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Campeonato Espanhol - Sevilla :: Voltar
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HISTÓRIA
Oficialmente, o Sevilla surgiu em 1905. Informalmente, porém, sabe-se que atletas da cidade já jogavam futebol, inclusive sob a nomenclatura de Sevilla Foot-Ball Club, desde 1890. Consta que, naquele período, o time disputava freqüentes partidas contra o Recreativo Huelva, criado em 1889 e conhecido como o clube mais antigo da Espanha.
A criação oficial da agremiação, porém, só aconteceria no início do século XX, quando os praticantes de futebol tomaram a iniciativa e fundaram o Sevilla Fot-Ball Club.
Com o advento da formalidade, a equipe recém-criada passou a disputar seus jogos em um mesmo campo. O primeiro foi o “Huerto de la Mariana”, e, posteriormente, o time mandaria suas partidas em San Sebastián.
Nos primeiros anos de sua existência, o Sevilla se ocupou disputando torneios amistosos pela região. Em 1914, fez pela primeira vez o clássico da cidade contra o Betis, e venceu o confronto por 3 a 0.
Aos poucos, o clube ia conseguindo títulos de menor importância, como Copas da Anadaluzia (região onde localiza-se a cidade de Sevilha). Só que, como a presença de público era cada vez maior, fazia-se necessário um novo estádio. Assim, em 1918, o time inaugurou o Reina Victoria.
Ao mesmo tempo, em campo, o Sevilla ia vencendo campeonatos regionais de maneira consecutiva. Entre 1918 e 1920, por exemplo, o time conseguiu o tricampeonato da Copa da Andaluzia.
No começo da década, o sucesso regional rendeu ao clube algumas viagens internacionais e confrontos consecutivos contra potências como o Real Madrid. Em 1922, por exemplo, o Sevilla conseguiu fazer 7 a 0 no Benfica, que na época já era campeão português.
Isso tudo, porém, não evitou que o clube disputasse a segunda divisão do Campeonato Espanhol em sua primeira edição, que aconteceu em 1929. Nos primeiros anos da competição, o time ficou fora da elite pelo regulamento. Depois de vencer seu campeonato, para confirmar o acesso, o Sevilla ainda precisava vencer o último colocado da primeira.
Apenas na temporada 1933/34 o clube conseguiu seu objetivo. Depois de ganhar a segunda divisão com sobras, o Sevilla garantiu vaga na elite graças à ampliação do número de clubes na mesma, que passou de dez para 12.
Em 1935, a equipe conquista o primeiro título de expressão: a Copa da Espanha. O troféu seria mais uma vez vencido em 1939.
O auge da história do clube, porém, aconteceria na temporada 1945/46, quando o Sevilla venceu seu primeiro e único título do Campeonato Espanhol. O troféu veio por apenas um ponto de diferença para o Barcelona, segundo colocado. Dois anos depois, em 1947/48, o time conseguiria sua terceira taça da Copa da Espanha.
Depois desse bom momento, o Sevilla deixou de ficar tanto entre os principais times da Espanha. O pior momento aconteceu na temporada 1967/68, quando deixou a elite do futebol nacional após ser o lanterna do campeonato.
A incursão à segunda divisão, porém, duraria pouco. Logo no ano seguinte, o time sobressaiu-se entre os rivais e conseguiu o acesso. Só que o clube não se recuperou, e voltou a cair em 1971/72. Desta vez, demoraria três temporadas para retornar.
Quando retornou, não caiu mais. Não conseguiu, no entanto, manter o nível de campanhas da década de 1940. Assim, passou os anos 1980 e 1990 sempre no meio da classificação, longe dos primeiros e relativamente próximo do rebaixamento.
E foi justamente um mau momento que reviveu o clube. No fim dos anos 1990, dois rebaixamentos e dois acessos fizeram que o Sevilla entrasse no século XXI mais atento.
Demorou quatro anos, mas o time ganhou uma base e conseguiu, na temporada 2005/06, o seu primeiro troféu continental. Foi a Copa da UEFA, vencida após uma vitória por 4 a 0 sobre o Middlesbrough, da Inglaterra.
O bom momento foi confirmado na temporada 2006/2007, quando o Sevilla repetiu o bom desempenho e venceu novamente a Copa da UEFA e a Copa do Rei, além de ter brigado pelo Campeonato Espanhol até a última temporada.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo do Sevilla foi Enrique Gómez Muñoz, conhecido como Spencer. O atleta, que atuou pelo clube da Andaluzia na década de 1920, foi o primeiro jogador da equipe a ser convocado para a seleção espanhola.
