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Campeonato Espanhol - Valencia :: Voltar
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HISTÓRIA
A história do Valencia começa em 1919, mais precisamente em um bar, quando um grupo de praticantes de futebol (esporte que na época já era razoavelmente conhecido não só na cidade como em todo o país) decidiu criar um clube.
O detalhe mais curioso é como foi escolhido o primeiro presidente. Octavio Augusto Milego Díaz venceu a “eleição” contra Gonzalo Medina Pernás em uma disputa de azar com uma moeda. Na época, o Valencia Clúb de Fútbol surgia como uma força emergente na cidade, que já tinha Levante, Valencia (outro clube) e Gimnástic como principais equipes.
Logo em 1923, o clube conseguiu o estádio que utiliza até hoje para mandar seus jogos, o Mestalla. Na ocasião, a diretoria comprou o terreno e logo inaugurou sua praça de disputas futebolísticas.
Os desempenhos abaixo da média em torneios regionais deixaram o Valencia fora da primeira divisão do Campeonato Espanhol, e a briga do time por um lugar na elite durou algum tempo. Na temporada 1931/32, o time conseguiu ficar entre os melhores, quando foi o sétimo da divisão principal.
A ascensão seria duradoura. O clube manteve-se vivo com campanhas medianas nos anos 1930, e começou a crescer na década de 40. Logo na temporada 1940/41, veio o primeiro grande título da história, a Copa da Espanha. No ano seguinte, a inédita conquista até então do Campeonato Espanhol, e, duas temporadas depois, o segundo troféu nacional consolidaria a força do Valencia em seu país. Em 1946/47, viria o terceiro título.
Daí até a primeira metade da década de 1950, o clube não repetiu os títulos, mas se manteve sempre entre os melhores, assustando os grandes e se aproximando cada vez mais dos troféus.
Nos anos 60, já consolidado como força do país ibérico, o Valencia buscou afirmar-se no continente. Ganhou títulos de torneios amistosos na Europa, como a Copa de Férias, ao mesmo tempo em que não ia bem no torneio nacional.
A recuperação caseira, porém, viria no início da década de 70, com o argentino naturalizado espanhol Alfredo di Stéfano como treinador. Logo na primeira temporada no clube, o ex-meia levou o Valencia ao seu quarto título do Campeonato Espanhol, na temporada 1970/71.
Na segunda metade da década, um outro argentino cavaria seu espaço no clube, o atacante Mario Kempes. Contratado em 1976/77, o jogador, que seria campeão do mundo com seu país, ajudou a equipe a conquistar a Recopa de 1978/79 na final contra o Arsenal.
Paradoxalmente, logo depois dessas temporadas de sucesso o Valencia passou por um momento complicado em sua história, caindo para a segunda divisão pela primeira vez desde o acesso na década de 1930. O calvário, no entanto, duraria apenas uma temporada. Logo no ano seguinte, o Valencia retornou, e por mais um período conseguiu manter-se entre os principais clubes do país.
O fim do ano de 1999 e o começo do século XXI marcariam o melhor momento da história do Valencia. Com um time cheio de estrelas, o clube conseguiu dois títulos do Campeonato Espanhol (2001/02 e 2003/04) e dois vice-campeonatos da Liga dos Campeões (1999/00 e 2000/01). Além disso, o Valencia obteve também a taça da Copa da UEFA. Foi na temporada 2003/04, quando derrotou o Olympique de Marselha por 2 a 0, em Gotemburgo, na Suécia.
GRANDES ÍDOLOS
Apesar de ter sido criado em uma cidade que já tinha clubes de futebol, com o tempo o Valencia firmou-se não apenas regionalmente, mas também transformou-se em um dos grandes da Espanha.
