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Libertadores da América - River Plate :: Voltar
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HISTÓRIA
O Club Atlético River Plate (em espanhol) foi fundado em 25 de maio de 1901, com a fusão de dois clubes de Buenos Aires: o Santa Rosa e o La Rosales. Em uma assembléia entre dirigentes dos das duas agremiações, a fusão foi confirmada com uma eleição e o nome de Club Atlético Forward escolhido pela maioria dos votos.
Em determinado momento da reunião, Livio Ratto, representante do clube Santa Rosa, propôs o nome que o clube é conhecido até hoje, River Plate. O nome significa Rio da Prata em inglês e foi sugerido por Ratto, que viu caixas sendo carregadas por marinheiros no porto de Buenos Aires, com a inscrição “The River Plate”. Uma nova votação foi convocada e o nome foi aceito.
Uma lenda conta que uma fita vermelha de seda estava presa, pendurada na mala de um carro, quando cinco jovens decidiram roubá-la, como uma de suas travessuras. Com a fita, um dos rapazes resolveu enfeitar sua camisa do River Plate, que na época era toda branca. Ele colocou o adorno na camisa, como uma faixa diagonal e logo outros torcedores do River começaram a imitá-lo. A faixa vermelha, na diagonal, foi adotada no uniforme oficial da equipe em um jogo contra o Palermo, que foi vencido pelo River Plate.
Em dezembro de 1908, o River Plate conseguiu chegar à divisão principal do Campeonato Argentino após uma vitória sobre o Racing Club de Avellaneda.
O primeiro campo de treinos do clube foi confirmado no local onde ocupava o Club Atlético La Rosales, no bairro Dársena Sud. Posteriormente, a sede foi mudada para Sarandí, ao sul de Buenos Aires. Após alguns anos em Sarandí, o clube voltou a Dársena Sud e se mudou novamente, dessa vez para o Centro da capital argentina. Do Centro a sede foi transferida para Caballito e de lá para o bairro da Boca.
No tempo que passou no bairro da Boca ocorreu um episódio inusitado: como River Plate e Boca Juniors usavam camisas semelhantes (branca com uma faixa diagonal vermelha, como é a do River até hoje) e habitavam o mesmo bairro, La Boca, uma partida de futebol decidiria quem deveria mudar suas cores. Quem vencesse manteria a mesma cor de camisa, mas teria que se mudar do bairro da Boca. Quem perdesse mudaria de camisa, mas como prêmio de consolação, poderia continuar com a sede no bairro. O River Plate venceu, manteve suas cores e se mudou para o norte, mais precisamente, para o bairro de Nuñez.
Com a implantação do profissionalismo no futebol argentino, em 1931, o River se tornou um modelo como instituição esportiva para todos os clubes da Argentina. Possuía um estádio de luxo no bairro de Palermo e já contava com quase 15 mil sócios. Com a compra do ponta-direita Carlos Peucelle, por dez mil pesos, um preço muito alto para a época, o Clube Atlético River Plate ganha seu apelido mais famoso: milionário. Nos anos seguintes outras aquisições fizeram jus ao apelido. Bernabé Ferreyra e José Maria Minella foram comprados pelo River por mais de 35 mil pesos cada um.
Os anos 40 e 50 foram os mais gloriosos do início da história do River Plate. Em 1942, o clube formou uma linha de ataque, formada por Juan Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau. Nos campeonatos que se seguiram, a equipe conquistou três títulos argentinos e consagrou Labruna como um dos maiores ídolos da história do time da faixa vermelha. O time que juntou todos esses grandes jogadores do passado ficou conhecido como “A Máquina”.
Os destaques dos anos 50 foram o goleiro Amadeo Carrizo, o atacante uruguaio Walter Gómez e o sensacional Alfredo Di Steffano, que acabava de se surgir nas categorias de base do River. Carrizo viria a ser considerado o melhor goleiro da história do clube e Di Stéfano, um dos melhores jogadores do mundo.
