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Campeonato Carioca - Botafogo :: Voltar

HISTÓRIA

Um grupo de jovens do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, já pensava em fundar um clube de futebol desde o surgimento do Fluminense Football Club, em 1902. Então, em uma reunião em um casarão no bairro do Humaitá, no dia 12 de agosto de 1904, foi criado o Eletro Club. Porém, devido a uma sugestão de Dona Chiquitota, avó de um dos fundadores, a instituição mudou de nome, tornando-se Botafogo Football Club.

O primeiro jogo da história do Botafogo foi realizado em 2 de outubro de 1904 contra o Football and Athletic Club. Esta foi também a primeira vitória do recém-fundado clube alvinegro. Eles venceram por 3 a 0. Pouco depois, a agremiação foi um dos membros fundadores do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

Em 1907, o Botafogo terminou o Campeonato Estadual empatado em primeiro com o Fluminense. O Botafogo teria de enfrentar o Internacional, lanterna da competição, na última rodada. Porém, o Internacional não compareceu ao jogo e o Botafogo venceu o jogo por W.O., mas não teve gols acrescentados na tabela.

Enquanto isso, o Fluminense venceu o Paissandu por 2 a 0 e empatou na classificação final do campeonato com o alvinegro. Prejudicado por não ter a oportunidade de marcar gols na última partida, o Botafogo pediu um jogo extra. O Fluminense, alegando que o regulamento previa que em caso de empate entre duas agremiações a decisão seria pelo saldo de gols, negou-se a realizar a partida extra. Como tinha melhor saldo, o Fluminense reivindicou o título. O regulamento da competição não especificava nenhum critério de desempate além do número de pontos, ficando o

Muito tempo depois, em 1989, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro declarou o Botafogo campeão, aceitando as alegações desse clube de que não havia um regulamento, mas sim, um estatuto que não fazia referência a decisão do título por saldo de gols.

Não satisfeito com a decisão, o Fluminense recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Futebol que quase 100 anos após, em 1996, finalmente decidiu declarar o Fluminense e o alvinegro, campeões cariocas de 1907.

O Botafogo foi o vice-campeão dos dois anos seguintes, conseguindo finalmente seu primeiro título incontestável em 1910. Nesta época ganhou o apelido de "Glorioso", que dura até os dias atuais. Devido a problemas administrativos, o Botafogo se desligou da LMSA (Liga Metropolitana de Sports Athleticos) e se filiou à AFRJ (Associação de Football do Rio de Janeiro). Isso significa que o time alvinegro disputou um estadual à parte, sem a presença de rivais tradicionais como Fluminense e Flamengo. Em 1912, foi campeão desta liga. Hoje, as duas competições são consideradas como Campeonatos Estaduais e o título é dividido. Em 1912, por exemplo, Paissandu e Botafogo foram campeões estaduais.

Logo no ano seguinte, o Botafogo voltou à LMSA e foi vice-campeão. Viveu um período longo sem títulos, o primeiro grande jejum da história do clube. O próximo campeonato só veio em 1930. Esta década foi mais um período de sucesso para os alvinegros. Em 1932, foi campeão estadual. Então, o futebol do Rio de Janeiro se profissionalizou e criou a Liga Carioca de Futebol.

O Botafogo não concordou com esta mudança e seguiu participando de um campeonato paralelo, que não contava com seus principais rivais (Flamengo, Fluminense e Vasco). Ainda assim, aquela equipe conseguiu uma das séries mais expressivas da história do clube, sendo tetracampeã estadual em 1932, 1933, 1934 e 1935. Destes títulos, o único que não é dividido com algum adversário é o de 1932.

No dia 8 de dezembro de 1942, o Botafogo Football Club se fundiu com o Clube de Regatas Botafogo, se tornando o Botafogo de Futebol e Regatas. Com isso, mudanças no uniforme também foram feitas. Para começar, o escudo do clube passou a ser apenas a Estrela Solitária, em vez das iniciais B.F.C. com letras entrelaçadas.

