Canal Futebol ::::: Página Inicial ::::: Política de Privacidade ::::: Usuários Online:

Campeonato Italiano - Parma :: Voltar

HISTÓRIA

O Parma foi fundado na segunda década do século XX com um nome diferente do atual. Isso ocorreu em 1913, quando moradores da cidade criaram o Verdi Football Club, em homenagem ao maestro Giuseppe Verdi. No mesmo ano, a denominação foi alterada para Parma Football Club, e o uniforme era uma camisa branca com uma cruz negra no peito.

A equipe, porém, demorou algum tempo para se aproximar da principal divisão do Campeonato Italiano. O primeiro acesso à Série B aconteceu no fim da década de 1920, mais precisamente em 1929/30.

Nessa época, o Parma passou por nova mudança de nome. Transformou-se em Associazione Sportiva Parma. Dentro dos gramados, não fazia boas campanhas, e continuava longe da elite do país.

Pelo contrário. Logo em 1931/32, caiu para a Série C, onde ficaria até meados dos anos 1940. Na década de 1950, o primeiro momento de estabilidade da história do clube, que passou 11 anos na segunda divisão italiana, sem se aproximar de novo acesso.

Depois disso, porém, não encontraria novo momento de tranqüilidade tão cedo. Ao longo dos anos 1960, alternou-se entre as divisões inferiores, sem nunca chegar sequer à segunda.

Esse foi, inclusive, o período mais complicado da história da agremiação, que faliu no fim da década de 1960. Para sobreviver, o Parma mudou seu nome várias vezes, até que acertou como Associazione Calcio Parma em 1967/68. Na temporada seguinte, outro clube da cidade, A.C. Parmense, fundiu-se ao Parma para melhorar a saúde financeira da equipe.

No fim dos anos 1970, o clube conseguiu, aos poucos, recuperar-se. Em 1972/73, subiu à Série B com a ajuda de Cesare Maldini, histórico jogador e treinador italiano que, na época, comandava o Parma. A permanência duraria pouco, e o clube logo voltaria à terceira.

Nos anos 1980, a ascensão foi definitiva. Sob o comando de Arrigo Sacchi, que logo iria para o Milan, o time voltou à Série B, onde ficou até o começo dos anos 1990. Já sob o comando de Nevio Scala, o Parma conseguiu, enfim, seu primeiro acesso à elite do futebol italiano. O feito aconteceu na temporada 1989/90, e deu início à grande fase da agremiação.

Com a estada entre os melhores, a empresa de laticínios Parmalat, com sede na cidade, resolveu apostar no clube. Ela comprou grande parte das ações, tornou-se sócia majoritária e passou a investir muito dinheiro em contratações e infra-estrutura, que logo deram resultado.

Logo na primeira temporada, o Parma terminou na sexta posição, classificando-se para a Copa da UEFA, feito inédito até então. A primeira experiência européia, no entanto, não foi boa, e o time acabou sendo eliminado pelo CSKA Sofia, da Bulgária. Em território nacional, conseguiria seu primeiro título importante, a Copa da Itália, após vencer a final contra a Juventus por 2 a 0.

Nesse momento, aconteceu o primeiro grande triunfo individual de um jogador do Parma. Em 1992, Alberto de Chiara foi chamado para a seleção italiana, feito inédito até então.

Na temporada 1992/93, o clube chegou perto de seu primeiro troféu continental. Foi a Recopa, conquistada pelos ingleses do Arsenal. Em 1994/95, o Parma termina o Campeonato Italiano na vice-liderança do certame, atrás somente da Juventus.

A maior glória deste ano, porém, veio no âmbito continental. Foi a conquista da Copa da UEFA, na final contra a Juventus. Naquela eliminatória, o grande herói foi Dino Baggio, que marcou nas duas partidas decisivas.

Daí até o fim do século, mais uma série de conquistas. Um segundo lugar no Campeonato Italiano (1996/97), uma Copa da UEFA (1998/99) e uma Copa da Itália (1998/99), e mais um no início do século XXI (outra Copa da Itália em 2001/02).