Os anos 60 foram considerados a década maldita pelos torcedores, jogadores e dirigentes do River Plate. O clube não conseguiu conquistar nenhum Campeonato Argentino nesse período, obtendo apenas alguns vices. Como de costume, a equipe fez as contratações mais caras do futebol argentino, destacando-se a compra do uruguaio Matosas, por 33 milhões de pesos. Apesar do jejum de títulos nacionais, a década foi proveitosa em termos internacionais: em 1961, venceu o Real Madrid e a Juventus, em uma excursão pela Europa, e no ano seguinte, venceu o Santos de Pelé, jogando no Monumental de Nuñez.
Em junho de 1968, as duas maiores torcidas da Argentina presenciaram a maior tragédia da história do futebol daquele país: 71 pessoas morreram por asfixia durante um clássico entre River Plate e Boca Juniors, disputado no Estádio Monumental.
Os anos 70 foram marcados pela chegada do técnico brasileiro Didi, que implementou o jogo bonito no time Milionário, baseado nos jovens saídos das categorias de base. Em 1972, foi disputado um dos Boca e River mais emocionante da história: o River Plate venceu por 5 a 4 depois de estar perdendo por 4 a 2.
Nos anos 80, o River Plate formou um grande time com destaque para o goleiro Fillol e os atacantes Enzo Francescoli e Mario Kempes, além do técnico Alfredo Di Stefano. Essa equipe conseguiu os títulos da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes escrevendo o nome do River em âmbito internacional. A Libertadores de 1986 foi conquistada com uma vitória sobre o América de Cali, da Colômbia, nas finais da competição e o Mundial Interclubes, com um triunfo sobre o Steaua Bucarest, da Romênia, em Tóquio. No ano seguinte, a equipe venceu a Copa Interamericana batendo o Deportivo Alajuelense da Costa Rica, por 3 a 0.
Na década de 90, o River Plate se confirmou como um clube formador de grandes talentos do futebol, principalmente após a contratação do técnico Daniel Passarella. Nestes anos, o clube ganhou vários campeonatos nacionais e Em 1996, o River Plate conquistou o bicampeonato da Copa Libertadores, novamente vencendo o América de Cali, com um trio ofensivo formado por Francescolli, Ortega e Crespo. O técnico era Ramón Diaz, que fez história como goleador da equipe no fim da década anterior. Acabou derrotado nas finais da Supercopa, contra o Cruzeiro e do Mundial Interclubes, contra a Juventus de Turim.
Desde o início do século 21, o River Plate conquistou três campeonatos nacionais. Porém, não teve campanhas de destaque nas competições internacionais. Em 2001, a torcida riverplatense fez uma grande demonstração de amor à equipe, carregando uma bandeira de mil metros de extensão desde o Obelisco, no Centro de Buenos Aires, até o Estádio Monumental, na zona portuária da cidade.
GRANDES ÍDOLOS
Um dos grandes nomes do futebol argentino iniciou sua carreira no River Plate. Com apenas 19 anos, em 1945, o atacante Di Stéfano ingressou no elenco profissional do clube e logo se destacou dos demais jogadores.
Pelo River, onde atuou até 1949, com exceção do ano de 1946 (Huracán), o craque teve a honra de levantar dois títulos nacionais: 1945 e 1947. Ajudando nas conquistas, Di Stéfano deixou sua marca na história do clube, balançando a rede dos adversários em 49 oportunidades.
Ao deixar a equipe argentina, o atleta se transferiu para o Millonarios, da Colombia, onde ficou até 1953, quando trocou o clube pelo Real Madrid, da Espanha. Na equipe espanhola, Di Stéfano fez jus às suas convocações para a seleção argentina e se tornou ídolo da torcida madrilenha, marcando mais de 100 gols.
No fim de sua carreira deixou o time de Madrid e passou a vestir a camisa do Espanyol, onde se aposentou no ano de 1966. Após a retirada dos gramados, Di Stéfano retornou ao River Plate como treinador, levando a equipe ao título nacional de 1981.
ARTILHEIROS
O maior goleador da história do River Plate é Ángel Labruna. Ele atuou no clube nas décadas de 30, 40 e 50. Ao todo, balançou as redes adversárias por 292 vezes.