A primeira geração de brilho do clube foi na década de 40, quando o time conseguiu três títulos nacionais. Na época, o destaque era o ataque elétrico (ou “la delantera elétrica”), encabeçado por Edmundo Suárez, o Mundo. O atleta defendeu o time da temporada 1939/40 até 1949/50 - conquistou três Campeonatos Espanhóis, foi artilheiro em duas oportunidades (1941/42 e 1943/44) e, no total, marcou 269 gols em 287 partidas. Com isso, é o maior artilheiro da história do clube
Ao seu lado, destacava-se o também atacante Gorostiza. O jogador, que já havia ido bem nas primeiras edições do Espanhol com a camisa do Athletic de Bilbao, destacou-se no Valencia e conquistou os troféus em 1941/42 e 1943/44.
Na meia, junto com os dois, estava o armador Epi. O atleta ficou de 1940/41 a 1948/49 no clube, e participou da conquista dos três títulos nacionais. Logo depois dessa fase de glórias, o Valencia começou a dar espaço para o meio-campista Antonio Puchades, que em breve se tornaria um dos maiores nomes da história do clube, comandando o time em toda a década de 50. Seu melhor companheiro foi Juan Carlos Quinconces. Também meio-campista, defendeu o Valencia de 1953/54 a 1963/64, e ajudou o clube a conquistar duas Copas de Férias, torneios amistosos internacionais que marcaram a história de competições continentais do clube.
Já na década de 1960, o grande ídolo valenciano foi o brasileiro Waldo. Ex-Fluminense, o atacante chegou em 1961/62 e marcou época no setor ofensivo do time. Apesar de não ter conquistado nenhum título, conseguiu sagrar-se artilheiro do Espanhol na temporada 1966/67.
Todos esses gols, porém, não garantiram o quarto título do certame nacional. Em 1970/71, sob o comando de Alfredo di Stéfano, a equipe teve Claramunt como estrela principal. Ele chamava atenção também pela liderança. Foi o primeiro atleta do Valencia a vestir a tarja de capitão da seleção nacional.
Na segunda metade da década de 70, o Valencia teria um novo ídolo, vindo da Argentina. Tratava-se do atacante Mario Kempes, que chegou ao clube em 1976/77, e alcançou o auge de sua carreira por lá mesmo. Estava no Valencia quando ajudou seu país natal a levantar sua primeira Copa do Mundo, em 1978, na Argentina. Pelo time espanhol, venceu a Recopa de 1979/80 contra o Arsenal e ainda sagrou-se artilheiro do Campeonato Espanhol em 1976/77 e 1977/78.
Ao seu lado estava Arias. O zagueiro tornou-se lenda no Valencia pela longevidade. Ficou no clube de 1976/77 a 1991/92, disputando um total de 15 temporadas na primeira divisão do Campeonato Espanhol.
Depois disso, vieram os heróis do fim da década de 90. Um deles foi o meia Gaizka Mendieta. Capitão e principal homem de armação do time que foi duas vezes vice-campeão da Liga dos Campeões, o atleta ainda ganhou notoriedade vestindo a camisa da seleção espanhola. Nesse período, um outro brasileiro chegou a brilhar. O lateral Fábio Aurélio, que foi revelado pelo São Paulo, decidiu o título do Campeonato Espanhol a favor do Valencia ao marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Málaga na temporada 2001/02, que definiu o certame.
O maior de todos eles, porém, estava debaixo das traves. Santiago Cañizares, depois de passagens sem muito sucesso por Celta de Vigo e Real Madrid, chegou ao Valencia em 1998/99 e está lá até hoje. Participou dos dois títulos nacionais do século XXI, da Copa da UEFA de 2003/04 e também dos vice-campeonatos da Liga dos Campeões, sempre com destaque.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Valencia é o atacante Edmundo Suárez. Conhecido como “Mundo”, ele defendeu o clube na década de 1940 e participou da conquista dos três primeiros títulos espanhóis do time, nas temporadas 1941/42, 1943/44 e 1946/47.
Ao todo, Suárez marcou 269 gols em 287 partidas, com média de pouco mais de um por jogo. É também o quinto maior artilheiro do Campeonato Espanhol, atrás apenas de Telmo Zarra, Alfredo di Stéfano, Lángara e Ferénc Puskas.
