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Campeonato Francês - Olympique :: Voltar
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HISTÓRIA
O Olympique de Marselha, assim como muitos clubes de cidades portuárias, surgiu graças à chegada de estrangeiros à cidade vindos do mar. Ingleses trouxeram o futebol em seus navios e implantaram o novo esporte no município.
A agremiação foi criada depois que dois times da cidade fecharam suas portas (Sportin Club of Marseilles e Football Club of Marseilles). Com isso, o Olympique se estabeleceu em 1899, o que o torna um dos clubes mais velhos da França ainda em atividade.
No início, assim como todas as outras equipes do país, ocupava-se apenas com a disputa de torneios regionais de menor importância. Depois, na década de 1920, começou a dar atenção maior à Copa da França, primeira competição de nível nacional.
Por sinal, o Olympique não demorou a conquistá-la. Chegou à sua primeira taça em 1923/24, ao superar o FC Séte na final por 3 a 2. Dois anos depois, repetiria a façanha, desta vez contra o Valentigney. Na temporada seguinte, mais uma vez venceu a Copa da França, derrotando o Quevilly na decisão.
Aqueles títulos em torneio mata-mata eram apenas uma preparação para a disputa do Campeonato Francês, que começaria em 1932/33. O Olympique foi um dos fundadores do certame, que se tornaria o maior do país.
Apesar de entrar na disputa como favorito, o clube não conseguiu converter essa vantagem em campo. Pelo menos no início. Deixou escapar, em 1933/34, a chance de fazer uma dobradinha (Copa e Campeonato da França).
Depois de perder a final da Copa para o Séte por 2 a 1, o Olympique tinha três jogos a fazer no campeonato, enquanto o rival Séte tinha apenas um, e o venceu. Já o time de Marselha conseguiu perder seus três compromissos e deixou a taça escapar.
A compensação veio no ano seguinte, quando o time triunfou pela quarta vez em sua história na Copa da França, derrotando o Rennes na decisão. A grande conquista daquele período, porém, foi em 1936/37, quando o clube conquistou seu primeiro Campeonato Francês.
O troféu veio apenas na última rodada, com o Olympique e o Sochaux terminando com 38 pontos, mas a equipe de Marselha venceu pelo saldo de gols. Daí até o fim da década, somente um outro título seria conquistado. A Copa da França em 1937/38, na final contra o Metz (2 a 1).
Aquela geração seria interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Por causa do conflito, as grandes competições futebolísticas da França não foram disputadas durante quatro anos. No retorno, o Olympique logo conseguiu se restabelecer, com a vitória sobre o Bordeaux na final da Copa da França de 1942/43.
No Campeonato Francês, a redenção veio em 1947/48, quando venceu a disputa de maneira convincente. Foram apenas seis derrotas em 34 jogos, com uma seqüência final de nove jogos de invencibilidade.
A taça, no entanto, não significava o começo de um período feliz. Pelo contrário. A década de 1950 foi, provavelmente, a pior da história do clube. Com desempenhos medíocres, o Olympique acabou sendo rebaixado à segunda divisão do Nacional em 1958/59.
A estada na série de acesso, ao contrário do que poderia se esperar, foi de certa forma duradoura. O time só conseguiu voltar à elite em 1962/63, e voltou a ficar entre os últimos logo na primeira temporada. A recuperação concreta só viria mesmo em 1966/67, quando o time se firmou novamente entre os melhores do país.
Para atestar o recomeço, o Olympique logo mostrou seu cartão de visitas. Venceu, em 1968/69, a Copa da França pela sétima vez, em nova decisão contra o Bordeaux, pelo placar de 2 a 0.
O caneco decisivo daquele período seria o de 1970/71, quando superou o Saint-Étienne por quatro pontos e conquistou o Campeonato Francês depois de 23 anos de jejum. No ano seguinte, o clube ainda conseguiria seu oitavo título da Copa da França, ao superar o Bastia na decisão por 2 a 1.
