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Campeonato Paulista - São Caetano :: Voltar

HISTÓRIA

Os moradores de São Caetano do Sul, na região do ABC, em São Paulo, sempre sonharam em contar com um clube que representasse a população pelo estado e até pelo Brasil. O sonho ganhou forma em 4 de dezembro de 1989, quando um grupo de esportistas, liderados pelo então prefeito da cidade, Dr. Luiz Olinto Tortorello, resolveu fundar a Associação Desportiva São Caetano.

No fim de 1989, o time se inscreveu na Federação Paulista de Futebol e passou a disputar competições oficiais promovidas pela entidade. Como todo clube recém-criado, o Azulão entrou na última divisão do Campeonato Paulista e disputou seu primeiro campeonato oficial em 1990, mas no terceiro escalão.

A ascensão da equipe foi meteórica. Em apenas três anos, venceu todas as divisões do futebol paulista e, em 1993, disputou pela primeira vez o campeonato da elite do estado. Como o progresso foi muito rápido, os dirigentes montaram uma equipe formada basicamente por jovens atletas e contrataram alguns reforços para manter o time na divisão superior. A prioridade da diretoria era melhorar a infra-estrutura do time e, com isso, montar uma sede social, centro de treinamento, alojamentos, organizar todos os departamentos e transformar o clube em sociedade anônima.

O São Caetano começou a ganhar destaque no cenário futebolístico brasileiro em 2000, com o novo formato do Campeonato Nacional, que se chamou Copa João Havelange naquele ano. Até então, o clube era inexpressivo no país. O time entrou no Módulo Amarelo, equivalente à segunda divisão do Brasil, e conquistou o vice-campeonato. A posição reservou um lugar no mata-mata decisivo da competição contra os times considerados grandes.

No certame, o Azulão, comandado por Jair Picerni, eliminou equipes tradicionais como Fluminense, Palmeiras e Grêmio, encantando o Brasil com um futebol vistoso. Dentro de campo, brilhavam o atacante Adhemar, os meio-campistas Claudecir, Esquerdinha e Adãozinho, o lateral-esquerdo César, o zagueiro Dininho e o goleiro Silvio Luiz.

Na final, no entanto, os paulistas perderam para o Vasco e acabaram como vice-campeões brasileiros em uma final conturbada. Após empate por 1 a 1 em São Paulo, o jogo de volta, em São Januário, foi interrompido ainda no seu início, depois que o alambrado do estádio cedeu e muitos torcedores se feriram na queda. A partida, então, só foi realizada em janeiro de 2001, no Maracanã, com triunfo vascaíno por 3 a 1.

Nesse mesmo ano, outra boa campanha no Brasileirão, com a equipe se firmando na elite. Mais uma vez o time chegou na decisão nacional, mas, desta vez, o algoz foi o Atlético-PR e os torcedores amargaram outro vice-campeonato.

De qualquer forma, o segundo lugar deu ao time o direito de disputar a Copa Libertadores da América de 2002. Para surpresa de todos, novamente os Azulão fez brilhante campanha e chegou a mais uma final. Nesta edição do mais importante torneio sul-americano, a equipe bateu fortes times como Peñarol, do Uruguai, e América, do México.

Na decisão, no entanto, o São Caetano não suportou a pressão do tradicional Olímpia do Paraguai e acabou derrotado. Na primeira partida, vitória dos paulistas por 1 a 0, em Assunção. No jogo de volta, triunfo dos paraguaios por 2 a 1, no Morumbi, de virada. O levou a decisão para os pênaltis e os brasileiros perderam por 4 a 2, amargando o terceiro vice-campeonato em três anos.

O esperado título só veio em 2004, com a conquista do Campeonato Paulista. Sob o comando de Muricy Ramalho, o Azulão derrotou o Paulista e levantou o caneco, após derrotar equipes “grandes” como São Paulo e Santos.

