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Campeonato Paulista - Palmeiras :: Voltar

HISTÓRIA

O Palmeiras surgiu em 1914, das mãos de italianos que moravam em São Paulo na época. Os fundadores eram trabalhadores das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que se interessavam pela idéia de a colônia ter um clube próprio, que a representasse. Surgia então a Sociedade Esportiva Palestra Itália.

A ligação com o país europeu era tão grande que o primeiro escudo da agremiação foi a Cruz de Savóia, inspirada no uniforme do Pro Vercelli, que havia feito há pouco uma excursão pelo Brasil com sucesso, e utilizava este emblema. Nos primeiros momentos, o Palestra se ocupava apenas com amistosos e jogos varzeanos, trabalhando nos bastidores para entrar de vez no campeonato da Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos), o mais concorrido da época.

O sucesso foi imediato. Logo na segunda participação da equipe no certame, o Palmeiras terminou como vice. Foi nessa edição da competição que começou a surgir uma das maiores rivalidades do país. No primeiro jogo de sua história contra o Corinthians, o Alviverde venceu por 3 a 0 e encerrou uma invencibilidade de três anos do oponente.

Em 1920, veio a principal aquisição do clube naquele momento. O Parque da Antarctica (que era propriedade da fábrica de cervejas) foi adquirido por 500 contos de réis, e passou a ser a casa italiana em São Paulo. Neste mesmo ano, o Palmeiras conquistou seu primeiro título paulista da história.

Uma nova conquista, porém, demoraria mais seis anos para chegar. Foi em 1926, quando o time, comandado pelo famoso atacante Heitor Marcelino, que marcou 18 gols e foi o artilheiro da disputa, sagrou-se campeão paulista de maneira invicta. No ano seguinte, repetiria o feito, alcançando o primeiro bi de sua história.

Apesar dos três títulos estaduais, o Palmeiras ainda não estava estabelecido como força paulista. Ainda ficava atrás de equipes como Paulistano, Germânia e até do Corinthians. Firmou-se apenas na década de 30, quando conseguiu nada menos do que quatro títulos estaduais (1932, 1933, 1934 e 1936), além de um Torneio Rio-São Paulo (1933).

No início dos anos 40, o Palmeiras participou da inauguração do estádio Pacaembu (venceu o Coritiba por 6 a 2) e, ainda por cima, faturou o Campeonato Paulista com um triunfo por 4 a 1 sobre o São Paulo na decisão. Aquela que parecia ser a melhor fase do Palestra Itália, porém, foi afetada por problemas políticos.

Em meio à Segunda Guerra Mundial, com o Brasil ao lado dos Aliados (conseqüentemente contra o Eixo, que a Itália apoiava), o clube se viu obrigado pelo governo Getúlio Vargas a mudar seu nome. Adotou, então, o Palmeiras, que permanece até hoje.

Era o começo de mais uma geração vitoriosa no Parque Antarctica, com Oberdan Cattani fechando o gol alviverde e Waldemar Fiúme como artífice da linha. Posteriormente, este último seria homenageado com um busto na frente da sede do clube, honraria concedida a poucos atletas.

Ele, ao lado de Jair da Rosa Pinto, foi o grande jogador da conquista mais valorizada pelos palmeirenses em todos os tempos. Em 1951, foi organizada a Taça Rio, torneio que contou com várias equipes de ponta do futebol mundial, como o Nacional, do Uruguai, o Austria Viena, da Áustria, Sporting, de Portugal e a Juventus, da Itália, além do Vasco, base da seleção brasileira da época.

A conquista serviu como prenúncio para o que estava por vir na década de 50. Com o aparecimento do Santos de Pelé, todas as outras equipes perderam força e não conseguiram mais brigar por títulos importantes. Na década de 1950, por exemplo, restou ao Palmeiras comemorar o troféu paulista de 1959, vencido de maneira heróica contra o time da Vila Belmiro, com show de Julinho e Romeiro.

As coisas começariam a melhorar na década de 60. Mesmo ainda abaixo do Santos, o Palmeiras se firmava como uma das poucas equipes que fazia frente ao esquadrão litorâneo. O grande regente daquela “Academia”, como ficou conhecida a equipe, foi Ademir da Guia, filho de Domingos da Guia e o maior jogador alviverde de todos os tempos, também homenageado com um busto na frente da sede.

Logo no ano de 1960, ele ajudou a trazer ao Parque Antarctica o primeiro troféu nacional da agremiação. A Taça Brasil daquele ano foi garantida após vitória larga sobre o Fortaleza, por 8 a 2. Três anos depois, a mesma geração conseguiu mais um Campeonato Paulista.

Em 1965, veio o reconhecimento da qualidade do time. Para disputar um amistoso contra o Uruguai, em Minas Gerais, a CBD (antiga Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) convocou o Palmeiras, que atuou vestido de amarelo e venceu por 3 a 0, com gols de Julinho Botelho, Rinaldo e Tupãzinho.

