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Campeonato Paulista - Guarani :: Voltar

HISTÓRIA

O Guarani surgiu em uma época em que vários clubes eram fundados por jovens atletas, que praticavam esportes no Gymnasio do Estado, nos anos de 1900 a 1910. No ano seguinte, então, alguns adolescentes resolveram formar uma agremiação diferente das demais.

Os alunos Pompeo de Vito, Vincenzo Matallo e Hernani Felippo Matallo se reuniram na praça Carlos Gomes (nome de um autor de grandes óperas internacionais, nascido em Campinas) e decidiram fundar um clube, chamando amigos e parentes para entrar na associação. Os jovens, então, decidiram jogar futebol sobre o espaço de lazer e, numa reunião de dez garotos, fundaram o Guarany Foot-Ball Club, em homenagem à obra do compositor de óperas que dá nome à praça. As cores foram escolhidas de forma peculiar: o branco, da luz que iluminava o local, e o verde, do gramado da área.

Após a formação, foi estabelecida a mensalidade do clube como 500 réis de taxa. Mas, então, surgiu o primeiro problema. O time estava sendo formado no dia 1º de abril do ano de 1911. Com medo de serem ridicularizados no futuro por se tratar do Dia da mentira, a diretoria decidiu que a data oficial de fundação do clube seria o dia seguinte, 2 de abril. Em seguida, o time foi formando os seus estatutos e seguiu com as suas atividades.

Em 1918, o clube passou a ser chamado de Bugre, em alusão ao indiozinho que é mascote da agremiação. O índio representa a força e luta do time no início de sua trajetória.

O Guarani construiu seu estádio no ano de 1923. Para a inauguração, fez uma partida com a principal agremiação da época, o Club Atlhetico Paulistano. A partida foi vencida por 1 a 0, com gol de Zequinha.

Mas, a partir dali, a rivalidade com a Ponte Preta passou a se acirrar, com os jogos ocorrendo no novo estádio até o ano de 1948, quando o rival alvinegro inaugurou o Moisés Lucarelli. Antes disso, a partida verdadeiramente considerada como dérbi era Guarani FC x Campinas FC, um time famoso na época, e que em nada se assemelha com o Campinas FC, criado pelo ex-jogadores Careca e Edmar.

Ainda nos anos 20, surgiu o primeiro ídolo da história do futebol do clube. O atacante Nenê estreou aos 20 anos com a camisa alviverde. Após nove anos, marcou mais de 100 gols, ficando na agremiação até 1934.

Em 1947, o futebol tornou-se profissional no estado de São Paulo, e foram organizados os campeonatos da primeira e da segunda divisões. O Guarani ingressou na divisão inferior e logo a venceu, subindo para a primeira em 1950.

Em 1953, a diretoria achava que o clube necessitava de um estádio maior para seu público. Então, foi construído o Brinco de Ouro da Princesa. O estádio tem esse nome pelo fato de um jornalista, que necessitava de uma manchete chamativa para o seu jornal, ter dito: “Brinco de Ouro para a Princesa”, sendo a palavra Princesa uma alusão à cidade de Campinas, que era chamada de Princesa D’Oeste. O estádio já sofreu duas reformas, em 2002 e 2006.

Na década de 50, o clube teve, pela primeira vez, jogadores convocados para a seleção brasileira principal. São eles: Tião Macalé, Oswaldo, Amauri e Hilton, que jogaram o Sul-Americano (atual Copa América) de 1963. Com atletas tão valiosos, o time passou a vencer os seus primeiros campeonatos profissionais, como os Torneios dos Campeonatos Paulistas de 1953, 1954 e 1956.

Se os anos 60 foram de resultados pouco expressivos, a década seguinte foi marcante. O clube revelou grandes nomes, como Careca, Zenon, Renato Pé Murcho e Jorge Mendonça, conquistando o Brasileiro de 1978, o maior título de sua história.

O centroavante Careca defendeu o clube de 1976 a 1982 e foi o maior artilheiro da história do Guarani, marcando 109 gols nesses seis anos. Um deles o da decisão do Nacional de 1978, na histórica final contra o Palmeiras, em que o Bugre triunfou por 1 a 0.