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A história do Valencia começa em 1919, mais precisamente em um bar, quando um grupo de praticantes de futebol (esporte que na época já era razoavelmente conhecido não só na cidade como em todo o país) decidiu criar um clube.
O detalhe mais curioso é como foi escolhido o primeiro presidente. Octavio Augusto Milego Díaz venceu a “eleição” contra Gonzalo Medina Pernás em uma disputa de azar com uma moeda. Na época, o Valencia Clúb de Fútbol surgia como uma força emergente na cidade, que já tinha Levante, Valencia (outro clube) e Gimnástic como principais equipes.
Logo em 1923, o clube conseguiu o estádio que utiliza até hoje para mandar seus jogos, o Mestalla. Na ocasião, a diretoria comprou o terreno e logo inaugurou sua praça de disputas futebolísticas.
Os desempenhos abaixo da média em torneios regionais deixaram o Valencia fora da primeira divisão do Campeonato Espanhol, e a briga do time por um lugar na elite durou algum tempo. Na temporada 1931/32, o time conseguiu ficar entre os melhores, quando foi o sétimo da divisão principal.
A ascensão seria duradoura. O clube manteve-se vivo com campanhas medianas nos anos 1930, e começou a crescer na década de 40. Logo na temporada 1940/41, veio o primeiro grande título da história, a Copa da Espanha. No ano seguinte, a inédita conquista até então do Campeonato Espanhol, e, duas temporadas depois, o segundo troféu nacional consolidaria a força do Valencia em seu país. Em 1946/47, viria o terceiro título.
Daí até a primeira metade da década de 1950, o clube não repetiu os títulos, mas se manteve sempre entre os melhores, assustando os grandes e se aproximando cada vez mais dos troféus.
Nos anos 60, já consolidado como força do país ibérico, o Valencia buscou afirmar-se no continente. Ganhou títulos de torneios amistosos na Europa, como a Copa de Férias, ao mesmo tempo em que não ia bem no torneio nacional.
A recuperação caseira, porém, viria no início da década de 70, com o argentino naturalizado espanhol Alfredo di Stéfano como treinador. Logo na primeira temporada no clube, o ex-meia levou o Valencia ao seu quarto título do Campeonato Espanhol, na temporada 1970/71.
Na segunda metade da década, um outro argentino cavaria seu espaço no clube, o atacante Mario Kempes. Contratado em 1976/77, o jogador, que seria campeão do mundo com seu país, ajudou a equipe a conquistar a Recopa de 1978/79 na final contra o Arsenal.
Paradoxalmente, logo depois dessas temporadas de sucesso o Valencia passou por um momento complicado em sua história, caindo para a segunda divisão pela primeira vez desde o acesso na década de 1930. O calvário, no entanto, duraria apenas uma temporada. Logo no ano seguinte, o Valencia retornou, e por mais um período conseguiu manter-se entre os principais clubes do país.
O fim do ano de 1999 e o começo do século XXI marcariam o melhor momento da história do Valencia. Com um time cheio de estrelas, o clube conseguiu dois títulos do Campeonato Espanhol (2001/02 e 2003/04) e dois vice-campeonatos da Liga dos Campeões (1999/00 e 2000/01). Além disso, o Valencia obteve também a taça da Copa da UEFA. Foi na temporada 2003/04, quando derrotou o Olympique de Marselha por 2 a 0, em Gotemburgo, na Suécia.
GRANDES ÍDOLOS
Apesar de ter sido criado em uma cidade que já tinha clubes de futebol, com o tempo o Valencia firmou-se não apenas regionalmente, mas também transformou-se em um dos grandes da Espanha.
