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Campeonato Carioca - América :: Voltar
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HISTÓRIA
O América nasceu da dissidência com o Clube Atlético da Tijuca. Após a discordância, Alfredo Mohrstedt reuniu, no dia 18 de setembro de 1904, em sua casa, ex-dirigentes do clube: Oswaldo Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Guilherme Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado. Nascia ali o América Football Club, nome dado em homenagem ao continente como um todo.
O primeiro jogo oficial foi travado contra o Bangu, perdendo por 6 a 1. O inexperiente time foi facilmente derrotado, mas ali o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira de Castro marcou o primeiro gol da história americana.
A história do uniforme do América tem uma peculiaridade. Da fundação até 1908, a equipe vestia camisas e meiões pretos, calções e gravata brancos. A camisa apresentava ainda sete botões, dois no colarinho e cinco na camisa, uma homenagem aos seus sete fundadores. Posteriormente, o jogador, técnico e dirigente Belfort Duarte adotou o uniforme rubro.
Os títulos mais importantes da agremiação são os campeonatos estaduais, e o seu primeiro foi conquistado em 1913. Nesta campanha, o América somou mais pontos nos dois turnos e foi o campeão. Uma curiosidade marcou este título: a força dos cartolas americanos.
No segundo turno, o time se recusou a enfrentar o São Cristóvão em terreno público, em um campo sem cercas, na Praça General Deodoro, atual estádio do adversário. A liga aceitou os argumentos e jogo foi transferido para o dia 23 de novembro.
Um simples empate consagraria o Alvirubro, mas o time perdeu por 1 a 0. Os dirigentes americanos conseguiram comprovar que o oponente atuou com um atleta que não estava inscrito, anulando a partida. Finalmente, no dia 30 do mesmo mês, outra disputa é marcada para as Laranjeiras e, finalmente, o América consegue seu primeiro título.
O segundo título americano ocorreu em 1916, quando o clube novamente conseguiu somar mais pontos que seus adversários. O vencedor de 1922 teria o charme de ser conhecido como "o campeão do centenário da independência do Brasil". Neste ano, o América conseguiu o feito, liderado por Osvaldinho, um meio-campo de estilo clássico, cuja elegância dentro e fora de campo lhe renderam o apelido de “Divina Dama”. Até hoje ele é considerado o melhor jogador da história do alvirrubro.
O Divina Dama, ao lado de Pennaforte e Floriano, conquistou em 1928 outro título estadual para o clube. O quinto Campeonato Carioca do América, em 1931, ocorreu em uma competição muito confusa, na qual o Botafogo ameaçou sair. Na rodada final, o Vasco possuía um ponto a mais que os americanos. A vitória só foi confirmada quando a equipe rubra bateu o Bonsucesso e o os cruzmaltinos perderam para o Botafogo por 3 a 0.
Em 1935, houve dois campeões cariocas, o Botafogo e América. O alvinegro pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos, a FMD, e o América pela Liga Carioca de Football,a LCF. Sem Botafogo, Vasco, São Cristóvão e Bangu, o time americano conseguiu seu título batendo Fluminense e Flamengo, mas isso aconteceu de forma surpreendente, pois se encontrava em uma grande crise financeira. A equipe deste ano ficou conhecida como “Tico-Tico no Fubá”.
Um dos feitos lembrados pelos torcedores do América foi o jogo contra o Peñarol, time base da seleção uruguaia campeã da Copa do Mundo de 1950, em 1951. No dia 18 de julho, o estádio Centenário recebeu o alvirrubro em um jogo festivo para comemorar o feito. Os torcedores e jogadores do Peñarol acreditavam em uma vitória fácil, o que não ocorreu. Os cariocas lutaram bravamente e conseguiram vencer por 3 a 1.
Após 15 anos, o América ergueu sua última taça do Campeonato Carioca. A competição desta vez reunia os principais clubes do estado. Após muitos vices, os americanos, liderados pelo jovem técnico Jorge Vieira, 24 anos, puseram fim no longo período de jejum em 1960.
A equipe chegou perto novamente em 1971, quando conseguiu a Taça Guanabara, o título do primeiro turno, e em 1982, quando, liderados por Edu, conquistou a Taça Rio, o segundo turno da competição. Porém, não teve sucesso na final.
Em 1986, o clube chegou até a semifinal do Brasileirão, sendo eliminado pelo São Paulo. Foi a melhor campanha da agremiação na competição nacional. Depois, a última vez que o América participou da elite foi em 1988.
