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Campeonato Espanhol - Racing Santander :: Voltar

HISTÓRIA

A história do futebol na cidade de Santander é mais antiga que o Racing propriamente dito. Há registros de partidas disputadas desde 1902. Os amistosos, porém, eram sempre realizados de maneira informal, muitas vezes sem a indumentária necessária.

A criação do Racing só aconteceria em 1913, quando um grupo de jovens resolveu organizar um clube. Nos anos seguintes, o time se preocupava em firmar-se no esporte regional, disputando torneios locais de menor importância.

Como não tinha um adversário direto em sua cidade, o Racing freqüentemente se confrontava com o basco Athletic de Bilbao. A rivalidade, no entanto, não pôde ser cultivada por muito tempo, já que os clubes de Santander entraram em conflito com os de Bilbao no começo da década de 1920, quando os últimos ganharam poder na federação regional.

Daí até a criação do Campeonato Espanhol, que aconteceu em 1929, o Racing jogou pouco, devido à falta de equipes capacitadas na cidade. Mesmo com poucos jogos nos anos anteriores, o time foi lembrado para a primeira divisão da competição.

Nos dois anos iniciais, campanhas decepcionantes quase levaram o Racing à divisão de acesso. No ano 1930/31, porém, o clube surpreendeu, e teve o melhor desempenho de sua história. Foi segundo colocado do certame, ficando atrás apenas do campeão, o Atlético de Madrid.

Com seguidas boas posições no Espanhol, o Racing se firmava na elite e se aproximava cada vez mais do título. Só que a paralisação de três anos por causa da Guerra Civil Espanhola minou os planos do clube.

No retorno aos gramados, em 1939/40, o time não correspondeu às expectativas e acabou caindo à segunda divisão. Foram dez anos buscando um acesso, que só veio no fim da década de 1940.

As temporadas longe da elite parecem ter tirado o fôlego do clube. Foram cinco anos sem brilho na primeira divisão, que culminaram com o rebaixamento em 1954/55.

Começava, então, o período mais sombrio da história do Racing. Na década de 1960, o time ficou na primeira divisão em apenas duas temporadas (1960/61 e 1961/62). Nos anos 1970, também se manteve irregular, com apenas cinco participações.

Na década seguinte, mais alternância de divisões, e o Racing não conseguia boas campanhas quando estava na elite do futebol espanhol. A estabilidade só viria nos anos 1990.

Com o acesso em 1993/94, o Racing começava a se firmar entre os melhores do país. Sempre com campanhas tímidas, o clube conseguia, apesar de tudo, evitar a constante ameaça do rebaixamento.

Conseguiu, então, uma boa seqüência na primeira divisão, só quebrada em 2000/01, quando o time caiu e recuperou-se logo no ano seguinte.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande ídolo da história do Racing Santander foi Oscar López. Ele foi um dos principais nomes do clube nas décadas de 1920 e 1930. Foi, inclusive, um dos atletas fundamentais na campanha do vice-campeonato espanhol de 1930/31.

Defendeu o Racing Santander de 1920 a 1934, quando foi para o Salamanca. No período em que esteve no clube, foi convocado duas vezes para atuar pela seleção espanhola.

No ano do segundo lugar, outro que se destacou foi Telete. O jogador foi artilheiro da equipe com 13 gols em 11 partidas disputadas, média acima de um gol por partida.

Na temporada seguinte, outro ídolo chegou ao Racing Santander. O defensor Fernando García começou em 1931/32 e ficou no clube até 1935/36, saindo apenas por causa da paralisação por causa da Guerra Civil Espanhola.

Depois disso, o Racing caiu à segunda divisão, viveu um momento difícil, e só encontrou um novo herói no início dos anos 1950, e mesmo assim ele ficou pouco no clube. Foi Francisco Gento, revelado na temporada 1952/53, que chamou atenção do Real Madrid e, posteriormente, se tornou um dos grandes ídolos do time da capital.

Sem o grande astro, o Racing caiu, e só se recuperou com a ajuda de uma nova estrela. Santamaria Mirones chegou em 1956, ajudou o time a retornar à primeira divisão no início dos anos 1960 e deixou saudades, pois transferiu-se para o Zaragoza logo depois de o Santander ser rebaixado novamente.

A gangorra não parava, e o clube só encontrou seqüência de novo na década de 1970. Naquele momento, os heróis da torcida eram Enrique Solar e Afonso Peña.

Mais adiante, na década de 1990, quando a equipe se estabilizou na primeira divisão, quem se tornou ídolo foi Pedro Munitis. Nascido em Santander e revelado pelo clube, o atacante ajudou o Racing a se manter na primeira por um longo período, tornando-se um dos maiores nomes da história.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Racing Santander é o atacante Enrique Larrinaga, que defendeu a equipe na primeira metade do século XX, entre os anos 1928 e 1935. Ao todo, ele fez 45 gols, e até hoje não teve seu recorde igualado por nenhum outro atleta.

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