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Campeonato Mineiro - Atlético Mineiro :: Voltar

HISTÓRIA

Fundado em 1908 por um grupo de estudantes, o atual Clube Atlético Mineiro, à época Athlético Mineiro Football Club, é um dos maiores clubes de futebol de Minas Gerais e também do país. No âmbito estadual, é uma das principais potências desde a sua criação.

Prova disso é que o primeiro jogo do clube foi logo contra o Sport, melhor time de Belo Horizonte do começo do século 20. Com uma vitória por 3 a 0, o Alvinegro começou a escrever sua história rica em conquistas e ídolos. As primeiras vieram na década de 10. Em 1915, foi disputado o primeiro Campeonato da Cidade, competição que equivalia a um Estadual, e o Atlético sagrou-se campeão, vencendo o América na decisão.

O Alviverde, aliás, seria o principal adversário do Galo na primeira metade do século, quando o Cruzeiro, atual arqui-rival, era apenas um sonho. Depois de estrear o lugar mais alto do pódio mineiro, o Atlético assistiu ao desfile de conquistas do América. Foram dez na seqüência (inédita até hoje), quebrada justamente pela equipe alvinegra em 1926, que começava a montar seu primeiro grande esquadrão.

Com Said, Jairo e Mário de Castro, o Galo venceu ainda os campeonatos de 1927 e 1931. Este último ainda deu ao clube uma glória individual única. Foi o primeiro atleta chamado à seleção brasileira em atuação por um clube fora do eixo Rio-São Paulo. Para aumentar ainda mais sua identificação com a torcida (que já era grande à época), recusou o convite, por só querer vestir a camisa atleticana.

As arquibancadas foram ao delírio. Elas eram, e são, aliás, um capítulo à parte na história da agremiação. Ao contrário do padrão em tempos de profissionalização do futebol, o Galo procurava não ser elitista. Tentava sempre agradar a todas as classes sociais e, por isso, ficou famoso por ser o time do povo em Minas Gerais.

Para a consolidação dessa posição ser completa, bastavam os títulos, que chegaram. Só na década de 1930 foram cinco (1931, 1932, 1936, 1938 e 1939), com Kafunga e Guará no comando da equipe. Além disso, venceu um dos primeiros torneios nacionais que já existiu. Foi a Copa dos Campeões do Brasil, em 1937, que reuniu os vencedores de Estaduais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Com o América em crise, com jejum de títulos, e o Cruzeiro começando a crescer, o Atlético era o maior time de Minas Gerais já no início da década de 40.

Naquele período, venceu mais seis Estaduais (1941, 1942, 1946, 1947, 1949 e 1950), contra três do Cruzeiro (1943 a 1945) e apenas um do América (1948). Os ídolos eram vários. Lero, Tião e Nívio garantiam as alegrias.

O auge veio em 1950. Consolidado como potência, foi à Europa para o Torneio de Inverno da Alemanha, que incluía Munich 1860, Hamburgo e Werder Bremen. Com vitória em terras germânicas e triunfos contra times de França, Luxemburgo, Áustria e Bélgica, o Atlético voltou como “Campeão do Gelo”, em referência ao clima sob o qual as partidas foram disputadas. A “taça” simbólica está presente no hino da agremiação.

Na seqüência, de volta ao território nacional, o Galo foi pentacampeão mineiro, entre 1952 e 1956, com Tomazinho, Ubaldo e Vavá na equipe. O Atlético, absoluto no Estado até então, começava a ver o rival Cruzeiro crescer em termos de conquistas. Muito se fala sobre o crescimento celeste a partir de 1965, quando foi inaugurado o Mineirão.

Antes disso, porém, o futebol nas Alterosas já era equilibrado. Mais precisamente desde 1958, quando o Estadual deixou de ser conhecido como Campeonato da Cidade passando a Campeonato Mineiro. Dali até 1965 foram três conquistas de cada lado, e um tri para a Raposa. Afirmava-se, então, uma poderosa rivalidade, que hoje é uma das maiores do país.

Na década de 1960, enquanto o Cruzeiro montava o melhor time de sua história, o Atlético aguardava o momento certo para dar o bote. Com Dadá Maravilha, Grapete e Humberto Ramos no elenco, o Galo conseguiu uma façanha em 1969, ao bater a seleção brasileira que viria a ser campeã mundial no ano seguinte, com Pelé, Tostão, Gérson, Rivellino e Jairzinho em campo, em um amistoso por 2 a 1, com gols de Amauri de Dadá.