Depois disso, por problemas financeiros, o Olympique voltou a figurar entre os piores da tabela. Não disputava mais título, tendo vencido apenas a Copa da França em 1975/76, na final contra o Lyon. No Nacional, estava sempre lutando contra o rebaixamento, até que acabou caindo em 1976/80.
Mais uma vez, o período na segunda divisão não seria curto. O renascimento da agremiação só foi acontecer na metade dos anos 1980, mais precisamente em 1984/85. Depois desse retorno, o Olympique entrou em seu período mais controverso.
Foi nessa época que o atacante Jean Pierre Papin foi contratado e que o dirigente Bernard Tapie assumiu o comando da agremiação. O foco, então, passou a ser a Europa. Além de se restabelecer na França como equipe de ponta, o Olympique agora pensava em conquistar o continente. O primeiro passo dado foi em 1987/88, quando chegou à semifinal da Recopa.
Na temporada seguinte, vieram as primeiras conquistas do período. Com três pontos de vantagem sobre o vice PSG, o Olympique conquistou o Campeonato Francês. Na final da Copa da França, ganhou do Monaco por 4 a 3 e garantiu a segunda dobradinha na história.
Isso era pouco perto do que estava por vir no Nacional. O time conseguiu uma seqüência de taças menor apenas que a atual do Lyon (seis). Venceu o Campeonato Francês até 1991/92. A tendência, então, era ampliar o domínio para as competições continentais.
Em 1989/90, o clube chegou até às semifinais da Recopa, sendo eliminado pelo Benfica. No ano seguinte, foi até à final, mas perdeu a taça nos pênaltis para o Estrela Vermelha, da Iugoslávia. A grande glória, porém, veio apenas em 1992/93.
Foi neste ano que o Olympique finalmente alcançou seu grande objetivo. Depois de final apertada contra o Milan, venceu a Liga dos Campeões, sendo o primeiro clube francês a fazê-lo.
Toda a festa veio por água abaixo dias depois. Foi quando a Justiça francesa descobriu o maior escândalo da história do futebol local. Comprovou-se que o time subornou alguns adversários do Campeonato Francês para garantir a conquista do título. No fim, a taça nacional foi tomada (ficando sem dono).
Além disso, o clube ainda foi banido das competições européias subseqüentes e também não pôde disputar a final do Mundial de Clubes daquele ano, contra o São Paulo, vencedor da Libertadores.
Na França, o Olympique ainda foi relegado à segunda divisão. Voltaria somente anos depois, mas nunca mais com a mesma força do começo dos anos 1990. O único lampejo foi na temporada 1998/99, quando foi à decisão da Copa da Uefa. O resultado foi desastroso e os franceses perderam por 3 a 0 para o Parma, da Itália. O desempenho ainda se repetiria em 2003/04, quando a agremiação perdeu a decisão para o Valencia, da Espanha.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande momento da história do Olympique de Marselha, o time mais vitorioso da história do futebol francês, foi na década de 1920. Naquele tempo, o clube conquistou suas três primeiras Copas da França, que era, na época, o grande título a ser alcançado.
O grande nome daquele momento foi Jean Boyer. Além dos títulos, ele ficou marcado por ter sido o primeiro jogador do Olympique a ser convocado para a seleção francesa. Passou 11 temporadas no clube, sendo inclusive capitão da equipe. Além dele, também participaram daquelas conquistas nomes como Edouard Crut e Jules Devasquez.
Posteriormente, essa geração seria substituída pela da década de 1930, que conquistaria o Campeonato da França (1936/37) e duas Copas da França (1934/35 e 1937/38). Entre aqueles jogadores, estava presente o atacante Joseph Alcazar.
O centroavante fez parte da seleção francesa que disputou a Copa do Mundo de 1934, formando dupla de ataque com Mario Zatelli na maioria das conquistas desse período. Ambos atuaram pela seleção francesa, mas, curiosamente, eram nascidos na Argélia.
Essa relação não é incomum, inclusive nos dias atuais. Basta lembrar que Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998 e considerado o maior jogador francês de todos os tempos, é descendente de argelinos, apesar de ter nascido em Marselha.