Oito anos depois, a chance do bicampeonato. Porém, em uma final emocionante com o São Paulo, a equipe do Brinco de Ouro amargou o vice-campeonato nacional após disputa por pênaltis. Por ironia, o “carrasco” daquela decisão foi justamente Careca, que na época defendia o Tricolor paulista e brilhou com a camisa são-paulina na decisão.

Posteriormente, o clube chegou à final do Campeonato Paulista de 1988, contando com jogadores como o meia Neto. Na ocasião, perdeu para o Corinthians a decisão.

Nos anos 1990, o Guarani continuou montando bons times, com atletas como Djalminha, ex-Flamengo, e Amoroso, formado nas categorias do clube. Amoroso, inclusive, foi Bola de Ouro no Campeonato Brasileiro de 1994. Ainda brilharam pelo clube os atacantes Luizão e Dinei.

Depois de vendidos esses jogadores, o Guarani passou a sofrer com problemas de má administração. No século 21, acumulou rebaixamentos tanto no Brasileiro quanto no Paulista. Agora, tenta se reerguer, estando já na elite do futebol estadual. Contudo, inicia o ano de 2008 na Série C do Nacional.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande ídolo do Guarani foi o atacante Nenê, que estreou balançando a rede em abril de 1926, no empate por 1 a 1 com o CA Ypiranga. Pelo clube, chegou à seleção paulista, jogando contra times como Torino, da Itália, e Peñarol, do Uruguai.

Os jornais de Campinas colocavam Nenê como ídolo da cidade, com o jogador chegando a fazer propagandas de fortificante, joalheria e alfaiataria. Terminou sua história como atleta bugrino em 1934, numa partida contra o Corinthians de Campinas. Em oito anos, marcou mais de 100 gols.

Durante várias décadas o time teve, no entanto, suas glórias em um âmbito apenas regional, como campeonatos da cidade de Campinas, do estado de São Paulo e amistosos contra times de fora do estado.

O segundo ídolo em potencial foi o meia Zenon. Famoso no Corinthians e na seleção brasileira, o inteligentíssimo armador de jogadas chegou ao Guarani vindo de Santa Catarina, onde atuou no Avaí. O meio-campista, excelente cobrador de faltas, desembarcou em Campinas em 1976 e ficou na agremiação até 1980, ajudando na conquista do Brasileiro de 1978.

Zenon teve ao seu lado Careca, que é o maior ídolo da história do Guarani. O centroavante chegou no clube ainda menino e cresceu nas categorias de base do alviverde. Ele iniciou sua carreira profissional em 1976, com apenas 16 anos. Em 1978, venceu o primeiro e único Campeonato Brasileiro da história do bugre, marcando o gol do título no triunfo contra o Palmeiras por 1 a 0.

O atacante permaneceu até 1982, quando se transferiu para o São Paulo. No mesmo ano, foi convocado para a seleção brasileira que ia disputar a Copa do Mundo. Mas, em virtude de uma lesão, acabou cortado. Careca marcou, ao final de seis anos, 109 gols.

Depois, na metade dos anos 80, o ponta-esquerda João Paulo ingressou no time alviverde. Vindo das categorias de base, chegou ao elenco profissional em 1984 e atuou por quatro anos, até sair para o Bari, da Itália, onde ficou por cinco anos. Ao mesmo tempo, o centroavante Evair subiu ao time profissional em 1985, defendendo o clube até 1988. Depois, também foi para a Itália, jogar na Atalanta.

No final dos anos 80, quem desembarcou no clube campineiro foi o meia Neto, sendo titular em várias competições. Em 1988, foi peça chave na campanha da equipe vice-campeã paulista.

Na década de 90, mais três jogadores tiveram grande destaque com a camisa alviverde. O primeiro deles foi o meia Djalminha. Filho do zagueiro Djalma Dias, chegou em Campinas vindo do Flamengo em 1993. Jogou por uma temporada e foi para o Japão, voltando no ano seguinte. Dotado de grande técnica, fez com que o time rivalizasse com os grandes do estado, ao lado de Luizão e Amoroso.

Amoroso, por sinal, foi revelado pelas categorias de base e, em 1992, com 18 anos, foi emprestado para o futebol japonês para adquirir experiência. Voltou em 1994 e, de forma extraordinária, foi Bola de Ouro do Brasileirão.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Guarani é o craque Careca, que defendeu o clube na década de 1970 e é considerado o melhor jogador da história da agremiação. O centroavante balançou as redes adversárias em 109 oportunidades.

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