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Campeonato Paranaense - Atlético-PR :: Voltar
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HISTÓRIA
O Atlético-PR surgiu da fusão de dois populares clubes do Estado, o América Futebol Clube do Paraná e o Internacional Futebol Clube. Tudo começou em 1923, quando o América, após não pagar uma dívida, entrou em litígio com a liga regional e acabou fora do torneio.
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
Em 1949, surgiu o apelido de Furacão. Com um dos melhores times que o clube já teve, formado por craques como Caju, Jackson e Cireno, o time passou como um verdadeiro vendaval sobre os adversários, aplicando diversas goleadas e conquistando mais um título estadual.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.
Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi demolido para a construção de um dos mais modernos estádios brasileiros. Erguido em menos de dois anos, o novo estádio, a Arena da Baixada, passou a ser referência nacional. Assim, o Atlético passou a jogar em um estádio digno de sua grandeza e que podia comportar, confortavelmente, seus muitos torcedores.
A grande consagração viria em 2001. Após ganhar o Campeonato Estadual Paranaense, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro batendo na final a surpresa da competição, o São Caetano. Em 2004, o clube chegaria perto novamente, mas acabou ficando com o vice-campeonato.
Com o sucesso na competição nacional, vieram as participações na Taça Libertadores da América. Nas três edições que disputou, sua melhor campanha foi o vice-campeonato, alcançado em 2005, quando foi derrotado pelo São Paulo, em uma final marcada por muita emoção.
O fato curioso desta decisão é que o Atlético não pôde jogar a primeira partida em seu estádio, pois o regulamento exigia 40 mil lugares, disposição que a Arena da Baixada ainda não possuía. Apesar dos esforços dos dirigentes, que construíram arquibancadas tubulares para aumentar a capacidade da Arena da Baixada, a primeira partida foi realizada no Beira Rio, casa do Internacional-RS.
GRANDES ÍDOLOS
A primeira estrela a brilhar em campo pelo Atlético foi Alberto Gottardi. Ele defendeu a agremiação por sete anos, sendo considerado um dos melhores goleiros que o Estado do Paraná já teve. Além disso, quando parou de jogar, seu irmão Alfredo Gottardi, o Caju, assumiu a posição e seus filhos, Rui, a Maquininha do Atlético, Aldir e Almir chegaram a jogar também no clube.
Caju conseguiu feitos incríveis e chegou a ser titular pela seleção brasileira na Copa Sul-Americana, deixando no banco Aymoré Moreira. Por sua habilidade debaixo das traves, ganhou o apelido de Majestade do Arco. Foi campeão Estadual pelo Atlético em 1934, 1936, 1940, 1943, 1945 e 1949, além de ser o diretor e treinador do time campeão de 1958.
Otávio Zanetti também é uma das figuras marcantes na trajetória do Furacão. É considerado um dos melhores zagueiros da história do clube, ajudando a equipe atleticana conquistar títulos durante 13 anos que serviu o rubro-negro. Era um defensor viril, porém leal e que os adversários viam como um grande obstáculo.
Djalma Santos, um dos maiores laterais que o mundo já conheceu, campeão do mundo em 1958 e 1962, encerrou sua carreira no Atlético-PR. Mesmo com 40 anos, demonstrava um fôlego incomum, além do seu velho e conhecido futebol. Em 1970, o jogador conseguiu o último título de sua carreira, o Campeonato Estadual Paranaense.
O meio-campo do Atlético sente saudades do habilidoso meia Nilson Borges. Era um driblador, um articulador e um artilheiro, um dos melhores jogadores da história do clube. Seu entrosamento com o artilheiro Sicupira renderam vários títulos ao clube.
E é do próprio Sicupira o status de maior ídolo da agremiação. Com o número 8 às costas, o craque marcou 131 gols pelo clube (décadas de 60 e 70) e, até hoje, é o jogador que mais balançou as redes dos adversários vestindo a camisa rubro-negra.
A dupla de atacantes Washington e Assis, também conhecida como "Casal 20", encantou os torcedores do Atlético. Eles foram responsáveis pela quebra de um longo jejum de 12 anos sem conquistar títulos importantes. Seu sucesso foi tão repentino que os dois foram campeões Estaduais pelo Atlético em 1982 e em 1983 foram vendidos para o Fluminense, onde conquistaram o título do Campeonato Brasileiro de 1984 e o tri estadual – 1983,1984 e 1985.
Outra parceria que deu certo no ataque atleticano foi Paulo Rink e Oséas. Eles ajudaram a equipe no retorno à primeira divisão. Os dois marcaram muitos gols pelo Atlético e logo se projetaram. Paulo Rink que também possuía cidadania alemã, chegou a ter algumas convocações para a seleção da Alemanha. Oséas ficou lembrando pelas suas irreverentes tranças e se tornou ídolo do Palmeiras, onde conquistou uma Libertadores e outros títulos.
ARTILHEIROS
O craque Sicupira, vestindo a camisa 8 rubro-negra, marcou 131 gols pelo Atlético Clube Paranaense, tornando-se o maior artilheiro da história da agremiação.
