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Campeonato Mineiro - Villa Nova :: Voltar

HISTÓRIA

Villa Nova Atlético Clube foi fundado em 28 de junho de 1908 e é o segundo time mais antigo em atividade no futebol mineiro. A iniciativa da fundação partiu de um grupo de mineradores ingleses que trabalhavam para a Mineração Morro Velho S. A.

O Leão do Bonfim, como é conhecido, foi o primeiro clube mineiro a ceder atletas à seleção brasileira de futebol. Foi o primeiro, também, a conseguir um tetracampeonato mineiro em 1932, 1933, 1934 e 1935. No entanto, essa conquista é considerada apenas um tricampeonato, visto que o Estadual de 1932 ainda era disputado no amadorismo.

Mas nada disso supera a maior conquista da história do Villa Nova. Trinta e seis anos após o tri e com mais um Mineiro conquistado, o de 1951, o Leão do Bonfim disputou a primeira edição da Série B do Campeonato Brasileiro, em 1971. E foi campeão logo de cara, vencendo o Remo, do Pará, na final da competição.

Outro fato importante na história do Villa Nova é a final do Campeonato Mineiro de 1997. A disputa foi contra o poderoso Cruzeiro, que acabou se sagrando campeão daquele ano, mas o fato mais importante desse jogo é o público presente no Mineirão na grande final que, até hoje, é o maior da história do estádio.

Cruzeiro e Villa Nova jogaram para um público de 132.834 pessoas, maior, inclusive, do que a população de Nova Lima, cidade do Villa Nova, que tem 71.897 habitantes.

Já nos anos 2000, mais precisamente em 2007, o Villa Nova firmou uma parceria com o Cruzeiro, na qual poderá pegar alguns atletas da Raposa por empréstimo para a disputa do Campeonato Mineiro de 2008, assim como o Ipatinga fez em 2005 e acabou se sagrando campeão do estadual daquele ano.


GRANDES ÍDOLOS

O Villa Nova Atlético Clube foi o primeiro clube mineiro a ceder jogadores à seleção brasileira. Além disso, ainda revelou alguns outros atletas que passaram pelo seleto nacional.

Um dos que se destacaram é o lateral-direito da Copa do Mundo de 1938, Zezé Procópio. O defensor foi revelado nas categorias de base do Leão do Bonfim, em 1930. A partir daí só fez crescer. O jogador atuou pelo Villa Nova até 1935 e participou da conquista do tetracampeonato mineiro em 1932 (amador), 1933, 1934 e 1935.

Logo após a conquista do tetra o jogador se transferiu para o Atlético-MG e se mostrou pé-quente ao ajudar o Galo a conquistar o bi-Campeonato Mineiro em 1936 e 1937.

Mas foi em 1938 que o lateral teve sua maior glória ao ser convocado para a seleção brasileira que conquistou o terceiro lugar na Copa do Mundo, ao lado de Leônidas da Silva e de outra revelação do Villa Nova, o atacante Perácio. Zezé Procópio morreu em 8 de dezembro de 1980.

Perácio também começou sua carreira no Villa Nova, no entanto, o início de sua trajetória aconteceu três anos após o de Zezé Procópio. Já em seu primeiro ano como profissional, Perácio participou da conquista do Campeonato Mineiro de 1933. Nos anos seguintes, 1934 e 1935, o Leão do Bonfim repetiu a dose e acabou se sagrando o primeiro tri-campeão mineiro profissional.

Em 1937 o atleta se transferiu para o Botafogo e, um ano depois, integrou a seleção brasileira da Copa de 1938. No Mundial ele protagonizou um lance épico. Conhecido por seu chute extremamente forte com ambas as pernas, após um arremate contra o gol do arqueiro checoslovaco Planicka, o goleiro, na tentativa de defender a finalização, se chocou contra a trave e quebrou o braço e a clavícula.

O último atleta que começou no Villa Nova e a defender a seleção foi Luizinho, zagueiro titular do time histórico que disputou a Copa do Mundo de 1982. O jogador nasceu em Nova Lima e começou a sua carreira no time da cidade.

Em 1978 se transferiu para o Atlético-MG, time que defendeu até 1988. Nesse período de sua carreira, o zagueiro passou a defender também a seleção brasileira e jogou ao lado de craques como Zico, Falcão, Sócrates e outros. Em 1988, o atleta se transferiu para o Sporting, de Portugal. Luizinho defendeu o clube alviverde até 1993, quando voltou para o Brasil defendendo o Cruzeiro, onde encerrou sua carreira no mesmo ano.

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