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Campeonato Carioca - Flamengo :: Voltar

HISTÓRIA

Dono da maior torcida do Brasil, que recentemente foi tombada como bem cultural da cidade do Rio de Janeiro, o Clube de Regatas do Flamengo começou sua trajetória no mundo esportivo em 1885. Fundado no dia 15 de novembro daquele ano, o Rubro-negro carioca foi criado, inicialmente, para a prática de um dos esportes mais populares da época, o remo.

Ainda trajando as cores azul e dourado, o Flamengo não teve um bom início em sua experiência dentro das águas. A falta de dinheiro e os barcos em péssimas condições fizeram com que o clube só ganhasse sua primeira regata três anos após sua criação, em 1898. A idéia de utilizar o preto e o vermelho veio devido à facilidade com que as cores do uniforme anterior, importado da Inglaterra, desbotavam com o contato com a água salgada e o sol.

Na virada do século, o futebol começou a se popularizar na cidade do Rio de Janeiro e os primeiros clubes de futebol foram surgindo. Dentre eles, o Fluminense Football Club, localizado nas Laranjeiras, bairro próximo à sede do clube rubro-negro. Como o Flamengo ainda não possuía um time que praticasse o esporte bretão, os seguidores do clube da Gávea passaram a torcer também pelo Tricolor carioca.

Flamengo, no remo, e Fluminense, no futebol. Embora, em 1903, o clube rubro-negro tenha criado um time para a prática do esporte que começava a ganhar a preferência dos cariocas, sua aceitação não foi fácil por parte dos competidores de remo. Sendo assim, o time de futebol da Gávea disputou apenas amistosos até 1912, quando se filiou à Liga Metropolitana e passou a levar o esporte bretão mais a sério.

Com uma equipe formada por ex-jogadores do Fluminense, que haviam se desentendido com a diretoria tricolor, o Flamengo tornou o futebol como esporte oficial do clube e começou sua tradição dentro das quatro linhas.

No primeiro Fla-Flu, disputado no dia 7 de julho de 1912, já existia rivalidade entre as duas equipes. Devido à troca de agremiação por parte de alguns jogadores do tricolor, o clássico nasceu cercado por um sentimento de “guerra”. Melhor para o time das Laranjeiras, que venceu o jogo por 3 a 2.

Passado o baque da derrota para seu principal adversário da época, o Flamengo teve tempo para se preparar e desenvolver o futebol no clube. Os resultados apareceram com rapidez. Dois anos após a instituição do esporte como prática oficial da agremiação, o time rubro-negro conquistou o seu primeiro bicampeonato carioca, em 1914 e 1915, sendo o último de forma invicta.

Os títulos estaduais passaram a ser rotina para o Flamengo, mas problemas extra-campo voltaram a atormentar a diretoria rubro-negra. Com a proximidade do fim do contrato de aluguel do campo da Rua Paissandu, onde o clube mandava os seus jogos, temia-se que a equipe ficasse sem local para treinar e disputar suas partidas. Mas uma atitude do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Antônio Prado Jr., colocou fim na agonia dos membros rubro-negros.

O político cedeu uma área com mais de 34 mil metros quadrados ao clube, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. No local foi construída a sede da Gávea, que até hoje abriga os treinos do time de futebol, além dos esportes olímpicos que sempre tiveram espaço no Flamengo.

Com a tranqüilidade de possuir um estádio próprio, a equipe rubro-negra pôde se dedicar mais ao futebol e traçar novas metas para o esporte no clube. Logo na década de 1940, com uma equipe recheada de craques como Domingos da Guia e Zizinho, o time rubro-negro conquistou seu primeiro tricampeonato carioca, nos anos de 1942, 1943 e 1944. Feito que se repetiu em 1953, 1954 e 1955, quando os maestros da equipe eram Zagallo, Dida e Joel.

Porém, somente após quase 70 anos da oficialização do futebol como esporte do clube, o Rubro-negro carioca teve sua grande época de ouro. Na década de 1980, o time da Gávea foi um verdadeiro papão de títulos e protagonizou a fase mais vencedora da história do Flamengo.

A estrela maior da companhia, o eterno ídolo Zico, comandou a equipe em diversas conquistas, tendo como companheiros de elenco outras lendas do futebol nacional, como Raul, Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Tita e Nunes.

Uma chuva de troféus invadiu a Gávea durante este período. Campeonatos estaduais foram dois, em 1981 e 1986. Além de quatro títulos brasileiros em 1980, 1982, 1983 e 1987. Mas a principal conquista desta geração, que não sai da cabeça dos torcedores flamenguistas, aconteceu em 1981.

O Galinho de Quintino, apelido de Zico, levou a equipe da Gávea aos dois títulos mais importantes da sua história. O clube rubro-negro sagrou-se campeão da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes. Na conquista global, o time da Gávea despachou o Liverpool por um convincente 3 a 0, com dois gols de Nunes e um de Adílio.