A partir daí, o time teve uma década desastrosa em 1990, quando apenas lutou para permanecer na elite do futebol fluminense. Nos últimos anos, contudo, já atuando em seu estádio na Baixada Fluminense – Giulite Coutinho, tem feito boas campanhas, tendo sido finalista de turno em 2006 e 2007. Nos dois anos participou da Série C do Nacional e luta para conseguir vaga na segunda divisão do Brasileiro.
Em 2008, o América não obteve uma boa campanha na série A do Campeonato Estadual do Rio e, ao lado do Cardoso Moreira, acabou caindo e disputará a série B em 2009.
GRANDES ÍDOLOS
Amilcar Teixeira de Castro pode ser considerado o primeiro ídolo do América. Além de marcar o primeiro gol da história do clube, em uma época de pioneirismo, Amilcar foi o responsável por treinar e ensinar aos jogadores os princípios básicos do esporte.
Belfort Duarte também foi outro astro americano e ajudou o clube na sua caminhada inicial. Nascido em São Luiz-MA, Belfort foi jogador, técnico e diretor geral do futebol. Em sua administração linha-dura, proibia jogadores boêmios e permitiu o ingresso do primeiro atleta negro no time. Ele também foi o responsável por implementar o uniforme vermelho no lugar do então preto. O maranhense conquistou o primeiro título carioca do América.
Claudionor de Souza Lemos, mais conhecido como Alemão, também teve uma bela carreira na agremiação. Ele foi um meia muito habilidoso, um dos melhores do seu tempo, ajudando na conquista do Campeonato Carioca de 1931. Foi o responsável, desta vez como dirigente, por sanar uma grande crise financeira que reinava no clube em 1946. Este grande feito foi conseguido em apenas nove meses de gestão.
A elegância dentro e fora de campo e a habilidade renderam a Osvaldo Mello, o Osvaldinho, o apelido de Divina Dama. Ele foi ponto de referência do América por muitos anos, acumulando títulos como os cariocas de 1922 e 1928. Por muitos é considerado o maior jogador da história do clube.
Por sinal, o time de 1928 foi um dos mais fortes já formados. Além do Divina Dama, o elenco contava com o defensor Orlando Pennaforte de Araújo, o Pennaforte. Este ajudou o time nas conquistas de 1928 e 1931. Juntamente com eles, Joel, Hildegardo, Hermógenes, Valter, Floriano, Gilberto, Mário Pinto, Ondino, Mineiro e Miro integraram este time memorável.
Mais recentemente, o América não conseguiu repetir os feitos do passado, mas contou com alguns ídolos. O irmão de Zico, Edu Coimbra, sem dúvida foi o grande destaque do time nas décadas de 1960 e 1970. Ele ajudou o time na conquista da Taça Guanabara, em 1974 e, por sua habilidade, dribles curtos e passes precisos, é lembrado como um dos maiores jogadores da história do clube. Na sua trajetória, marcou 212 gols com a camisa vermelha americana.
No entanto, a artilharia do América fica por conta de Luíz Alberto da Silva, o Luizinho Tombo. O centroavante, americano assumido, teve passagens pelo clube entre 1973-74 e 1982-84. No total, marcou 311 gols, acumulando os títulos do Torneio dos Campeões em 1982, da Taça Guanabara de 1974 e da Taça Rio em 1982.
O último jogador a se projetar como ídolo foi o veterano Válber. Após passagens pela seleção e jogar por muitos clubes, em 2006 chegou ao América a convite do então treinador Jorginho. Seu carisma, sua habilidade e liderança o tornaram uma figura fundamental nestes últimos anos.
ARTILHEIROS
Com 311 gols, Luizinho Tombo reinou como o maior matador da história da agremiação. Ao lado do segundo maior goleador do clube, Edu Coimbra, formou o grupo que conquistou depois de muito tempo um título expressivo para o time, a Taça Guanabara em 1974. Seus gols foram fundamentais também nas conquistas do Torneio dos Campeões em 1982 e da Taça Rio, em 1982.
Americano assumido, Luizinho passou por diversos clubes do Brasil como Flamengo, Botafogo, Internacional e Palmeiras. No exterior, rodou por equipes da Espanha, México e Catar. Por duas vezes firmou-se como artilheiro do estadual, em 1974 e 1983, atuando pelo América em ambas.