Com o novo nome, o Botafogo foi vice-campeão estadual quatro vezes em 1944, 1945, 1946 e 1947. Depois dos segundos lugares em seqüência, o clube finalmente conseguiu um título em 1948, em uma vitória memorável sobre o Vasco, que na época tinha um dos melhores times de sua história, conhecido como Expresso da Vitória. Depois disso, ficou mais nove anos sem vencer o Campeonato Estadual.

As décadas de 1950 e 1960 foram a melhor época da história do Botafogo. Para começar, em 1957, o clube interrompeu o jejum de títulos com uma vitória espetacular sobre o Fluminense na final do Campeonato Estadual, por 6 a 2. Esta é a maior goleada da história das finais da competição. O herói foi Paulinho Valentim, que marcou cinco dos seis gols alvinegros.

Naquela decisão, craques como Garrincha e Nilton Santos já eram jogadores do Botafogo. Estes dois e Didi foram para a Copa do Mundo de 1958, onde ganharam o primeiro título mundial da história da seleção brasileira. No Estadual de 1961, os alvinegros mais uma vez não deram chances para os adversários e foram campeões. No ano seguinte, venceram o Rio-São Paulo pela primeira vez.

Em 1964 e 1966, o time alvinegro voltou a vencer o Rio-São Paulo, mas em ambas as vezes o título foi dividido, na primeira com o Santos e na segunda com Santos, Vasco e Corinthians. Em 1967 e 1968, o clube foi bicampeão estadual. Em 1968, também se sagrou campeão da Taça Brasil, sendo a primeira agremiação do Rio de Janeiro a ganhar um título nacional. Nesta época, craques como Paulo César Caju, Gérson e Jairzinho atuavam no time.

Este foi o último ano de glória do Botafogo em um longo tempo. Em 1971, por exemplo, o clube chegou à final do Campeonato Estadual contra o Fluminense. Com um gol de Lula aos 42 minutos do segundo tempo, a equipe perdeu a decisão. Voltou a chegar perto de uma taça no Brasileirão de 1971, mas perdeu duas vezes para o Atlético-MG no quadrangular final e ficou em terceiro.

No dia 15 de novembro de 1972, um dos momentos marcantes positivamente para o Botafogo. Esta data é o dia do aniversário do Flamengo, um dos maiores rivais do clube alvinegro. E foi exatamente neste dia que os botafoguenses derrotaram os rubro-negros por 6 a 0.

Outra marca positiva foi a maior seqüência sem ser derrotado na história do futebol brasileiro, quando ficou 52 jogos sem perder entre 1977 e 1978. O clube chegou a fazer boas campanhas no Campeonato Brasileiro na década de 1980, mas nunca levantou a taça. Foi com o título estadual de 1989 que o jejum de 21 anos foi quebrado, com um gol de Maurício na final contra o Flamengo de Zico.

Em 1990, o Botafogo sagrou-se bicampeão estadual. Dois anos depois, chegou na final do Brasileirão contra o Flamengo. Acabou vice-campeão. O confronto foi marcado por um grave acidente no segundo jogo da final. Parte da arquibancada do Maracanã cedeu e dezenas de torcedores caíram na geral. Três flamenguistas morreram. De positivo, o vice-campeonato deu ao time alvinegro uma vaga na Copa Conmebol do ano seguinte, que acabou vencendo.

Em 1995, o Botafogo finalmente conseguiu conquistar o Campeonato Brasileiro. Comandado pelo ídolo Túlio e por jogadores como Donizete, Gonçalves e Sérgio Manoel, a equipe derrotou o Santos na final. Túlio foi o artilheiro da competição. Dois anos depois, Dimba marcou na final contra o Vasco e deu ao Botafogo mais um título estadual.