Um problema de saúde, porém, interromperia sua carreira aos 28 anos. Por causa de uma apendicite mal tratada e agravada pelos exercícios físicos constantes, Spencer acabou morrendo em 1926.
Depois dele, quem chamaria a atenção com a camisa do Sevilla seria Campanal. O atacante, que chegou no clube em 1929, começou nos profissionais disputando a segunda divisão. Foi peça fundamental no acesso de 1933/34, marcando 28 gols em 17 partidas.
No ano seguinte, ajudaria a equipe a conquistar seu primeiro título de expressão, a Copa da Espanha. Já no fim da carreira, participou do elenco que conquistou o Campeonato Espanhol em 1945/46.
Esse título, porém, já tinha outra estrela maior. Juan Arza Iñigo, que atuou pelo Sevilla nas décadas de 1940 e 1950, foi o grande jogador do clube naquele ano, marcando 14 gols em 25 jogos. Também participou da Copa da Espanha de 1947/48.
Depois disso, o Sevilla passou por um longo período de marasmo, alternando quedas para a segunda divisão e campanhas medianas na elite. A recuperação da equipe aconteceria somente no século XXI.
Neste novo momento, o primeiro a se destacar foi o brasileiro Júlio Baptista. Contratado do São Paulo para ser volante, o jogador se adaptou à função de meia-atacante e se destacou. Com 38 gols em 63 partidas, ganhou o apelido de “La Bestia” pelo porte físico avantajado.
Com os também brasileiros Daniel Alves, Adriano, Renato e Luís Fabiano, o atacante Kanouté e o meio-campista Maresca, o clube conseguiu o bicampeonato da Copa da UEFA. Essa geração é considerada pela torcida como a mais importante da história do clube.
Uma tragédia, porém, marcou a relação dos jogadores com o clube. No início da atual temporada, o lateral-esquerdo Antonio Puerta morreu em decorrência de uma série de paradas cardíacas durante partida do Sevilla contra o Getafe, pela primeira rodada da competição nacional. Por isso, o clube atua de luto e a torcida faz homenagens ao ídolo a cada partida.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Sevilla é Arza. O jogador, que atuou no clube nas décadas de 1940 e 1950, balançou as redes adversárias em 182 oportunidades, acima de Araujo (139) e Campanal (101).
Arza também é o único jogador na história do Sevilla a conseguir o título de artilheiro do Campeonato Espanhol. Foi na temporada 1954/55, quando marcou 29 gols.
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Oficialmente, o Sevilla surgiu em 1905. Informalmente, porém, sabe-se que atletas da cidade já jogavam futebol, inclusive sob a nomenclatura de Sevilla Foot-Ball Club, desde 1890. Consta que, naquele período, o time disputava freqüentes partidas contra o Recreativo Huelva, criado em 1889 e conhecido como o clube mais antigo da Espanha.
A criação oficial da agremiação, porém, só aconteceria no início do século XX, quando os praticantes de futebol tomaram a iniciativa e fundaram o Sevilla Fot-Ball Club.
Com o advento da formalidade, a equipe recém-criada passou a disputar seus jogos em um mesmo campo. O primeiro foi o “Huerto de la Mariana”, e, posteriormente, o time mandaria suas partidas em San Sebastián.
Nos primeiros anos de sua existência, o Sevilla se ocupou disputando torneios amistosos pela região. Em 1914, fez pela primeira vez o clássico da cidade contra o Betis, e venceu o confronto por 3 a 0.
Aos poucos, o clube ia conseguindo títulos de menor importância, como Copas da Anadaluzia (região onde localiza-se a cidade de Sevilha). Só que, como a presença de público era cada vez maior, fazia-se necessário um novo estádio. Assim, em 1918, o time inaugurou o Reina Victoria.
Ao mesmo tempo, em campo, o Sevilla ia vencendo campeonatos regionais de maneira consecutiva. Entre 1918 e 1920, por exemplo, o time conseguiu o tricampeonato da Copa da Andaluzia.
No começo da década, o sucesso regional rendeu ao clube algumas viagens internacionais e confrontos consecutivos contra potências como o Real Madrid. Em 1922, por exemplo, o Sevilla conseguiu fazer 7 a 0 no Benfica, que na época já era campeão português.
Isso tudo, porém, não evitou que o clube disputasse a segunda divisão do Campeonato Espanhol em sua primeira edição, que aconteceu em 1929. Nos primeiros anos da competição, o time ficou fora da elite pelo regulamento. Depois de vencer seu campeonato, para confirmar o acesso, o Sevilla ainda precisava vencer o último colocado da primeira.
Apenas na temporada 1933/34 o clube conseguiu seu objetivo. Depois de ganhar a segunda divisão com sobras, o Sevilla garantiu vaga na elite graças à ampliação do número de clubes na mesma, que passou de dez para 12.