Neste mesmo ano, a felicidade pela conquista no primeiro semestre se transformou em uma das maiores tragédias da história do clube. No dia 27 de outubro, em um jogo contra o São Paulo, no Morumbi, válido pelo Campeonato Brasileiro, o zagueiro Serginho sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o jogo e morreu minutos depois em um hospital próximo ao estádio. O caso comoveu não só dirigentes, companheiros de equipe e torcedores do São Caetano, mas o país inteiro, que enviou mensagens de apoio à família do jogador.

O fato abalou jogadores e dirigentes, e o São Caetano nunca mais foi o mesmo de anos anteriores. Em 2005, o time se livrou do rebaixamento do Nacional na última rodada e não foi bem o Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. No ano seguinte, o descenso se confirmou e o clube do ABC caiu para Série B, onde ainda permanece.

No Campeonato Estadual de 2007, sob o comando de Dorival Júnior, um suspiro. Após derrotar o São Paulo por 4 a 1, em pleno Morumbi, se classificou para a final do certame. No primeiro jogo da decisão vitória por 2 a 0, contra o Santos. Podendo perder por um gol de diferença a segunda partida, o São Caetano não resistiu ao alvinegro da Vila Belmiro e foi derrotado pelo mesmo placar, 2 a 0. Em função do regulamento, o título ficou com o time do litoral, que realizou melhor campanha na primeira fase.


GRANDES ÍDOLOS

Maior artilheiro da história do São Caetano com 68 gols, o atacante Adhemar é também o maior ídolo do clube. O craque ajudou a transformar o desconhecido clube paulista em uma das potências do esporte no país. Artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2000, com 22 gols, o jogador ganhou projeção nacional justamente neste ano, quando o time alcançou a final da Copa João Havelange.

Entre os outros bons jogadores que se destacaram pelo clube está o goleiro Sílvio Luís, que defendeu a equipe de 1998 a 2006 e, nesse período, conquistou o Campeonato Paulista de 2004, além dos vice-campeonatos brasileiros de 2000 e 2001 e foi vice-campeão da Copa Libertadores da América de 2002.

O segundo lugar da Copa João Havelange, em 2000, deu prestígio a vários outros jogadores do elenco. O ala-esquerdo César é um desses exemplos. Ele jogou apenas três anos – de 1999 a 2001 e ficou conhecido após participar do elenco vice-campeão em 2000 e foi convocado para a seleção brasileira. Suas principais características, o bom apoio ao ataque e a eficiência na defesa, o levaram à Europa, mais precisamente para a Lazio, da Itália.

O zagueiro Dininho defendeu o Azulão por oito anos, de 1997 a 2005. Nesse período atuou em 113 partidas e ajudou o time a conquistar o Campeonato Paulista de 2004, os vices Brasileiros de 2000 e 2001 e o vice da Copa Libertadores de 2002, se tornando um dos melhores zagueiro com passagem pela equipe.

Os volantes Magrão e Marcelo Mattos também ganharam notoriedade jogando pelo Azulão. O primeiro teve três passagens pelo time – de 1995 a 1996; de 1999 a 2000 e de 2002 a 2003. Nesses períodos participou do elenco que ganhou o acesso à elite do futebol paulista em 2000. Já o segundo foi campeão do Paulistão de 2004, ganhou visibilidade e acabou sendo contratado pelo fundo de investimento MSI e foi repassado ao Corinthians.

O zagueiro Serginho sempre terá seu nome vinculado ao do São Caetano. O atleta morreu em um dos jogos do time, em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2004. No segundo tempo da partida contra o São Paulo, no Morumbi, o jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu minutos depois de ser socorrido no gramado do estádio.

Jogadores como Anaílson, Canindé, Claudecir e Mineiro tiveram curtas, mas boas passagens pelo clube do ABC e se tornaram ídolos do time. Assim como Serginho Chulapa, que encerrou sua carreira na equipe em 1993 e se tornou figura importante para os torcedores.


ARTILHEIROS

O maior artilheiro da história do São Caetano é o atacante Adhemar, com 68 gols. O craque ajudou a transformar o desconhecido clube paulista em uma das potências do esporte no país. Artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2000, com 22 gols, o jogador ganhou projeção nacional justamente neste ano, quando o time alcançou a final da Copa João Havelange.

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