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Campeonato Gaúcho - Novo Hamburgo :: Voltar

HISTÓRIA

No dia 1° de maio de 1911, um grupo de trabalhadores da fábrica de calçados Adams, que ficava na cidade de Novo Hamburgo, decidiu fundar um clube de futebol, aproveitando a crescente popularização do esporte no país. A modalidade já era jogada nas datas comemorativas da empresa, encerrando as festas com uma disputa amigável entre os funcionários. Surgiu então o Sport Clube Novo Hamburgo.

Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, uma onda contra os alemães tomou conta do Brasil, já que eles eram os principais adversários a serem vencidos no conflito. O nome do Novo Hamburgo fazia alusão à cidade homônima da Alemanha. Deste modo, o governo de Getúlio Vargas fez pressão para que houvesse uma mudança no nome da agremiação. Com isso, o clube passou a se chamar Floriano, em homenagem ao marechal Floriano Peixoto, ícone da história do Brasil. Na época, até o nome do município foi alterado para Marechal Floriano.

Em 1947, o Novo Hamburgo conseguiu chegar até a final do Campeonato Gaúcho, quando foi derrotado pelo Internacional. Alguns afirmam que a arbitragem favoreceu a equipe mais tradicional, já que no primeiro jogo o Inter venceu por 1 a 0, com gol de pênalti. Torcedores do time do interior reclamam que a marcação do árbitro foi equivocada, mas isto não impediu o Novo Hamburgo de perder o campeonato. Depois de uma vitória por 2 a 1 no jogo de volta, foi derrotado na prorrogação.

O Novo Hamburgo nunca ganhou um Campeonato Gaúcho, mas chegou a vencer algumas competições estaduais disputadas apenas por clubes do interior, sem a presença dos poderosos Grêmio e Internacional. Em 1972, a equipe ganhou o Título do Interior. Nove anos depois, conseguiu chegar perto da principal taça estadual, mas mais uma vez não superou o Inter.

Em 1989, o Novo Hamburgo foi campeão da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. Mas sua permanência na elite estadual não durou muito. Foi apenas em 2000, depois de quase uma década sem disputar a primeira divisão gaúcha, que o time venceu mais uma vez a Divisão de Acesso e voltou ao escalão principal. Apenas para cair novamente no ano seguinte.

Finalmente, o Novo Hamburgo foi vice da Divisão de Acesso em 2003 e retornou à elite gaúcha. Desta vez, não voltou a cair, pelo contrário: fez boas campanhas e conseguiu classificação para a Série C do Campeonato Brasileiro, voltando a uma competição nacional depois de 19 anos. E ainda fez bonito neste campeonato, conseguindo chegar no quadrangular final, mas sem subir para a segunda divisão.

Em 2005, o time disputou a Copa do Brasil pela primeira vez, conseguindo classificação por meio da posição final no Campeonato Gaúcho do ano anterior. Na mesma temporada, venceu a Copa Emídio Peroni, considerada uma extensão do Estadual, o que deu uma vaga para o time na Copa do Brasil de 2006.

Nos últimos anos, o Novo Hamburgo segue com boas campanhas do Campeonato Gaúcho. A equipe também está prestes a abandonar seu antigo estádio e se mudar para uma nova casa, acompanhando o processo de modernização instituído pela diretoria da agremiação.


GRANDES ÍDOLOS

Geovani fez história com a camisa do Novo Hamburgo. No Campeonato Gaúcho de 1962, o centroavante marcou 13 gols e se sagrou artilheiro da competição. Seu feito só seria repetido mais duas vezes por atletas da equipe do interior. Uma por Sapiranga, em 1966, e outra por Giancarlo, principal goleador da competição em 2006.

O zagueiro Fogareiro é considerado um dos melhores defensores a terem vestido a camisa do Novo Hamburgo. Por 18 anos ele defendeu seu clube do coração. Faleceu no dia 6 de maio de 1966 e, em seu enterro, seu caixão foi levado por seis atletas uniformizados do clube. Além disso, a bandeira do Novo Hamburgo foi posta sobre o caixão como uma homenagem.

O goleiro Periquito é considerado o melhor da história do Novo Hamburgo. Na década de 40, deixou o clube para atuar pelo Internacional, onde fez parte de um grande time da equipe colorada, conhecido como “Rolo Compressor”.

O ponta-esquerda Raul Klein obteve muito destaque na década de 50 e foi um dos poucos jogadores da história do clube a terem sido convocados para a seleção brasileira. Com o time nacional, o atleta foi campeão do Pan-Americano de 1956.

Apesar de ter vestido a camisa do Novo Hamburgo apenas uma vez, em amistoso comemorativo, o maior jogador a ter atuado pelo clube foi o ponta-direita Garrincha, um dos maiores craques da história do futebol mundial. No dia 2 de julho de 1969, ele jogou com o número 7 nas costas em uma partida na qual a equipe foi derrotada por 3 a 1 pelo Internacional.

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