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O América nasceu da dissidência com o Clube Atlético da Tijuca. Após a discordância, Alfredo Mohrstedt reuniu, no dia 18 de setembro de 1904, em sua casa, ex-dirigentes do clube: Oswaldo Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Guilherme Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado. Nascia ali o América Football Club, nome dado em homenagem ao continente como um todo.
O primeiro jogo oficial foi travado contra o Bangu, perdendo por 6 a 1. O inexperiente time foi facilmente derrotado, mas ali o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira de Castro marcou o primeiro gol da história americana.
A história do uniforme do América tem uma peculiaridade. Da fundação até 1908, a equipe vestia camisas e meiões pretos, calções e gravata brancos. A camisa apresentava ainda sete botões, dois no colarinho e cinco na camisa, uma homenagem aos seus sete fundadores. Posteriormente, o jogador, técnico e dirigente Belfort Duarte adotou o uniforme rubro.
Os títulos mais importantes da agremiação são os campeonatos estaduais, e o seu primeiro foi conquistado em 1913. Nesta campanha, o América somou mais pontos nos dois turnos e foi o campeão. Uma curiosidade marcou este título: a força dos cartolas americanos.
No segundo turno, o time se recusou a enfrentar o São Cristóvão em terreno público, em um campo sem cercas, na Praça General Deodoro, atual estádio do adversário. A liga aceitou os argumentos e jogo foi transferido para o dia 23 de novembro.
Um simples empate consagraria o Alvirubro, mas o time perdeu por 1 a 0. Os dirigentes americanos conseguiram comprovar que o oponente atuou com um atleta que não estava inscrito, anulando a partida. Finalmente, no dia 30 do mesmo mês, outra disputa é marcada para as Laranjeiras e, finalmente, o América consegue seu primeiro título.
O segundo título americano ocorreu em 1916, quando o clube novamente conseguiu somar mais pontos que seus adversários. O vencedor de 1922 teria o charme de ser conhecido como "o campeão do centenário da independência do Brasil". Neste ano, o América conseguiu o feito, liderado por Osvaldinho, um meio-campo de estilo clássico, cuja elegância dentro e fora de campo lhe renderam o apelido de “Divina Dama”. Até hoje ele é considerado o melhor jogador da história do alvirrubro.
O Divina Dama, ao lado de Pennaforte e Floriano, conquistou em 1928 outro título estadual para o clube. O quinto Campeonato Carioca do América, em 1931, ocorreu em uma competição muito confusa, na qual o Botafogo ameaçou sair. Na rodada final, o Vasco possuía um ponto a mais que os americanos. A vitória só foi confirmada quando a equipe rubra bateu o Bonsucesso e o os cruzmaltinos perderam para o Botafogo por 3 a 0.
Em 1935, houve dois campeões cariocas, o Botafogo e América. O alvinegro pela recém-criada Federação Metropolitana de Desportos, a FMD, e o América pela Liga Carioca de Football,a LCF. Sem Botafogo, Vasco, São Cristóvão e Bangu, o time americano conseguiu seu título batendo Fluminense e Flamengo, mas isso aconteceu de forma surpreendente, pois se encontrava em uma grande crise financeira. A equipe deste ano ficou conhecida como “Tico-Tico no Fubá”.
Um dos feitos lembrados pelos torcedores do América foi o jogo contra o Peñarol, time base da seleção uruguaia campeã da Copa do Mundo de 1950, em 1951. No dia 18 de julho, o estádio Centenário recebeu o alvirrubro em um jogo festivo para comemorar o feito. Os torcedores e jogadores do Peñarol acreditavam em uma vitória fácil, o que não ocorreu. Os cariocas lutaram bravamente e conseguiram vencer por 3 a 1.
Após 15 anos, o América ergueu sua última taça do Campeonato Carioca. A competição desta vez reunia os principais clubes do estado. Após muitos vices, os americanos, liderados pelo jovem técnico Jorge Vieira, 24 anos, puseram fim no longo período de jejum em 1960.
A equipe chegou perto novamente em 1971, quando conseguiu a Taça Guanabara, o título do primeiro turno, e em 1982, quando, liderados por Edu, conquistou a Taça Rio, o segundo turno da competição. Porém, não teve sucesso na final.
Em 1986, o clube chegou até a semifinal do Brasileirão, sendo eliminado pelo São Paulo. Foi a melhor campanha da agremiação na competição nacional. Depois, a última vez que o América participou da elite foi em 1988.
