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Campeonato Paulista - Portuguesa :: Voltar

HISTÓRIA

A Portuguesa surgiu da união de cinco agremiações lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. Logo após a fundação como Associação Portuguesa de Esportes, em 14 de setembro de 1920, a Lusa tentou se filiar à Associação Paulista de Esportes Atléticos, mas, por falta de tempo, acabou se unindo ao Mackenzie.

Juntas, disputaram três campeonatos em conjunção, como Portuguesa-Mackenzie, até que em 1923 a Lusa se desligou da parceria e passou a ser apenas Associação Portuguesa de Esportes.

Em 1925, o clube comprou instalações na Praça de Esportes União Artística Recreativa Cambuci, para tornar o local a sua sede oficial. No ano seguinte, já aconteceram as primeiras partidas do time e as tão famosas festas juninas (que na época se chamavam Joaninas, por ocorrerem apenas na noite de São João). No entanto, Em 1929, a Lusa mudou de sede. Após a compra de um terreno no Ipiranga, as novas instalações foram inauguradas na data do nono aniversário.

Nos anos 30, o time foi campeão Paulista pela primeira vez. Em 1935, o elenco que contava com Fiorotti, Duílio, Frederico e o artilheiro Carioca foi vencedor do primeiro grande campeonato que disputou.

No ano seguinte, a Lusa foi novamente campeã, com Carioca sendo artilheiro outra vez. Na época também jogou o goleiro Batatais, que ficou famoso no Fluminense e na seleção brasileira.

No início de 1940, a Portuguesa trocou de nome para a denominação atual: Associação Portuguesa de Desportos. No mesmo ano, foi lançada a pedra fundamental do Estádio Dr. Ricardo Severo, e pouco tempo depois conquistou o troféu Fita Azul três vezes seguidas (Fita Azul era um troféu concedido ao time que conquistasse dez vitórias consecutivas fora do país).

No início dos anos 50 a Lusa foi campeã do torneio Rio-São Paulo em duas ocasiões: em 1952 e 1955. Depois dali, a direção do clube adquiriu o que é hoje o Canindé, na época um espaço que tinha sido anteriormente utilizado pelo São Paulo Futebol Clube e vendido a uma família tradicional da cidade.

Como o estádio era cercado por lagoas, acabou sendo construído em madeira, passando a ser chamado de Ilha da Madeira. O time contava com grandes nomes de nível nacional, como Julinho Botelho, Ipojucan, Brandãozinho e Djalma Santos, o lendário defensor da seleção brasileira.

Já nos anos 60, uma nova administração fez com que o clube investisse em sua própria infra-estrutura, visando aumentar o quadro de sócios da agremiação. O resultado foi rápido: de pouco mais de 1.000 para 18.000 sócios, que encheram os cofres da Lusa. O Parque Aquático, inclusive, foi inaugurado com os lucros desse investimento. Os grande jogadores da época eram o lateral Zé Maria, o goleiro Félix e o centroavante Servílio, quarto maior artilheiro da história do clube.

No final dos anos 60, o clube passou então a investir pesado nas categorias de base. O fruto desse trabalho veio a seguir: o time foi campeão do torneio de aspirantes de 1972. Em 1973, veio o terceiro e último Campeonato Paulista de sua história, com nomes como Calegari, Badeco, Basílio e Enéas, esse um grande artilheiro que jogou desde muito jovem no Canindé e fez história, sendo o segundo maior goleador lusitano, com 179 gols.

Na época foi ainda inaugurado o grandioso estádio Independência, que anos depois foi chamado Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, em homenagem ao maior presidente da história do rubro-verde.

No final dos anos 70 e início dos anos 80 a Lusa ficou de fora da elite do futebol brasileiro, disputando a Taça de Prata, equivalente à segunda divisão. No polêmico campeonato de 1987, de dois campeões, ficou no módulo amarelo – o segundo, do campeão Sport – enquanto o primeiro – módulo verde – teve o outro campeão Flamengo.

No final da década, a Portuguesa revelou um de seus maiores ídolos: o volante Capitão. Vindo de Cascavel, o jogador, de nome Oleúde José Ribeiro (e de apelido Capitão por ter nascido na cidade Capitão Leônidas Marques-PR) foi o que disputou mais partidas com a camisa vermelha e verde. Na mesma época, explodiam Zé Maria e Dener - este último um promissor atacante que teve um fim trágico num acidente de carro em 1994, no Rio, quando defendia o Vasco.

Depois, a Lusa fez um excelente Campeonato Brasileiro em 1996 e quase foi campeã, perdendo a final para o Grêmio de Paulo Nunes e Felipão. Os lusitanos contavam com nomes como Rodrigo Fabri, Leandro Amaral e Zé Roberto, além do técnico Candinho, que entraram para a história com a quase conquista.

Após o vice, a Lusa passou a sofrer bastante com o êxodo de jogadores e o futebol apresentado caiu de produção. O clube ficou endividado, obrigando o departamento de futebol a formar jogadores para vender aos rivais. Exemplo disso é o atacante Ricardo Oliveira, selecionável e que foi vendido ao Santos e hoje está no Zaragoza.

O resultado foi a queda de divisão do Brasileirão e do Paulistão em pouquíssimo tempo. A Lusa se viu, então, obrigada a recomeçar sua trajetória, como se fosse um clube recém-falido. Mesmo com pouco dinheiro, o time que quase desceu à Série C em 2006 (salvo pelo técnico Wagner Benazzi, que virou o maior ídolo da atualidade) acabou conquistando o acesso para a Série A em 2007 com o mesmo treinador, e jovens valores como o goleiro Tiago e o atacante Diogo, além de ter subido para a primeira divisão do Paulistão no início do mesmo ano.