Era o prenúncio do que viria logo a seguir. Em 1971, no primeiro Campeonato Brasileiro organizado no país com esse nome, o Atlético sagrou-se vencedor, ao bater São Paulo e Botafogo em um triangular final, com Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros da história do clube, como principal expoente.

Há quem diga, porém, que esse não foi o principal acontecimento alvinegro em 1971. É lógico que esse é um exagero, mas a subida de Reinaldo aos profissionais deve ser relembrada com carinho. O maior jogador que já vestiu a camisa alvinegra começou naquela temporada sua trajetória vitoriosa.

Ao longo dos anos 70, faria parte da montagem de um time preparado para vencer, que quase conquistaria novamente o Brasil em 1977. Depois de uma campanha quase impecável, invicta, o Galo de João Leite, Luizinho e Toninho Cerezo perderia a final do Nacional nos pênaltis para um guerreiro São Paulo.

Era apenas a primeira das decepções. Em 1980, o Atlético-MG, com Éder somado ao time de 1977, foi à decisão contra o Flamengo, de Zico, Júnior, Adílio, Andrade, Leandro e Nunes. Depois de vencer no Mineirão por 1 a 0, o Galo foi ao Rio de Janeiro e perdeu por 3 a 2, ficando mais uma vez com o vice.

Como consolação, o domínio estadual. Na sua época de ouro, o Alvinegro venceu o Mineiro seis vezes seguidas, entre 1978 e 1983. Também subiu ao lugar mais alto do pódio em 1985, 1986, 1988 e 1989, mesmo com o time de glórias já em decadência. Além do domínio regional, o Galo também conseguia bons resultados no Brasileirão, apesar de não vencer.

Na década de 90, as coisas começariam a mudar. Principalmente por causa do crescimento do Cruzeiro, que conseguiu a façanha de passar 15 anos vencendo pelo menos um título por ano. O Atlético, então, ficou por baixo. Venceu apenas três Estaduais (1991, 1995 e 1999), e se destacou nacionalmente em poucas oportunidades. Uma delas foi em 1999, quando, com Guilherme e Marques formando a dupla de ataque, foi à final do Nacional, perdendo para o poderoso Corinthians, que sagrava-se bi.

Se não dava alegrias à torcida no fim do século 20, não seria diferente no 21. Os anos 2000 até o momento não são nada bons para o Galo. Sempre com equipes medianas, brigou ainda menos por títulos com a implantação dos pontos corridos em 2003. Pior que isso, fez más campanhas em 2004 e 2005 e acabou sendo rebaixado no último ano.

O fundo do poço parece ter balançado o torcedor. Com uma campanha segura em campo e muita força nas arquibancadas, o Atlético subiu em 2006 ameaçando voltar aos seus tempos de glória. A manutenção da diretoria que caiu com a equipe, porém, não deixou que nada mudasse de verdade. Assim, o Alvinegro não fez muito em 2007. Viu o Cruzeiro ir à Libertadores e apenas brigou por Sul-Americana. Como consolo, triunfou no Mineiro com um 4 a 0 no primeiro jogo da final, que abalou as estruturas celestes à época.


GRANDES ÍDOLOS

Ligado ao povo e às camadas inferiores da população ao longo de sua história, o Atlético-MG é um dos maiores clubes do Brasil, com grandes resultados em Campeonatos Brasileiros e um recorde de títulos mineiros. Para alcançar todos esses feitos, contou com várias gerações.

A primeira delas foi no fim da década de 20, quando o Galo quebrou o domínio do América (que buscava seu 11º título estadual consecutivo) e foi bicampeão mineiro (1926 e 1927). Naquele momento, o Alvinegro mostrava ao mundo o “Trio Maldito”, formado por Said, Jário e Mário de Castro, que, juntos, marcaram 467 gols.

Mário de Castro, inclusive, está na história da seleção brasileira por ter sido o primeiro atleta fora do eixo Rio-São Paulo a ser convocado. Por não querer vestir outra camisa que não a do Atlético, recusou o convite. De 1926 a 1931, foi o maior jogador do clube e de Minas, tendo marcado 195 gols no período.

