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Campeonato Paulista - Noroeste :: Voltar

HISTÓRIA

O Esporte Clube Noroeste foi fundado em 1º de setembro de 1910 com o nome de Sport Club Noroeste, devido à origem inglesa do esporte. Os primeiros dirigentes da equipe foram homens poderosos de cidade de Bauru e região, como engenheiros, advogados e prefeitos. Entre eles estava Alfredo de Castilho.

O dirigente foi diretor do clube em duas ocasiões, de 1925 a 1929 e de 1934 a 1937. Em sua homenagem o estádio do time foi batizado com seu nome. O palco foi inaugurado no dia 1º de agosto de 1935, em uma partida contra o Campinas Futebol Clube. Apesar do dia festivo, o resultado não foi positivo e o Norusca acabou derrotado por 1 a 0.

O primeiro título do clube veio em 1943, com a conquista do Campeonato Paulista do Interior, em decisão contra o Guarani. Nessa época, a equipe ainda praticava o futebol amador. O profissionalismo foi implantando apenas em 1948, quando a entidade se afiliou a Federação Paulista e passou a disputar a competição estadual. O primeiro acesso à elite do futebol do Estado aconteceu em 1953, após a conquista da segunda divisão.

O maior susto da história do Noroeste aconteceu em novembro de 1958. Durante uma partida contra o São Paulo um incêndio causou pânico nos torcedores presentes no estádio, consumiu parte das arquibancadas e atingiu casas vizinhas. No entanto, não houve vítimas fatais, apenas alguns feridos.

O time voltaria a atuar em seu estádio apenas em 1960. Foi justamente no ano desse retorno que o clube fez uma de suas melhores campanhas de sua história no Estadual. A equipe encerrou sua participação na quinta colocação e revelou para o futebol os dois maiores ídolos da torcida noroestina: os atacantes Toninho Guerreiro e Zé Carlos.

O primeiro rebaixamento aconteceu em 1966, mas quatro anos depois o time ascenderia novamente à elite paulista. Em 1978, a equipe bauruense fez sua melhor temporada e conseguiu o acesso à primeira divisão do futebol brasileiro. Esta foi a primeira e única participação dos alvirrubros, que contrataram o atacante Jairzinho, o “Furacão” da Copa de 1970, para fortalecer o elenco. A contratação de pouco adiantou e o time não passou da segunda fase da competição.

A época áurea dos paulistas duraria até 1981, quando voltaram a ser rebaixado para a segunda divisão do estado. Retornaram à elite em 1984, mas um ano depois caíram novamente e subiram mais uma vez em 1986. Devido a esse sobe e desce, o time ganhou o apelido de ioiô.

A sina do vai-e-vem se instalou no clube e, em 1994, a equipe fez péssima campanha e acabou rebaixada para a Série A-3, equivalente a terceira divisão paulista. No ano seguinte, o time se reergueu e, após um excelente desempenho, conquistou o título da Terceirona.

O Noroeste permaneceu na Série A-2 até 1999, quando fez umas de suas piores participações e caiu novamente para a terceira divisão. Após cinco anos o time conquistou o acesso para a Segundona. No ano seguinte, o clube retornou à elite do futebol paulista, após 12 anos nas divisões inferiores e até hoje se mantêm no primeiro escalão.

Ainda em 2005, a Locomotiva Vermelha, apelido dado por funcionários da Companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em homenagem à ferrovia, conquistou também o campeonato da Federação Paulista de Futebol, garantindo uma vaga na Copa do Brasil.

No ano seguinte, em 2006, sob o comando do técnico Paulo Comelli, o Noroeste fez a melhor campanha de sua história na competição estadual, terminando na quarta posição, atrás apenas de Santos, São Paulo e Palmeiras. Os principais destaques da equipe sensação do Paulistão eram o meia Lenílson, eleito pela Federação Paulista de Futebol como o melhor jogador do Interior do Estado, e o atacante Rodrigo Tiui, artilheiro do time no certame.