Em 1998, mais um título do Rio-São Paulo, conquistado em final contra o São Paulo. No ano seguinte, uma das maiores decepções da história do clube alvinegro. O Botafogo chegou até a final da Copa do Brasil contra o Juventude. Perdeu a primeira partida por 2 a 1 e só precisava de uma vitória por 1 a 0 no Maracanã para ser campeão. O público de 101.581 torcedores viu o empate por 0 a 0 e o vice-campeonato alvinegro.

Depois disso, o Botafogo passou anos fazendo péssimas campanhas no Brasileiro e no Estadual. Em 1999, o clube terminou a competição nacional na zona de rebaixamento, mas entrou na Justiça contra o São Paulo, alegando que o clube paulista tinha escalado irregularmente um atleta em jogo contra o Alvinegro, Sandro Hiroshi. O Botafogo ganhou os pontos no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e saiu da zona de rebaixamento, colocando o Gama na segundona.

A equipe do Distrito Federal não aceitou a decisão e entrou na Justiça Comum contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O Gama ganhou a causa e o direito de disputar a primeira divisão. A CBF não cedeu e se recusou a organizar um campeonato com a equipe alviverde na elite. O Clube dos Treze, então, criou a Copa João Havelange, trazendo clubes como Fluminense e Bahia da segunda divisão para a primeira e impedindo o rebaixamento do Botafogo.

Em 2002, o que a torcida alvinegra temia desde 1999 aconteceu. Com uma campanha muito ruim no Campeonato Brasileiro daquele ano, terminou rebaixado para a segunda divisão. Disputou a competição em 2003 e conseguiu o acesso sendo vice-campeão, ficando atrás apenas do Palmeiras.

No seu primeiro ano de volta à elite, o Botafogo lutou novamente contra o rebaixamento, mas se salvou. A diretoria do clube começou a investir na estabilização das dívidas e no pagamento em dia dos salários dos atletas. Em 2006, finalmente veio o primeiro título em sete anos. Com duas vitórias sobre o Madureira na final do Estadual, o Botafogo foi campeão.

O ano de 2007 foi de decepção para os alvinegros. O clube disputou com boas condições de vencer todos os campeonatos em que entrou, mas não ganhou nenhum. Favorito para o título estadual e da Copa do Brasil, viu ambos serem vencidos por rivais: o primeiro pelo Flamengo, que fez a final contra o próprio Botafogo, e o segundo pelo Fluminense. No Brasileirão, começou liderando, mas não conseguiu mais do que uma classificação para a Copa Sul-Americana.


GRANDES ÍDOLOS

Nilton Santos é considerado por muitos como o maior ídolo da história do Botafogo. O lateral-esquerdo, que jogou no clube nas décadas de 50 e 60, costuma contar que assinava contrato com o time alvinegro sem nem ler os valores. Ele era um dos líderes daquela equipe recheada de craques e, pela sua visão de jogo e conhecimento do esporte, recebeu a alcunha de “enciclopédia de futebol”. Nilton Santos defendeu apenas o Botafogo em toda sua carreira e foi campeão do mundo pela seleção em 1958 e 1962.

O único que ameaça o posto de Nilton Santos como ídolo maior da torcida alvinegra é Garrincha, o anjo das pernas tortas e maior jogador da história do Botafogo. Sua importância para o futebol brasileiro foi tanta que o atleta tem um busto localizado na entrada do Maracanã, logo depois da subida da rampa de Bellini. O jogador era conhecido por seus dribles desconcertantes e sua humildade. Ele vestia a camisa sete, que é considerada por grande parte dos torcedores como a mais importante dentre os 11 números dos titulares alvinegros. O ponta-direita também foi campeão das Copas de 1958 e 1962.

Heleno de Freitas foi o principal artilheiro do Botafogo na década de 40. Era ídolo da torcida e conhecido pelo futebol extremamente técnico. Foi revelado no clube alvinegro, onde ficou até 1948. Ironicamente, o centroavante saiu da equipe justamente no ano em que esta voltou a ser campeã. Heleno nunca teve o prazer de levantar uma taça pelo Botafogo, mas é considerado um mito entre os torcedores.

