Canal Futebol ::::: Página Inicial ::::: Política de Privacidade ::::: Usuários Online:
Campeonato Paranaense - Rio Branco :: Voltar
Campeonato Paranaense - Rio Branco :: Voltar
HISTÓRIA
O terceiro clube mais antigo do estado do Paraná, o Rio Branco Sport Club, foi fundado em 13 de outubro de 1913, por um grupo de amigos que se reunia na rua Marechal Deodoro para conversar sobre futebol.
Um dia antes, houve a dúvida entre a criação de uma sociedade esportiva ou de um clube de futebol, idéia defendida por Jarbas Nery Chichorro e que agradou a todos. Ele foi, ainda, o propositor do nome Rio Branco, em homenagem ao ilustre diplomata José Maria da Silva Paranhos, o Barão de Rio Branco.
A primeira partida do time aconteceu pouco mais de um mês depois, em 23 de novembro. A equipe enfrentou o Brasil FC, também de Paranaguá, no estádio do Campo Grande, e perdeu por 1 a 0.
Em 1915 disputou o seu primeiro campeonato. A então recém-criada Liga Desportiva Paranaense contou com a participação do leão, presente desde a primeira reunião de formação da liga, e foi figura carimbada na elite do futebol do estado junto com times como Coritiba, Paraná SC, Paranaguá SC, América e Internacional, os mais conhecidos da época.
No início dos anos 1920, o clube começou a construção de seu primeiro estádio. O presidente Nelson Medrado Dias, que foi eleito em 1922, acenava com a idéia de ter uma casa. Para colocá-la em prática, contou com o seu prestígio no comércio da cidade.
Levantado em alguns anos, com a data de 4 de junho de 1927, foi registrado como apto a receber partidas de futebol pela prefeitura e, numa homenagem ao seu idealizador, foi denominado Nelson Medrado Dias, posteriormente apelidado de Estradinha, pela região em que se localiza. O primeiro jogo do Estradinha foi contra o Atlético-PR, que venceu por 5 a 1.
Nos anos 1940, o Rio Branco continuou disputando campeonatos regionais do estado, até que foi Campeão da Liga do Litoral. Depois, em 1948, sagrou-se ainda Campeão do Interior, enfrentando e vencendo o Operário, de Ponta Grossa. No elenco, já estava o lendário Tião, além de Chico Preto, Odemar e Chico Porco.
Na década de 1950, o time foi campeão da Liga Regional de Paranaguá e ganhou o direito de disputar novamente o campeonato do interior. Após a nova conquista, tentou disputar o Campeonato Paranaense de Futebol Profissional, mas não foi fácil. A diretoria enviou o pedido à federação, que tardou a responder, só o fazendo no dia 16 de maio de 1956. A primeira partida profissional do Leão foi contra o Água Verde, vencida por 3 a 2.
Após algumas disputas, os interioranos voltou a disputar a primeira divisão do estado após vencer a segundona paranaense em 1970.
Durante os anos 1980, o clube caiu para a segunda divisão e, a partir dali, parou de contar com o apoio da torcida. Sozinhos, os novos dirigentes assumiram o clube e, liderados pelo ex-jogador Vivi, montaram uma equipe digna da disputa pelo acesso novamente.
Já nos anos 90, então, um ótimo elenco foi formado e ingressou na segunda divisão do estado. No ano de 1993, disputou um campeonato extremamente difícil, com longas viagens e falta de dinheiro, mas ainda assim conseguiu conquistar voltar à elite. No entanto, caiu novamente em 1994. Mas a lição já estava aprendida.
Em 1995, o Rio Branco foi campeão outra vez da segunda divisão, tentando iniciar novamente a sua caminhada rumo a permanência na elite do estado. Em 2000, se preparou com muito afinco para o campeonato deste ano, disputando e vencendo o torneio do interior. Assim, chegou às semifinais da liga, onde acabou derrotado pelo Coritiba.
Atualmente, o clube vem investindo nas categorias de base e saldando as dívidas trabalhistas que tem. Ainda assim, realizou reformas no estádio da Estradinha e construiu um alojamento bastante moderno para os jogadores. O clube se manteve na elite e agora almeja vôos mais altos, como chegar à final do estado.
GRANDES ÍDOLOS
Um dos primeiros ídolos do Rio Branco foi o jogador Tião. Tido como patrimônio do clube, ele chegou em Paranaguá em 1945 vindo de Santa Catarina, onde atuava anteriormente. Ficou na agremiação, como atleta e depois na comissão técnica como massagista, até metade da década de 1970, tornando-se uma bandeira no interior e no estado.
Outro grande nome do Leão foi César Frizzo. O “Gaúcho Parnanguara” veio do Rio Grande do Sul para ficar famoso no futebol paranaense. Foi jogador do Coritiba por muito tempo, além de Cambraense, Jacarezinho e Água Verde. Chegou ao Rio Branco em fim de carreira, mas foi muito importante na ascensão do time no campeonato paranaense do futebol profissional.