GRANDES ÍDOLOS

O primeiro grande ídolo lusitano foi o goleiro Batatais, que chegou ao clube em 1933. Sendo um grande jogador e tendo um exemplar comportamento dentro das quatro linhas, ficou marcado na Portuguesa mesmo jogando apenas duas temporadas - saiu ao final do ano de 1934 e virou ídolo no Fluminense.

No entanto, o maior ídolo da Lusa é o lateral-direito Djalma Santos. Também famoso no Palmeiras, o defensor defendeu o clube lusitano por dez temporadas. Tido como o melhor da posição na Copa de 1958 mesmo tendo jogado apenas 90 minutos. Pela Portuguesa o craque realizou 453 partidas, de 1948 a 1958, quando se transferiu para o Palmeiras. Conquistou os Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955, além de títulos menos famosos, como o Troféu San Isidro, em 1951, e o Fita Azul, de 1951, 1953 e 1954.

Contemporâneo a Djalma Santos, o atacante Pinga jogou com a camisa lusitana de 1944 a 1952, e está marcado na história do clube não só por isso. Foi o maior artilheiro da história da Lusa, com 284 gols marcados no período.

Jogaram ainda com Djalma e Pinga nomes como o lendário ponta-direita Julinho Botelho, o meia Brandãozinho, o habilidoso centroavante Ipojucan, o atacante Servílio e o selecionável goleiro Félix, todos esses fazendo história entre os anos de 1945 e 1960, uma das melhores fases da Lusa.

Depois dali, em 1966, viria a aparecer um outro grande lateral-direito na Lusa: Zé Maria. Super Zé, como ficou conhecido, disputou as Copas do Mundo de 1970 e 1974, sendo reserva na primeira e titular na segunda. Pela Lusa, atuou de 1967 a 1970.

Apareceu durante os anos 70 outro grande jogador na Portuguesa: Enéas. Revelado pelas categorias de base do clube, o atacante foi o segundo maior artilheiro da história lusitana, com 184 gols anotados em sua passagem pelo clube.

Alguns anos depois, desembarcaria no Canindé um novo Zé Maria, Homônimo do grande craque de outrora. Zé Maria foi revelado pelo clube no início dos anos 90. Na mesma época, surgia um promissor garoto: Dener. O jovem atacante era muito rápido e habilidoso, colocando a Lusa novamente em evidência após uma fase não muito boa. Após uma transferência para o Vasco, o jogador morreu em um trágico acidente de carro em 1994, mas já estava marcado na história do time do Canindé.

Pouco tempo depois, a equipe continuou com sua fama de revelar grandes nomes, e lançou no futebol jogadores como Leandro Amaral, Rodrigo Fabri, Capitão e Zé Roberto. Este último jogou de 1994 a 1997 na Portuguesa, realizando mais de 60 partidas. Lateral-esquerdo de origem, passou a jogar no meio-campo dada a sua grande habilidade com a bola nos pés, estando no time vice-campeão Brasileiro de 1996. Foi, então, vendido ao Real Madrid-ESP.

Já Leandro Amaral chegou em 1997. Também promissor, o atacante Leandro despontava pelas categorias de base do clube e jogou por duas temporadas, até ser vendido para a Fiorentina-ITA, em 1999. Após ter perdido o rumo na carreira, voltou à Lusa em 2005, e jogou a Série B do Brasileirão neste ano. Voltando a fazer sucesso foi, então, negociado ao Vasco.

Rodrigo Fabri teve trajetória semelhante. Jogando no clube de 1994 a 1997, foi também vendido e não encontrou o bom futebol. Enquanto esteve na Lusa, teve uma das melhores fases, estando também no clube vice-campeão do Brasileiro de 1996.

O maior ídolo dos anos 90 foi, no entanto, o volante Capitão. De nome Oleúde, acabou sendo chamado de Capitão, por ser oriundo da cidade de Capitão Leônidas Marques, no Paraná. Um dos atletas que mais atuou com a camisa da lusa, estreou em 1988 e esteve no momento de maior glória - o vice-campeonato brasileiro de 1996 - e também no pior momento do clube - a queda para a segunda divisão nacional, em 2004. Mesmo assim, por sua qualidade e regularidade, é um dos ícones do clube até hoje, mesmo já tendo encerrado a carreira.

O maior ídolo da atualidade, no entanto, é o técnico Wágner Benazzi. O treinador chegou ao clube no segundo semestre de 2006, quando a Portuguesa estava próxima de cair para a terceira divisão. Fez uma promessa: levantar o clube e impedir sua queda.

Em poucas semanas conseguiu o feito, já ficando marcado. Não contente, no ano de 2007 conquistou o título da Série A2 do Paulistão, subindo novamente o clube, e ainda levou-o ao acesso à Série A do Brasileirão com uma bela campanha. Ganhou ainda uma estátua no Canindé pelas glórias alcançadas.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro do clube foi o atacante Pinga. De nome José Lázaro Robles, Pinga esteve no time que venceu o torneio início do Campeonato Paulista de 1947. Conquistou, depois, o Rio-São Paulo de 1952. Atuou pela equipe lusitana de 1944 até o ano do último título, 1952, marcando 284 gols nesse período.

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