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Campeonato Paulista - Ponte Preta :: Voltar

HISTÓRIA

Um dos mais antigos clubes de futebol em atividade do país, a Associação Atlética Ponte Preta começou a surgir em 1870, ao mesmo tempo em que a cidade de Campinas se expandia. Nesse ano, começou a construção da estrada ferroviária Jundiaí-Campinas e, para facilitar o andamento da obra, foi necessário erguer uma ponte para facilitar o transporte de materiais para circulação dos operários.

Essa ponte foi feita de madeira e, para sua melhor conservação, recebeu camadas de piche, ficando assim preta. A estrutura virou símbolo da região onde se localizava e em 1872 deu nome ao Bairro da Ponte Preta.

O clube foi fundado em 1900, por um grupo de jovens estudantes que praticavam o futebol como passatempo. Como na época não havia entidades voltadas à prática da modalidade, os amigos Miguel Carmo, o Migué; Luiz Garibaldi “Gigette” Burghi e Antônio de Oliveira, o Tonico Campeão, resolveram criar um clube esportivo e o nome da nova equipe não podia ser outro.

A entidade foi batizada com o mesmo nome do bairro onde ficava a ponte preta. Assim, surgiu uma das maiores forças do futebol do interior do estado de São Paulo. O estádio do time foi fundado em 1948, após quatro anos de construção. Apelidado de “Majestoso”, foi erguido em um terreno comprado e doado pelos torcedores campineiros Moisés Lucarelli (nome oficial do campo de jogo), Olímpico Dias Porto e José Cantúsio.

Com a inauguração da “nova casa”, a Ponte Preta conseguiu seus melhores resultados e viveu uma de suas melhores épocas. Em 1951, o time conseguiu o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista, após se tornar vice-campeão da Série A-2. Em 1960, o clube foi rebaixado e permaneceu nove anos na segunda divisão, conseguindo ascender novamente somente em 1969.

A década de 70 e o começo dos anos 1980 foi uma das épocas mais gloriosas dos campineiros. A Macaca foi o primeiro clube do interior do Brasil a disputar o Campeonato Brasileiro, em 1970. Mesmo sem conquistar nenhum título, o clube alcançou o vice-campeonato paulista em três ocasiões – 1977, 1979 e 1981 e foi semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1981, quando encerrou sua participação na terceira posição.

O Campeonato Paulista de 1977 é considerado até hoje um dos mais polêmicos da história do futebol do estado. Na final, a Ponte, considerada favorita para erguer o caneco, jogou contra o Corinthians, um dos maiores times do Brasil e há 23 anos sem conquistar nenhum título.

O atacante Rui Rey, um dos melhores jogadores do time na competição, foi expulso logo no início da partida, prejudicando o time do interior, que acabou derrotado por 2 a 1. O comportamento do jogador gerou revolta nos torcedores campineiros, que o acusaram de ter recebido dinheiro para cometer tal atitude.

Aquela geração ainda desperdiçaria outras oportunidades no Estadual. Dois anos depois, novamente contra o Corinthians, a Macaca seria atropelada por Sócrates e companhia. Em 1981, mais uma chance, e dessa vez o algoz foi o São Paulo. Com os insucessos consecutivos, os torcedores viram o time ser desmanchado. Oscar, Dicá e Carlos, grandes estrelas, saíram, e abriram espaço para a crise no Moisés Lucarelli.

Rebaixada no Brasileiro de 1986, a Ponte ficou fora da elite até 1998, quando voltou em grande estilo. Conseguiu, em 1997, ir às quartas-de-final da competição, caindo apenas para o São Paulo. A fase durou até o início da era dos pontos corridos, em 2003, quando o clube caiu de produção. O resultado foi a nova queda em 2006, que recolocou o time na briga da Segundona.


GRANDES ÍDOLOS

O maior ídolo da história da Ponte Preta é Oscar Sales Bueno Filho, mais conhecido como Dicá. Talentoso e exímio cobrador de faltas, o meia chegou ao clube aos 15 anos de idade levado pelo pai. Jogou apenas algumas partidas pela equipe juvenil da Macaca e foi integrado ao time profissional pelo então treinador Cilinho, que notou potencial no garoto.

O treinador não estava errado e o meio-campista comandou os pontepretanos na conquista do título da segunda divisão do Campeonato Paulista de 1969. No ano seguinte, os campineiros fizeram boa campanha no Campeonato Estadual e o jogador foi eleito a revelação da competição. Com a ascensão, o atleta despertou atenção de grandes clubes brasileiros e acabou contratado pelo Santos, para jogar ao lado de Pelé.

Antes de retornar ao time campineiro em 1977, Dicá ainda defendeu a Portuguesa de Desportos. Nesse ano, a Ponte formou uma grande equipe e chegou à final do Paulistão, contra o Corinthians, mas acabou derrotada. O meia atuou pelos alvinegros até 1984 e levou o clube a três vice-campeonatos estaduais, em 1977, 1979 e 1981.

Durante toda sua história, o time campineiro sempre revelou grandes jogadores e com os goleiros não foi diferente. Carlos, titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986, iniciou sua carreira no clube em 1974 e, no ano seguinte defendeu pela primeira vez o selecionado nacional. Ele foi convocado para integrar a delegação “canarinha” nas Copas de 1978 e 1982, mas como reserva. Em 1983, a Ponte não resistiu ao assédio e negociou o jogador com o Corinthians.

Outro grande arqueiro revelado em Campinas foi Waldir Perez. Contratado do inexpressivo Garça em 1970, o jogador ganhou prestígio defendendo as cores alvinegras, onde atuou de 1970 a 1973. Considerado um dos mais completos goleiros do país, Perez tinha como principais características seu apurado reflexo e sua frieza nos momentos decisivos. Ele participou de três Copas do Mundo, em 1974, 1978 e 1982, sendo titular nesta última.

Uma das maiores duplas de zagueiros da Ponte Preta foi formada por Oscar e Polozzi na década de 1970. O primeiro misturava técnica e raça e foi mais uma grande revelação do clube. Formado nas categorias de base da Ponte, ele iniciou sua carreira em 1973 e permaneceu no time até 1979. Polozzi também estreou para o futebol no alvinegro campineiro, em 1972. No período em que defendeu a equipe viveu seu melhor momento como profissional.

Os dois defensores formaram o sistema defensivo da Ponte vice-campeã Paulista em 1977 e 1979. A parceira de sucesso prosseguiu e ambos foram convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1978. Oscar foi titular e Polozzi não disputou um jogo sequer. O primeiro também defendeu o Brasil na Copas de 1982 e 1986, sendo também titular na primeira e reserva na segunda.

Recentemente, a Ponte revelou nomes como de Mineiro, vencedor da Bola de Prata na categoria volante em 2000, prêmio dado aos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro; o atacante Luís Fabiano, considerado um dos melhores da Europa na atualidade e o centroavante Washington, artilheiro do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2001 e goleador máximo de uma única edição de Campeonatos Brasileiros, com 34 gols pelo Atlético-PR em 2004.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da Ponte Preta é também o maior ídolo do clube. O meia Dicá marcou 154 gols durante suas duas passagens pela equipe, de 1966 a 1972 e de 1976 a 1984. Ao todo foram 14 anos defendendo a Macaca.

Nesse período, ele ajudou a Ponte a conquistar o acesso à primeira divisão do Campeonato Paulista em 1969 e foi três vezes vice-campeão estadual, em 1977, 1979 e 1981. O “Mestre”, como era chamado pelos torcedores, também é o jogador que mais vestiu a camisa alvinegra, com 581 exibições.

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