Outro atleta de destaque foi o atacante Celso Marques. Celso chegou ainda muito jovem ao clube e foi lançado diretamente das categorias de base, com apenas 16 anos, mas nem sentiu a diferença. Defendeu o time por oito anos e ficou marcado por ter um chute bastante forte e por ser um exímio cobrador de faltas. Foi goleador do campeonato em 1958, com 14 gols marcados, ao lado de Duílio. O clube afirma que, embora faltem dados oficiais, ele é o maior artilheiro de toda a história.
Outro grande ídolo foi o jogador Dicésar, ‘O Mestre do Pênalti’. Dicésar de Paula Santos nasceu em Paranaguá e defendeu o clube a partir de 1954. Esteve no escrete campeão do interior. Também dono de um chute forte, ficou marcado como grande cobrador de penalidades máximas.
Contemporâneo a ele, o zagueiro Alcione também envergou a camisa do Leão por dez anos. Contratado em 1954, se notabilizou por ser forte, bom marcador e ganhou a alcunha de maior xerifão do time na história.
Alguns anos depois, o lateral-direito Cale, o atacante Mandrake, o meia Odair, o zagueiro Salvito e o meia paraguaio Villanueva fizeram parte desses anos de glória do Rio Branco.
O grande comandante de todos esses jogadores foi o treinador João Lima. Contratado em 1957, o técnico chegou com sua simpatia e conquistou a jogadores, diretoria e torcida, inclusive passando pelo clube por oito oportunidades.
Na metade dos anos 60, o zagueiro Vivi também marcou história. Erwin Walter Aal Junior foi chamado para jogar no time e, mesmo ainda muito jovem, tornou-se rapidamente titular da zaga que já teve Alcione. Jogou de 1965 a 1968, quando se transferiu para o Coritiba. Depois, voltou em 1971 e ficou até 1976, quando encerrou a carreira. É lembrado até hoje pela torcida do leão.
Na mesma época, o garoto Oromar chegou a Paranaguá. Um ponta-direita bastante rápido e habilidoso, jogou lá de 1962 a 1965, até que se transferiu, também, para o Coritiba. Depois, fez o caminho inverso e retornou às suas origens, jogando de 1971 a 1975.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro do clube, segundo a diretoria, foi o atacante Celso Marques, que jogou entre as décadas de 1950 e 1960. No entanto, os arquivos históricos do Leão não têm profundidade suficiente para comprovar os fatos, faltando registros sobre os números.
:: Topo da Página ::: Voltar
O terceiro clube mais antigo do estado do Paraná, o Rio Branco Sport Club, foi fundado em 13 de outubro de 1913, por um grupo de amigos que se reunia na rua Marechal Deodoro para conversar sobre futebol.
Um dia antes, houve a dúvida entre a criação de uma sociedade esportiva ou de um clube de futebol, idéia defendida por Jarbas Nery Chichorro e que agradou a todos. Ele foi, ainda, o propositor do nome Rio Branco, em homenagem ao ilustre diplomata José Maria da Silva Paranhos, o Barão de Rio Branco.
A primeira partida do time aconteceu pouco mais de um mês depois, em 23 de novembro. A equipe enfrentou o Brasil FC, também de Paranaguá, no estádio do Campo Grande, e perdeu por 1 a 0.
Em 1915 disputou o seu primeiro campeonato. A então recém-criada Liga Desportiva Paranaense contou com a participação do leão, presente desde a primeira reunião de formação da liga, e foi figura carimbada na elite do futebol do estado junto com times como Coritiba, Paraná SC, Paranaguá SC, América e Internacional, os mais conhecidos da época.
No início dos anos 1920, o clube começou a construção de seu primeiro estádio. O presidente Nelson Medrado Dias, que foi eleito em 1922, acenava com a idéia de ter uma casa. Para colocá-la em prática, contou com o seu prestígio no comércio da cidade.
Levantado em alguns anos, com a data de 4 de junho de 1927, foi registrado como apto a receber partidas de futebol pela prefeitura e, numa homenagem ao seu idealizador, foi denominado Nelson Medrado Dias, posteriormente apelidado de Estradinha, pela região em que se localiza. O primeiro jogo do Estradinha foi contra o Atlético-PR, que venceu por 5 a 1.
Nos anos 1940, o Rio Branco continuou disputando campeonatos regionais do estado, até que foi Campeão da Liga do Litoral. Depois, em 1948, sagrou-se ainda Campeão do Interior, enfrentando e vencendo o Operário, de Ponta Grossa. No elenco, já estava o lendário Tião, além de Chico Preto, Odemar e Chico Porco.
Na década de 1950, o time foi campeão da Liga Regional de Paranaguá e ganhou o direito de disputar novamente o campeonato do interior. Após a nova conquista, tentou disputar o Campeonato Paranaense de Futebol Profissional, mas não foi fácil. A diretoria enviou o pedido à federação, que tardou a responder, só o fazendo no dia 16 de maio de 1956. A primeira partida profissional do Leão foi contra o Água Verde, vencida por 3 a 2.
