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Campeonato Catarinense - Guarani :: Voltar

HISTÓRIA

O Guarani de Palhoça foi fundado em 15 de fevereiro de 1928, sob o nome de Guarani Futebol Clube. A iniciativa partiu de sete jovens, que estavam reunidos no clube da cidade, o Clube 7 de Setembro. Os rapazes eram Augusto Haeming, Ivo Zacchi, João Otávio Pamplona, Jacob Santana Silveira, José Knabbem, Nilo Dias e Silvio Zacchi, todos moradores da cidade de Palhoça.

O nome foi escolhido em homenagem aos índios que habitaram a região de Palhoça, que fica no litoral de Santa Catarina. Graças à localização da cidade, a mascote do time é conhecida como o Índio Litoral.

No começo, o clube mandava seus jogos em um terreno onde hoje funciona a escola básica Wenceslau Bueno. Foi assim até 1932, quando Juliano Lucchi doou um terreno no bairro do Patural, onde foi construído o primeiro estádio próprio do Guarani Futebol Clube. Nesse ano também foi organizada a primeira diretoria, que contou com Alécio Zacchi como presidente.

Quatro anos após a construção do estádio, em 1936, o Guarani não ia nada bem e foi obrigado a fechar as suas portas. Aproveitando-se do fim da agremiação, Candinho Carioca fundou o América Futebol Clube, que usou o estádio e a sede social do clube até 1939, quando voltou para o Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1940, o Guarani retomou às atividades.

Mas foi por pouco tempo. Em 1942, o time voltou a fechar as suas portas. E permaneceu assim por dois anos, quando voltou às atividades em 1944, sob a presidência de João Alves Pamplona. Depois disso, o Guarani nunca mais foi obrigado a fechar.

Em 1966, o estádio foi rebatizado e passou a se chamar João Otávio Pamplona, nome do presidente que mais vezes exerceu o cargo no time de Palhoça. Mas foi por pouco tempo. Depois de cinco anos de expectativa, entre 1967 e 1972, o novo campo - estádio Renato Silveira - foi inaugurado em uma partida entre os donos da casa e o Saldanha da Gama.

Seis anos depois, em 1978, o Guarani disputou seu primeiro torneio municipal de Palhoça, e já se sagrou campeão, assim como nos anos de 1985, 1986, 1994, 1995, 1998 e 1999, tornando-se o maior campeão do campeonato.

Ainda no amadorismo, em 1996, a sonhada iluminação do estádio Renato Silveira foi inaugurada. A primeira partida noturna do estádio foi entre o Guarani e o Atlântico da Barra do Arirú.

Quatro anos depois, o clube finalmente se profissionalizou e disputou sua primeira competição oficial, a segunda divisão do Campeonato Catarinense, conquistando a terceira colocação.

Dois anos depois, a equipe mudou seu nome e sua orientação. O clube passou a se chamar Sociedade Esportiva Recreativa e Cultural Guarani, que passou a ter o objetivos filantrópicos, beneficentes, educativos, culturais, artísticos e a prática desportiva e recreativa.

Em 2003, o maior momento da história da agremiação. O time bateu o Timbó na decisão da segunda divisão estadual e se classificou para a elite de Santa Catarina, seu maior feito até agora.

O time, porém, não foi bem no Campeonato Catarinense de 2008 e foi rebaixado, ao lado do Juventus e Brusque, e disputará a segunda divisão do Catarinense em 2009.


GRANDES ÍDOLOS

Apesar de ser um time antigo, o Guarani não conta com muitos ídolos em sua história. Nesse quesito, no entanto, os atletas que participaram da conquista da segunda divisão do Catarinense de 2003 se destacam, além de dois famosos do futebol do Brasil.

Fora dos gramados, o destaque da equipe é o gerente de futebol Lico, que ficou conhecido no futebol mundial jogando pelo Flamengo. O ex-meia, nascido em Imbituba-SC, começou a sua carreira no América de Joinville.

Em seguida, o jogador foi para o Grêmio e ainda defendeu Figueirense, Avaí e Joinville, antes de se transferir para o Flamengo em 1980. O jogador defendeu o Rubro-Negro carioca até 1984, quando foi obrigado a encerrar sua carreira após duas cirurgias no joelho.

Apesar de ter pendurado as chuteiras precocemente, Lico foi vitorioso. Como atleta, conquistou o Catarinenses de 1974, pelo Figueirense, e os de 1979 e de 1980, pelo Joinville. Pelo Flamengo, venceu o Carioca de 1981, os Brasileiros de 1982 e 1983, além da Libertadores e do Mundial de 1981. Lico virou gerente de futebol do da Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural Guarani em 2007.

Outro jogador de destaque no cenário nacional que tem passagem pelo Guarani é o zagueiro Alexandre Lopes. O atleta iniciou sua carreira no Criciúma, e ainda passou por Corinthians, Sport, Fluminense, Spartak Moscou, da Rússia, Goiás, Tokyo Verdy, do Japão, Internacional, Portuguesa e São Caetano, antes de assinar com o clube.

O jogador também colecionou bastantes títulos, tendo conquistado o Catarinense de 1995, o Troféu Ramon de Carranza de 1996, o Paulista de 1997 e o Gaúcho de 2004.

Quando o assunto são ídolos formados no próprio Guarani, não há como não falar dos heróis da conquista do único título da história da Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural Guarani: o Campeonato Catarinense da segunda divisão de 2003.

A equipe de Palhoça venceu o União Timbó na grande final do torneio, depois de passar por times como o São Bento, o Concórdia e o Operários.

No primeiro jogo da decisão contra a equipe de Timbó, o Guarani conseguiu sair com uma vitória por 2 a 1 no estádio Renato Silveira, com gols de Gralha e Ramon. O tento dos visitantes foi marcado por Da Silva.

Na segunda partida, em Timbó, a equipe da casa ia batendo o Guarani por 1 a 0 e se tornando campeã, até que Marcinho fez o gol de empate e garantiu o título mais importante da história do Guarani, o que o credenciou para disputar, pela primeira vez em 76 anos, a primeira divisão do estadual de Santa Catarina, em 2004.

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