A primeira geração de brilho do clube foi na década de 40, quando o time conseguiu três títulos nacionais. Na época, o destaque era o ataque elétrico (ou “la delantera elétrica”), encabeçado por Edmundo Suárez, o Mundo. O atleta defendeu o time da temporada 1939/40 até 1949/50 - conquistou três Campeonatos Espanhóis, foi artilheiro em duas oportunidades (1941/42 e 1943/44) e, no total, marcou 269 gols em 287 partidas. Com isso, é o maior artilheiro da história do clube
Ao seu lado, destacava-se o também atacante Gorostiza. O jogador, que já havia ido bem nas primeiras edições do Espanhol com a camisa do Athletic de Bilbao, destacou-se no Valencia e conquistou os troféus em 1941/42 e 1943/44.
Na meia, junto com os dois, estava o armador Epi. O atleta ficou de 1940/41 a 1948/49 no clube, e participou da conquista dos três títulos nacionais. Logo depois dessa fase de glórias, o Valencia começou a dar espaço para o meio-campista Antonio Puchades, que em breve se tornaria um dos maiores nomes da história do clube, comandando o time em toda a década de 50. Seu melhor companheiro foi Juan Carlos Quinconces. Também meio-campista, defendeu o Valencia de 1953/54 a 1963/64, e ajudou o clube a conquistar duas Copas de Férias, torneios amistosos internacionais que marcaram a história de competições continentais do clube.
Já na década de 1960, o grande ídolo valenciano foi o brasileiro Waldo. Ex-Fluminense, o atacante chegou em 1961/62 e marcou época no setor ofensivo do time. Apesar de não ter conquistado nenhum título, conseguiu sagrar-se artilheiro do Espanhol na temporada 1966/67.
Todos esses gols, porém, não garantiram o quarto título do certame nacional. Em 1970/71, sob o comando de Alfredo di Stéfano, a equipe teve Claramunt como estrela principal. Ele chamava atenção também pela liderança. Foi o primeiro atleta do Valencia a vestir a tarja de capitão da seleção nacional.
Na segunda metade da década de 70, o Valencia teria um novo ídolo, vindo da Argentina. Tratava-se do atacante Mario Kempes, que chegou ao clube em 1976/77, e alcançou o auge de sua carreira por lá mesmo. Estava no Valencia quando ajudou seu país natal a levantar sua primeira Copa do Mundo, em 1978, na Argentina. Pelo time espanhol, venceu a Recopa de 1979/80 contra o Arsenal e ainda sagrou-se artilheiro do Campeonato Espanhol em 1976/77 e 1977/78.
Ao seu lado estava Arias. O zagueiro tornou-se lenda no Valencia pela longevidade. Ficou no clube de 1976/77 a 1991/92, disputando um total de 15 temporadas na primeira divisão do Campeonato Espanhol.
Depois disso, vieram os heróis do fim da década de 90. Um deles foi o meia Gaizka Mendieta. Capitão e principal homem de armação do time que foi duas vezes vice-campeão da Liga dos Campeões, o atleta ainda ganhou notoriedade vestindo a camisa da seleção espanhola. Nesse período, um outro brasileiro chegou a brilhar. O lateral Fábio Aurélio, que foi revelado pelo São Paulo, decidiu o título do Campeonato Espanhol a favor do Valencia ao marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Málaga na temporada 2001/02, que definiu o certame.
O maior de todos eles, porém, estava debaixo das traves. Santiago Cañizares, depois de passagens sem muito sucesso por Celta de Vigo e Real Madrid, chegou ao Valencia em 1998/99 e está lá até hoje. Participou dos dois títulos nacionais do século XXI, da Copa da UEFA de 2003/04 e também dos vice-campeonatos da Liga dos Campeões, sempre com destaque.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro da história do Valencia é o atacante Edmundo Suárez. Conhecido como “Mundo”, ele defendeu o clube na década de 1940 e participou da conquista dos três primeiros títulos espanhóis do time, nas temporadas 1941/42, 1943/44 e 1946/47.
Ao todo, Suárez marcou 269 gols em 287 partidas, com média de pouco mais de um por jogo. É também o quinto maior artilheiro do Campeonato Espanhol, atrás apenas de Telmo Zarra, Alfredo di Stéfano, Lángara e Ferénc Puskas.
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