Após algumas disputas, os interioranos voltou a disputar a primeira divisão do estado após vencer a segundona paranaense em 1970.
Durante os anos 1980, o clube caiu para a segunda divisão e, a partir dali, parou de contar com o apoio da torcida. Sozinhos, os novos dirigentes assumiram o clube e, liderados pelo ex-jogador Vivi, montaram uma equipe digna da disputa pelo acesso novamente.
Já nos anos 90, então, um ótimo elenco foi formado e ingressou na segunda divisão do estado. No ano de 1993, disputou um campeonato extremamente difícil, com longas viagens e falta de dinheiro, mas ainda assim conseguiu conquistar voltar à elite. No entanto, caiu novamente em 1994. Mas a lição já estava aprendida.
Em 1995, o Rio Branco foi campeão outra vez da segunda divisão, tentando iniciar novamente a sua caminhada rumo a permanência na elite do estado. Em 2000, se preparou com muito afinco para o campeonato deste ano, disputando e vencendo o torneio do interior. Assim, chegou às semifinais da liga, onde acabou derrotado pelo Coritiba.
Atualmente, o clube vem investindo nas categorias de base e saldando as dívidas trabalhistas que tem. Ainda assim, realizou reformas no estádio da Estradinha e construiu um alojamento bastante moderno para os jogadores. O clube se manteve na elite e agora almeja vôos mais altos, como chegar à final do estado.
GRANDES ÍDOLOS
Um dos primeiros ídolos do Rio Branco foi o jogador Tião. Tido como patrimônio do clube, ele chegou em Paranaguá em 1945 vindo de Santa Catarina, onde atuava anteriormente. Ficou na agremiação, como atleta e depois na comissão técnica como massagista, até metade da década de 1970, tornando-se uma bandeira no interior e no estado.
Outro grande nome do Leão foi César Frizzo. O “Gaúcho Parnanguara” veio do Rio Grande do Sul para ficar famoso no futebol paranaense. Foi jogador do Coritiba por muito tempo, além de Cambraense, Jacarezinho e Água Verde. Chegou ao Rio Branco em fim de carreira, mas foi muito importante na ascensão do time no campeonato paranaense do futebol profissional.
Outro atleta de destaque foi o atacante Celso Marques. Celso chegou ainda muito jovem ao clube e foi lançado diretamente das categorias de base, com apenas 16 anos, mas nem sentiu a diferença. Defendeu o time por oito anos e ficou marcado por ter um chute bastante forte e por ser um exímio cobrador de faltas. Foi goleador do campeonato em 1958, com 14 gols marcados, ao lado de Duílio. O clube afirma que, embora faltem dados oficiais, ele é o maior artilheiro de toda a história.
Outro grande ídolo foi o jogador Dicésar, ‘O Mestre do Pênalti’. Dicésar de Paula Santos nasceu em Paranaguá e defendeu o clube a partir de 1954. Esteve no escrete campeão do interior. Também dono de um chute forte, ficou marcado como grande cobrador de penalidades máximas.
Contemporâneo a ele, o zagueiro Alcione também envergou a camisa do Leão por dez anos. Contratado em 1954, se notabilizou por ser forte, bom marcador e ganhou a alcunha de maior xerifão do time na história.
Alguns anos depois, o lateral-direito Cale, o atacante Mandrake, o meia Odair, o zagueiro Salvito e o meia paraguaio Villanueva fizeram parte desses anos de glória do Rio Branco.
O grande comandante de todos esses jogadores foi o treinador João Lima. Contratado em 1957, o técnico chegou com sua simpatia e conquistou a jogadores, diretoria e torcida, inclusive passando pelo clube por oito oportunidades.
Na metade dos anos 60, o zagueiro Vivi também marcou história. Erwin Walter Aal Junior foi chamado para jogar no time e, mesmo ainda muito jovem, tornou-se rapidamente titular da zaga que já teve Alcione. Jogou de 1965 a 1968, quando se transferiu para o Coritiba. Depois, voltou em 1971 e ficou até 1976, quando encerrou a carreira. É lembrado até hoje pela torcida do leão.
Na mesma época, o garoto Oromar chegou a Paranaguá. Um ponta-direita bastante rápido e habilidoso, jogou lá de 1962 a 1965, até que se transferiu, também, para o Coritiba. Depois, fez o caminho inverso e retornou às suas origens, jogando de 1971 a 1975.
ARTILHEIROS
O maior artilheiro do clube, segundo a diretoria, foi o atacante Celso Marques, que jogou entre as décadas de 1950 e 1960. No entanto, os arquivos históricos do Leão não têm profundidade suficiente para comprovar os fatos, faltando registros sobre os números.
:: Topo da Página ::: Voltar