Começaria, então a decadência. Com a falência da Parmalat em 2003, o clube quebrou. É obrigado a trocar de nome para Parma Football Club, e vende seus principais destaques na época. As transações não mudam a situação, e o time sonha com a reestruturação com o anúncio da venda para Lorenzo Sanz, ex-presidente do Real Madrid.

O problema é que a transação não se concretiza, e a agremiação passa duas temporadas sem dinheiro e esperando o fim de seu processo de falência. No início de 2007, aparece uma luz no fim do túnel. Tommaso Ghirardi apareceu como novo dono do Parma depois de um leilão público, e evitou o descenso.

Infelizmente o clube não foi bem na temporada 2007/08 e acabou sendo rebaixado. Na temporada 2008/09 o Parma disputa a segunda divisão do Campeonato Italiano.


GRANDES ÍDOLOS

O Parma sempre foi um clube pequeno, que se alternava entre as divisões inferiores do futebol italiano. Era raro, inclusive, estar na Série B, quanto mais na elite. Tanto é que, fundado em 1913, conseguiu seu primeiro acesso somente na década de 1990.

Antes disso, porém, já havia tido alguns ídolos. O maior deles talvez tenha sido Carlo Ancelotti. O meio-campista, atualmente treinador do Milan, começou no clube na década de 1970, e foi o herói do acesso à Série B em 1978/79 ao fazer dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Triestina. Logo depois, faria longa carreira na Roma e no Milan, participando de conquistas importantes das duas equipes.

Durante o período de reestruturação do Parma na década de 1980, já com a Parmalat como patrocinadora e Nevio Scala no banco de reservas, quem chamava a atenção era Marco Osio. O atacante foi o autor de um dos dois gols do clube na vitória por 2 a 1 sobre a Reggina, que garantiram o acesso à elite do Campeonato Italiano. Posteriormente, participaria também da conquista da Copa da Itália de 1991/92.

Depois disso, o Parma conseguiria uma seqüência até então inimaginável, com profusão de ídolos, especialmente estrangeiros. Um dos primeiros deles foi o brasileiro Taffarel. Depois de disputar a Copa do Mundo de 1990, na Itália, acertou com o clube e ficou lá até 1993, tornando-se um dos maiores camisas 1 da agremiação. Na mesma época, o sueco Tomas Brolin fez sucesso por lá, e, posteriormente, se destacaria com sua seleção na Copa de 1994, nos EUA.

Na metade da década de 1990, o Parma conseguiria sua primeira grande glória, a conquista da Copa da UEFA. Em 1994/95, o herói da decisão contra a Juventus foi o italiano Dino Baggio. Recém-contratado à época, o atleta marcou dois gols nas duas partidas finais.

Na temporada seguinte, um trio defensivo de respeito começaria a atuar pela equipe. No gol, o italiano Gianluigi Buffon, que mais tarde se destacaria pela Juventus e pela seleção italiana. Na zaga, Fabio Cannavaro, ano passado eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa (foi o primeiro defensor a fazê-lo), e o francês Lilian Thuram, campeão do mundo em 1998 pela seleção de seu país.

Os três ficaram na equipe até o início do século XXI, e fizeram história com mais títulos importantes. Participaram, ao todo, de mais duas Copas da Itália (1998/99 e 2001/02) e da segunda Copa da UEFA, vencida em 1998/99.

E esta geração também se diferenciava pela qualidade ofensiva. Na melhor temporada do Parma (1998/99), o destaque foi o meio-campista Juan Sebastian Verón. O argentino foi o grande armador da equipe, criando para artilheiros como Hernan Crespo e Balbo.

No século XXI, já em crise financeira, se destacou por dar espaço a grandes talentos, que, posteriormente, se destacariam em outras grandes equipes. Talvez o maior exemplo tenha sido o atacante Adriano. O brasileiro defendeu o Parma entre 2002 e 2004, e foi com a camisa da equipe que conseguiu suas primeiras convocações para a seleção principal.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Parma é o argentino Hernan Crespo, que defendeu o clube italiano de 1996 a 2000, balançando as redes adversárias em 62 oportunidades, um recorde até hoje não igualado. Com o Parma, conquistou uma Copa da Itália (1998/99) e uma Copa da UEFA (1998/99).

:: Topo da Página ::: Voltar