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Campeonato Catarinense - Figueirense :: Voltar

HISTÓRIA

A história do Figueirense Futebol Clube começou no início da década de 20. Três esportistas de Florianópolis, Jorge Albino Ramos, João Savas Siridakis e Joaquim Domingos e Veloso resolveram fundar um clube na capital, onde, juntamente com outros simpatizantes do esporte, poderiam praticar o futebol. A equipe foi oficialmente criada em 12 de junho de 1921.

O nome da entidade foi escolhido em homenagem a Figueira Centenária, localizada em Santa Catarina e um dos pontos turísticos da cidade. Segundo a lenda, a árvore é símbolo de sorte e riqueza. Por isso, escolhida pelos fundadores da agremiação.

Os anos 30 foram os mais gloriosos da história do Furacão e ficou marcado pelo maior número de conquistas estaduais em uma única década, cinco. O primeiro título conquistado pelo clube veio em 1932 e foram seguidos por outros quatro triunfos - 1935, 1936, 1937 e 1939 -, elevando o alvinegro a um dos principais times do Estado logo nos seus primeiros anos de existência.

A década de 1940, apesar de registrar apenas um título estadual em 1941, marcou as primeiras obras de infra-estrutura, visando melhorias no clube. A sede administrativa foi definitivamente instalada no centro de Florianópolis e começou a construção do estádio da Máquina do Estreito, o Orlando Scarpelli, em homenagem a um antigo presidente homônimo.

As décadas seguintes marcaram um período sem títulos estaduais, com apenas conquistas em campeonatos amadores e da cidade, devido à falta de recursos, por conta das obras de ampliação do patrimônio alvinegro e de sua praça de esportes.

No entanto, nos anos 70 o Figueira voltou a brilhar no cenário estadual e deu os primeiros passos no âmbito nacional. Em 1972 a equipe conquistou novamente o título do Campeonato Catarinense. Em 1973 foram concluídas as obras do estádio alvinegro e este ano entrou para a história do Figueira por registrar a estréia do time no Campeonato Brasileiro, se tornando o primeiro clube catarinense a disputar a primeira divisão do país.

No ano seguinte, em 1974, mais uma conquista regional e, em 1975, o time fez sua primeira boa campanha na elite do futebol brasileiro, terminando a competição na 21ª posição entre 42 equipes participantes.

Com o período de vacas magras na década de 80 e no começo de 90, o clube voltou a conquistar títulos apenas em 1995, mas em grande estilo. Nesta temporada, o alvinegro venceu sua primeira competição internacional, a Copa Mercosul, ainda em fase de aprimoramento, com apenas nove equipes participantes. Na final, o time bateu o Joinville e ergueu a taça.

No início do século 21, o Figueirense voltou a ser soberano no cenário catarinense e retomou o domínio regional, após vencer o estadual de 2002, 2003 e 2004, repetindo o tricampeonato da década de 30. Em 2006, mais um título em Santa Catarina, mas este foi especial tanto para dirigentes, torcedores e jogadores, pois fez do clube o maior campeão do Estado com 14 conquistas. Em 2008, o Figueira conquistou o seu 15º título estadual ao derrotar o Criciúma na grande final.

Em âmbito nacional o Figueira também fez boas campanhas e em 2001 foi vice-campeão brasileiro da Série B, garantindo uma vaga na elite do futebol do país em 2002. Dois anos depois, em 2004, outro feito entrou para história do clube. Após o bom desempenho no Brasileirão de 2003, onde terminou na 11ª posição, os catarinenses conquistaram uma das vagas na Copa Sul-Americana e, no ano seguinte, voltaram a participar de competições internacionais.

Em 2007, o alvinegro catarinense esteve perto de ganhar seu primeiro título nacional, mas acabou derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 na combinação dos dois jogos da decisão da Copa do Brasil (1 a 0 para os cariocas na primeira partida e 1 a 1 na segunda). Com a derrota, o Figueira perdeu também a oportunidade de disputar pela primeira vez em sua história a Copa Libertadores da América, o mais importante torneio de clubes do continente.


GRANDES ÍDOLOS

Um dos maiores ídolos da história do Figueirense é o meia Calico. O jogador defendeu o time na década de 30 e, neste período, conquistou todos os títulos estaduais de Santa Catarina, entre eles o tricampeonato catarinense em 1935, 1936 e 1937, além dos campeonatos de 1932 e 1939.

Carlos Moritz, nome de batismo do craque, também é o maior recordista de campeonatos ganhos com a camisa do Figueira e um dos maiores artilheiros do alvinegro, mas o feito nunca foi contabilizado pelo clube.

O atacante Albeneir Marques Pereira também marcou história com a camisa do alvinegro e jogou por mais de 15 anos no Figueirense. Ele defendeu a equipe na década de 80 e teve passagens por times como Grêmio e Cruzeiro.

Outro centroavante importante na história do time catarinense é Aldrovani. O “matador” é o maior recordista de gols em uma única temporada pelo clube. Em 1999, ele marcou 33 gols no ano e bateu o recorde que durou 24 anos, de Toninho Quintino, outro grande ídolo da equipe.

O jogador também conquistou o título estadual em 1999 e o foi peça importante no vice-campeonato brasileiro da Série B em 2001, que garantiu o retorno do Figueirense à elite do futebol nacional.

O atacante Genílson é outro artilheiro que deixou sua marca em suas passagens pelo clube. Em 1999, o atacante marcou 26 gols em 30 jogos pelo Campeonato Estadual e ajudou a equipe a vencer o estadual.

Na segunda oportunidade em que defendeu o Figueira, além de ser vice-campeão brasileiro da Série B, ele também foi o maior goleador da equipe. Na sua terceira passagem pelo time, foi fundamental na conquista do bicampeonato em 2003 e 2004.

Considerado por muitos como acabado para o futebol, o craque Edmundo ganhou uma nova oportunidade de mostrar seu futebol e foi contratado pelo Figueirense para disputar o Campeonato Brasileiro em 2005. Ele não decepcionou e logo caiu nas graças da torcida catarinense, marcando 15 gols na competição e voltando a mostrar seu “faro” de gol.

Recentemente, o maior “xodó” da Máquina do Estreito é o meia Fernandes. Na equipe desde 1999, o jogador ajudou a conquistar o título estadual em 1999. Pouco aproveitado por alguns técnicos que comandaram o time, ele acabou emprestado para clubes do futebol asiáticos.

De volta, o meia conseguiu se firmar na equipe apenas em 2005, quando caiu de vez nas graças de torcida e até o início da temporada 2008 é um dos jogadores mais importantes e experientes do elenco alvinegro. Ele foi um dos líderes da equipe campeã catarinense em 2006 e vice-campeã da Copa do Brasil em 2007.

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