A partir daí, o time teve uma década desastrosa em 1990, quando apenas lutou para permanecer na elite do futebol fluminense. Nos últimos anos, contudo, já atuando em seu estádio na Baixada Fluminense – Giulite Coutinho, tem feito boas campanhas, tendo sido finalista de turno em 2006 e 2007. Nos dois anos participou da Série C do Nacional e luta para conseguir vaga na segunda divisão do Brasileiro.
Em 2008, o América não obteve uma boa campanha na série A do Campeonato Estadual do Rio e, ao lado do Cardoso Moreira, acabou caindo e disputará a série B em 2009.
GRANDES ÍDOLOS
Amilcar Teixeira de Castro pode ser considerado o primeiro ídolo do América. Além de marcar o primeiro gol da história do clube, em uma época de pioneirismo, Amilcar foi o responsável por treinar e ensinar aos jogadores os princípios básicos do esporte.
Belfort Duarte também foi outro astro americano e ajudou o clube na sua caminhada inicial. Nascido em São Luiz-MA, Belfort foi jogador, técnico e diretor geral do futebol. Em sua administração linha-dura, proibia jogadores boêmios e permitiu o ingresso do primeiro atleta negro no time. Ele também foi o responsável por implementar o uniforme vermelho no lugar do então preto. O maranhense conquistou o primeiro título carioca do América.
Claudionor de Souza Lemos, mais conhecido como Alemão, também teve uma bela carreira na agremiação. Ele foi um meia muito habilidoso, um dos melhores do seu tempo, ajudando na conquista do Campeonato Carioca de 1931. Foi o responsável, desta vez como dirigente, por sanar uma grande crise financeira que reinava no clube em 1946. Este grande feito foi conseguido em apenas nove meses de gestão.
A elegância dentro e fora de campo e a habilidade renderam a Osvaldo Mello, o Osvaldinho, o apelido de Divina Dama. Ele foi ponto de referência do América por muitos anos, acumulando títulos como os cariocas de 1922 e 1928. Por muitos é considerado o maior jogador da história do clube.
Por sinal, o time de 1928 foi um dos mais fortes já formados. Além do Divina Dama, o elenco contava com o defensor Orlando Pennaforte de Araújo, o Pennaforte. Este ajudou o time nas conquistas de 1928 e 1931. Juntamente com eles, Joel, Hildegardo, Hermógenes, Valter, Floriano, Gilberto, Mário Pinto, Ondino, Mineiro e Miro integraram este time memorável.
Mais recentemente, o América não conseguiu repetir os feitos do passado, mas contou com alguns ídolos. O irmão de Zico, Edu Coimbra, sem dúvida foi o grande destaque do time nas décadas de 1960 e 1970. Ele ajudou o time na conquista da Taça Guanabara, em 1974 e, por sua habilidade, dribles curtos e passes precisos, é lembrado como um dos maiores jogadores da história do clube. Na sua trajetória, marcou 212 gols com a camisa vermelha americana.
No entanto, a artilharia do América fica por conta de Luíz Alberto da Silva, o Luizinho Tombo. O centroavante, americano assumido, teve passagens pelo clube entre 1973-74 e 1982-84. No total, marcou 311 gols, acumulando os títulos do Torneio dos Campeões em 1982, da Taça Guanabara de 1974 e da Taça Rio em 1982.
O último jogador a se projetar como ídolo foi o veterano Válber. Após passagens pela seleção e jogar por muitos clubes, em 2006 chegou ao América a convite do então treinador Jorginho. Seu carisma, sua habilidade e liderança o tornaram uma figura fundamental nestes últimos anos.
ARTILHEIROS
Com 311 gols, Luizinho Tombo reinou como o maior matador da história da agremiação. Ao lado do segundo maior goleador do clube, Edu Coimbra, formou o grupo que conquistou depois de muito tempo um título expressivo para o time, a Taça Guanabara em 1974. Seus gols foram fundamentais também nas conquistas do Torneio dos Campeões em 1982 e da Taça Rio, em 1982.
Americano assumido, Luizinho passou por diversos clubes do Brasil como Flamengo, Botafogo, Internacional e Palmeiras. No exterior, rodou por equipes da Espanha, México e Catar. Por duas vezes firmou-se como artilheiro do estadual, em 1974 e 1983, atuando pelo América em ambas.
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