Mesmo com a reformulação do elenco no final dos anos 1980, o time rubro-negro começou a década seguinte conquistando mais dois títulos no âmbito nacional. Em 1990, comandado pelo remanescente Júnior, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil em cima do Goiás. No primeiro jogo da final, o time do Rio venceu por 1 a 0. Resultado este que permitiu que o Fla empatasse o jogo seguinte por 0 a 0 em Goiânia e ainda assim ficasse com a taça.

Dois anos depois, em 1992, o rubro-negro chegou ao seu quinto título brasileiro, em uma final regional contra o Botafogo. A equipe de Júnior conseguiu superar o favoritismo alvinegro e levantou a taça de pentacampeão brasileiro, motivo de grande orgulho para os torcedores do Flamengo.

Passado o frisson desta geração vencedora, o século XXI não trouxe muitas alegrias para a nação rubro-negra. Além do título da Copa do Brasil de 2006, diante de seu maior rival, o Vasco da Gama, o time da Gávea se limitou apenas às conquistas de campeonatos estaduais e campanhas ruins e medianas no Campeonato Nacional.

O título mais importante deste período de escassez de conquistas expressivas foi o tricampeonato carioca de 1999/2000/01. Em três decisões eletrizantes contra o rival Vasco, o rubro-negro conquistou de forma emocionante mais três taças para sua galeria. O gol de falta de Petkovic, no segundo jogo da final de 2001, ficou imortalizado como o símbolo daquela fase de vitórias no campeonato do Rio de Janeiro.

Porém, no ano de 2007, com um elenco que começou o Campeonato Brasileiro desacreditado, o Flamengo recuperou o fervor de sua torcida e fez uma campanha extraordinária. Durante o primeiro turno, quando passou a maior parte do tempo na zona de rebaixamento, nem o mais crédulo dos rubro-negros acreditava que uma reviravolta tão grande aconteceria na tabela do campeonato.

O técnico Joel Santana, que substituiu Ney Franco, comandou o clube numa recuperação espetacular e terminou a competição em um admirável terceiro lugar e com uma vaga para a Taça Libertadores da América de 2008. A massa rubro-negra lotou o Maracanã em quase todos os jogos do clube, fazendo com que o Flamengo terminasse com a melhor média de público do campeonato e com a maior presença de torcedores em uma única partida.


GRANDES ÍDOLOS

O atacante Lêonidas da Silva, também conhecido como Diamante Negro, foi um dos principais artilheiros da história do Clube de Regatas do Flamengo. O jogador atuou pelo clube durante cinco anos (1936-1941), participou de 179 partidas e marcou 150 gols, conseguindo a boa média de quase um gol por jogo. Leônidas participou da campanha vitoriosa do Campeonato Estadual de 1939.

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é considerado, até hoje, o maior craque da história do Flamengo. Admirado por suas belas cobranças de faltas, assistências precisas e gols memoráveis, o Galinho de Quintino é considerado como um "Deus" pela maioria dos torcedores rubro-negros.

O craque, que jogou no clube durante 17 anos (1971-83 e 1985-90), participou de quase todas as conquistas mais importantes do time da Gávea. Zico estava presente nos quatro primeiros títulos brasileiros do clube (1980, 82, 83 e 87), na conquista da Taça Libertadores da América e do Título Mundial Interclubes, em 1981.

Quando deixou o Flamengo, pela primeira vez, Zico foi atuar pela Udinese, da Itália, onde também teve um ótimo rendimento. Em 79 partidas disputadas na Europa, o meia marcou 56 gols, encantando a torcida italiana.

Em 1985, quando retornou para o Rubro-negro carioca, o craque passou por um dos momentos mais difíceis de sua trajetória no esporte. Numa partida contra o Bangu, o jogador Márcio Nunes entrou de forma violenta em Zico, ocasionando uma séria contusão no joelho do Galinho. Porém, quando muitos achavam que este seria o fim de sua carreira, ele deu a volta por cima e jogou pelo Flamengo até 1990, quando decidiu se "aposentar".

Após estar parado quase que por dois anos, Zico resolveu voltar a jogar, mas com um objetivo diferente. Atuar no Kashima Antlers, do Japão, não era o caminho comum para jogadores consagrados como ele. Porém, o ídolo rubro-negro aceitou o desafio de jogar em um país no qual o futebol não despertava o interesse do povo local. Seu sucesso na terra do sol nascente, sem dúvida, é um dos fatores responsáveis pelo crescimento do esporte bretão na localidade, que ainda era pouco admirado pelos japoneses. Atuando como técnico e treinador, Zico ficou no Kashima até 1994.

Além de ser o maior destaque de todas esta campanhas vitoriosas, o Galinho é também o recordista de gols da agremiação. Em 701 jogos disputados, o meia marcou 508 gols, tornando-se o maior artilheiro da história do clube.


ARTILHEIROS

O craque Zico, também conhecido como Galinho de Quintino, é, além de ídolo da torcida rubro-negra, o maior artilheiro da história do Clube de Regatas do Flamengo. O jogador marcou 508 gols em 731 partidas disputadas pelo time da Gávea.

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