O fim dessa geração foi marcado pela Segunda Guerra Mundial, que separou grande parte desse grupo. No retorno, o Olympique logo venceria o título, ainda com alguns veteranos dos anos 1930, como o próprio Zatelli e Emmanuel Aznar, que se destacaram na competição.
Começava, então, o período mais improdutivo em termos de conquista de títulos da história da agremiação. Apesar disso, foi nessa época que surgiu um dos grandes ídolos do Olympique. O sueco Gunnar Andersson, que chegou ao clube em 1950.
Apesar de ter ficado apenas oito anos no clube, se destacou como a melhor produção ofensiva de todos os tempos da agremiação. Nunca conquistou um título, mas até hoje é lembrado pela torcida e é o décimo jogador que mais balançou as redes pelo Campeonato Francês.
Depois dele, quem conquistou as arquibancadas foi o iugoslavo Josip Skoblar. O atacante esteve no Olympique de 1969 a 1975 e foi o grande artífice das conquistas do período, como o bicampeonato francês (1970/71 e 1971/72) e a Copa da França (1971/72).
Seu melhor parceiro foi Salif Keita, natural de Mali. O jogador, inclusive, foi alvo de polêmica antes de sua chegada ao Velodrome. Ele atuava pelo Saint-Étienne, grande rival do Olympique naquele momento, e teve sua contratação anunciada antes do fim do campeonato de 1971/72. Seu desempenho no fim daquele ano é visto com desconfiança até hoje.
Em razão de seu bom momento em nível nacional, o time de Marselha sonhava com craques de renome internacional. Para satisfazer essa carência, a direção trouxe, em 1974, os brasileiros Paulo César Caju e Jairzinho, campeões mundiais em 1970, no México, com a seleção dirigida por Zagallo.
Tudo isso foi acabando aos poucos, até que a segunda divisão virou uma realidade no fim dos anos 1970. A recuperação só viria na metade da década seguinte. O principal responsável foi aquele que é considerado até hoje um dos grandes craques da história do Olympique.
Jean Pierre Papin chegou ao Velodrome em 1986. Ali, passaria os melhores momentos de sua carreira como jogador. Foi cinco vezes consecutivas o artilheiro do Campeonato Francês, tetracampeão nacional e campeão da Copa da França.
Sua trajetória com a camisa branca seria encerrada em 1992, quando o jogador transferiu-se para o Milan, da Itália. Seria, inclusive, adversário na maior conquista do Olympique: a Liga dos Campeões de 1992/93, cassada posteriormente.
Aquela geração do Olympique, porém, não contava apenas com Papin. Por lá também passou outro ícone do futebol francês. Eric Cantona, famoso e controverso atacante, que depois faria história com a camisa do Manchester United, defendeu a agremiação no começo da década de 1990. Assim como Alain Giresse, campeão da Eurocopa de 1984, que encerrou sua carreira em Marselha.
Outro destaque mundial que jogou pelo Olympique foi o uruguaio Enzo Fracescoli, que construiu grande parte de sua carreira no argentino River Plate. Mozer, zagueiro brasileiro, também defendeu a equipe de Marselha no fim da década de 1980. Aquele time montado por Bernard Tapie ainda teria outros craques de nível mundial.
Atualmente, o mais conhecido deles é o volante Didier Deschamps. Reconhecido pela sua liderança natural, foi capitão do título de 1992/93 da Liga dos Campeões e também do Mundial de 1998 pela França. Fabien Barthez, Robert Pires, Laurent Blanc, Frank Leboeuf e Marcel Desailly foram outros campeões mundiais que defenderam as cores do Olympique.
Estrangeiros também tiveram espaço, como o alemão Rudi Voeller e o croata Alen Boksic. O mais importante deles, no entanto, foi o marfinense Basile Boli, autor do gol do título continental em 1993. Posteriormente, já no século 21, seu compatriota Didier Drogba também ficaria marcado.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Olympique de Marselha é o atacante sueco Gunnar Andersson, que defendeu a equipe de 1950 a 1958. Ao todo, ele balançou as redes adversárias em 187 oportunidades.