Em 2007 o clube fez outra boa campanha no Paulistão e se estabilizou entre as grandes equipes do estado, se tornando a sensação do interior paulista na competição. Em 2010, o Noroeste comemorara seu centenário e poucos sabem que o dia de sua fundação é o mesmo do Sport Club Corinthians Paulista, um dos mais tradicionais de São Paulo.


GRANDES ÍDOLOS

O Noroeste, assim como muitos outros times do interior paulista, sempre revelou bons jogadores para o futebol brasileiro e mundial. Entre as principais figuras que já vestiram a camisa alvirrubra estão os atacantes Toninho Guerreiro e Jairzinho, o “Furacão da Copa de 1970”.

Nascido em Bauru, Toninho Guerreiro deu seus primeiros passos no futebol pelo Noroeste. O atacante que chegou ao clube com apenas 15 anos, aos 18 se tornou um dos maiores artilheiros da equipe na melhor fase do Norusca, em 1960. Neste ano ele foi integrado a equipe profissional e comandou a Locomotiva Vermelha em uma de suas melhores campanhas no Campeonato Paulista, encerrando sua participação no quinto lugar.

Antônio Ferreira permaneceu até 1962, antes de se transferir para o Santos Futebol Clube, onde formaria dupla de ataque com o melhor jogador de todos os tempos, Pelé. Ele também atuou pelo São Paulo e pelo Flamengo, antes de voltar ao time de sua cidade natal, onde encerrou sua vitoriosa carreira em 1975.

Outro importante jogador do melhor ano da história do clube foi o meia-atacante Zé Carlos. Revelado pela Portuguesa de Desportos, ele chegou ao time em 1960 e, ao lado de Toninho Guerreiro, formou o mais brilhante ataque do time paulista, realizando grandes exibições e partidas memoráveis. O jogador fazia parte do time que chegou em quinto lugar no Paulistão de 1960 e encerrou sua passagem por Bauru em 1966, quando se transferiu para o Juventus da Mooca.

Apesar de pouco ter contribuído para o crescimento do Noroeste, até hoje os torcedores do clube se orgulham de terem visto Jairzinho, o Furacão da Copa do Mundo de 1970, vestindo a camisa da equipe paulista. O craque chegou ao time em 1978, contratado para fortalecer o elenco que disputou pela primeira e única vez o Campeonato Brasileiro da primeira divisão. O atacante ajudou na classificação para a segunda fase, mas o Trem-Bala acabou desclassificado por Grêmio e Palmeiras, terminando assim no 28º lugar entre 74 participantes.

Outro grande ídolo do clube foi Lorico. Apelidado carinhosamente pela de torcida de “Mestre”, o jogador foi um dos melhores a defender a equipe do interior. Seu auge no time paulista foi no ano de 1972.

Um dos primeiros destaques do Noroeste foi o goleiro Julião. O arqueiro ganhou o apelido de “gigante”, não só pela sua altura, mas também por sua força física que amedrontava seus adversários. O jogador defendeu a equipe na década de 50 e até hoje é considerado um dos melhores da posição na história do clube.

Uma das principais revelações do Noroeste na década de 70 foi o ponta-esquerda Baroninho, que logo despertou o interesse de grandes clubes do país. Ao lado de Ticão e João Carlos, ele foi um dos melhores atletas da equipe em 1975 e acabou negociado com o Palmeiras, onde viveu o melhor momento de sua carreira. Antes de voltar ao Norusca em 1988, onde “pendurou as chuteiras”, ele também defendeu o Flamengo.

No ano seguinte, em 2006, sob o comando do técnico Paulo Comelli, o Noroeste fez a melhor campanha de sua história na competição estadual, terminando na quarta posição, atrás apenas de Santos, São Paulo e Palmeiras. Os principais destaques da equipe sensação do Paulistão eram o meia Lenílson, eleito pela Federação Paulista de Futebol como o melhor jogador do Interior do Estado, e o atacante Rodrigo Tiui, artilheiro do time no certame.

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