Canal Futebol ::::: Página Inicial ::::: Política de Privacidade ::::: Usuários Online:

Campeonato Paulista - Paulista de Jundiaí :: Voltar

HISTÓRIA

O Paulista foi fundado em 17 de maio de 1909 e é um dos times mais antigos do futebol paulista. A iniciativa partiu de funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF). Mas, na verdade, o clube é uma continuação do Jundiahy Foot Ball Club, que foi fundado em 1903. A mudança do nome ocorreu em uma reunião entre torcedores e associados, ao lado da locomotiva 34 da CPEF.

Nos primeiros anos de existência do Galo da Japi, o clube servia apenas para disputas internas entre seus associados, até que, em 1919, o Paulista se filiou à Associação Paulista de Esportes Athléticos (APEA), que era a Federação Paulista de Futebol (FPF) da época.

A partir daí, o Tricolor passou a disputar suas primeiras competições de futebol profissional. Até 1933, quando a APEA virou a FPF, e o clube se filiou à nova organização, o Galo da Japi venceu o campeonato regional por três vezes.

A equipe seguiu disputando competições regionais até 1948, quando a FPF criou a segunda divisão do Campeonato Paulista. A partir daí o Paulista nunca mais deixou de disputar o Paulistão, mas só obteve sucesso na segunda divisão 20 anos depois, em 1968, quando venceu de maneira invicta.

Dez anos depois, em 1978, o time voltou a disputar a segunda divisão estadual após ser rebaixado um ano antes. O Galo amargou seis anos na segunda divisão, até que, em 1984, conseguiu retornar à primeira divisão do Paulistão. Dois anos depois, o Tricolor novamente caiu para a segunda divisão.

Em 1990 vem a primeira parceria do clube. O Paulista fez um acordo com a Lousano e mudou seu nome para Lousano Paulista. A empresa injetou dinheiro no clube e levou o time da série A-3 à A-2 em 1995, e ajudou o Galo da Japi a conquistar a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1997, após vitória sobre o tradicional Corinthians.

No ano seguinte, a parceria com a Lousano foi desfeita. Mas o Paulista não demorou para achar outro investidor. O clube firmou uma parceria com a Parmalat em 1998 e mudou seu nome para Etti Jundiaí. Na época em que esteve sob contrato com a Parmalat, o time conseguiu voltar à Série A-1 do Paulistão e à Série B no Campeonato Brasileiro.

Em 2002, a parceria com a Parmalat acabou e o clube voltou a se chamar Paulista após um plebiscito realizado na cidade de Jundiaí para decidir o nome da equipe da cidade.

Foi de 2002 para frente que o Paulista entrou em sua melhor fase. Dois anos depois do fim da parceria, o clube chegou à final do Campeonato Estadual contra o São Caetano. O Galo da Japi perdeu e ficou com o vice-campeonato, mas eliminou o poderoso Palmeiras na semifinal da competição.

Em 2005, o Paulista provou a sua força e venceu a Copa do Brasil eliminando apenas times da primeira divisão em sua trajetória vitoriosa. Os eliminados pela equipe foam Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e Fluminense.

No ano seguinte veio a recompensa pela vitória na Copa do Brasil. O Paulista disputou sua primeira competição internacional, a Libertadores da América. A equipe foi eliminada na primeira fase, mas fez um jogo histórico para a torcida jundiaiense.

O Galo da Japi conseguiu vencer o tradicional River Plate-ARG por 2 a 1, no estádio Jaime Cintra. Nesse mesmo ano, o Paulista aplicou a maior goleada da história da Série B, ao vencer o Paysandu por 9 a 0.

Contudo, em 2007 o bom futebol não foi mantido e os torcedores tiveram um ano amargo. Com uma péssima campanha na segunda divisão, o Paulista terminou entre os últimos colocados do certame e foi rebaixado para a Série C de 2008.


GRANDES ÍDOLOS

A história recente do Paulista tem duas conquistas bastante importantes: o segundo lugar no Campeonato Paulista de 2004 e a vitória na Copa do Brasil de 2005. Ambos os títulos foram conquistados sob a batuta de técnicos estreantes que fizeram história em Jundiaí.

O vice do Paulistão de 2004 foi conquistado com Zetti no comando da equipe. O ex-goleiro, que fez sucesso nos anos 1990 defendendo o São Paulo, foi o treinador da equipe que teve o arqueiro Márcio e o meia Márcio Mossoró como grandes destaques. O título valorizou Zetti, que foi para o Guarani após a conquista.

Com a saída de Zetti, o clube resolveu apostar em outro técnico sem experiência: Vagner Mancini, que jogou de lateral-direito pelo Galo da Japi nos anos 1990 e foi um grande ídolo da torcida. O técnico também conseguiu sucesso e conquistou a Copa do Brasil de 2005, levando o time à Libertadores.

Na competição internacional o clube não passou da primeira fase, mas o treinador ganhou destaque e se transferiu para o milionário futebol árabe, onde treinou o Al-Nassr. Posteriormente, Mancini foi contratado pelo Grêmio.

Dentro das quatro linhas, dois craques que fizeram história no Corinthians passaram pelo Paulista no final de suas carreiras. Trata-se de Neto e Casagrande.

O meia, que começou sua carreira no Guarani e foi o principal jogador do Timão na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990. Depois de defender o Corinthians, Neto passou pelo Milionários da Colômbia, pelo Atlético-MG, pelo Matsubara, Guarani, Araçatuba, Corinthians novamente, Mineros, da Venezuela e, finalmente, encerrou sua carreira no Paulista de Jundiaí, em 1999.

Já Casagrande, que começou sua carreira no próprio Corinthians, defendeu também a Caldense, o São Paulo, o Porto, de Portugal, o Ascoli, da Itália, o Torino, também da Itália, o Flamengo e as cores do Paulista em 1995, um ano antes de encerrar a carreira no modesto São Francisco, da Bahia.

Recentemente, o grande nome do time foi o meia Marcio Mossoró, destaque na conquista da Copa do Brasil de 2005, após final contra o Fluminense. Rápido e habilidoso, o jogador marcou um gol no triunfo por 2 a 0 em casa contra o Tricolor carioca, o que fez com que o Paulista se sagrasse campeão com o empate por 0 a 0 no Rio de Janeiro. Foi o maior momento da história do clube.

Suas boas atuações encantaram a torcida de Jundiaí e fez despertar o interesse de grandes clubes brasileiros na contratação do meia. Desta forma, logo depois Mossoró foi para o Internacional, sendo campeão da Libertadores de 2006 e do Mundial de Clubes no mesmo ano.

Um pouco mais a frente naquele time atuava o atacante Léo. Revelado pelo Guarani, o jogador também se destacou na conquista do torneio nacional e foi outro a seguir para o Beira-Rio. Na decisão diante do Flu, foi ele quem marcou o primeiro gol, abrindo o caminho do título.

:: Topo da Página ::: Voltar