Zagallo foi campeão duas vezes pelo Botafogo, ambas do Campeonato Estadual. Em 1961 e 1962, ele fazia parte da equipe que encantava o Brasil com um futebol vistoso e elegante. O ex-ponta-esquerda ingressou na carreira de técnico no próprio clube alvinegro, em 1965, treinando as categorias de base. Em 1967, comandando o time profissional, foi campeão pela primeira vez como treinador. Foi o início de uma carreira extremamente vitoriosa do único homem a ganhar quatro Copas do Mundo, duas como jogador (1958 e 1962), uma como treinador (1970) e outra como auxiliar-técnico (1994).

O goleiro Manga é um dos atletas mais identificados com o Botafogo. Folclórico, o arqueiro chegou ao time alvinegro em 1958 e defendeu a camisa até 1967. Devido às suas defesas incríveis com a ponta dos dedos, o camisa 1 tinha quase todos os dedos das mãos quebrados. Ele também brilhou na década de 1970 pelo Internacional, quando foi bicampeão brasileiro.

Revelado no Botafogo, Jairzinho já entrou no time profissional tendo de substituir o ídolo Garrincha, que tinha saído do clube recentemente. Com a camisa sete, ele encantou os alvinegros com arrancadas e gols decisivos. O atleta também possui um recorde impressionante no currículo: é o único jogador a ter marcado gols em todas as partidas disputadas por uma seleção em Copa do Mundo. Este feito foi realizado no mundial de 1970, no México, vencido pelo Brasil, e no qual ele ganhou o apelido de “Furacão” por causa de sua velocidade e capacidade de finalização.

O meia Didi é um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. E é também um dos principais nomes a terem atuado com a camisa alvinegra. O inventor da “folha seca” (estilo de cobrança de falta com muito efeito para enganar o goleiro adversário) foi campeão estadual em 1957, 1961 e 1962 pelo Botafogo. Além disso, o atleta foi o primeiro a marcar um gol no Maracanã, jogando pela seleção carioca no dia 16 de junho de 1950.

Paulinho Valentim foi o centroavante que tirou o Botafogo de um jejum de nove anos em 1957. A equipe não vencia o Campeonato Estadual desde 1948 e fez a final contra o Fluminense. O centroavante estava extremamente inspirado e marcou cinco vezes contra o rival tricolor na vitória por 6 a 2. Esta goleada é a maior da história das finais do Estadual.

Amarildo foi o atacante que substituiu Paulinho Valentim quando este foi vendido ao Boca Juniors, em 1960. O atleta foi bicampeão estadual em 1961 e 1962, sendo o principal goleador da equipe alvinegra. Na Copa do Mundo de 1962, substituiu Pelé, que se machucou logo na segunda partida do mundial, e não decepcionou. Seus gols ajudaram a seleção a chegar à sua segunda conquista da competição.

Recentemente, o maior ídolo botafoguense foi o atacante Túlio, campeão brasileiro pelo clube em 1995. Artilheiro falastrão e folclórico, conquistou a torcida alvinegra com seu carisma e seus gols. Foi o principal goleador do Campeonato Brasileiro em 1994 e 1995 pelo Botafogo. Em 1997, saiu do futebol carioca rumo ao Corinthians e sua carreira começou a declinar. Em 2007, foi o artilheiro da Série C pelo Vila Nova-GO e já declarou querer chegar ao gol mil, assim como Romário.


ARTILHEIROS

Waldir Cardoso Lebrego, o Quarentinha, é o maior goleador da história do Botafogo. Atuou por dez anos no clube, entre 1954 e 1964. Em 447 partidas com a camisa alvinegra, marcou 312 gols. Além disso, chegou a vencer o Campeonato Estadual em 1957, 1961 e 1962 e do Rio-São Paulo em 1962 e 1964.

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