No ano seguinte, a Academia venceu de novo o Campeonato Paulista. Aquela geração ainda seria reconhecida internacionalmente. Em 1969, faturou o tradicional troféu Ramón de Carranza, na Espanha, em que equipes européias em pré-temporada disputam um torneio amistoso. Além disso, conquistou também o Roberto Gomes Pedrosa, que era equivalente a um Campeonato Brasileiro na época.

Apesar de não diminuir o ritmo das conquistas, o Palmeiras começava a demonstrar sinais de cansaço. Já mais maduros, os atletas não rendiam o esperado. Precisou ser feita uma renovação para que a qualidade dentro de campo não fosse alterada. Formou-se, então, a Segunda Academia de Futebol.

Os craques da companhia passaram a ser Ademir da Guia, Emerson Leão, Luís Pereira, Dudu e Leivinha, que levariam o clube ao bicampeonato brasileiro no começo da década de 70. O ano de 1972, aliás, é especial para o torcedor alviverde. Isso porque, naquela temporada, o Verdão venceu os cinco campeonatos que disputou (Campeonato Paulista, Taça Cidade de Zaragoza, Torneio de Mar del Plata, Torneio Laudo Natel e Campeonato Brasileiro).

Dois anos depois, mais um Campeonato Paulista. Esse, porém, é especial. Na final diante do arqui-rival Corinthians, o Palmeiras de Ademir da Guia deu show, comandou o triunfo por 1 a 0 e manteve o Timão na fila de títulos por mais um ano (já eram 21 à época). O revés culminou na saída de Rivellino do Parque São Jorge. Ademir também se despediria logo da torcida. Em 1976, conquistou seu último Paulista, com os palmeirenses batendo recorde de público no Parque Antarctica (40 mil).

Como acontece na maioria das vezes, a saída de um ídolo é seguida de um período de crise. De 1976 em diante, o Verdão ficou 16 anos à espera de uma conquista, que esteve perto em 1986. Na final do Paulista contra a surpreendente Inter de Limeira, o lateral Denys escreveu seu nome na história do clube, ao falhar no momento decisivo e deixar o ponta Tato garantir a conquista para a equipe interiorana.

A redenção viria somente nos anos 1990, com o apoio indispensável da multinacional do ramo de laticínios Parmalat. A parceria garantia apoio financeiro ao Palmeiras, que passou a contratar grandes nomes e conseguiu, enfim, uma conquista. Foi em 1993, com Vanderlei Luxemburgo no comando e estrelas como Edmundo, Evair, Antonio Carlos e Roberto Carlos em campo.

Na decisão do Paulista, contra o Corinthians, o Verdão goleou por 4 a 0. Completaria a temporada de sucesso com o Brasileiro, garantido após final diante do Vitória-BA. No ano seguinte, novas taças no Parque Antarctica. Com reforços como Edílson e Rivaldo, o time faturou novamente o Estadual e o Nacional.

A “Era Parmalat” ainda estava apenas no começo, e Luxemburgo ainda daria mais um Paulista ao clube em 1996. Na ocasião, tinha Djalminha, Luizão e Müller como astros da equipe que sobrou no Estadual e marcou mais de cem gols na competição.

Era a hora, então, de partir em busca do continente. O sonho de conquistar a América ganhou fortes contornos com a chegada de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, em 1997. Depois de um vice-brasileiro (1997) e uma Copa do Brasil (1998), o time foi à Libertadores e fez história. Em 1999, com Zinho, Evair, Paulo Nunes, Oséas, Alex, César Sampaio e Marcos, o time venceu o torneio após decisão emocionante nos pênaltis contra o Deportivo Cáli.

Na decisão do Mundial no fim daquele ano, no Japão, veio a decepção da derrota por 1 a 0 para os ingleses do Manchester United, com direito a falha do ídolo Marcos. No ano seguinte, nova tentativa na Libertadores, que, desta vez, terminou em trauma na final diante do Boca Juniors, da Argentina. Antes disso, porém, a alegria de eliminar nos pênaltis o Corinthians, o que voltaria a acontecer no ano seguinte, assim como a queda para o time da Bombonera.

As tentativas cansaram o Verdão. Depois de dois insucessos consecutivos na competição continental, a equipe caiu muito de produção e chegou ao fundo do poço. No Campeonato Brasileiro de 2002, terminou sendo rebaixada à segunda divisão nacional. Apesar de ter subido logo em seguida, a campanha fora da elite nunca será esquecida pelos torcedores.

De volta à primeira divisão, o Palmeiras ainda não conseguiu muito. Há três anos briga sempre por vagas na Copa Libertadores. Na competição continental, já foi eliminado duas vezes pelo arqui-rival São Paulo.


GRANDES ÍDOLOS

Os primeiros grandes ídolos da história do Palmeiras apareceram na década de 20, quando o clube conquistou seus primeiros títulos. À época, o nome de maior destaque era Heitor Marcelino, que defendeu o clube de 1916 a 1931 e chegou a ser artilheiro do Campeonato Paulista de 1926. Seu melhor parceiro em todo o período foi Ernesto Imparato, que entrou para a história por uma vitória específica.