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O Club Atlético River Plate (em espanhol) foi fundado em 25 de maio de 1901, com a fusão de dois clubes de Buenos Aires: o Santa Rosa e o La Rosales. Em uma assembléia entre dirigentes dos das duas agremiações, a fusão foi confirmada com uma eleição e o nome de Club Atlético Forward escolhido pela maioria dos votos.
Em determinado momento da reunião, Livio Ratto, representante do clube Santa Rosa, propôs o nome que o clube é conhecido até hoje, River Plate. O nome significa Rio da Prata em inglês e foi sugerido por Ratto, que viu caixas sendo carregadas por marinheiros no porto de Buenos Aires, com a inscrição “The River Plate”. Uma nova votação foi convocada e o nome foi aceito.
Uma lenda conta que uma fita vermelha de seda estava presa, pendurada na mala de um carro, quando cinco jovens decidiram roubá-la, como uma de suas travessuras. Com a fita, um dos rapazes resolveu enfeitar sua camisa do River Plate, que na época era toda branca. Ele colocou o adorno na camisa, como uma faixa diagonal e logo outros torcedores do River começaram a imitá-lo. A faixa vermelha, na diagonal, foi adotada no uniforme oficial da equipe em um jogo contra o Palermo, que foi vencido pelo River Plate.
Em dezembro de 1908, o River Plate conseguiu chegar à divisão principal do Campeonato Argentino após uma vitória sobre o Racing Club de Avellaneda.
O primeiro campo de treinos do clube foi confirmado no local onde ocupava o Club Atlético La Rosales, no bairro Dársena Sud. Posteriormente, a sede foi mudada para Sarandí, ao sul de Buenos Aires. Após alguns anos em Sarandí, o clube voltou a Dársena Sud e se mudou novamente, dessa vez para o Centro da capital argentina. Do Centro a sede foi transferida para Caballito e de lá para o bairro da Boca.
No tempo que passou no bairro da Boca ocorreu um episódio inusitado: como River Plate e Boca Juniors usavam camisas semelhantes (branca com uma faixa diagonal vermelha, como é a do River até hoje) e habitavam o mesmo bairro, La Boca, uma partida de futebol decidiria quem deveria mudar suas cores. Quem vencesse manteria a mesma cor de camisa, mas teria que se mudar do bairro da Boca. Quem perdesse mudaria de camisa, mas como prêmio de consolação, poderia continuar com a sede no bairro. O River Plate venceu, manteve suas cores e se mudou para o norte, mais precisamente, para o bairro de Nuñez.
Com a implantação do profissionalismo no futebol argentino, em 1931, o River se tornou um modelo como instituição esportiva para todos os clubes da Argentina. Possuía um estádio de luxo no bairro de Palermo e já contava com quase 15 mil sócios. Com a compra do ponta-direita Carlos Peucelle, por dez mil pesos, um preço muito alto para a época, o Clube Atlético River Plate ganha seu apelido mais famoso: milionário. Nos anos seguintes outras aquisições fizeram jus ao apelido. Bernabé Ferreyra e José Maria Minella foram comprados pelo River por mais de 35 mil pesos cada um.
Os anos 40 e 50 foram os mais gloriosos do início da história do River Plate. Em 1942, o clube formou uma linha de ataque, formada por Juan Carlos Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau. Nos campeonatos que se seguiram, a equipe conquistou três títulos argentinos e consagrou Labruna como um dos maiores ídolos da história do time da faixa vermelha. O time que juntou todos esses grandes jogadores do passado ficou conhecido como “A Máquina”.
Os destaques dos anos 50 foram o goleiro Amadeo Carrizo, o atacante uruguaio Walter Gómez e o sensacional Alfredo Di Steffano, que acabava de se surgir nas categorias de base do River. Carrizo viria a ser considerado o melhor goleiro da história do clube e Di Stéfano, um dos melhores jogadores do mundo.