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O Olympique de Marselha, assim como muitos clubes de cidades portuárias, surgiu graças à chegada de estrangeiros à cidade vindos do mar. Ingleses trouxeram o futebol em seus navios e implantaram o novo esporte no município.
A agremiação foi criada depois que dois times da cidade fecharam suas portas (Sportin Club of Marseilles e Football Club of Marseilles). Com isso, o Olympique se estabeleceu em 1899, o que o torna um dos clubes mais velhos da França ainda em atividade.
No início, assim como todas as outras equipes do país, ocupava-se apenas com a disputa de torneios regionais de menor importância. Depois, na década de 1920, começou a dar atenção maior à Copa da França, primeira competição de nível nacional.
Por sinal, o Olympique não demorou a conquistá-la. Chegou à sua primeira taça em 1923/24, ao superar o FC Séte na final por 3 a 2. Dois anos depois, repetiria a façanha, desta vez contra o Valentigney. Na temporada seguinte, mais uma vez venceu a Copa da França, derrotando o Quevilly na decisão.
Aqueles títulos em torneio mata-mata eram apenas uma preparação para a disputa do Campeonato Francês, que começaria em 1932/33. O Olympique foi um dos fundadores do certame, que se tornaria o maior do país.
Apesar de entrar na disputa como favorito, o clube não conseguiu converter essa vantagem em campo. Pelo menos no início. Deixou escapar, em 1933/34, a chance de fazer uma dobradinha (Copa e Campeonato da França).
Depois de perder a final da Copa para o Séte por 2 a 1, o Olympique tinha três jogos a fazer no campeonato, enquanto o rival Séte tinha apenas um, e o venceu. Já o time de Marselha conseguiu perder seus três compromissos e deixou a taça escapar.
A compensação veio no ano seguinte, quando o time triunfou pela quarta vez em sua história na Copa da França, derrotando o Rennes na decisão. A grande conquista daquele período, porém, foi em 1936/37, quando o clube conquistou seu primeiro Campeonato Francês.
O troféu veio apenas na última rodada, com o Olympique e o Sochaux terminando com 38 pontos, mas a equipe de Marselha venceu pelo saldo de gols. Daí até o fim da década, somente um outro título seria conquistado. A Copa da França em 1937/38, na final contra o Metz (2 a 1).
Aquela geração seria interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Por causa do conflito, as grandes competições futebolísticas da França não foram disputadas durante quatro anos. No retorno, o Olympique logo conseguiu se restabelecer, com a vitória sobre o Bordeaux na final da Copa da França de 1942/43.
No Campeonato Francês, a redenção veio em 1947/48, quando venceu a disputa de maneira convincente. Foram apenas seis derrotas em 34 jogos, com uma seqüência final de nove jogos de invencibilidade.
A taça, no entanto, não significava o começo de um período feliz. Pelo contrário. A década de 1950 foi, provavelmente, a pior da história do clube. Com desempenhos medíocres, o Olympique acabou sendo rebaixado à segunda divisão do Nacional em 1958/59.
A estada na série de acesso, ao contrário do que poderia se esperar, foi de certa forma duradoura. O time só conseguiu voltar à elite em 1962/63, e voltou a ficar entre os últimos logo na primeira temporada. A recuperação concreta só viria mesmo em 1966/67, quando o time se firmou novamente entre os melhores do país.
Para atestar o recomeço, o Olympique logo mostrou seu cartão de visitas. Venceu, em 1968/69, a Copa da França pela sétima vez, em nova decisão contra o Bordeaux, pelo placar de 2 a 0.
O caneco decisivo daquele período seria o de 1970/71, quando superou o Saint-Étienne por quatro pontos e conquistou o Campeonato Francês depois de 23 anos de jejum. No ano seguinte, o clube ainda conseguiria seu oitavo título da Copa da França, ao superar o Bastia na decisão por 2 a 1.