O craque passou a coroa ao sair. Pouco depois de sua aposentadoria, Guará apareceu no clube. Em seis anos, marcou impressionantes 168 gols e foi campeão mineiro em 1936, 1938, 1939 e 1941. O “Perigo Louro”, como era conhecido, teve de abandonar a carreira de forma precoce. Em 1939, chocou-se de cabeça com Caieira, do então Palestra Itália. Depois de 23 dias em coma, chegou a retornar aos gramados, mas não suportou as dores e se aposentou no começo dos anos 40.

Mais uma vez, o posto de ídolo da torcida ficaria vago por pouco tempo. Grande expoente do Galo dominante da década de 1940, que conquistou seis dos dez títulos em disputa, Lucas Miranda disputou 179 jogos e balançou as redes adversárias em 152 oportunidades.

Sua maior glória, ao lado de nomes como Nívio e Ubaldo, foi o título de “Campeão do Gelo”, de 1950, quando o Atlético, em excursão à Europa, venceu equipes da Alemanha, França, Bélgica, Áustria e Luxemburgo.

O declínio daquela geração, porém, acendeu o rival Cruzeiro. Recuperado de graves crises financeiras e animado com a inauguração do Mineirão, o time celeste dominou o Estado na década de 60. Com o melhor time de sua história, ofuscou o Galo, que se preparava para o seu momento de ouro.

O primeiro veio logo em 1971. Grapete, Humberto Ramos e, principalmente, Dadá Maravilha (artilheiro com 15 gols) levaram o Atlético à conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, disputado naquele ano. Campeão após um triangular final contra Botafogo e São Paulo, o Galo conseguia uma glória inédita em Minas Gerais.

Dadá, um dos personagens mais folclóricos do futebol brasileiro, famoso pelas frases de efeito e pela capacidade de fazer gols mesmo sem muita qualidade técnica, passou pelo seu auge no Alvinegro. Foi artilheiro do Mineiro em quatro oportunidades e do Nacional em duas, todas pelo Galo. Isso faz dele, atualmente, o segundo maior artilheiro da história do clube, com 211 gols.

Dario, seu nome de batismo, só não foi o maior atacante do clube por causa de Reinaldo. Um dos grandes centroavantes do futebol nacional, está na lista dos craques que não conseguiram converter sua técnica em títulos, pelo menos em nível nacional. Isso porque o Estadual ele venceu oito vezes (1976, de 1978 a 1983 e 1985).

E se não conseguiu mais não foi por falta de companheiros de qualidade. Em toda sua trajetória no clube, teve ao lado nomes de seleção como João Leite, Luisinho, Toninho Cerezo e Éder Aleixo. Fora o último, todos estavam na campanha do Brasileiro de 1977, uma das melhores de todos os tempos. Invicto e dominante, o Galo perdeu a final nos pênaltis para o São Paulo, inferior tecnicamente.

Reinaldo, artilheiro da competição com 28 gols, não esteve em campo naquele dia. Suspenso, assim como Serginho, o melhor do Tricolor, foi usado pela diretoria em um jogo de cenas, no qual as cúpulas dos dois times ameaçaram colocar os atletas em campo, mesmo sob pena de multa. No fim, ambos ficaram fora e o Atlético acabou derrotado.

Três anos depois, aquela geração passaria por mais um fracasso. Mais uma vez na final, agora contra o Flamengo, o Galo não resistiu ao talentoso time carioca, e, depois de vencer em Minas por 1 a 0, perdeu no Rio por 3 a 2. Como a vantagem era rubro-negra, o título mais uma vez não foi para a parte alvinegra de Minas Gerais.

Assim seria até o fim dos anos 80. Esporadicamente entre os melhores, mas nunca no topo, o Atlético viveria poucos momentos ruins. Um deles foi a despedida de Reinaldo. Castigado por seguidas lesões, ele abandonou o esporte na metade da década.

Nos anos 90, os atleticanos tiveram poucos motivos para sorrir. O grande momento foi o fim da década, quando Marques e Guilherme formaram a dupla de ataque. Juntos, eles levaram o clube à final do Brasileiro de 1999, mais uma vez perdida, desta vez para o Corinthians. Os dois se destacaram, porém, pelo número de gols marcados pelo clube.

Guilherme fez 139 e é o sétimo maior goleador da história. Já Marques balançou as redes em 125 oportunidades até o início da temporada 2008 e é o décimo.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Atlético-MG é o atacante Reinaldo, que defendeu o clube de 1971 a 1985, e balançou as redes adversárias em 255 oportunidades no período.

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