Em 1933, o Palmeiras goleou o arqui-rival Corinthians por 8 a 0, o maior resultado até hoje. Imparato marcou nada menos que três gols na partida. O artilheiro do jogo, no entanto, foi Romeu Pelliciari, outro ícone dos anais alviverdes.

Romeu defendeu o Palestra Itália durante toda a década de 30, e marcou 106 gols em 105 jogos, com a impressionante média de mais de um gol por jogo. Conquistou, no período, cinco Campeonatos Paulistas (1932, 1933, 1934, 1936 e 1940). Enquanto Pelliciari garantia na frente, Junqueira era o grande nome na defesa.

É, até hoje, considerado o maior zagueiro da história do clube depois de Luís Pereira (década de 70). Foi o primeiro atleta do clube a ser homenageado com um busto na frente da sede. Na década de 40, esses craques deram espaço a nomes como Waldemar Fiúme e Oberdan Cattani.

O último passou nada menos que 15 anos à frente da meta do Verdão, e é um dos melhores na posição na história. Já Fiúme ficou marcado pela versatilidade e pela qualidade de seu futebol. Começou como meia até se encontrar na quarta-zaga. Foi um dos campeões da Taça Rio, disputada em 1951. Em homenagem aos serviços prestados, a diretoria do clube mandou construir um busto do jogador na frente da sede.

A equipe que venceu a Juventus, da Itália, na final daquela competição, aliás, era recheada de grandes jogadores. Além de Fiúme, tinha Jair da Rosa Pinto, eleito o melhor do torneio e que até hoje é um dos maiores ídolos da história do clube.

Na segunda metade dos anos 50, o Verdão começou a montar a primeira “Academia”, maneira carinhosa como o time alviverde foi chamado pela categoria do futebol apresentado. Mazzola e Chinesinho passaram pelo clube na época, mas saíram antes do momento mais esperado.

A década de 60 chegou e trouxe consigo a expectativa de o Palmeiras conquistar títulos importantes. Chegava do Bangu Ademir da Guia, filho de Domingos da Guia, considerado o maior camisa 10 do clube em todos os tempos, último homenageado com um busto. Ao seu lado, tinha craques de seleção brasileira como Djalma Santos e Julinho Botelho.

Juntos, conquistaram os Paulistas de 1959, 1963 e 1966, além das Taças Brasil de 1960 e 1967 e dos Roberto Gomes Pedrosa de 1967 e 1969. No fim dessa geração, o “Divino” Ademir da Guia (como ficou conhecido o jogador) ficou como remanescente para a Segunda Academia de Futebol, ainda mais poderosa, que foi buscar o país.

Emerson Leão, Luís Pereira, Dudu e Leivinha acompanharam Ademir da Guia nas conquistas da década de 70. O ano de 1972, em especial, rendeu a todos muitas glórias. Foram cinco campeonatos conquistados: o Paulista, o Brasileiro, a Taça Cidade de Zaragoza, a Taça Mar del Plata e o Torneio Laudo Natel.

Em 1974, esses jogadores ainda foram responsáveis pelo sucesso em um dos clássicos mais marcantes contra o Corinthians. Na final do Paulista daquele ano, o Verdão venceu por 1 a 0 e manteve o rival na fila por mais alguns anos (já eram 20 na época).

O que aqueles jogadores não sabiam, porém, é que o time do Parque Antarctica viveria situação semelhante na década de 80, quando passou em branco. Foram 16 anos de jejum, só quebrados em 1993, com a conquista do Paulista e do Brasileiro. Naquela equipe, financiada pela parceria com a multinacional de laticínios Parmalat, estavam craques como Antonio Carlos, Roberto Carlos, Zinho, Mazinho, César Sampaio, Edmundo e Evair.

Todos esses escreveram seus nomes na história do clube por terem feito parte da equipe que encerrou a fase negra da agremiação, mas nenhum deles o fez como Evair. Grande líder daquela equipe, ele marcou o gol que garantiu o título paulista ao Verdão. Posteriormente, outros como Rivaldo e Djalminha também se firmariam na história do Palmeiras, principalmente com o título estadual de 1996.

Ainda tinha espaço, porém, para mais um grande ídolo na galeria alviverde. Na segunda metade dos anos 90, quando Velloso perdeu força, Marcos surgiu como santo (“São Marcos”) e conquistou o coração das arquibancadas.

Primeiro com as defesas nas campanhas da Taça Libertadores de 1999. Em várias ocasiões, ele foi o responsável pelo avanço do clube em cobranças de pênaltis. As melhores lembranças, porém, vêm das semifinais da competição em 2000, quando o Palmeiras se encontrou com o arqui-rival Corinthians. Nas cobranças de pênaltis, ele parou Marcelinho Carioca, grande ídolo rival, e fez o clube avançar.

Mas não é só pelas conquistas que Marcos é lembrado. O goleiro esteve com o clube no momento mais difícil de sua história. Campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, preferiu disputar a Série B do Brasileirão em 2003 com o Verdão a sair para o exterior.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do Palmeiras é Heitor Marcelino, que defendeu a agremiação de 1916 a 1931, marcando nada menos que 284 gols no período.

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