Depois disso, por problemas financeiros, o Olympique voltou a figurar entre os piores da tabela. Não disputava mais título, tendo vencido apenas a Copa da França em 1975/76, na final contra o Lyon. No Nacional, estava sempre lutando contra o rebaixamento, até que acabou caindo em 1976/80.
Mais uma vez, o período na segunda divisão não seria curto. O renascimento da agremiação só foi acontecer na metade dos anos 1980, mais precisamente em 1984/85. Depois desse retorno, o Olympique entrou em seu período mais controverso.
Foi nessa época que o atacante Jean Pierre Papin foi contratado e que o dirigente Bernard Tapie assumiu o comando da agremiação. O foco, então, passou a ser a Europa. Além de se restabelecer na França como equipe de ponta, o Olympique agora pensava em conquistar o continente. O primeiro passo dado foi em 1987/88, quando chegou à semifinal da Recopa.
Na temporada seguinte, vieram as primeiras conquistas do período. Com três pontos de vantagem sobre o vice PSG, o Olympique conquistou o Campeonato Francês. Na final da Copa da França, ganhou do Monaco por 4 a 3 e garantiu a segunda dobradinha na história.
Isso era pouco perto do que estava por vir no Nacional. O time conseguiu uma seqüência de taças menor apenas que a atual do Lyon (seis). Venceu o Campeonato Francês até 1991/92. A tendência, então, era ampliar o domínio para as competições continentais.
Em 1989/90, o clube chegou até às semifinais da Recopa, sendo eliminado pelo Benfica. No ano seguinte, foi até à final, mas perdeu a taça nos pênaltis para o Estrela Vermelha, da Iugoslávia. A grande glória, porém, veio apenas em 1992/93.
Foi neste ano que o Olympique finalmente alcançou seu grande objetivo. Depois de final apertada contra o Milan, venceu a Liga dos Campeões, sendo o primeiro clube francês a fazê-lo.
Toda a festa veio por água abaixo dias depois. Foi quando a Justiça francesa descobriu o maior escândalo da história do futebol local. Comprovou-se que o time subornou alguns adversários do Campeonato Francês para garantir a conquista do título. No fim, a taça nacional foi tomada (ficando sem dono).
Além disso, o clube ainda foi banido das competições européias subseqüentes e também não pôde disputar a final do Mundial de Clubes daquele ano, contra o São Paulo, vencedor da Libertadores.
Na França, o Olympique ainda foi relegado à segunda divisão. Voltaria somente anos depois, mas nunca mais com a mesma força do começo dos anos 1990. O único lampejo foi na temporada 1998/99, quando foi à decisão da Copa da Uefa. O resultado foi desastroso e os franceses perderam por 3 a 0 para o Parma, da Itália. O desempenho ainda se repetiria em 2003/04, quando a agremiação perdeu a decisão para o Valencia, da Espanha.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande momento da história do Olympique de Marselha, o time mais vitorioso da história do futebol francês, foi na década de 1920. Naquele tempo, o clube conquistou suas três primeiras Copas da França, que era, na época, o grande título a ser alcançado.
O grande nome daquele momento foi Jean Boyer. Além dos títulos, ele ficou marcado por ter sido o primeiro jogador do Olympique a ser convocado para a seleção francesa. Passou 11 temporadas no clube, sendo inclusive capitão da equipe. Além dele, também participaram daquelas conquistas nomes como Edouard Crut e Jules Devasquez.
Posteriormente, essa geração seria substituída pela da década de 1930, que conquistaria o Campeonato da França (1936/37) e duas Copas da França (1934/35 e 1937/38). Entre aqueles jogadores, estava presente o atacante Joseph Alcazar.
O centroavante fez parte da seleção francesa que disputou a Copa do Mundo de 1934, formando dupla de ataque com Mario Zatelli na maioria das conquistas desse período. Ambos atuaram pela seleção francesa, mas, curiosamente, eram nascidos na Argélia.
Essa relação não é incomum, inclusive nos dias atuais. Basta lembrar que Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998 e considerado o maior jogador francês de todos os tempos, é descendente de argelinos, apesar de ter nascido em Marselha.