Em 1935, a equipe conquista o primeiro título de expressão: a Copa da Espanha. O troféu seria mais uma vez vencido em 1939.
O auge da história do clube, porém, aconteceria na temporada 1945/46, quando o Sevilla venceu seu primeiro e único título do Campeonato Espanhol. O troféu veio por apenas um ponto de diferença para o Barcelona, segundo colocado. Dois anos depois, em 1947/48, o time conseguiria sua terceira taça da Copa da Espanha.
Depois desse bom momento, o Sevilla deixou de ficar tanto entre os principais times da Espanha. O pior momento aconteceu na temporada 1967/68, quando deixou a elite do futebol nacional após ser o lanterna do campeonato.
A incursão à segunda divisão, porém, duraria pouco. Logo no ano seguinte, o time sobressaiu-se entre os rivais e conseguiu o acesso. Só que o clube não se recuperou, e voltou a cair em 1971/72. Desta vez, demoraria três temporadas para retornar.
Quando retornou, não caiu mais. Não conseguiu, no entanto, manter o nível de campanhas da década de 1940. Assim, passou os anos 1980 e 1990 sempre no meio da classificação, longe dos primeiros e relativamente próximo do rebaixamento.
E foi justamente um mau momento que reviveu o clube. No fim dos anos 1990, dois rebaixamentos e dois acessos fizeram que o Sevilla entrasse no século XXI mais atento.
Demorou quatro anos, mas o time ganhou uma base e conseguiu, na temporada 2005/06, o seu primeiro troféu continental. Foi a Copa da UEFA, vencida após uma vitória por 4 a 0 sobre o Middlesbrough, da Inglaterra.
O bom momento foi confirmado na temporada 2006/2007, quando o Sevilla repetiu o bom desempenho e venceu novamente a Copa da UEFA e a Copa do Rei, além de ter brigado pelo Campeonato Espanhol até a última temporada.
GRANDES ÍDOLOS
O primeiro grande ídolo do Sevilla foi Enrique Gómez Muñoz, conhecido como Spencer. O atleta, que atuou pelo clube da Andaluzia na década de 1920, foi o primeiro jogador da equipe a ser convocado para a seleção espanhola.
Um problema de saúde, porém, interromperia sua carreira aos 28 anos. Por causa de uma apendicite mal tratada e agravada pelos exercícios físicos constantes, Spencer acabou morrendo em 1926.
Depois dele, quem chamaria a atenção com a camisa do Sevilla seria Campanal. O atacante, que chegou no clube em 1929, começou nos profissionais disputando a segunda divisão. Foi peça fundamental no acesso de 1933/34, marcando 28 gols em 17 partidas.
No ano seguinte, ajudaria a equipe a conquistar seu primeiro título de expressão, a Copa da Espanha. Já no fim da carreira, participou do elenco que conquistou o Campeonato Espanhol em 1945/46.
Esse título, porém, já tinha outra estrela maior. Juan Arza Iñigo, que atuou pelo Sevilla nas décadas de 1940 e 1950, foi o grande jogador do clube naquele ano, marcando 14 gols em 25 jogos. Também participou da Copa da Espanha de 1947/48.
Depois disso, o Sevilla passou por um longo período de marasmo, alternando quedas para a segunda divisão e campanhas medianas na elite. A recuperação da equipe aconteceria somente no século XXI.
Neste novo momento, o primeiro a se destacar foi o brasileiro Júlio Baptista. Contratado do São Paulo para ser volante, o jogador se adaptou à função de meia-atacante e se destacou. Com 38 gols em 63 partidas, ganhou o apelido de “La Bestia” pelo porte físico avantajado.
Com os também brasileiros Daniel Alves, Adriano, Renato e Luís Fabiano, o atacante Kanouté e o meio-campista Maresca, o clube conseguiu o bicampeonato da Copa da UEFA. Essa geração é considerada pela torcida como a mais importante da história do clube.
Uma tragédia, porém, marcou a relação dos jogadores com o clube. No início da atual temporada, o lateral-esquerdo Antonio Puerta morreu em decorrência de uma série de paradas cardíacas durante partida do Sevilla contra o Getafe, pela primeira rodada da competição nacional. Por isso, o clube atua de luto e a torcida faz homenagens ao ídolo a cada partida.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Sevilla é Arza. O jogador, que atuou no clube nas décadas de 1940 e 1950, balançou as redes adversárias em 182 oportunidades, acima de Araujo (139) e Campanal (101).
Arza também é o único jogador na história do Sevilla a conseguir o título de artilheiro do Campeonato Espanhol. Foi na temporada 1954/55, quando marcou 29 gols.
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