacional. Na década de 90, a equipe conquistou o Campeonato Uruguaio três vezes, em 1992, 98 e 2000.
O Século XXI não melhorou a situação financeira do futebol no país e o Nacional não conseguiu repetir os anos gloriosos. Seguiu apenas seu caminho de triunfos locais e abocanhou mais quatro troféus (2001, 2002, 2005, 2005/2006), totalizando 41 conquistas, contra 40 do rival Peñarol.
GRANDES ÍDOLOS
O Nacional é um dos maiores times do Uruguai e um dos mais tradicionais da América Latina. Por conta disso, durante toda sua história sempre contou com grandes jogadores, hoje ídolos.
O maior artilheiro da história do clube, e talvez, maior ídolo da agremiação, é Atílio García. Com 486 gols marcados, em 435 jogos, ele foi peça importante nas conquistas dos Campeonatos Uruguaios de 1939, 40, 41, 42, 43, 46, 47 e 50, se sagrando octacampeão da competição nacional.
García foi goleador máximo do Campeonato Uruguaio em oito ocasiões, sendo sete de forma consecutiva (1938, 39, 40, 41, 42, 43, 44 e 46). Até hoje, o craque é o maior artilheiro do clássico contra o rival Peñarol, tendo anotado 34 gols. Após ganhar 25 títulos pela agremiação, ele se transferiu, em 1952, para o Racing Club de Montevideo, encerrando uma das mais brilhantes carreiras a serviço dos tricolores.
Outra grande figura do esporte uruguaio e dos Bolsos foi o atacante Carlos Céspedes. O jogador ganhou fama não só pelos títulos conquistados, mas por ter sido o criador do “futebol crioulo”, devido aos dribles desconcertantes e rápidos.
Considerado por muitos o melhor jogador do mundo das décadas de 20 e 30, Héctor Scarone fez parte de uma das maiores gerações do futebol uruguaio. Ele é um dos recordistas de anos defendendo a equipe - de 1917 a 1926 e de 1934 a 1939 - e um dos maiores artilheiros da agremiação, com 301 gols em 369 jogos.
Durante os períodos em que defendeu o Nacional, Scarone conquistou o Campeonato Uruguaio oito vezes, em 1916, 17, 19, 20, 22, 23, 24 e 34. Pela seleção nacional, ele foi bicampeão olímpico em 1924 e 28, vencendo também a Copa do Mundo de 1930.
Já o ponta-direita Víctor Espárrago ajudou o Tricolor a conquistar suas maiores glórias continentais. Peça fundamental na equipe durante a década de 70, o jogador, além de vencer por seis vezes o campeonato nacional (66, 69, 70, 71, 72 e 80), conquistou duas Copas Libertadores da América e dois Mundiais Interclubes, em 1971 e 1980.
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