O fim dessa geração foi marcado pela Segunda Guerra Mundial, que separou grande parte desse grupo. No retorno, o Olympique logo venceria o título, ainda com alguns veteranos dos anos 1930, como o próprio Zatelli e Emmanuel Aznar, que se destacaram na competição.
Começava, então, o período mais improdutivo em termos de conquista de títulos da história da agremiação. Apesar disso, foi nessa época que surgiu um dos grandes ídolos do Olympique. O sueco Gunnar Andersson, que chegou ao clube em 1950.
Apesar de ter ficado apenas oito anos no clube, se destacou como a melhor produção ofensiva de todos os tempos da agremiação. Nunca conquistou um título, mas até hoje é lembrado pela torcida e é o décimo jogador que mais balançou as redes pelo Campeonato Francês.
Depois dele, quem conquistou as arquibancadas foi o iugoslavo Josip Skoblar. O atacante esteve no Olympique de 1969 a 1975 e foi o grande artífice das conquistas do período, como o bicampeonato francês (1970/71 e 1971/72) e a Copa da França (1971/72).
Seu melhor parceiro foi Salif Keita, natural de Mali. O jogador, inclusive, foi alvo de polêmica antes de sua chegada ao Velodrome. Ele atuava pelo Saint-Étienne, grande rival do Olympique naquele momento, e teve sua contratação anunciada antes do fim do campeonato de 1971/72. Seu desempenho no fim daquele ano é visto com desconfiança até hoje.
Em razão de seu bom momento em nível nacional, o time de Marselha sonhava com craques de renome internacional. Para satisfazer essa carência, a direção trouxe, em 1974, os brasileiros Paulo César Caju e Jairzinho, campeões mundiais em 1970, no México, com a seleção dirigida por Zagallo.
Tudo isso foi acabando aos poucos, até que a segunda divisão virou uma realidade no fim dos anos 1970. A recuperação só viria na metade da década seguinte. O principal responsável foi aquele que é considerado até hoje um dos grandes craques da história do Olympique.
Jean Pierre Papin chegou ao Velodrome em 1986. Ali, passaria os melhores momentos de sua carreira como jogador. Foi cinco vezes consecutivas o artilheiro do Campeonato Francês, tetracampeão nacional e campeão da Copa da França.
Sua trajetória com a camisa branca seria encerrada em 1992, quando o jogador transferiu-se para o Milan, da Itália. Seria, inclusive, adversário na maior conquista do Olympique: a Liga dos Campeões de 1992/93, cassada posteriormente.
Aquela geração do Olympique, porém, não contava apenas com Papin. Por lá também passou outro ícone do futebol francês. Eric Cantona, famoso e controverso atacante, que depois faria história com a camisa do Manchester United, defendeu a agremiação no começo da década de 1990. Assim como Alain Giresse, campeão da Eurocopa de 1984, que encerrou sua carreira em Marselha.
Outro destaque mundial que jogou pelo Olympique foi o uruguaio Enzo Fracescoli, que construiu grande parte de sua carreira no argentino River Plate. Mozer, zagueiro brasileiro, também defendeu a equipe de Marselha no fim da década de 1980. Aquele time montado por Bernard Tapie ainda teria outros craques de nível mundial.
Atualmente, o mais conhecido deles é o volante Didier Deschamps. Reconhecido pela sua liderança natural, foi capitão do título de 1992/93 da Liga dos Campeões e também do Mundial de 1998 pela França. Fabien Barthez, Robert Pires, Laurent Blanc, Frank Leboeuf e Marcel Desailly foram outros campeões mundiais que defenderam as cores do Olympique.
Estrangeiros também tiveram espaço, como o alemão Rudi Voeller e o croata Alen Boksic. O mais importante deles, no entanto, foi o marfinense Basile Boli, autor do gol do título continental em 1993. Posteriormente, já no século 21, seu compatriota Didier Drogba também ficaria marcado.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Olympique de Marselha é o atacante sueco Gunnar Andersson, que defendeu a equipe de 1950 a 1958. Ao todo, ele balançou as redes adversárias em 187 oportunidades.
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