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O Atlético-PR surgiu da fusão de dois populares clubes do Estado, o América Futebol Clube do Paraná e o Internacional Futebol Clube. Tudo começou em 1923, quando o América, após não pagar uma dívida, entrou em litígio com a liga regional e acabou fora do torneio.
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
Em 1949, surgiu o apelido de Furacão. Com um dos melhores times que o clube já teve, formado por craques como Caju, Jackson e Cireno, o time passou como um verdadeiro vendaval sobre os adversários, aplicando diversas goleadas e conquistando mais um título estadual.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.
Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi demolido para a construção de um dos mais modernos estádios brasileiros. Erguido em menos de dois anos, o novo estádio, a Arena da Baixada, passou a ser referência nacional. Assim, o Atlético passou a jogar em um estádio digno de sua grandeza e que podia comportar, confortavelmente, seus muitos torcedores.
A grande consagração viria em 2001. Após ganhar o Campeonato Estadual Paranaense, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro batendo na final a surpresa da competição, o São Caetano. Em 2004, o clube chegaria perto novamente, mas acabou ficando com o vice-campeonato.
Com o sucesso na competição nacional, vieram as participações na Taça Libertadores da América. Nas três edições que disputou, sua melhor campanha foi o vice-campeonato, alcançado em 2005, quando foi derrotado pelo São Paulo, em uma final marcada por muita emoção.
O fato curioso desta decisão é que o Atlético não pôde jogar a primeira partida em seu estádio, pois o regulamento exigia 40 mil lugares, disposição que a Arena da Baixada ainda não possuía. Apesar dos esforços dos dirigentes, que construíram arquibancadas tubulares para aumentar a capacidade da Arena da Baixada, a primeira partida foi realizada no Beira Rio, casa do Internacional-RS.
GRANDES ÍDOLOS
A primeira estrela a brilhar em campo pelo Atlético foi Alberto Gottardi. Ele defendeu a agremiação por sete anos, sendo considerado um dos melhores goleiros que o Estado do Paraná já teve. Além disso, quando parou de jogar, seu irmão Alfredo Gottardi, o Caju, assumiu a posição e seus filhos, Rui, a Maquininha do Atlético, Aldir e Almir chegaram a jogar também no clube.
Caju conseguiu feitos incríveis e chegou a ser titular pela seleção brasileira na Copa Sul-Americana, deixando no banco Aymoré Moreira. Por sua habilidade debaixo das traves, ganhou o apelido de Majestade do Arco. Foi campeão Estadual pelo Atlético em 1934, 1936, 1940, 1943, 1945 e 1949, além de ser o diretor e treinador do time campeão de 1958.
Otávio Zanetti também é uma das figuras marcantes na trajetória do Furacão. É considerado um dos melhores zagueiros da história do clube, ajudando a equipe atleticana conquistar títulos durante 13 anos que serviu o rubro-negro. Era um defensor viril, porém leal e que os adversários viam como um grande obstáculo.
Djalma Santos, um dos maiores laterais que o mundo já conheceu, campeão do mundo em 1958 e 1962, encerrou sua carreira no Atlético-PR. Mesmo com 40 anos, demonstrava um fôlego incomum, além do seu velho e conhecido futebol. Em 1970, o jogador conseguiu o último título de sua carreira, o Campeonato Estadual Paranaense.
O meio-campo do Atlético sente saudades do habilidoso meia Nilson Borges. Era um driblador, um articulador e um artilheiro, um dos melhores jogadores da história do clube. Seu entrosamento com o artilheiro Sicupira renderam vários títulos ao clube.
E é do próprio Sicupira o status de maior ídolo da agremiação. Com o número 8 às costas, o craque marcou 131 gols pelo clube (décadas de 60 e 70) e, até hoje, é o jogador que mais balançou as redes dos adversários vestindo a camisa rubro-negra.
A dupla de atacantes Washington e Assis, também conhecida como "Casal 20", encantou os torcedores do Atlético. Eles foram responsáveis pela quebra de um longo jejum de 12 anos sem conquistar títulos importantes. Seu sucesso foi tão repentino que os dois foram campeões Estaduais pelo Atlético em 1982 e em 1983 foram vendidos para o Fluminense, onde conquistaram o título do Campeonato Brasileiro de 1984 e o tri estadual – 1983,1984 e 1985.
Outra parceria que deu certo no ataque atleticano foi Paulo Rink e Oséas. Eles ajudaram a equipe no retorno à primeira divisão. Os dois marcaram muitos gols pelo Atlético e logo se projetaram. Paulo Rink que também possuía cidadania alemã, chegou a ter algumas convocações para a seleção da Alemanha. Oséas ficou lembrando pelas suas irreverentes tranças e se tornou ídolo do Palmeiras, onde conquistou uma Libertadores e outros títulos.
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O craque Sicupira, vestindo a camisa 8 rubro-negra, marcou 131 gols pelo Atlético Clube Paranaense, tornando-se o maior artilheiro da história da agremiação.
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