Os anos 60 foram considerados a década maldita pelos torcedores, jogadores e dirigentes do River Plate. O clube não conseguiu conquistar nenhum Campeonato Argentino nesse período, obtendo apenas alguns vices. Como de costume, a equipe fez as contratações mais caras do futebol argentino, destacando-se a compra do uruguaio Matosas, por 33 milhões de pesos. Apesar do jejum de títulos nacionais, a década foi proveitosa em termos internacionais: em 1961, venceu o Real Madrid e a Juventus, em uma excursão pela Europa, e no ano seguinte, venceu o Santos de Pelé, jogando no Monumental de Nuñez.
Em junho de 1968, as duas maiores torcidas da Argentina presenciaram a maior tragédia da história do futebol daquele país: 71 pessoas morreram por asfixia durante um clássico entre River Plate e Boca Juniors, disputado no Estádio Monumental.
Os anos 70 foram marcados pela chegada do técnico brasileiro Didi, que implementou o jogo bonito no time Milionário, baseado nos jovens saídos das categorias de base. Em 1972, foi disputado um dos Boca e River mais emocionante da história: o River Plate venceu por 5 a 4 depois de estar perdendo por 4 a 2.
Nos anos 80, o River Plate formou um grande time com destaque para o goleiro Fillol e os atacantes Enzo Francescoli e Mario Kempes, além do técnico Alfredo Di Stefano. Essa equipe conseguiu os títulos da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes escrevendo o nome do River em âmbito internacional. A Libertadores de 1986 foi conquistada com uma vitória sobre o América de Cali, da Colômbia, nas finais da competição e o Mundial Interclubes, com um triunfo sobre o Steaua Bucarest, da Romênia, em Tóquio. No ano seguinte, a equipe venceu a Copa Interamericana batendo o Deportivo Alajuelense da Costa Rica, por 3 a 0.
Na década de 90, o River Plate se confirmou como um clube formador de grandes talentos do futebol, principalmente após a contratação do técnico Daniel Passarella. Nestes anos, o clube ganhou vários campeonatos nacionais e Em 1996, o River Plate conquistou o bicampeonato da Copa Libertadores, novamente vencendo o América de Cali, com um trio ofensivo formado por Francescolli, Ortega e Crespo. O técnico era Ramón Diaz, que fez história como goleador da equipe no fim da década anterior. Acabou derrotado nas finais da Supercopa, contra o Cruzeiro e do Mundial Interclubes, contra a Juventus de Turim.
Desde o início do século 21, o River Plate conquistou três campeonatos nacionais. Porém, não teve campanhas de destaque nas competições internacionais. Em 2001, a torcida riverplatense fez uma grande demonstração de amor à equipe, carregando uma bandeira de mil metros de extensão desde o Obelisco, no Centro de Buenos Aires, até o Estádio Monumental, na zona portuária da cidade.
GRANDES ÍDOLOS
Um dos grandes nomes do futebol argentino iniciou sua carreira no River Plate. Com apenas 19 anos, em 1945, o atacante Di Stéfano ingressou no elenco profissional do clube e logo se destacou dos demais jogadores.
Pelo River, onde atuou até 1949, com exceção do ano de 1946 (Huracán), o craque teve a honra de levantar dois títulos nacionais: 1945 e 1947. Ajudando nas conquistas, Di Stéfano deixou sua marca na história do clube, balançando a rede dos adversários em 49 oportunidades.
Ao deixar a equipe argentina, o atleta se transferiu para o Millonarios, da Colombia, onde ficou até 1953, quando trocou o clube pelo Real Madrid, da Espanha. Na equipe espanhola, Di Stéfano fez jus às suas convocações para a seleção argentina e se tornou ídolo da torcida madrilenha, marcando mais de 100 gols.
No fim de sua carreira deixou o time de Madrid e passou a vestir a camisa do Espanyol, onde se aposentou no ano de 1966. Após a retirada dos gramados, Di Stéfano retornou ao River Plate como treinador, levando a equipe ao título nacional de 1981.
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O maior goleador da história do River Plate é Ángel Labruna. Ele atuou no clube nas décadas de 30, 40 e 50. Ao todo, balançou as redes adversárias por 292 vezes.
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